Energisa atua no resgate de animais afetados pelas queimadas no Pantanal

Comunidade

07/12/20 - 3 minutos de leitura

Energisa atua no resgate de animais afetados pelas queimadas no Pantanal

Até 20 de novembro, 30% do bioma foi destruído por incêndios e 11 milhões de animais morreram. Concessionária doa mais de 20 toneladas de alimentos para os bichos e combustível para as equipes de salvamento

Energisa atua no resgate de animais afetados pelas queimadas no Pantanal

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Energisa atua no resgate de animais afetados pelas queimadas no Pantanal

Até 20 de novembro, 30% do bioma foi destruído por incêndios e 11 milhões de animais morreram. Concessionária doa mais de 20 toneladas de alimentos para os bichos e combustível para as equipes de salvamento

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O ano de 2020 tem sido desafiador para o Pantanal. De janeiro a 20 de novembro, 30% do bioma foi consumido por incêndios, de acordo com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A porcentagem equivale a 4,5 milhões de hectares de áreas queimadas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo que o bioma ocupa 15,7 milhões de hectares. 

O estado mais afetado foi Mato Grosso, onde o número de incêndios subiu quase 500% na comparação com 2019 e chegou a 47% de área queimada. Além de vegetação e solos totalmente devastados, milhares de animais morreram. O esforço, agora, é ajudar os que conseguiram resistir às chamas, mas que sofrem com a escassez de alimentos - a chamada fome cinzenta. Diversos grupos têm atuado na região para preservar a vida desses sobreviventes e, desde o dia 21 de novembro, passaram a contar com o apoio da Energisa nessa empreitada. 

A concessionária doou R$ 200 mil para a aquisição de cerca de 20 toneladas de alimentos e de combustível para o Instituto Homem Pantaneiro (MS) e o grupo de voluntários É O Bicho MT. As instituições estimam que 11 milhões de animais morreram atingidos pelo fogo.

Mais do que fornecer energia, a Energisa tem o compromisso de contribuir com o desenvolvimento sustentável onde atua e a preservação do meio ambiente é uma das prioridades da concessionária. “Acreditamos numa economia sustentável e no valor de uma floresta em pé”, afirma Isabel Vasconcellos, gerente de sustentabilidade do Grupo Energisa. “Estamos doando recursos para organizações parceiras que estão à frente das ações de prevenção e de combate às queimadas, bem como no apoio aos seus povos e à biodiversidade.”

Como são feitas as ações

No Mato Grosso, o Comitê Estadual de Gestão do Fogo, que inclui  governo estadual, Corpo de Bombeiros, IBAMA e outras instituições públicas e privadas, coordena as ações. O grupo É O Bicho MT percorre diariamente os municípios de Mimoso, Barão de Melgaço e Poconé, porta de entrada do Pantanal Mato-grossense, distribuindo mantimentos como banana, mamão, melão, melancia, laranja, batata doce e ovos, além de ração e milho. 

Jenifer Larrea, cofundadora do grupo É O Bicho MT, explica que as equipes estão priorizando alimentos com alto teor de água. Além disso, cochos com água foram instalados em algumas áreas no auge da estiagem - a pior em 60 anos - que, além de contribuir para as queimadas, ainda secou diversos cursos d’água da região. 

Os alimentos naturais são coletados em Cuiabá e preparados pelos voluntários. Depois, são espalhados em regiões de vegetação acessíveis por terra, mas com difícil acesso. “Antas, quatis, lagartos e pássaros preferem as frutas, enquanto macacos, queixadas e lobetes comem mais os ovos. A ração e o milho são levados a áreas de mais difícil acesso por meio de um helicóptero do Ibama”, explica Larrea.

No Mato Grosso do Sul, a ação está concentrada na Serra do Amolar, em Corumbá, que teve cerca de 70% da área queimada, mas que ainda serve de refúgio por concentrar algumas lagoas. “Nosso foco tem sido alimentar mamíferos e aves, já que as árvores frutíferas do Pantanal foram perdidas para o fogo”, explica Ângelo Rabelo, presidente do Instituto Homem Pantaneiro. A instituição é responsável pela gestão da Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar e reúne fazendas, reservas e outras organizações.

Antes de iniciar as ações, por duas semanas, os pesquisadores monitoram a Serra do Amolar para verificar as populações de animais presentes na região e traçar a melhor estratégia de alimentação. Com base nisso, frutas e legumes menos perecíveis, como laranja, abóbora e melancia, foram escolhidos para serem colocados em árvores e no chão e assim  atender o maior número possível de espécies. Todo esse suprimento é fundamental para manter a cadeia alimentar do bioma em harmonia.

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