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Festival de cinema em Cataguases homenageia animação brasileira Festival de cinema em Cataguases homenageia animação brasileira

Publicada em: 25/06/2024

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Festival de cinema em Cataguases homenageia animação brasileira

O cinema de animação brasileiro é o grande destaque do 8º Festival Ver e Fazer Filmes, que começa na próxima semana em Cataguases, na Zona da Mata de Minas Gerais. A edição contempla produções nacionais, recém-lançadas, que serão exibidas gratuitamente para estudantes e para as populações urbana e rural do município.

A programação começa nesta segunda-feira, 1º de julho, com a apresentação do longa ‘Chef Jack – O cozinheiro aventureiro’ (2023), uma homenagem ao diretor do filme, o cineasta mineiro Guilherme Fiuza, que morreu em maio deste ano. A exibição ocorre no Centro Cultural Humberto Mauro, no centro de Cataguases, às 19h. ‘Chef Jack – O cozinheiro aventureiro’ é uma das 14 produções – 7 longas e 7 curtas – que compõem a programação da mostra infanto-juvenil do festival, distribuída ao longo da semana.

A curadoria das obras ficou a cargo do cineasta, documentarista e diretor do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, Marcos Pimentel, que destaca a pluralidade das produções.

Os filmes que serão exibidos nesta edição revelam a diversidade e a potência do cinema de animação produzido atualmente no país. Obras de diferentes técnicas, formatos, temáticas e estilos, realizadas por realizadores iniciantes ou experientes, que representam muito bem a safra recente da animação brasileira. Temos uma expectativa muito grande do encontro destes filmes com o público de Cataguases e região durante os dias do festival”, revela Pimentel.

Além do júri técnico, o Festival Ver e Fazer Filmes também conta com um júri especial, formado por estudantes do ensino fundamental das redes pública e particular do município que vão opinar entre 9 filmes que serão exibidos na Sessão Cine Escola Mostra Infantil. Cerca de 500 crianças, com idades entre 8 e 12 anos, de 10 escolas selecionadas, vão escolher a melhor produção de animação, que receberá ao final do festival o troféu ‘Melhor Filme Mostra Infantil 2024’.

Fico orgulhoso de Cataguases, o berço do cinema, estar presente e viver mais esta etapa. O cinema nacional não pode morrer, pelo contrário, temos que revigorar este tipo de arte. Estamos muito felizes com os resultados dos investimentos realizados pelo Grupo no audiovisual e nas demais linguagens culturais”, comenta Eduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Rio, patrocinadora do festival.

Festival vai às comunidades

Para garantir acesso das comunidades às produções exibidas no Ver e Fazer Filmes, a Energisa Minas Rio vai incluir na programação a Unidade Móvel Eficiente, que vai visitar os distritos de Glória, Sereno e Cataguarino para apresentar nas praças os filmes em cartaz no festival. O projeto prevê capacidade de exibição para 100 pessoas sentadas, além de distribuição de pipocas e algodão doce durante as sessões de cinema.

Fóruns temáticos e oportunidade para talentos regionais

A partir de sexta-feira, 05/07, a programação do festival abre espaço para a realização de fóruns temáticos que vão discutir desenvolvimento regional, economia criativa e reunir nomes do setor de animação. A organização prevê a presença de cerca de 50 convidados, vindos de 7 estados brasileiros (MG, SP, RJ, BA, RS, SC e PR). São autoridades nacionais, animadores, produtores, empresários e representantes de entidades do setor.

No sábado, às 19h, está programada a Sessão Usina Criativa de Cinema, em que serão exibidos oito curtas de animação produzidos com recursos do Edital Usina Criativa de Cinema, um incentivo para talentos do audiovisual, residentes na área de atuação do Polo Audiovisual da Zona da Mata. Ao fim da sessão, a organização realiza a entrega dos troféus em diversas categorias e as homenagens especiais da edição.

