Rondonópolis recebe mais de 50 equipes para mutirão de serviços de manutenção e atendimento da Energisa
A Energisa dá início nesta semana, em Mato Grosso, ao projeto Energisa na Comunidade. O mutirão reúne serviços de atendimento e manutenção em três dias de ação conjunta. A primeira cidade dentro do calendário da ação é Rondonópolis. A atividade terá como base a Praça dos Carreiros, no Centro, onde será instalada uma tenda de atendimento em que os clientes poderão esclarecer dúvidas e buscar serviços como ligação e religação, segunda via de conta, negociações, recadastramento rural e inclusão na Tarifa Social. O trabalho será acompanhado por funcionários do CRAS, que também vão fazer o cadastramento de famílias para fazerem parte de programas de apoio social e no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal. O ambiente criado na praça terá climatização e estrutura de apoio aos clientes. Também será feita a troca de graça de lâmpadas incandescentes e fluorescentes por lâmpadas de LED, que consomem menos energia. Além disso, o caminhão do ‘Programa Nossa Energia’ vai mostrar à população como economizar na conta, com atividades para crianças e adultos.
Outra frente de trabalho será com alunos da rede pública. O Projeto Energisa na Escola será promovido com estudantes de colégios do bairro, com palestras que focam na segurança envolvendo redes elétricas e ensinando a garotada como poupar energia, ajudando no orçamento da casa. “A nossa ideia é sempre estar mais próximos dos nossos clientes. E o mutirão dá resposta na hora. O projeto Energisa na Comunidade será realizado em todas as regiões do estado. Rondonópolis é uma cidade importante para o crescimento do estado e nós estamos muito felizes por poder começar esse projeto e poder oferecer melhorias para a sociedade da cidade”, comenta Amaury Damiance, diretor-técnico comercial da Energisa em Mato Grosso.
Ação em outros pontos da cidade
A maior frente da ação será de operação e manutenção. Mais de 50 equipes vão percorrer Rondonópolis ao longo da semana, trazendo melhorias na qualidade do serviço prestado. Alguns exemplos são as podas de árvores que estão tocando na rede, endireitar postes e troca de equipamentos, além da limpeza de fios inativos de telefonia, internet e TV a cabo. “Rondonópolis sempre esteve nos nossos planejamentos, só no ano passado nós investimos R$ 12 milhões na cidade e neste ano a previsão é de mais R$ 20 milhões. Nós queremos ver os nossos clientes com serviço de qualidade, seguros e com oportunidade de crescimento”, ressaltou Amaury sobre os objetivos do projeto.
O encantador de falcões: de Itabaiana para o mundo
A pessoa é mesmo para o que nasce. No agreste sergipano, o Natal na casa da família Mendonça Costa nunca teria tido nada fora do comum não fossem os pedidos de Percílio ao Papai Noel. Desde pequeno, o caçula de 23 filhos de Dona Maria dizia que queria de presente “coisa viva”. Não lhe interessava uma bola, uma pipa, um peão. Queria bicho. Aos dois anos, ganhou um casal de pombos. Aos quatro, dois patos fizeram sua alegria. Mas foi aos sete que recebeu seu maior tesouro. Trazido por um amigo do colégio, um embrulho feito de folha de bananeira guardava o sonho do menino: um ovo de falcão.
Percílio levou o ovo para casa com o cuidado de quem carrega uma bandeja repleta de taças de cristal. Mostrou a Dona Maria sua joia e, numa cumplicidade entre mãe e filho que perdura até hoje, puseram uma galinha da casa para chocar o filhote. Passaram-se os 21 dias comuns ao nascimento de um pinto, e nada. Os irmãos de Percílio não levaram fé: “não tem nada aí dentro, joga fora”, sugeriram. Mas mãe e filho esperaram. No 28º dia, o ovo eclodiu. Nascia Tito, um carcará amarelo do cocuruto preto, o melhor amigo de Percílio, vivo até hoje.
– Tito me ensinou tudo o que eu sei – conta Percílio. – Ele fazia tudo comigo: dormia na minha cama, passava o dia do meu lado, pra cima e pra baixo. Com ele, aprendi a me comunicar com os falcões, a entender o que eles queriam, a língua que eles falam. Devo tudo ao Tito.
Hoje, aos 46 anos, Percílio é dono do Parque dos Falcões, santuário a céu aberto que abriga mais de 400 aves, entre elas, os primeiros urubus, carcará e coruja brancos do mundo. Localizado ao pé da serra de Itabaiana, a 45 quilômetros de Aracaju, o parque é o único centro de criação, multiplicação e preservação de aves de rapina da América do Sul. Criado por Percílio em 2000, o espaço – único local do país com autorização do Ibama para a criação de aves de rapina – acaba de ser revitalizado com o patrocínio da Energisa, parceira do projeto desde 2013.
