26/06/26 - 3 minutos de leitura
IA transforma dados em decisões e fortalece a operação do setor elétrico, destaca vice-presidente de tecnologia do Grupo Energisa no Energy Summit
Durante painel realizado na terça-feira (23), Gustavo Valfre apresentou casos práticos de inteligência artificial que já geram ganhos concretos para clientes, equipes e operações da companhia
26/06/26 - 3 minutos de leitura
IA transforma dados em decisões e fortalece a operação do setor elétrico, destaca vice-presidente de tecnologia do Grupo Energisa no Energy Summit
Durante painel realizado na terça-feira (23), Gustavo Valfre apresentou casos práticos de inteligência artificial que já geram ganhos concretos para clientes, equipes e operações da companhia
A inteligência artificial deixou de ser uma promessa para se tornar uma ferramenta estratégica na operação do setor elétrico. Foi essa a principal mensagem levada por Gustavo Valfre, vice-presidente de Tecnologia do Grupo Energisa, durante o painel "IA Aplicada à Energia: Eficiência, Previsão e Decisão em Escala", realizado na terça-feira (23), no Energy Summit, no Rio de Janeiro.
Ao lado de representantes da Deloitte, NTT Data e Axia Energia, Valfre apresentou como o Grupo vem utilizando inteligência artificial, analytics avançado e plataformas digitais para tornar a operação mais eficiente, ampliar a capacidade de antecipação de eventos e oferecer uma experiência cada vez melhor aos clientes.
Segundo ele, o diferencial competitivo do setor não está apenas na adoção de novas tecnologias, mas na capacidade de transformar dados em decisões que gerem resultados concretos.
O setor elétrico continua sendo um setor de engenharia, mas passou a ser também um setor intensivo em dados. O diferencial competitivo continuará sendo a capacidade de integrar tecnologia, processos e pessoas para gerar resultados concretos. No fim, o valor não está no algoritmo em si, mas na qualidade das decisões que ele ajuda a tomar", afirmou Valfre.
IA aplicada da operação ao atendimento
Durante o debate, o vice-presidente destacou que a estratégia do Grupo Energisa está baseada em resolver problemas reais do negócio, utilizando inteligência artificial para apoiar decisões e aumentar a eficiência operacional.
Um dos exemplos apresentados foi o GisaBrain, plataforma de relacionamento baseada em IA que já retém mais de 94% dos atendimentos, solucionando demandas sem necessidade de interação humana. A solução integra diferentes bases de dados da companhia para oferecer respostas mais rápidas, inteligentes e consistentes aos clientes.
No campo, a tecnologia também já faz parte da rotina das equipes. Modelos de visão computacional associados ao uso de drones analisam imagens da rede elétrica para identificar equipamentos danificados, apontar riscos e indicar o momento ideal para realização de podas preventivas, reduzindo interrupções no fornecimento de energia e tornando mais eficiente o deslocamento das equipes.
Prever para agir antes
Ao responder sobre o papel da previsibilidade na operação, Valfre reforçou que o maior valor da inteligência artificial está na capacidade de antecipar problemas antes que eles impactem clientes e sistemas.
Modelos preditivos já são utilizados para monitorar condições climáticas, prever degradação de ativos, otimizar o deslocamento das equipes e identificar riscos operacionais, permitindo uma atuação preventiva.
O próximo salto de produtividade não virá necessariamente de previsões mais sofisticadas. Virá da capacidade de antecipar eventos com maior precisão e agir antes que eles se transformem em problemas para a operação ou para o cliente."
Para o executivo, isso só é possível quando existe uma base sólida de dados, integração entre sistemas e processos preparados para transformar previsões em ações concretas.
Tecnologia com governança e foco nas pessoas
Outro tema debatido foi a necessidade de equilibrar inovação, segurança e confiabilidade em um setor que opera infraestruturas críticas.
Valfre explicou que a companhia estruturou sua estratégia de inteligência artificial apoiada em governança de dados, cibersegurança, rastreabilidade dos modelos e explicabilidade das decisões. Além disso, a companhia criou um Manifesto de IA, ambientes controlados para testes (sandboxes) e revisou centenas de processos internos para concentrar investimentos nas iniciativas de maior impacto para o negócio.
Quanto mais avançamos em inteligência artificial, mais importante se torna a governança. Qualidade dos dados, segurança da informação e transparência deixam de ser requisitos técnicos e passam a ser requisitos estratégicos para o negócio."
Ao longo do painel, o executivo reforçou que a inteligência artificial não substitui pessoas, mas amplia a capacidade de análise e tomada de decisão das equipes, consolidando uma transformação digital orientada por dados, inovação e geração de valor para clientes e para a sociedade.
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