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O que é flexibilidade energética e por que ela importa O que é flexibilidade energética e por que ela importa

Publicada em: 28/07/2026

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O que é flexibilidade energética e por que ela importa

A forma como a energia é gerada, distribuída e consumida está mudando rapidamente. O crescimento da geração distribuída, das fontes renováveis, dos sistemas de armazenamento e dos consumidores que também produzem energia exige um sistema elétrico mais inteligente, conectado e capaz de responder às mudanças em tempo real. 

Nesse contexto, um conceito ganha cada vez mais relevância: flexibilidade energética. 

De forma simples, flexibilidade energética é a capacidade de equilibrar a oferta e a demanda de energia por meio de diferentes tecnologias e estratégias, garantindo mais segurança, eficiência e qualidade no fornecimento. 

Esse foi o tema do novo videocast da MIT Technology Review Brasil, produzido em parceria com o Grupo Energisa, no qual Rafael Coimbra, editor-chefe da publicação, conversa com Letícia Dantas, diretora de Inovação da companhia, sobre os desafios da distribuidora do futuro e as soluções que estão moldando a nova economia da energia. 

Por que a flexibilidade energética é importante? 

Durante décadas, o sistema elétrico brasileiro foi estruturado para operar em um fluxo único: grandes usinas geravam energia, que era transmitida e distribuída até chegar aos consumidores. 

Hoje, esse cenário mudou. Milhões de consumidores passaram a produzir sua própria energia por meio da geração distribuída, enquanto baterias, veículos elétricos e novas tecnologias tornaram a rede muito mais dinâmica e descentralizada. 

Segundo Letícia Dantas, esse novo contexto exige que as distribuidoras ampliem seu papel, deixando de atuar apenas na operação da rede para também coordenar recursos energéticos distribuídos e manter o equilíbrio entre geração e consumo. 

As tecnologias que impulsionam essa transformação 

No episódio, são apresentados alguns dos principais mecanismos que tornam o sistema elétrico mais flexível e preparado para o futuro. 

Entre eles estão os sistemas de armazenamento com baterias, que permitem guardar energia para utilizá-la nos momentos de maior demanda; os programas de resposta da demanda, que incentivam consumidores a deslocarem o consumo para horários menos críticos; as tarifas inteligentes, capazes de estimular um uso mais eficiente da energia; além dos agregadores de recursos energéticos distribuídos e das Virtual Power Plants (plantas virtuais de energia), que utilizam tecnologia para coordenar diferentes ativos conectados à rede como se fossem uma única usina virtual. 

Essas soluções ajudam a reduzir congestionamentos, otimizar investimentos em infraestrutura e aumentar a confiabilidade do sistema elétrico. 

Inovação aberta para acelerar o futuro da energia 

Outro destaque da conversa é o Energisa Flex Lab, laboratório de flexibilidade energética criado para desenvolver soluções em parceria com startups, universidades, empreendedores e empresas de diferentes países. 

A primeira chamada de inovação aberta recebeu cerca de 300 propostas de 13 países, demonstrando o interesse global pelo desenvolvimento de tecnologias voltadas à flexibilidade energética e à modernização do setor elétrico. 

Além da conexão com o ecossistema de inovação, o laboratório desenvolve projetos em ambiente real para testar soluções envolvendo baterias, eletropostos, armazenamento de energia, tarifas inteligentes e Virtual Power Plants, gerando conhecimento para acelerar a transformação do setor. 

Uma necessidade para o presente e para o futuro 

Ao longo do bate-papo, fica claro que a flexibilidade energética deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma necessidade. À medida que a geração distribuída cresce e o sistema elétrico se torna mais digital, conectado e descentralizado, soluções capazes de equilibrar oferta e demanda serão fundamentais para garantir redes mais inteligentes, resilientes e preparadas para os desafios dos próximos anos. 

Videocast completo 

Para entender como baterias, inteligência artificial, geração distribuída, Virtual Power Plants e inovação aberta estão transformando o futuro da energia assista ao videocast completo da MIT Technology Review Brasil, em parceria com o Grupo Energisa, e aprofunde-se nos conceitos, desafios e oportunidades que estão redesenhando o sistema elétrico brasileiro. 

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Segurança energética ganha importância na nova geopolítica global Segurança energética ganha importância na nova geopolítica global

Publicada em: 27/07/2026

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Segurança energética ganha importância na nova geopolítica global

A energia voltou ao centro das discussões sobre desenvolvimento, competitividade e geopolítica. Em um cenário marcado por conflitos internacionais, transição energética e crescimento de tecnologias como inteligência artificial e data centers, garantir um fornecimento de energia confiável tornou-se uma questão estratégica para países e empresas. 

