23/02/26 - 3 minutos de leitura
Grupo Energisa: FlexLab prorroga inscrições até 11 de março
Prazo ampliado reforça chamada para startups, indústrias e universidades com soluções para flexibilidade da rede elétrica
23/02/26 - 3 minutos de leitura
Grupo Energisa: FlexLab prorroga inscrições até 11 de março
Prazo ampliado reforça chamada para startups, indústrias e universidades com soluções para flexibilidade da rede elétrica
O Grupo Energisa prorrogou até 11 de março o prazo de inscrições para o Energisa FlexLab, sua plataforma de inovação aberta voltada ao desenvolvimento de soluções de flexibilidade da rede elétrica. A iniciativa busca parceiros como indústrias, startups e universidades para acelerar projetos capazes de responder às variações de oferta e demanda do sistema elétrico. As inscrições devem ser realizadas pelo site https://www.flexlab.energy/.
O sistema elétrico brasileiro passa por uma transformação estrutural, marcada pela expansão das fontes renováveis, pela descentralização da geração e por novos perfis de consumo. Nesse contexto, a flexibilidade da rede, ou seja, a capacidade de responder rapidamente às variações de oferta e demanda, tornou-se um dos principais desafios da transição energética.
Com o FlexLab, a Energisa pretende acelerar o mercado de flexibilidade e fomentar soluções como o virtual power plant (VPP), o uso de inteligência artificial para resposta à demanda, gestão inteligente de cargas, controle e armazenamento de energia. A cada chamada pública, a empresa espera aprovar de cinco a dez projetos. Os produtos serão desenvolvidos ou testados em ambiente real e poderão servir de base para novos modelos de negócio. O financiamento poderá ser composto por recursos próprios da empresa e por verbas de pesquisa e desenvolvimento da Aneel.
O financiamento dos projetos poderá combinar recursos próprios do Grupo Energisa com verbas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) reguladas pela Aneel.
“A flexibilidade é um elemento central para o futuro da distribuição de energia. O FlexLab nos dá condições de desenvolver e validar soluções que aumentam a capacidade da rede, reduzem custos sistêmicos e apoiam a transição para um sistema mais digital e distribuído”, afirma Letícia Dantas, diretora de Inovação do Grupo Energisa.
Diferentemente de chamadas tradicionais, o modelo do FlexLab é temático e não prescritivo. Não há definição prévia da solução a ser desenvolvida, o que amplia o espaço para propostas com diferentes níveis de maturidade e abordagens.
“Geralmente, as empresas fazem chamadas para projetos específicos, com entregas pré-determinadas. No FlexLab, trabalhamos com o tema flexibilidade. A entrega pode ser um produto, um serviço, uma nova forma de tarifação ou até um modelo de negócios. Os resultados podem ir de uma patente a um novo modelo de negócio”, diz Letícia.
Os projetos selecionados poderão usar a infraestrutura da Energisa. A empresa mantém dois laboratórios para testes, um em Uberlândia, Minas Gerais, e outro em Palmas, Tocantins. Os parceiros não precisam estar presencialmente nos locais em tempo integral, mas terão acesso à infraestrutura para desenvolver e validar suas soluções, afirma a executiva.
As iniciativas serão executadas em ciclos anuais, com início e fim definidos. Os critérios finais de seleção ainda estão em elaboração, mas dois pontos serão fundamentais: impacto para o negócio e capacidade de gerar regulação. O orçamento dependerá da demanda apresentada pelos proponentes e, como frente de inovação, a seleção seguirá o modelo de pitch usado por startups.
O FlexLab deve gerar benefício para a rede elétrica, para o setor e para o que chamamos de prosumidor, já que o consumidor também pode ser produtor. Nosso objetivo é acelerar o mercado de flexibilidade, fomentar soluções e contribuir para uma regulação que permita regras claras e maior segurança jurídica”, finaliza a diretora.
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