O Festival Ver e Fazer Filmes é uma realização do Instituto Cidade de Cataguases, com patrocínio da Energisa Minas Rio, por meio da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. O evento também conta com a parceria da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, da Fábrica do Futuro, do Animaparque, da Universidade do Estado de Minas Gerais, das secretarias municipais de Educação, Cultura e Turismo da Prefeitura de Cataguases, do Sebrae, da Fundação Bauminas, da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho e do Instituto Energisa.

Confira a programação completa:

01/07

  • 19h00 – SESSÃO ANIMADA - Longa metragem
    Chef Jack - O Cozinheiro Aventureiro
    Homenagem ao cineasta Guilherme Fiuza (em memória)

02/07

  • 08h30 e 13h30 – SESSÃO CINE ESCOLA – MOSTRA INFANTIL - Curta metragem
    Cadim / Agosto dos Ventos / Pororoca / A Menina e o Velho / Meu Nome É Maalum! / Ewé de Òsányin: O Segredo das Folhas / O Tubarão Martelo e os Habitantes do Fundo do Mar
  • 19h00 – SESSÃO ANIMADA - Longa metragem
    Tarsilinha

03/07

  • 08h30 e 13h30 – SESSÃO CINE ESCOLA – MOSTRA INFANTIL - Longa metragem
    Perlimps
  • 19h00 – SESSÃO ANIMADA - Longa metragem
    Bob Cuspe - Nós Não Gostamos de Gente
    Classificação: 16 anos.

04/07

  • 08h30 e 13h30 – SESSÃO CINE ESCOLA – MOSTRA INFANTIL - Longa metragem
    Tromba Trem - O Filme
  • 15h00 – FÓRUM CINEMA FEITO À MÃO
    Núcleo Criativo Fábrica do Futuro / Comunidades Criativas em Rede
  • 19h00 – SESSÃO ANIMADA - Longa metragem
    Placa-mãe

05/07

  • 15h00 – RECEPTIVO
    Visita guiada ao Estúdio-Escola Animaparque
  • 16h00 – FÓRUM ANIMAPARQUE
    Cultura, Economia Criativa e Desenvolvimento Regional Sustentável
  • 19h00 – SESSÃO ANIMADA - Longa metragem
    Bizarros Peixes das Fossas Abissais
    Classificação: 10 anos.

06/07

  • 10h00 – FÓRUM ANIMAPARQUE
    Encontro do Setor de Animação
  • 15h00 – FÓRUM ANIMAPARQUE
    Territórios Criativos e Educativos de Impactos / A Animação Brasileira: Investimentos Públicos e Privados
  • 19h00 – SESSÃO USINA CRIATIVA DE CINEMA
    Homenagem ao Cineasta Guilherme Fiuza (em memória) / Exibição e premiação dos 8 curtas de animação selecionados e produzidos com recursos do Edital Usina Criativa de Cinema / Prêmio Dragãozinho Manso
  • 22h00 – FESTA ANIMADA
    Shows musicais, performances multimídias e gastronomia local.

 

 

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Uma celebração da tradição musical de São João Nepomuceno Uma celebração da tradição musical de São João Nepomuceno

Publicada em: 11/06/2024

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Uma celebração da tradição musical de São João Nepomuceno

São João Nepomuceno é uma pequena cidade da Zona da Mata mineira que tem uma inegável vocação para a música. O município tem cerca de 25.000 habitantes e conta com 5 escolas de samba com mais de 60 músicos por bateria, além de talentosos compositores reconhecidos pelo Brasil.

Entre os dias 13 e 15 de junho, a cidade será palco do Festival Cidade da Música, um festival fomenta a música e a sua relação com o audiovisual, levando shows e oficinas para a população local, impulsionando a economia criativa da cidade.

