Sustentabilidade

Notícias

Museu-Parque Usina Maurício une inovação, cultura e natureza Museu-Parque Usina Maurício une inovação, cultura e natureza

Publicada em: 24/04/2026

 Categoria:

 Sustentabilidade

 Região: 

Região: 

Brasil

Museu-Parque Usina Maurício transforma berço da eletrificação em espaço de inovação, cultura, natureza e educação

No coração da Zona da Mata mineira, o lugar que marcou o início da eletrificação na região ganha nova vida. O antigo complexo da Usina Maurício, inaugurado em 1908 e considerado o berço da geração de energia elétrica na região, foi revitalizado e agora abriga o Museu-Parque Usina Maurício, um espaço que conecta história, natureza, inovação, educação e sustentabilidade.

Mantido pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho, com patrocínio do Grupo Energisa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com execução da Santa Rosa Bureau Cultural, o Museu-Parque foi criado para preservar um importante patrimônio industrial brasileiro e ampliar o acesso da população à história da energia e do desenvolvimento regional.

A Usina Maurício representa um capítulo fundamental da história da eletrificação na Zona da Mata mineira e no interior do Brasil. Preservar esse patrimônio é valorizar o pioneirismo da engenharia nacional e reconhecer o papel da energia como vetor de transformação social e econômica. Através dele conectamos memória, inovação e desenvolvimento, garantindo que essa história continue inspirando novas gerações”, afirma Eduardo Mantovani, presidente da Fundação Ormeo Junqueira Botelho do Grupo Energisa.

Localizado em Piacatuba, distrito de Leopoldina, o espaço está inserido em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) com cerca de 327 hectares de Mata Atlântica preservada. O antigo sítio industrial agora é um ambiente de visitação, aprendizagem e contato com a natureza.

O berço da eletrificação na região

A construção da Usina Maurício começou em 1905, quando a eletrificação ainda era um grande desafio no interior do país. Para viabilizar o empreendimento, foi necessário abrir um ramal ferroviário exclusivo para transportar equipamentos importados, como turbinas e geradores.

A usina foi inaugurada em 1908 e marcou um momento decisivo para o desenvolvimento da região, levando energia elétrica a cidades da Zona da Mata mineira e impulsionando atividades econômicas e urbanas.

Mais de um século depois, o local foi revitalizado sem perder sua identidade histórica. O Galpão da Usina preserva o maquinário original e utiliza recursos expositivos contemporâneos, como narrativas sonoras imersivas, para apresentar ao público o funcionamento da antiga hidrelétrica e o pioneirismo da engenharia nacional. O espaço também valoriza a memória dos trabalhadores que participaram da construção e operação da usina, reconhecendo o papel de quem ajudou a levar energia para o interior do Brasil.

História, natureza e educação ambiental

Além do patrimônio industrial, o Museu-Parque Usina Maurício amplia a experiência dos visitantes com atividades ao ar livre. Trilhas ecológicas, passarelas elevadas e áreas de contemplação permitem explorar a paisagem natural da reserva, promovendo a integração entre história e meio ambiente.

Essa combinação transforma o espaço em um ambiente de educação ambiental e aprendizado sobre energia e sustentabilidade, com potencial para receber estudantes, pesquisadores e visitantes interessados em conhecer a relação entre desenvolvimento energético e preservação da natureza.

O Programação de Mediação Cultural e Educativa propõe uma experiencia que evolui da observação sensível a análise crítica, permitindo que os estudantes compreendam não apenas como a energia é produzida, mas também seu papel na transformação das cidades e nos desafios do futuro energético e ambiental. O educativo articula conteúdos de ciências, tecnologia, geografia, história, literatura e educação ambiental.

Segundo Delânia Cavalcante, gerente de Investimento Social do Grupo Energisa, o projeto reforça o compromisso da companhia com o investimento cultural e com o desenvolvimento do conhecimento no território.

Investir na revitalização da Usina Maurício é criar um espaço que amplia as possibilidades de pesquisa, educação e produção cultural na região. O Museu-Parque permite que estudantes, pesquisadores e visitantes tenham contato com a história da energia ao mesmo tempo em que exploram temas como sustentabilidade, inovação e preservação ambiental. É um ambiente que conecta memória, conhecimento e novas oportunidades de aprendizado para diferentes gerações”, afirma.

Através do Museu-Parque a região ganha mais um espaço dedicado à preservação da história e à reflexão sobre o papel da energia na construção do país.