Segundo o diretor-presidente da Energisa, Roberto Currais, o parque tem um papel importante na sustentabilidade e preservação da flora e fauna brasileira:
– Nosso compromisso com a sociedade vai muito além de fornecer conforto e segurança por meio da energia elétrica. A Energisa tem o compromisso de apoiar projetos que visam a sustentabilidade e a preservação ambiental em Sergipe. Cada patrocínio, apoio ou doação representa o compromisso da Energisa com o futuro dos sergipanos – afirma Currais.
A companhia de Tito só fez crescer a paixão por falcões que Percílio carregava dentro de si. Aos nove anos, o menino encontrou, junto com a mãe, uma fêmea de falcão, morta a tiros de espingarda, caída perto da casa da família. Apalpando o corpo inerte da ave, os dois perceberam que ela gestava um ovo. Com uma tesoura, Dona Maria cortou a pele do animal e, do ventre da mãe morta, salvou Miúda. A segunda ave de Percílio é a maior reprodutora de que ele já teve notícias, chocando mais de 50 filhotes de falcão.
No final da década de 90, Percílio já criava cerca de 300 aves de rapina, como falcões, gaviões, urubus e corujas. Todas batizadas com nomes. E todas no quintal de dona Maria que, apesar de modesto, era gigante tal qual o coração de uma mulher que criou 23 filhos, entre adotados e biológicos. Era Percílio trazer um animal machucado para a mãe abrir espaço para mais um. Foi quando seu criadouro ficou conhecido na cidade. O homem que cuidava, treinava e amava as aves conquistava outras alturas.
Num boca-a-boca capaz de atravessar o Brasil, Percílio soube que uma pessoa do Rio de Janeiro estava disposta a ajudá-lo a encontrar um espaço maior. Foi quando, em 2000, teve notícias de um terreno de 3500 km² aos pés da montanha de Itabaiana, descrito como seco, imprestável e morto. E, no lugar em que o dono via problema, Percílio enxergou a solução. Comprou o que hoje é o Parque dos Falcões por R$ 4 mil, com as economias de mais de 20 anos de mesada que a mãe lhe dera.
– Eu queria me isolar da humanidade, viver com as minhas aves. Me mudei para lá e com a ajuda dos meus irmãos, do pessoal todo, construímos a minha casa e os viveiros pros bichos – recorda Percílio.
Logo que chegou, cavou a terra com tanto afinco que descobriu um antigo leito de rio, há muito extinto. Percílio tratou de reflorestar o local e, três anos depois, viu o rio renascer.
– Em 2006, no verão mais quente de Itabaiana, durante a seca braba, não tinha água nem no chafariz da cidade. Só no meu rio – orgulha-se.
A partir daí o Parque dos Falcões começou a receber a visita de turistas do mundo inteiro. Em 2013, a Energisa conheceu o projeto e se encantou. Financiou a construção de um auditório de 50 lugares para aulas de adestramento e reflorestamento (antes realizadas dentro da casa de Percílio), além de erguer o pórtico de entrada do parque. Em 2022, o Grupo renovou o patrocínio e deu ao Parque dos Falcões um mirante de observação, placas de sinalização, além de renovar os viveiros das aves, maior desejo de Percílio.
– A Energisa foi a primeira empresa que vestiu a camisa desse projeto. Eu não tenho palavras para agradecer. Reformou os viveiros, construiu o auditório, lanchonete, banheiros, loja de artesanato... Hoje recebo turistas do mundo todo! – comemora Percílio. – Aqui é um lugar de paz. A natureza toda vive em comunhão. Falcão convive com pinto, com pato, ninguém ataca ninguém, porque tá todo mundo bem cuidado, alimentado. Meu maior objetivo é a preservação. Tudo que você dá para a natureza, ela te devolve em dobro. Eu sempre digo: a natureza está precisando de ajuda. Dedique uma hora do seu dia para cuidar dela. Ela te deu a sua vida.
*****
Instituto Parque dos Falcões
BR-235, s/n – Rio das Pedras, Itabaiana (SE)
Horário: às 9h e às 14h. Todas as visitas devem ser previamente agendadas
Informações e agendamento: (79) 99665-4905 / (79) 99962-8396
Condomínio sem inspeção de segurança pode gerar risco a moradores, alertam especialistas
Os condomínios são vistos como uma opção de moradia segura, sejam eles de casas ou prédios. Mas tem um alerta importante. As medidas de controle não podem impedir que concessionárias que fornecem serviços básicos, como os de água, esgoto e luz, realizem inspeções que também servem para garantir a segurança dos próprios moradores. O gerente de serviços comerciais da Energisa em Mato Grosso, Murilo Marigo, explica que o sistema de energia requer cuidados periódicos e preventivos e que a empresa mantém uma relação próxima e transparente com todos os clientes e isso se estende aos síndicos.
“A Energisa possui um cronograma de investimento e inspeções nas redes de energia para manter a qualidade do fornecimento do serviço. Mas, em alguns momentos, encontra problemas para poder acessar os condomínios e realizar as atividades necessárias. Para nós, ter o acesso livre, garante os reparos, as inspeções periódicas e os serviços necessários pra atender bem os condomínios. E isso vale também para evitar problemas futuros, como curto-circuito, troca emergencial de algum equipamento e regularização das redes”, explica Murilo.
