Brazil Journal destaca legado de Ivan Botelho na história da Energisa
O Brazil Journal publicou, na última semana, a resenha do livro "Ave Luz! A jornada da Energisa para o Futuro", com destaque para Ivan Botelho, cuja visão estratégica e atuação ao longo dos anos foram determinantes para a construção de marcos relevantes na história da companhia.
Reconhecido como um gestor central na evolução do Grupo Energisa, Ivan esteve à frente de momentos decisivos de transformação, expansão e consolidação no setor elétrico brasileiro.
O texto revisita passagens emblemáticas de sua atuação e evidencia o legado de uma liderança que contribuiu de forma significativa para a consolidação da Energisa como uma das principais empresas do setor.
Energisa Paraíba é tricampeã do Prêmio ANEEL de Satisfação do Consumidor como melhor distribuidora de energia do Brasil
O Grupo Energisa foi novamente reconhecido no Prêmio ANEEL de Satisfação do Consumidor com 3 distribuidoras entre as vencedoras. O destaque foi a Energisa Paraíba que, pelo 3º ano consecutivo, foi reconhecida como a melhor distribuidora de energia do Brasil, e venceu a categoria nacional quatro vezes nos últimos 5 anos. Esta é a 20ª vez que empresas do Grupo Energisa vencem o IASC, promovido anualmente pela agência desde 2000.
Além do reconhecimento nacional, o Grupo Energisa também se destacou nas premiações regionais, com distribuidoras vencedoras nas regiões Norte e Centro-Oeste, entre as concessionárias com mais de 400 mil unidades consumidoras, com a Energisa Tocantins e Energisa Mato Grosso do Sul. As concessionárias Energisa Sergipe, Energisa Mato Grosso e Energisa Minas Rio também brilharam estando entre as indicadas na premiação.
O prêmio mede a satisfação dos consumidores com base em atributos como qualidade do fornecimento, confiabilidade, acesso à empresa, clareza das informações e confiança na distribuidora. O resultado foi obtido a partir das respostas de 29 mil consumidores, em 600 municípios, que avaliaram o desempenho de 103 distribuidoras, concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica no país.
Considero que esse reconhecimento, que vem a partir do prêmio IASC da ANEEL é como uma espécie de ‘sinal na estrada’, um direcionador que nos diz se estamos na direção correta. Ele tem peso especial por reunir dois elementos centrais para o setor elétrico: a avaliação direta do cliente e a condução do processo pelo regulador. Em um contexto de maior exigência regulatória, avanço das metas de qualidade, modernização das redes e necessidade crescente de resiliência operacional, o reconhecimento sinaliza a capacidade da Energisa de transformar investimentos em melhorias concretas da experiência dos nossos clientes”, afirma Gioreli de Sousa Filho, vice-presidente de Redes do Grupo Energisa.
Investimentos para melhorar o atendimento ao cliente
Esse desempenho reforça a consistência operacional das empresas do Grupo, sempre com foco na melhoria contínua do atendimento e da qualidade do fornecimento de energia. Essascondições são indispensáveis no processo de renovação de concessões, como é o caso da Energisa Paraíba e Energisa Mato Grosso do Sul, premiadas no IASC e que têm a expectativa de antecipação de renovação dos contratos.
O desempenho na premiação, aliás, está diretamente relacionado ao ciclo contínuo de investimentos realizado pelo Grupo Energisa nas suas nove distribuidoras.Desde 2019, os aportes nas mais diversas áreas somam mais de R$ 35,9 bilhões, com foco em ampliação, modernização, digitalização e reforço da infraestrutura das concessões. Para garantir a boa avaliação dos consumidores, a Energisa mantém seu ciclo de investimentos, com mais de R$ 7 bilhões previstos para 2026. No segmento de distribuição de energia, a companhia vai investir R$ 6,5 bilhões, com 12% desse volume destinado à qualidade do serviço e 41% para a ligação de novos consumidores e reforço da rede de distribuição.