Para atender diferentes públicos, o Museu-Parque oferece três tipos de visitação. A visita espontânea permite que o visitante conheça o espaço de forma livre, no seu próprio ritmo. Já a visita guiada tradicional conta com acompanhamento de mediadores, que apresentam a história da usina, o funcionamento da geração de energia e os conteúdos das exposições. Há ainda a visita guiada para instituições, voltada especialmente para escolas, universidades e grupos organizados, com atividades educativas adaptadas a cada público. O agendamento das visitas é gratuito e pode ser realizado de forma simples, gratuita e 100% online pelo site da Fundação Ormeo Junqueira Botelho. 

Serviço

  • Funcionamento: de quarta a sábado, das 8h30 às 17h, e aos domingos, das 8h30 às 14h.
  • Agendamento: pelo link disponível no site da Fundação Ormeo Junqueira Botelho
  • Informações: museuparque@fojb.org.br
Ver matéria completa

Notícias

Educação que transforma: hub de tecnologia tem 90% de emprego Educação que transforma: hub de tecnologia tem 90% de emprego

Publicada em: 15/04/2026

 Categoria:

 Sustentabilidade

 Região: 

Região: 

Minas Gerais

Educação que transforma: taxa de empregabilidade de hub de tecnologia da Zona da Mata mineira é de 90%

A primeira turma do Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas do Rio Pomba Valley se formou no dia 8 de abril, marcando um momento importante para a educação profissional em tecnologia na Zona da Mata mineira. Ministrado pelo Senai e com reconhecimento do Ministério da Educação (MEC), o curso certificou 33 alunos. O Rio Pomba Valley, iniciativa do Grupo Energisa por meio do Instituto Energisa, em parceria com a Sicredi e outras instituições, promove educação de qualidade e impulsiona o desenvolvimento regional por meio da tecnologia.

O projeto também se consolida como uma iniciativa de investimento social voltada à ampliação de oportunidades na Zona da Mata mineira. Com acesso gratuito à formação em tecnologia, contribui para a inclusão produtiva de jovens e adultos e para o fortalecimento da economia local. A taxa de empregabilidade próxima de 90% reflete um modelo que integra formação técnica, conexão com o mercado e acompanhamento dos alunos, reforçando o papel da educação no desenvolvimento social da região.

Com 1.200 horas de duração, o curso técnico, que já conta com uma nova turma em andamento com 40 alunos, combina teoria e prática, preparando os estudantes para o mercado de trabalho. Ao longo da formação, os alunos participaram de eventos, palestras e workshops, ampliando o contato com profissionais da área. Como trabalho de conclusão, foram apresentados sete projetos voltados a problemas reais do mercado, evidenciando maturidade técnica e visão de negócio. A prática também estimulou o espírito empreendedor da turma, com cinco ideias de startups em fase de pré-incubação no Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais, Campus Cataguases, onde recebem mentoria e suporte técnico para o desenvolvimento dos modelos de negócio e avanço na criação de novas empresas.

O Rio Pomba Valley é um amplo programa de qualificação em tecnologia que reúne diferentes cursos e iniciativas. Somente em 2025, cerca de mil alunos se formaram no projeto em cursos presenciais, virtuais e híbridos, somando quase 600 horas de conteúdo distribuídas em nove capacitações de curta duração, além do curso técnico com duração de 18 meses. No ano anterior, aproximadamente 8 mil candidatos se inscreveram nas formações ofertadas, demonstrando o crescente interesse da população por capacitação na área tecnológica na Zona da Mata mineira. O programa atende municípios como Cataguases, Leopoldina, Santana de Cataguases, Astolfo Dutra, Dona Euzébia, Itamarati de Minas e Ubá.

Parceria com 200DEV e Universidade do Estado de Minas Gerais

O Rio Pomba Valley conta com parcerias estratégicas que fortalecem o ecossistema de inovação. Durante a cerimônia de formatura do curso técnico, foi anunciada uma parceria com a 200DEV que, junto ao Instituto Energisa, lançará um curso de Containers com carga horária de 200 horas, em formato híbrido. A formação ensinará, de maneira prática, como organizar e executar sistemas computacionais de forma padronizada e segura, utilizando tecnologias amplamente adotadas pelo mercado. A iniciativa amplia a qualificação dos alunos e aumenta as oportunidades de inserção profissional.