O músico Ricardo Itaborahy é um dos idealizadores do evento e mais um filho pródigo da cidade. Neto do pianista Neném Itaborahy, Ricardo é um instrumentista de mão cheia, já tendo tocado com Milton Nascimento, Toninho Horta, João Bosco, Stanley Jordan, entre tantos outros músicos mundo afora. A Cidade da Música é um projeto que vem sendo gestado desde 2004, para movimentar uma cidade que produz tantos músicos de alta qualidade.

São João Nepomuceno é uma cidade musical, vários músicos da cidade despontaram no cenário nacional, como Emmerson Nogueira. Por conta disso, temos vários estúdios de gravação aqui na região com equipamentos de alta qualidade, com pessoas que já trabalharam gravando grandes nomes. Para se ter ideia, quando acontecem aquelas festas agropecuárias, temos uns 40 músicos da cidade tocando todos os estilos musicais. Isso não se vê em outros lugares. A cidade tem tudo para ser um polo de música do país”, conta Ricardo.

Ricardo Itaborahy, idealizador do festival
Ricardo Itaborahy, idealizador do festival


A relação da Energisa com a Zona da Mata mineira é histórica, já que a empresa teve suas raízes na região antes de expandir para outras partes do Brasil. Em 2020, reafirmando seu compromisso cultural, a Energisa começou a patrocinar o Festival Cidade da Música. As duas primeiras edições ocorreram online devido à pandemia, mas desde 2022 o evento voltou ao formato presencial.

São João Nepomuceno respira música. Para nós, da Energisa, é motivo de orgulho impulsionar essa vocação. O Festival Cidade da Musica faz parte do portifólio do Programa Energisa Cultural, que fomenta projetos de terceiros com objetivo de ampliar o impacto social através da cultura, sempre visando o resgate, a disseminação e a valorização das manifestações culturais regionais dos territórios de atuação do Grupo Energisa. Patrocinar o Festival Cidade da Música, que une grandes nomes da música brasileira com jovens talentos emergentes, é uma alegria que se conecta com a nossa missão de apoiar e valorizar a cultura local de cada região do Brasil”, comenta Delânia Cavalcante, coordenadora de investimento social do Grupo Energisa.

A edição de 2024 será dedicada à música instrumental e contará com três dias de programação intensa, completamente gratuita, com shows, e jams musicais, sessões de cinema, oficinas e um fórum de debates sobre a cena musical. Tudo acontece ao redor da estação ferroviária de São João Nepomuceno, um prédio histórico tombado onde funciona o museu municipal.

Todos os shows são gratuitos, na rua, em um palco montado em frente à estação de trem. É um lugar central para história da cidade, por onde tudo chegou. Até a luz elétrica chegou aqui junto com desenvolvimento econômico trazido pela estrada de ferro. E agora quem traz o progresso é a música, mexendo com a economia criativa da região e mostrando como a cultura brasileira é vibrante”, contou Ricardo Itaborahy.

Toda essa movimentação do festival Cidade da Música complementa o desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata, que há quase duas décadas traz grandes produções para a região e também conta com o patrocínio da Energisa. Sendo assim, nada mais natural do que o festival de música estabelecer uma relação direta com o cinema.

30% do orçamento de uma produção cinematográfica costuma ser dedicado a sonorização e trilha. Capacitar o pessoal da região para a parte musical das produções cinematográficas é excelente tanto para o Polo quanto para a cidade de São João Nepomuceno, pois podemos trabalhar com mão de obra local de alta qualidade”, explica Cesar Piva, curador de audiovisual do festival e presidente da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata (Apolo).

A programação cinematográfica do festival inclui documentários como API – O movimento rock em São João, de Kaique Filgueiras, Lupicínio Rodrigues: confissões de um sofredor, de Alfredo Manevy, e Nada será como antes, de Ana Rieper, sobre o Clube da Esquina. Além disso, serão oferecidas oficinas de produção de trilha sonora e captação direta de som para o audiovisual.