O advogado Miguel Zaim, que é presidente da Comissão de Direito Condominial da OAB de Mato Grosso, vai além e cita que o Código Civil, no Artigo 1.348, que define que as concessionárias não podem ser impedidas pelo síndico, porteiro ou vigilante do condomínio de realizarem o corte do fornecimento de serviços públicos, tais como luz, gás e água, nos casos de falta de pagamento por parte do morador ou proprietário de apartamento em condomínio. “Então, é importante, sobretudo, o síndico ter bom relacionamento com as concessionárias, seja de água ou de energia. Muitas vezes essa concessionária tem que entrar no condomínio pra dar as manutenções na rede e isso tem que ser autorizado pelo gestor do condomínio. O síndico tem que ter uma boa tratativa, porque são serviços técnicos e existe uma responsabilidade muito grande e existe perigo de algum acidente”, afirma o advogado.
Segurança é um valor
A segurança na hora do controle de entrada e saída, seguranças, oferecem essa proteção. Porém, existem alguns cuidados tomados pelos síndicos que podem manter o local ainda mais seguro. “No caso de contratação de um profissional para fazer intervenção na parte elétrica do condomínio ou que tenha um contato com a rede de energia, é interessante chamar e pedir para a concessionária de energia acompanhar ou intervir, se for o acaso. Esse prestador de serviço deve ser um especialista na área”, comenta Miguel Zaim.
Mas como identificar um prestador de serviço?
No caso da Energisa, todos os prestadores são devidamente identificados, com crachás, tanto funcionários das empresas, quanto de empresas de apoio. Para Pablo Couto, que síndico de um conjunto de apartamentos em Cuiabá, se um administrador for negligente, pode ocorrer problemas gravíssimos e, por isso, há a necessidade de manutenção qualificada. “O acesso da companhia que fornece energia é fundamental para garantir o bom funcionamento, além de atualizar os equipamentos com as regras e normas vigentes”, explica Pablo.
Mato Grosso crescendo: redes de energia vão acompanhar avanço econômico
O quinto Levantamento da Safra de Grãos feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma nova megaprodução para o país neste ano. Serão 268,2 milhões de toneladas, a maior parte soja. Dentre as regiões produtoras, Mato Grosso se destaca com quase 30% do total.
O bom desempenho consolida novamente previsões para o estado, que deve produzir sozinho até 2030 127,71 milhões de toneladas de grãos e carne bovina, conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA).
Hoje Mato Grosso possui 75% da produção física e industrial ligada ao agronegócio, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. Para Pedro Máximo, coordenador do Observatório da Indústria da FIEMT, o fortalecimento do agro também significa, o crescimento de todo setor industrial mato-grossense.
“O estado de Mato Grosso tem uma particularidade muito importante que a sua matriz industrial está amplamente conectada com a produção agrícola. É um setor agro pujante, puxa a indústria do estado junto”, afirma Pedro Máximo. O coordenador também explica que dentro do setor estão inclusos a produção de Etanol e biocombustíveis, adubos e fertilizantes, além de alimentos, como frigorífico.
Para atender a demanda por distribuição de energia, grupos de trabalho da Energisa está mapeando dentro do planejamento de investimento da companhia um mapa de calor para crescimento econômico. Esse trabalho é feito a partir do diálogo com as prefeituras e governo do estado, assim como conversas com empresas que estão traçando a criação de novos empreendimentos. A previsão é que sejam investidos mais de R$ 150 milhões em todas as regionais para que as redes suportem o crescimento da demanda de energia de forma planejada e estável.
“A gente está inserido na região que é a maior produtora rural do país. E o agronegócio tem um papel de extrema importância na nossa economia, gerando empregos no estado. Para que tenha o crescimento de negócios agrícolas, é preciso energia. Por isso, a gente investe nessas regiões”, afirma José Nelson Quadrado Junior, gerente de operações da Energisa em Mato Grosso.
No eixo agrícola do oeste-norte do estado, a Energisa vai investir quase R$ 33 milhões para aumentar a potência de subestações em Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Diamantino. Em Sinop e Sorriso, que já tiveram obras em subestações, estão sendo instalados componentes para blindar a rede. “São equipamentos que nos auxiliam na hora de fazer intervenções pra manutenção até mesmo sem o desligamento da energia, evitando que clientes fiquem sem luz”, destacou o gerente.
Outra preocupação é com as obras da Ferronorte. A ferrovia vai cortar o estado, melhorando o escoamento da safra. A concessionária já está em contato com a empresa responsável pelo projeto, garantindo todos os recursos de infraestrutura para a construção.
Para Neurilan Fraga, presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, “a economia de Mato Grosso se destaca como uma das mais fortes do país. Impulsionado pelo agronegócio, o estado apresenta números muito positivos, que se traduzem em desenvolvimento, contas equilibradas e maior capacidade de atrair investimentos”.