A cerimônia também marcou a assinatura do Acordo de Colaboração Técnica entre o Instituto Energisa e a Universidade do Estado de Minas Gerais, oficializando o início do Projeto LAB-HUM, desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. A iniciativa prevê a criação de uma produtora audiovisual que funcionará como laboratório de cinema, animação e produção de conteúdo, voltado aos estudantes do curso de Cinema e Animação da UEMG, em Cataguases. O LAB-HUM será um espaço de aprendizagem prática, permitindo o desenvolvimento de competências técnicas e criativas essenciais para a atuação no setor audiovisual. A parceria fortalece a integração entre ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a formação de talentos e para o desenvolvimento econômico e cultural de Minas Gerais, com impacto direto na Zona da Mata.

O Rio Pomba Valley já firmou acordos de cooperação técnica com empresas de tecnologia como Rustcom, Sensedia e Populos, além da entrada da Sicredi como patrocinadora do projeto.

Segundo o diretor‑presidente da Energisa Minas Rio, Eduardo Mantovani, a iniciativa reforça o compromisso da Energisa com o desenvolvimento das pessoas e das comunidades atendidas. “Acreditamos que investir em educação e tecnologia é investir no futuro. O Rio Pomba Valley é uma aposta no potencial dos jovens, na inovação e na construção de oportunidades que transformam vidas e fortalecem a Zona da Mata como um polo tecnológico”, afirma.

Sobre o Instituto Energisa

Responsável por coordenar as ações de investimento social do Grupo Energisa, o Instituto Energisa atua no desenvolvimento de projetos voltados à educação, cultura e empreendedorismo nas regiões atendidas pela companhia. Com atuação estruturada em parcerias e no uso de mecanismos de incentivo, o Instituto tem como foco ampliar o acesso a oportunidades, fortalecer iniciativas locais e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico dos territórios onde está presente.

Ver matéria completa

Notícias

Zona da Mata ganha Casa da Memória que une história e cultura Zona da Mata ganha Casa da Memória que une história e cultura

Publicada em: 10/03/2026

 Categoria:

 Sustentabilidade

 Região: 

Região: 

Brasil

Zona da Mata mineira ganha Casa da Memória que conecta história, cultura, lazer e tecnologia

O antigo casarão da década de 1950 que abrigou a família Junqueira Botelho, em Leopoldina (MG), reabre suas portas totalmente revitalizado e passa a se chamar Casa da Memória de Leopoldina, um novo espaço cultural e turístico aberto ao público. Com fachada inspirada na estética da residência retratada no filme …E o Vento Levou (1939), o local estabelece um diálogo entre arquitetura, imaginário cinematográfico e patrimônio histórico.

Inaugurada como parte das celebrações pelos 120 anos do Grupo Energisa, a Casa da Memória nasce com o propósito de preservar a história regional, valorizar a memória da Zona da Mata mineira e ampliar o acesso da população e de visitantes ao patrimônio cultural da região. Mantida pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho, com patrocínio do Grupo Energisa, a iniciativa foi viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), principal mecanismo de fomento cultural do país.

A Fundação Ormeo Junqueira Botelho assume a responsabilidade de preservar e manter vivos espaços que fazem parte da história da eletrificação na região. A Casa da Memória de Leopoldina é mais do que um equipamento cultural: é uma estrutura permanente de memória, educação, lazer e pertencimento, concebida para conectar patrimônio, inovação e desenvolvimento. Ao cuidar desse patrimônio histórico e cultural, reforçamos a energia como vetor de transformação social, fortalecemos o território e asseguramos que essa memória continue acessível às próximas gerações”, afirma Eduardo Mantovani, presidente da Fundação Ormeo Junqueira Botelho do Grupo Energisa.

O novo equipamento oferece experiências imersivas com áudios e imagens que permitem ao público revisitar diferentes momentos da história do Brasil e da região. O percurso interno reúne salas expositivas permanentes e temporárias com projeções mapeadas, instalações audiovisuais e narrativas sonoras, concebidas como ambientes ativos de fruição e produção de conhecimento. Destaque para a Sala da Memória, que utiliza imagens e sons para reconstruir cenas da vida social e familiar da região, e para o Gabinete do Dr. Ormeo, uma instalação interativa com uso de inteligência artificial que apresenta ideias, projetos e o legado do personagem em diálogo com o presente. 