Todo esse sonho desse evento só é possível pelo patrocínio da Energisa. Temos alguns parceiros, mas o investimento da Energisa é o que faz a diferença e torna possível a gente levar toda essa programação, com músicos de tão alto nível, de forma gratuita para a cidade e inclusive premiar os músicos, uma inovação deste ano”, contou Ricardo Itaborahy.

A novidade é o Prêmio Instrumental, um concurso de abrangência nacional que recebeu mais de 40 inscrições de 11 cidades brasileiras. Os premiados nas categorias “melhor grupo instrumental”, “melhor instrumentista”, “jovem instrumentista” e “talentos locais” receberão prêmios de até R$ 7 mil e ainda irão ao festival para dividir o palco com grandes nomes da música instrumental brasileira, como o consagrado Hamilton de Holanda. O prêmio reforça o compromisso do festival em descobrir e valorizar novos talentos, fortalecendo ainda mais a rica tradição musical de São João Nepomuceno.

Serviço:

Festival Cidade da Música

Data: 13, 14 e 15 de junho de 2024
Local: Praça da Estação – São João Nepomuceno/MG
Confira a programação completa no site do evento

Destaques da programação:

  • 3 shows principais: Roger Resende convida músicos locais (13); Ricardo Itaborahy convida Toninho Ferragutti e Juarez Moreira (14); Hamilton de Holanda e Banda (15)
  • 3 shows abertos (jam session) com Gleison Túlio e Sergio Pavarelli
  • 6 apresentações musicais de curta duração com os premiados
  • 1 apresentação de seresta de rua na abertura cultural do Festival
  • 1 mostra audiovisual com exibição de 1 videoclipe, 3 curtas e 3 documentários
  • 1 oficina de trilha sonora com duração de 8 horas, para 20 músicos selecionados
  • 1 fórum temático “Economia Criativa e Desenvolvimento”, com 3 mesas e 6 convidados especiais
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A revolução do Polo Audiovisual da Zona da Mata A revolução do Polo Audiovisual da Zona da Mata

Publicada em: 27/05/2024

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A revolução do Polo Audiovisual da Zona da Mata

Se eu te contar que um dos filmes mais assistidos da Netflix brasileira foi produzido em Cataguases (MG), e que todas as principais plataformas de streaming também exibem filmes realizados no Polo Audiovisual da Zona da Mata (Apolo), você se surpreenderia?

Trata-se do resultado de um trabalho de mais de duas décadas, com um longo investimento contínuo e muito trabalho dos organizadores do projeto. Cesar Piva, presidente da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual, conversou com o Energisa Juntos para contar um pouco dessa rica história.

Tudo começou em 2002, quando a Fundação Ormeo Junqueira Botelho inaugurou o Centro Cultural Humberto Mauro (CCHM) em Cataguases, homenageando o diretor seminal para o cinema e a cultura brasileiras. Com o impulso desse espaço de encontro e celebração do cinema, surge a Fábrica do Futuro, um local de produção e formação nas áreas da cinematografia.

O futuro chegou rápido. Em 2010, filmes de grande projeção começaram a ser rodados na Zona da Mata. A primeira grande produção do Polo foi o sucesso Meu pé de laranja lima (dir. Marcos Bernstein, 2012), baseado no clássico da literatura brasileira de José Mauro Vasconcelos. Desde então, o Polo tem atraído grandes produtoras, impactando a economia criativa da cidade e formando uma geração de profissionais ligados ao audiovisual.

Para se ter uma ideia do tamanho, até 2019 foram 30 grandes produções de cinema e TV, sendo 2 séries e 28 longas. Isso fora os curtas-metragens que foram feitos pelo edital regional Usina Criativa de Cinema, uma espécie de incubadora de projetos criada em 2016 quee funciona com patrocínio da Energisa e apoio cultural do Instituto Energisa. Os selecionados no edital passam por mentorias em várias áreas, do roteiro à fotografia, os diretores trabalham seus filmes por 3 meses e depois vão filmar. Todas essas realizações passam no Festival Ver e Fazer Filmes”, disse Cesar Piva.