Energisa Paraíba é, pela terceira vez consecutiva, a melhor distribuidora do Brasil
Na Paraíba, a Energisa anunciou investimento de mais de R$ 530 milhões em 2026, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão ao considerar aportes operacionais. Os recursos serão destinados à modernização da infraestrutura e à expansão da rede elétrica, acompanhando o crescimento do estado. Parte relevante — cerca de R$ 236 milhões — será aplicada no atendimento de novas cargas, fortalecendo o desenvolvimento socioeconômico. Projetos recentes já ampliaram a capacidade de subestações estratégicas, como Paratibe, Sapé e Catolé do Rocha.
O plano inclui ainda o avanço da digitalização da operação, com instalação de religadores, modernização e retrofit de subestações, além de ações preventivas e atualização tecnológica para melhorar a qualidade e a confiabilidade do fornecimento. Também estão previstos investimentos no combate a perdas de energia, com aplicação em monitoramento e fiscalização, que já resultaram na recuperação de energia equivalente ao consumo anual de cerca de 20 mil residências.
Equipe da Energisa Mato Grosso do Sul
No Mato Grosso do Sul, a Energisa anunciou investimento de R$ 928 milhões para ampliar o acesso à energia e modernizar a rede elétrica, com obras previstas para 2026, incluindo a construção e ampliação de subestações e linhas de alta tensão. Do total, 51% serão destinados à expansão da rede e a novas ligações, enquanto 41% serão direcionados à modernização.
Os recursos contemplam diversas regiões do estado, com destaque para aportes na capital e entorno (R$ 362 milhões), na região sul (R$ 433 milhões) e na região norte, no Pantanal (R$ 133 milhões). Também estão previstos investimentos em municípios como Mundo Novo e Maracaju, além de cidades como Dourados e Naviraí, ampliando a capacidade instalada de energia.
A Energisa Tocantins venceu como a melhor distribuidora da Região Norte pela avaliação dos clientes
Enquanto no Tocantins, a Energisa Tocantins anunciou investimento de aproximadamente R$ 700 milhões em 2026 para fortalecer a infraestrutura elétrica e ampliar a qualidade do fornecimento para mais de 700 mil clientes nos 139 municípios do estado. Mais de 50% dos recursos serão destinados à instalação de novas cargas, ampliando o acesso à energia em áreas urbanas e rurais, com destaque para obras como a Linha de Distribuição Colinas–Nova Olinda e a construção e ampliação de subestações, incluindo Talismã, Nova Olinda e Pedro Afonso Industrial. Os investimentos também incluem melhorias estruturais e tecnológicas para aumentar a confiabilidade do sistema elétrico, integrando o plano nacional do Grupo Energisa, que prevê R$ 7 bilhões em aportes em 2026 para expansão, modernização e crescimento sustentável no país.
Histórico de prêmios
O resultado reforça uma trajetória consistente do Grupo Energisa no Prêmio ANEEL de Satisfação do Consumidor, com reconhecimentos recorrentes em diferentes regiões e categorias ao longo dos últimos anos. Além da Energisa Paraíba, que venceu o prêmio Brasil entre as concessionárias acima de 400 mil unidades consumidoras nas edições referentes a 2020, 2023 e 2024, outras distribuidoras do Grupo também já figuraram entre as vencedoras da premiação, a Energisa Tocantins, vencedora da categoria Norte na edição referente a 2023 e novamente na edição referente a 2024; e a Energisa Mato Grosso do Sul, premiada na categoria Centro-Oeste acima de 30 mil unidades consumidoras e também em maior crescimento na edição referente a 2023. Esse retrospecto evidencia a consistência do Grupo na percepção positiva do cliente e reforça sua capacidade de transformar investimento, qualidade operacional e melhoria do atendimento em reconhecimento direto do consumidor.