O Espaço Lya amplia o recorte curatorial ao valorizar a produção literária feminina e a escrita memorialística, enquanto o Observatório Cultural da Mata e o Lab Memória funcionam como núcleos permanentes de pesquisa, experimentação tecnológica, produção audiovisual e formação, conectando memória, inovação e diferentes gerações.

Além de conectar tecnologia e inovação ao patrimônio cultural por meio de recursos como impressão 3D, o Lab Memória pode se articular diretamente com o ecossistema do Rio Pomba Valley, iniciativa do Instituto Energisa que transforma a Zona da Mata mineira em um hub de tecnologia, criatividade, empreendedorismo e inovação, com foco na economia 4.0. O programa já estrutura parcerias com universidades, instituições de ensino técnico e empresas como AWS, IBM, Microsoft, SENAI, SESI, Populos e outras, criando pontes e viabilizando projetos de pesquisa aplicada, formações em inteligência artificial, computação em nuvem, cibersegurança e desenvolvimento de software. 

De forma complementar, o Lab Memória também se articula com o Animaparque, polo audiovisual patrocinado pelo Grupo Energisa desde sua criação, voltado ao fortalecimento da cadeia do audiovisual e da animação na Zona da Mata mineira. A iniciativa funciona como ambiente de desenvolvimento criativo, com foco na formação técnica, no fortalecimento de talentos da região, no estímulo à produção autoral, no apoio a projetos independentes e na conexão com o mercado. Essa integração amplia as possibilidades de projetos colaborativos que unem memória cultural, produção audiovisual e soluções tecnológicas aplicadas à educação, à preservação do patrimônio e à criação de experiências imersivas para diferentes públicos. 

A intervenção na Casa da Memória incluiu ainda a restauração do Jardim dos Sentidos, um dos primeiros projetos paisagísticos de Roberto Burle Marx, realizada com base no projeto original cedido pelo Instituto Burle Marx, reforçando o compromisso com a preservação qualificada do patrimônio moderno brasileiro. Com cerca de 4 mil metros quadrados, o imóvel recebe espaços como o Jardim da Infância Lúdico-Musical, com brinquedos sonoros que estimulam a exploração criativa, e o Jardim Aromático – Horta Medicinal, que promove experiências sensoriais ligadas ao tato, olfato e paladar. O projeto de readequação foi promovido pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho, patrocinado pelo Grupo Energisa, com execução da Santa Rosa Bureau Cultural.

Segundo Delânia Cavalcante, gerente de Investimento Social do Grupo Energisa, a iniciativa reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento cultural e territorial. 

Investir em equipamentos culturais estruturantes fora dos grandes centros amplia o acesso à cultura, fortalece o território e assegura a continuidade das políticas de memória e educação. A Casa da Memória de Leopoldina conecta história, tecnologia e participação social, estimulando o vínculo das comunidades com sua própria história.

Visitação

A Casa da Memória de Leopoldina abre suas portas ao público com visitas guiadas gratuitas, realizadas mediante agendamento prévio pelo site da Fundação Ormeo Junqueira Botelho. As visitas podem ser realizadas individualmente, em grupo ou por escolas e instituições.

Serviço

Funcionamento: quarta a sábado, das 9h às 17h30; domingos, das 9h às 14h

Informações: casadamemoria@fojb.org.br | (32) 98454-2049 

Ver matéria completa

Notícias

Maior berçário de tartarugas do mundo tem eclosão de 60 mil filhotes Maior berçário de tartarugas do mundo tem eclosão de 60 mil filhotes

Publicada em: 06/01/2026

 Categoria:

 Sustentabilidade

 Região: 

Região: 

Rondônia

Maior berçário de tartarugas do mundo registra eclosão inicial com números mais positivos: 60 mil filhotes

Após um ano marcado por uma redução de 70% no número de nascimentos de filhotes de tartarugas-da-amazônia, tracajás e outros quelônios no Vale do Guaporé (RO), a temporada de eclosão de 2025 começou com um cenário mais promissor. Na primeira fase de contabilização, entre 11 e 15 de dezembro, foram registrados 60 mil filhotes, segundo dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Ainda segundo o Ibama, a expectativa é que o pico da eclosão ocorra nas próximas semanas. O órgão informou que o processo deve se estender até o fim de dezembro e o início de janeiro e, ao  final do período de monitoramento, os dados coletados serão analisados estatisticamente, permitindo uma estimativa mais próxima da quantidade real de filhotes nascidos na área monitorada e um balanço desse resultado.