A produção cinematográfica na região gera muitos benefícios na economia da região, já que grande parte da equipe de cinema e TV é contratada localmente. Até 2020, mais de R$ 120 milhões circularam na Zona da Mata graças ao Polo Audiovisual.

Um dos mais recentes êxitos de bilheteria é o longa Predestinado – Arigó e o espírito do Doutor Fritz, que entrou recentemente para o top 10 da Netflix. O filme, que conta com a direção de Gustavo Fernandéz e o patrocínio da Energisa, tem um elenco recheado de estrelas, como Danton Mello e Juliana Paes. O longa traz a história do médium Arigó, que recebia o espírito do doutor Fritz para realizar cirurgias espirituais. Lançado em 2022 em mais de 600 salas de cinema do país, o filme atingiu um enorme público nos cinemas e hoje alcança sucesso no streaming.

Outro filme produzido no Polo e que merece destaque é o longa As órfãs da rainha, de Elza Cataldo. Vencedor de prêmios internacionais como o de melhor filme histórico da 14ª edição do Toronto International Women Film Festival, a produção aborda temas fundamentais para pensarmos o Brasil e a vida das mulheres durante os anos da colonização. Na história, três irmãs, criadas sob proteção da Rainha de Portugal, são forçadas a viajar para o Brasil Colônia para se casar, formar família e ocupar o novo território, enfrentando dilemas e frustrações.

Nesses 10 anos de formação prática, com a população local trabalhando com os melhores do país, uma nova geração de profissionais e realizadores do cinema vem surgindo e buscando seu espaço. Por isso é tão importante o edital da Usina Criativa e o Festival Ver e Fazer Filmes”, completou Piva.

Festival Ver e Fazer Filmes e Animaparque

Este ano, o Festival Ver e Fazer Filmes acontece de 1 a 6 de julho, em edição especial dedicada à animação, celebrando a inauguração do Animaparque, o maior estúdio-escola para produção audiovisual de animação na América do Sul. Esse novo espaço de 10.000 m² conta com auditório multiuso, laboratórios de trilha sonora, estúdios de gravação, ateliês de cenografia e figurino, além de bases e salas para produção e direção. O fomento ao Festival também é da Energisa, já que o Ver e Fazer é parte do portifólio do Programa Energisa Cultural.

Com um patrocínio de R$ 2 milhões do Grupo Energisa, o Animaparque é gerido pela Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata, que também recebe apoio do Grupo em parceria com projeto Rio Pomba Valley, um hub de educação digital e empreendedorismo.

O estúdio-escola do Animaparque funciona em parceria com a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Desde setembro de 2022, o curso de tecnólogo em cinema de animação está a pleno vapor, com 72 alunos e 3 turmas em formação. Só este ano, 2 filmes serão feitos no Parque, com um orçamento total de R$ 7 milhões, através da lei Paulo Gustavo. O Animaparque também é um espaço para toda a cidade, com áreas abertas à visitação e abriga eventos de outras artes além do audiovisual, como teatro, dança e artes visuais.

Com todas essas novidades, não é de se espantar que o Festival Ver e Fazer Filmes esteja este ano voltado para a animação. Oito curtas produzidos no Animaparque no ano passado vão estrear no festival, além de várias outras produções nacionais e internacionais. Um júri formado por 500 crianças de 8 a 12 anos assistirá aos filmes e participará de conversas para então votar na premiação com o troféu do festival em diversas categorias.

Os longas também vão marcar presença no festival. À noite, acontecem as Sessões Energisa, quando serão exibidos, em pré-estreia, 4 filmes produzidos no Polo. Assim, a população local e os trabalhadores da indústria do cinema poderão ver em primeira mão as produções ali realizadas, antes de seguirem carreira em salas comerciais e serviços destreaming.