Além do reconhecimento dos consumidores, as concessionárias da Energisa também se destacam entre as melhores do país no ranking de continuidade do fornecimento da ANEEL, medido pelos indicadores DEC e FEC. No levantamento mais recente, divulgado em 2025 com base no desempenho de 2024, cinco distribuidoras do Grupo figuraram entre as dez melhores do Brasil entre as concessionárias de grande porte — Energisa Paraíba e Energisa Rondônia, empatadas em 2º lugar, Energisa Sul-Sudeste em 5º, Energisa Tocantins em 6º e Energisa Mato Grosso em 10º —, além da Energisa Acre, que alcançou a 4ª posição entre as distribuidoras de até 400 mil unidades consumidoras. O resultado traduz, de forma objetiva, a continuidade, a segurança e a qualidade do serviço prestado pelo Grupo Energisa, além de evidenciar os efeitos de um ciclo consistente de investimentos em modernização, expansão e reforço da rede.
Energia para cada um: até onde o consumidor pode decidir?
Durante décadas, a energia elétrica ocupou um lugar curioso na vida dos consumidores: essencial, mas praticamente invisível nas decisões do dia a dia. Presente nas tomadas e sustentando rotinas domésticas e atividades produtivas, ela era consumida sem exigir escolha, negociação ou reflexão sobre sua origem. Esse cenário começa a mudar à medida que o setor elétrico brasileiro avança na abertura do mercado de energia.
Nesse novo artigo publicado na MIT Technology Review Brasil, produzido em parceria com a Energisa, especialistas analisam como a expansão do mercado livre vem transformando a relação entre consumidores, empresas e o sistema elétrico. O tema revela uma mudança estrutural no setor, em que a energia passa a deixar de ser apenas um serviço regulado para se tornar também uma escolha.
No chamado mercado livre, empresas podem negociar diretamente a contratação de energia com geradores ou comercializadoras, definindo condições mais alinhadas ao seu perfil de consumo e planejamento operacional. Esse modelo reorganiza a forma como a eletricidade é contratada no país e redistribui decisões e responsabilidades entre os diferentes agentes do setor.
A expansão desse ambiente de contratação tem ganhado força nos últimos anos, especialmente após a ampliação do acesso para consumidores conectados em média e alta tensão. Com isso, um número crescente de empresas passa a avaliar estratégias mais estruturadas de gestão energética, buscando maior previsibilidade de custos e maior eficiência no uso da energia.
Além do aspecto econômico, o modelo também abre espaço para novas decisões relacionadas à sustentabilidade. No mercado livre, consumidores podem escolher contratos vinculados a fontes renováveis, alinhando a gestão de energia às metas de descarbonização e às estratégias ambientais que vêm ganhando espaço no ambiente corporativo.
Ao mesmo tempo, a expansão desse modelo exige coordenação entre mercado e regulação para garantir segurança e equilíbrio ao sistema elétrico. A abertura envolve novas regras, mecanismos de proteção ao consumidor e maior transparência nas informações, fatores essenciais para que o modelo avance de forma sustentável e equilibrada.
Nesse contexto, a energia deixa de ser apenas um insumo e passa a integrar decisões estratégicas de empresas e consumidores. Com o avanço da digitalização e a ampliação do acesso ao mercado livre, o papel do consumidor tende a se tornar cada vez mais ativo na dinâmica do setor elétrico.
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Da luz no interior de Minas ao futuro da energia no Brasil: Grupo Energisa revisita sua trajetória de 120 anos em livro
No início do século XX, enquanto o Brasil ainda buscava se reorganizar após o fim do Império e enfrentava o declínio da economia cafeeira, a eletricidade surgia como uma promessa de modernidade. Em 1908, quando as primeiras lâmpadas se acenderam em Cataguases e cidades vizinhas da Zona da Mata mineira, a companhia pioneira de Minas Gerais registrou o feito com entusiasmo. “Ave Luz!”. A expressão, estampada nos jornais da imprensa local da época, sintetizava a chegada do progresso a uma região até então distante dos grandes centros urbanos.