No último domingo (14), o Ibama, a Associação Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale) e o Grupo Energisa participaram de um evento que marcou a abertura do período de nascimento, com a soltura dos animais resgatados nos berçários do Vale do Guaporé.

Mudanças climáticas

Os impactos das mudanças climáticas continuam a afetar de forma significativa o ciclo reprodutivo das espécies. Em 2025, de acordo com as instituições que monitoram e acompanham o Programa Quelônios do Guaporé, voltado à proteção e conservação das espécies, a desova ocorreu de forma tardia.

Neste ano, também foi identificado que o Rio Guaporé não baixou no tempo considerado correto e, por isso, não houve muitas faixas de areia disponíveis para que as tartarugas depositassem seus ovos. O processo deveria ter sido iniciado entre o final de setembro e o início de outubro, mas acabou acontecendo apenas por volta de 21 e 22 de outubro em razão do alto volume de chuvas e das baixas temperaturas registradas no chamado tabuleiro do Guaporé.

Segundo o biólogo do Grupo Energisa, José Carrate, houve um atraso de aproximadamente 15 dias no início da eclosão. 

As eclosões eram esperadas para o início de dezembro, mas só começaram na segunda quinzena. Por isso, o número de filhotes nascendo está abaixo do previsto para este período”, explica.

O coordenador da Ecovale, José Soares, destaca que, apesar dos impactos climáticos, a expectativa para este ano é de aumento no número de filhotes em relação aos nascimentos registrados em 2024. Segundo ele, observa-se uma maior concentração nos berçários monitorados pelos programas ambientais. Soares explica que as condições climáticas ainda interferem no processo, provocando atrasos e, em alguns casos, perdas. Ainda assim, o cenário é otimista. “Nossa expectativa é não registrar muitas perdas neste ano”, afirma.

A consolidação dos resultados será divulgada entre o final de dezembro e o início de janeiro, quando todas as contagens são planilhadas e enviadas ao Programa Quelônios da Amazônia (PQA), em Brasília.

Ações de acompanhamento

A Energisa acompanha, desde 2021, os impactos ambientais provocados pelas mudanças climáticas na região, por meio do monitoramento em tempo real das variações de chuvas e de períodos de seca, realizado com o apoio de plataformas digitais. Esse acompanhamento permite correlacionar as informações ao ciclo hidrológico local e verificar se a subida e a descida dos rios estão de acordo com os parâmetros definidos pelos órgãos ambientais, no âmbito da parceria firmada com o programa.

O apoio da Energisa ao programa ocorre por meio de suporte logístico e do fornecimento de energia elétrica à base da Ecovale, com o uso de painéis fotovoltaicos, garantindo infraestrutura adequada para a permanência dos fiscais comunitários e dos órgãos ambientais. De forma indireta, a empresa também viabiliza o acesso à internet, que depende da energia para funcionar, possibilitando a comunicação em tempo real entre os comunitários, a Ecovale e os órgãos ambientais em caso de qualquer distúrbio nos locais de postura das tartarugas.

Trabalho contínuo

O superintendente estadual do Ibama, César Luiz da Silva, explica que a iniciativa teve início como projeto e passou a ser um programa em função da relevância do manejo de quelônios na Amazônia, iniciado em 2011. O objetivo é ampliar o índice de sobrevivência das espécies e garantir a manutenção de uma população estável.

O programa é fundamental diante do histórico de consumo e predação humana desses animais, que em anos anteriores os levou à beira da extinção. A partir dos esforços realizados em parceria com a Ecovale, foi possível reverter esse cenário, e hoje a população se mantém estável graças ao programa”, afirma.

Com 39 anos de atuação, o Projeto Quelônios do Guaporé é uma das principais iniciativas voltadas à preservação e à manutenção dessas espécies na região. A ação é realizada pelo Ibama, em parceria com a Associação Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale) e apoio do Grupo Energisa.

O Vale do Rio Guaporé é considerado o maior berçário de quelônios do mundo. Em um raio de aproximadamente 30 quilômetros, estão distribuídas sete praias desse importante nascedouro — cinco em território brasileiro e duas no lado boliviano — onde tartarugas-da-amazônia, tracajás e outras espécies da região realizam a desova.

Ver matéria completa

Precisa de ajuda?

Não consegue encontrar a resposta que procura? Não se preocupe, estamos aqui para ajudar!
 

CANAIS DE ATENDIMENTO