É muito importante a circulação desses filmes produzidos aqui no Polo, sejam os curtas ou as grandes produções. Por isso é fundamental a distribuição e a capilarização via festivais, salas de cinema, streaming e nas escolas. Um exemplo é o filme O menino do espelho do Guilherme Fiuza, que passou em cineclubes de 10 cidades da região da Zona da Mata e foi assistido por 25 mil crianças e adolescentes, mais do que o público total das salas de cinema por onde passou. Aqui nós realizamos filmes e trabalhamos para que eles cheguem ao espectador, com a ajuda de diversos parceiros, como a Energisa. Estamos retomando os cineclubes, que acabaram devido à pandemia, e eu acredito muito nessa forma de difusão”, completou Piva.

Para você chegar mais perto e se tornar mais um espectador dessa enorme gama de produções de excelência do cinema brasileiro, nós separamos aqui uma lista de filmes produzidos no Polo Audiovisual da Zona da Mata que estão disponíveis em diversas plataformas de streaming. Confira:

  • Curtas-metragens
    Todos os 22 curtas produzidos através do edital da Usina Criativa de Cinema estão disponíveis gratuitamente no canal do projeto no Youtube.
  • Predestinado: Arigó e o espírito do Dr. Fritz (2022)
    Na década de 1950, um brasileiro comum desafia as autoridades e realiza cirurgias com o auxílio do espírito de um médico alemão da Primeira Guerra Mundial.
    Direção: Gustavo Fernández
    Estrelando: Danton Mello, Juliana Paes, Marcos Caruso
    Onde assistir: Netflix
  • Meu pé de laranja lima (2012)
    Zezé aprende a usar sua imaginação fértil, sua habilidade de contar histórias e uma árvore de frutas para sobreviver em um ambiente violento.
    Direção: Marcos Bernstein
    Estrelando: José de Abreu, João Guilherme, Caco Ciocler.
    Onde assistir: Netflix
  • O menino no espelho (2014)
    Um garoto criativo e travesso é castigado pelos pais, mas sua imagem no espelho ganha vida e continua aprontando. Até quando vai durar essa brincadeira?
    Direção: Guilherme Fiuza
    Estrelando: Lino Facioli, Regiane Alves, Ricardo Blat
    Onde assistir: Netflix
  • Derrapada (2017)
    Aos 17 anos, Samuca descobre que engravidou sua namorada. Agora, se sente pressionado por ter cometido a mesma derrapada que sua mãe, que também teve filho jovem.
    Direção: Pedro Amorim
    Estrelando: Matheus Costa, Nanda Costa, Augusto Madeira
    Onde assistir: Telecine Play, YouTube Movies
  • Maria do Caritó (2019)
    Tudo o que Maria do Caritó mais deseja é encontrar um amor para chamar de seu. Prometida pelo pai ao São Djalminha, um santo que ninguém nunca ouviu falar, ela pede aos céus por uma intervenção divina.
    Direção: João Paulo Jabur
    Estrelando: Lilia Cabral, Leopoldo Pacheco
    Onde assistir: Prime Video, YouTube Movies
  • Dentro da Caixinha (2016)
    Arthur, Laura e João são três irmãos que vão passar as férias da casa da avó. Munidos de celulares e videogames, eles veem seus planos de se divertirem com as tecnologias irem por água abaixo.
    Direção: Guilherme Reis
    Estrelando: Leônidas José, Manoela Domingos, Cauã Carvalho
    Onde assistir: Prime Video
  • Correndo Atrás (2019)
    Ventania, um trabalhador que faz de tudo para conseguir pagar as contas, se tornar um caça-talentos de futebol. É aí que ele conhece um deficiente físico, que apesar das dificuldades, tem muito talento.
    Direção: Jeferson De
    Estrelando: Aílton Graça, Hélio de la Peña, Juliana Alves, Lellê , Lázaro Ramos
    Onde assistir: Telecine Play, YouTube Movies
  • Introdução à música de sangue (2017)
    No interior do Brasil, entre o mundo arcaico e o contemporâneo, uma família vive suas angústias em uma atmosfera de desejo e repressão.
    Direção: Luiz Carlos Lacerda
    Estrelando: Ney Latorraca, Bete Mendes, Greta Antoine, Armando Babaioff
    Onde assistir: Claro TV+
  • Castelo de terra (2020)
    Em 2012, a diretora francesa Oriane Descout abandonou sua vida de classe média na Europa para encontrar seu destino a 9.000 km de distância. Ao longo de uma jornada de 7 anos, registrou os desafios enfrentados e descobriu um novo estilo de vida: rural, coletivo, autogerido, anticapitalista, sustentável e ecológico. No Brasil, conheceu seu companheiro e realizou seu maior sonho – um utópico “Castelo de Terra”.
    Direção: Oriane Descout
    Onde assistir: YouTube Movies
  • Humberto Mauro, cinema é cachoeira (2016).
    No streaming da Empresa Mineira de Comunicações, o EMCPlay, temos disponíveis vários filmes do renomado cineasta Humberto Mauro, além do documentário dirigido por seu sobrinho-neto, André Di Mauro.
    Onde assistir: EMCPlay
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Potências do futuro: Energisa capacita jovens no universo digital Potências do futuro: Energisa capacita jovens no universo digital