Esse episódio histórico abre o livro “Ave Luz! A jornada da Energisa para o futuro (1905–2025)”, escrito pelo jornalista Plínio Fraga. A obra reconstrói os 120 anos do Grupo Energisa conectando a trajetória da empresa aos principais ciclos econômicos, políticos e sociais do Brasil.
A publicação será lançada hoje, dia 17 de março, às 19h, na Livraria da Travessa, em Ipanema, no Rio de Janeiro. A edição física estará disponível nas lojas da rede no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. A obra também poderá ser adquirida online, em versão física e digital (Kindle), na Amazon.
A narrativa começa em 1905, com a fundação da Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina, em um período em que o país ainda dava seus primeiros passos rumo à industrialização e a eletricidade era vista com desconfiança por parte da população. Para estimular a adesão ao novo serviço, a empresa chegou a oferecer instalação gratuita de lâmpadas e energia por um período experimental, uma estratégia ousada para a época.
Além da reconstrução histórica, o livro também reúne episódios pouco conhecidos e bastidores do setor elétrico, narrados por personagens que participaram diretamente de momentos decisivos dessa jornada. Entre memórias empresariais, relatos de campo e passagens marcadas pelo espírito mineiro, a obra apresenta pequenos relatos que revelam o cotidiano da expansão da energia pelo interior do país e ajudam a humanizar a formação de uma das companhias mais tradicionais da área elétrica no Brasil.
Para Plínio Fraga, a história da companhia ajuda a compreender também a própria transformação do país ao longo de mais de um século. “A história da Energisa se entrelaça com a história do Brasil. Ao acompanhar a eletrificação do interior, percebemos como a chegada da energia ajudou a transformar economias locais, hábitos cotidianos e as possibilidades de desenvolvimento de várias regiões”, afirma.
Ao longo do livro, o autor percorre diferentes momentos da história brasileira, como a expansão da eletrificação pelo interior mineiro, as mudanças estruturais do setor elétrico ao longo do século XX e episódios marcantes mais recentes, como o racionamento de energia de 2001 e os desafios enfrentados durante a pandemia de covid-19.
A obra também destaca o processo de transformação tecnológica do setor elétrico, desde a informatização pioneira nas operações até os desafios atuais da digitalização, da integração entre energia e tecnologia e das novas soluções energéticas.
Outro aspecto abordado é a continuidade da empresa ao longo de cinco gerações de liderança familiar. A Energisa possui o registro número três entre as companhias de capital aberto no Brasil e é considerada a empresa de energia mais antiga em operação no país sob o controle do mesmo grupo acionista.
A trajetória da Energisa mostra como visão de longo prazo, capacidade de adaptação e investimento constante em inovação foram fundamentais para atravessar diferentes ciclos econômicos e tecnológicos ao longo de mais de um século”, destaca Plínio Fraga.
Além da dimensão empresarial, o livro também aborda a relação histórica da companhia com a cultura, especialmente em Cataguases, cidade que se destacou como um importante polo do modernismo brasileiro.
“A Energisa sempre teve uma relação muito próxima com o desenvolvimento cultural das comunidades onde atua. Resgatar essa história é também valorizar a memória e a identidade de uma região que teve papel importante na cultura brasileira”, afirma Delânia Cavalcante, gerente de investimento social do Grupo Energisa.
Com prefácio do engenheiro José Luiz Alquéres, ex-secretário nacional de Energia e ex-presidente da Eletrobras, Light e CERJ, o livro também reúne uma cronologia que conecta a trajetória da Energisa aos acontecimentos do Brasil e do mundo, oferecendo ao leitor um panorama histórico que atravessa mais de um século de transformações.
Serviço
Ave Luz! A jornada da Energisa para o futuro (1905–2025) Lançamento em 17 de março de 2026, às 19h Livraria da Travessa - Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema, Rio de Janeiro.