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Inovação

04/08/25 - 2 minutos de leitura

Brasil pode liderar nova era digital com data centers e energia firme

Estudo da Energisa mostra como infraestrutura energética confiável pode posicionar o país como referência global em soberania digital

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Brasil pode liderar nova era digital com data centers e energia firme

Estudo da Energisa mostra como infraestrutura energética confiável pode posicionar o país como referência global em soberania digital

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A Energisa está de olho no futuro, e esse futuro passa pelos dados. Um estudo inédito conduzido pelo Instituto Pensar Energia, a pedido da Norgás (empresa do Grupo Energisa), mostra como o Brasil pode se tornar um polo estratégico da economia digital global, desde que garanta energia firme para o funcionamento seguro dos data centers. 

A demanda por esse tipo de infraestrutura cresce em ritmo acelerado, puxada por inteligência artificial, computação em nuvem, redes 5G e automação industrial. Só em 2024, os data centers consumiram cerca de 415 TWh de energia no mundo, o equivalente a 1,5% da eletricidade global. Até 2030, esse número pode mais que dobrar. 

Hoje, o sistema funciona bem nos indicadores, mas não oferece a estabilidade necessária para estruturas essenciais como os data centers”, alerta Paulo Homem, diretor Institucional e Regulatório da Energisa Distribuição de Gás (EDG). 

Segundo o relatório, o Brasil já possui os ativos necessários, como uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo e capacidade de expansão com gás natural e biometano, mas precisa superar entraves regulatórios e valorizar a energia despachável, aquela que pode ser acionada sob demanda. Sem isso, não há confiabilidade, nem investimento. 

O estudo traduz, com precisão técnica, aquilo que observamos no dia a dia: o Nordeste reúne as condições para se tornar a espinha dorsal da infraestrutura energética e digital que o Brasil precisa construir”, afirma Paulo Homem. 

Com investimentos previstos de mais de R$ 200 milhões em 2025 apenas no Nordeste, a Energisa, por meio da Norgás, reforça a construção de uma malha energética capaz de sustentar data centers e atrair operações internacionais para a região. A proposta inclui a criação de zonas preferenciais com fornecimento firme garantido, conectividade de alto nível e segurança jurídica para investidores. 

Não há digitalização sem infraestrutura tecnológica, como os data centers, o que demanda muita energia. O Brasil é abundante em energia renovável e firme. Se agir com visão, pode transformar essa exigência técnica em trunfo geopolítico”, reforça Marcos Cintra, presidente do Instituto Pensar Energia. 

O estudo propõe ainda a criação de uma Política Nacional de Energia para Infraestruturas Digitais Críticas, com ações integradas entre governo, empresas e reguladores. A missão é clara, transformar o potencial brasileiro em protagonismo real. 

Acesse o estudo completo abaixo:

 

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