Publicada em: 16/01/2024

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Potências do futuro: Energisa capacita jovens no universo digital

Imagina uma turma de alunos de escolas públicas mergulhando de cabeça no mundo da tecnologia, tendo a oportunidade de programar, criar designs e escolher as cores e fontes para poder criar seus próprios sites. Essa foi a aventura de 99 jovens de escolas estaduais de Cataguases (MG) que abraçaram o desafio e recentemente concluíram o curso “Meu Primeiro Site”.

Nessa iniciativa, 14 colaboradores da Energisa atuaram como instrutores voluntários, compartilhando não apenas conhecimento técnico, mas também experiências pessoais e insights sobre o mercado de trabalho. O curso é fruto da parceria duradoura da Energisa com a Junior Achievement, uma organização sem fins lucrativos que visa facilitar o acesso de jovens ao mercado de trabalho e está presente em mais de 120 países. Ao longo de 15 anos, essa colaboração mobilizou cerca de 300 voluntários da Energisa e capacitou aproximadamente 3.200 alunos, fortalecendo oportunidades educacionais e de desenvolvimento profissional.

Alunos em sala de aula

Gabriel dos Santos Pavão, que integra a equipe de TI da Energisa, foi um dos instrutores voluntários nesse programa. No ano passado, Gabriel formou-se na primeira turma de desenvolvedores de front end do Rio Pomba Valley, outro projeto educacional da Energisa que busca oferecer cursos na área de tecnologia da informação, impulsionando a Zona da Mata Mineira como um polo de educação digital e empreendedorismo. Agora, os papeis se inverteram, de aluno, Gabriel passou a ser instrutor, e ele destaca a importância de retribuir a ajuda que recebeu ao se voluntariar:

Surgiu a oportunidade de ser voluntário e na hora eu topei, porque da mesma forma que eu fui ajudado, eu quis ajudar também. O que achei mais legal é que eles entendiam que a gente não era professor, que a gente era instrutor. Então na medida que a gente estava avançando no curso, se não sabíamos de algo, a gente pesquisava e aprendia junto. Acho que esse foi um ponto muito positivo para todo mundo – resume Gabriel.