O tema é destaque em um novo artigo da MIT Technology Review Brasil, produzido em parceria com o Grupo Energisa, que analisa como as transformações globais estão ampliando o conceito de segurança energética e qual pode ser o papel do Brasil nesse novo cenário. 

O que é segurança energética e por que ela é importante? 

Segurança energética está relacionada à capacidade de garantir o fornecimento contínuo e confiável de energia, mesmo diante de crises, conflitos ou mudanças na demanda. 

Durante décadas, essa discussão esteve fortemente associada ao petróleo e ao gás natural. Hoje, porém, envolve também redes elétricas, fontes renováveis, armazenamento, infraestrutura digital e a capacidade de integrar diferentes fontes de energia. 

Isso acontece porque o mundo está cada vez mais dependente de eletricidade. A expansão da inteligência artificial, dos data centers, da mobilidade elétrica e da digitalização da indústria aumenta a necessidade de sistemas energéticos preparados para atender novas demandas com estabilidade e segurança. 

Diversificar fontes fortalece a segurança energética 

A transição energética também passa a ser discutida sob uma perspectiva mais ampla. Além da redução das emissões, o desafio está em construir sistemas capazes de combinar fontes renováveis, segurança de abastecimento e flexibilidade. 

Para Fábio Bertollo, diretor-presidente dos Negócios de Gás do Grupo Energisa, apostar em diferentes alternativas é fundamental para aumentar a resiliência do sistema energético. 

A gente precisa tomar muito cuidado para não ser muito dogmático. Uma solução só é muito perigosa. Não existe bala de prata. O Brasil tem que buscar diversificação energética. É um dos poucos países que consegue fazer isso. 

Essa diversificação permite que diferentes fontes atuem de maneira complementar. Solar, eólica, hidrelétrica, gás natural, biomassa e biometano, por exemplo, possuem características distintas que podem contribuir para um sistema mais seguro e preparado para oscilações na geração e no consumo. 

Por que o Brasil pode se destacar na nova geopolítica da energia? 

O Brasil reúne uma combinação de fontes que o coloca em posição diferenciada no cenário internacional. O país conta com hidrelétricas, energia solar e eólica, petróleo, gás natural, biomassa, biometano e potencial nuclear. 

Essa diversidade amplia a capacidade de combinar energia limpa, segurança de abastecimento e competitividade, características que ganham importância à medida que empresas e países buscam reduzir vulnerabilidades energéticas. 

O artigo define essa característica como multipotencialidade energética, a possibilidade de integrar diferentes soluções de acordo com as necessidades do sistema e da economia. 

Entre essas alternativas está o biometano, produzido a partir de resíduos urbanos, agroindustriais e orgânicos. Além de contribuir para a descarbonização, a fonte pode fortalecer cadeias produtivas nacionais e reduzir a exposição às oscilações dos mercados internacionais de energia. 

Energia também é fator de competitividade 

A discussão sobre segurança energética vai além de garantir que a energia não falte. Em uma economia cada vez mais eletrificada e digital, ter acesso a energia confiável, limpa e competitiva também pode influenciar decisões de investimento e o desenvolvimento de novas atividades econômicas. 

A expansão dos data centers é um exemplo. O crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem exige cada vez mais capacidade computacional e, consequentemente, mais energia e infraestrutura para sustentar essas operações. 

Nesse cenário, a combinação de diferentes fontes e a matriz elétrica com forte presença de renováveis podem representar uma vantagem para o Brasil. 

Transformar esse potencial em protagonismo, no entanto, também depende de investimentos, modernização da infraestrutura, segurança regulatória e capacidade de integrar as diferentes soluções disponíveis. 

Para entender como conflitos globais, inteligência artificial e transição energética estão transformando a segurança energética e por que o Brasil pode ocupar uma posição estratégica nesse novo cenário, confira o artigo completo “Segurança energética em tempos de guerra: o novo eixo de poder global”, da MIT Technology Review Brasil, produzido em parceria com o Grupo Energisa. 