O objetivo do curso era desafiador: os alunos tinham 1 mês para criar um site do zero, escolhendo um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao longo de novembro, esses jovens botaram a mão na massa em 20 horas presenciais e trabalhos extraclasse. Ao final, foram 56 sites apresentados para uma banca de 18 jurados voluntários de diferentes empresas e instituições de ensino de Cataguases e região, que escolheram os três primeiros lugares. Gabriel se surpreendeu com o resultado:

Foi muito melhor do que o esperado! Eu não conseguiria entregar coisas tão boas em 1 mês. E eles conseguiram porque tiveram muita força de vontade, foram muito curiosos para aprender, perguntaram muito e todo mundo conseguiu – comenta, orgulhoso.

O primeiro colocado na premiação foi Santiago Arquete, que fez um site para falar sobre a ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura. Ele expressou seu crescente interesse na área de TI e a influência positiva do curso em sua trajetória. 

Eu achei que foi uma oportunidade muito grande para mim, porque é uma área nova que está chegando no mercado, uma área que as pessoas têm muito interesse e vai crescer muito. E foi uma grande oportunidade de começar a entrar nesse mercado. Eu pretendo continuar nessa área de desenvolvimento, de TI. No ano que vem faço 18, então já vou começar uma faculdade voltada para essa área, até lá vou continuar estudando pelo notebook mesmo.” – conta Santiago, aluno da E.E. Marieta Soares Teixeira.

Site vencedor, criado pelo aluno Santiago Arquete Site vencedor, criado pelo aluno Santiago Arquete

O curso “Meu Primeiro Site” também deu a Santiago um estímulo maior para continuar tentando o ingresso no Rio Pomba Valley.

Este ano, eu participei do processo seletivo do Rio Pomba Valley e tive uma boa pontuação, 26.000 pontos. Não foi esse ano que eu consegui entrar, mas espero que ano que vem eu consiga, porque já vou ter uma carga maior, já vou saber o básico graças ao curso – acrescenta Santiago.

A aluna Roberta Ferreira Antunes, que ficou em terceiro lugar, fez questão de agradecer à Energisa pela oportunidade e aos voluntários por compartilharem conhecimento e experiências.

É um aprendizado para todos nós. E queria dizer que vocês marcaram a nossa história. Foi uma experiência gratificante, inesquecível e uma sensação indescritível como colocar um site no ar. Foi um crescimento profissional e também pessoal, que gerou enriquecimento. Saímos com mais preparo, competência profissional, cheio de amigos. Com conhecimento para vida e muitas histórias para contar – relata.

Site criado pela aluna Roberta AntunesSite criado pela aluna Roberta Antunes

Mas o programa vai muito além de criar sites. Ele se revelou um catalisador de potências, um estímulo ao desenvolvimento de habilidades tecnológicas e de empreendedorismo. Para os alunos, foi o vislumbre de um horizonte repleto de possibilidades. Além de despertar o interesse em tecnologia, o curso direcionou o olhar dos jovens para as oportunidades de mercado na região, como as vagas em TI na Energisa. 

Quando a gente chega para falar com esses jovens de 16 e 17 anos e mostra o que o mercado tem para eles, passam a enxergar com mais clareza as oportunidades que podem ter. Por exemplo, hoje na Energisa temos muitas vagas em TI. Então a gente mostra que eles conseguem se desenvolver, que sonhos são alcançáveis na região, sem ter que sair – reforça Gabriel.

Eduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas RioEduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Rio

Na cerimônia de entrega dos certificados de conclusão, Eduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Rio, enfatiza o compromisso da empresa com a formação profissional dos jovens:

A Energisa quer contribuir com a formação profissional desses jovens e essa iniciativa é uma excelente oportunidade. Agradeço aos nossos voluntários por abraçarem essa causa, contribuindo com um projeto educacional e de cidadania.

O curso não apenas equipou os alunos de Cataguases com habilidades digitais e perspectivas profissionais, mas também trouxe amizade, aprendizado mútuo, colaboração, inspiração, e uma perspectiva de futuros brilhantes para estes jovens. E quem sabe, daqui não saiam os futuros gênios da tecnologia e empreendedorismo?

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