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Data centers no Brasil: energia impulsiona expansão para novas regiões Data centers no Brasil: energia impulsiona expansão para novas regiões

Publicada em: 27/07/2026

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Data centers no Brasil: energia impulsiona expansão para novas regiões

O avanço da inteligência artificial, da computação em nuvem e do volume de dados processados está aumentando a demanda por data centers no Brasil e no mundo. Com esse crescimento, fatores como disponibilidade de energia, conectividade e infraestrutura ganham ainda mais importância na escolha das regiões que poderão receber novos investimentos.

Esse cenário é tema de um novo artigo da MIT Technology Review Brasil, produzido em parceria com o Grupo Energisa, que analisa como a expansão dos data centers pode contribuir para uma nova geografia da infraestrutura digital brasileira, com oportunidades para regiões além dos grandes centros.

Por que a energia é estratégica para os data centers?

Data centers são estruturas que concentram servidores e equipamentos responsáveis pelo armazenamento, processamento e distribuição de grandes volumes de dados. Para operar de forma contínua, essas instalações precisam de um fornecimento de energia confiável e seguro, além de infraestrutura capaz de acompanhar o crescimento da operação.

O Brasil reúne características importantes nesse cenário, entre elas uma matriz elétrica com forte participação de fontes renováveis e potencial para ampliar a oferta de energia em diferentes regiões do país.

Para Gustavo Valfre, vice-presidente de Tecnologia do Grupo Energisa, porém, o desafio vai além da quantidade de energia disponível.

“A questão não é só ter energia. É garantir que ela chegue com estabilidade, redundância e capacidade de escalar. A geração distribuída ajuda, mas ela é altamente variável. Se passar uma nuvem, a produção despenca. Por isso, um data center precisa estar conectado a múltiplas fontes: GD durante o dia, transmissão de outros estados à noite e uma terceira perna de backup. Sem essa engenharia completa, não é viável.”

Data centers podem avançar para além dos grandes centros

A expansão da infraestrutura digital também abre espaço para a interiorização dos data centers no Brasil. Regiões fora dos grandes centros econômicos podem ganhar competitividade à medida que reúnam condições adequadas de energia, conectividade, disponibilidade territorial e infraestrutura.

Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins estão entre os territórios abordados no artigo da MIT Technology Review Brasil ao analisar essa nova geografia da infraestrutura.

O movimento pode gerar impactos que vão além do setor de tecnologia. A chegada desses empreendimentos pode estimular investimentos em infraestrutura elétrica e de telecomunicações, movimentar cadeias de fornecedores e contribuir para o desenvolvimento econômico das regiões onde são instalados.

O que a expansão dos data centers representa para o Brasil?

A demanda por data centers acompanha uma transformação mais ampla da economia digital. Quanto maior o uso de inteligência artificial, serviços em nuvem e aplicações digitais, maior também é a necessidade de infraestrutura física capaz de sustentar esse crescimento.

Nesse contexto, o Brasil tem a oportunidade de combinar energia, infraestrutura digital e desenvolvimento regional para atrair novos investimentos e ampliar sua participação na economia digital.

A discussão sobre onde estarão os próximos data centers, portanto, também passa por entender onde estão as condições necessárias para sustentá-los e como a infraestrutura energética pode acompanhar essa nova demanda.

Quer entender como os data centers podem redesenhar o mapa da infraestrutura digital no Brasil e quais oportunidades esse movimento traz para diferentes regiões do país?

Confira o artigo completo “Data centers e interiorização: a nova geografia da infraestrutura”, da MIT Technology Review Brasil, produzido em parceria com o Grupo Energisa.

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Flexibilidade, a palavra que define o futuro da energia Flexibilidade, a palavra que define o futuro da energia

Publicada em: 24/07/2026

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Flexibilidade, a palavra que define o futuro da energia

Durante décadas, uma única pergunta orientou o planejamento do setor elétrico brasileiro. Como gerar mais energia? 

Hoje a pergunta é outra. E a resposta cabe em uma palavra que aparece cada vez mais nas conversas sobre o futuro do setor. Flexibilidade. 

Foi esse o tema central do episódio mais recente do videocast Energia em Transição, produzido pela Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) e conduzido pela jornalista Leila Sterenberg. Os convidados foram Ricardo Botelho, CEO do Grupo Energisa, e Luiz Augusto Barroso, que comanda a consultoria PSR. 

O problema mudou de lugar 

"O Brasil deixou de ter um problema de expansão de energia para ter uma situação de coordenação da energia no tempo e no espaço", afirmou Botelho logo no início da conversa. 

Traduzindo para o dia a dia, o país passou a viver dois extremos dentro de um mesmo dia. Em horários de sol forte e pouco consumo, como feriados e fins de semana, sobra energia entrando no sistema. No fim da tarde, quando o sol se põe e todo mundo chega em casa, o consumo dispara e a energia falta. Esse comportamento, que despenca no meio do dia e sobe de forma acentuada à noite, ficou conhecido no setor como curva do pato, por causa do formato que o gráfico desenha. 

Na rede de distribuição, o desafio aparece com outro nome, fluxo reverso. A rede foi construída para levar energia da usina até a tomada, sempre no mesmo sentido. Com a geração distribuída, casas, comércios e indústrias também passaram a produzir energia e devolvê-la para a rede. O resultado é um sistema em que a energia circula em várias direções ao mesmo tempo, gerando variações de tensão e sobrecargas que as distribuidoras precisam corrigir. 

"O problema deixou de ser produzir mais para produzir, consumir, armazenar, deslocar a energia para a hora certa ou colocar essa energia no lugar certo", resumiu Botelho. 

O que as novas regras trouxeram, e o que ficou de fora 

Boa parte da conversa foi dedicada às medidas provisórias 1300 e 1304, já convertidas em lei. Barroso as descreve como uma minirreforma do setor elétrico, construída sobre três caminhos principais, justiça tarifária, portabilidade da conta de luz e organização de encargos. 

Entre os avanços, ele destaca a renda mínima energética, que isenta consumidores de baixa renda do pagamento da conta de luz até um determinado volume de consumo. Também cita a portabilidade da conta de luz para o consumidor residencial a partir de 2028, no mesmo espírito do que já existe na telefonia celular, o reconhecimento do armazenamento como figura formal na regulamentação e a criação de um teto para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que concentra os subsídios pagos pelo país. 

O ponto de atenção é o que ficou pelo caminho. As propostas de redução dos subsídios já existentes, que somam cerca de R$ 50 bilhões, não sobreviveram à tramitação. "O Brasil é campeão mundial de ter o subsídio reverso, o pobre, o super hiper pobre está subsidiando nichos específicos", afirmou Barroso. Cortar subsídios que já estão em vigor, comparou, é como tentar colocar a pasta de dente de volta no tubo. 

Ainda assim, ele considera o saldo positivo. Se não deu para reduzir o que já existia, ao menos travou-se a criação de novos subsídios. 

O consumidor entra em cena 

Se a solução tradicional era construir mais linhas e reforçar subestações, a flexibilidade abre um novo menu de opções. 

Baterias podem guardar a energia que sobra e devolvê-la quando falta, adiando obras físicas na rede. Sinais de preço podem mostrar ao consumidor quanto vale deslocar o consumo para outro horário. E a resposta da demanda permite acordos em que o cliente recebe desconto ao longo do ano em troca da possibilidade de reduzir o consumo em momentos de congestionamento, sempre com aviso prévio. 

Para coordenar milhões de interações simultâneas entre sensores, painéis solares, baterias e veículos elétricos, digitalização e inteligência artificial deixam de ser um diferencial e passam a ser condição básica de operação. 

É nesse contexto que o Grupo Energisa criou o Energisa Flex Lab, um laboratório para testar essas ideias em escala real, na própria rede da companhia. A primeira chamada pública de ideias recebeu 300 propostas, vindas de 21 entidades de 13 países. 

De transição para transformação 

Barroso propõe uma correção de vocabulário. Transição dá a ideia de sair de um ponto A e chegar a um ponto B. O que está acontecendo, na avaliação dele, é uma transformação energética, algo mais profundo, que muda por completo a relação das pessoas com a energia. 

E a distribuidora está exatamente no ponto em que essa transformação chega ao consumidor. Mais do que o fio que leva energia até a tomada, ela precisa assumir um novo papel. 

"Temos que pensar na distribuidora como uma orquestradora desses recursos que estão distribuídos", afirma Botelho. "O mercado pode oferecer soluções, mas a distribuidora tem a responsabilidade pela segurança, pela qualidade e pela coordenação da rede." 

Dá o play 

A conversa vai além. Resiliência das redes diante de eventos climáticos extremos, o uso da inteligência artificial na operação do sistema e o dever de casa do Brasil para as próximas décadas são temas que Ricardo Botelho e Luiz Augusto Barroso destrincham ao longo do episódio. 

São 50 minutos que ajudam a entender para onde caminha a energia no país, contados por quem está dentro dessa discussão todos os dias. 

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