Assista os painéis da COP-26 com os projetos da Energisa
Ilumina Pantanal
Vila Restauração
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A transição para uma matriz elétrica limpa é um tema central na COP26, a Conferência do Clima da ONU, que acontece desde o dia 1⁰ até 12 de novembro em Glasgow, na Escócia. Lideranças do mundo inteiro estão reunidas para debater sobre como viabilizar uma economia de baixo carbono e financiar as energias renováveis, fundamentais para atingir as metas de descarbonização estabelecidas pelos países no Acordo de Paris.
COP é a sigla para Conferência das Partes (Conference of the Parties, conforme o nome original). O evento é realizado anualmente desde 1995 pela UNFCCC, órgão da ONU que trata das mudanças climáticas impulsionadas por ações humanas.
A COP26 é uma das mais importantes da história. Em 2015, quando 195 países assinaram o Acordo de Paris, ficou acertado que haveria uma revisão das metas a cada cinco anos. A primeira delas acontece este ano, pois a pandemia de covid-19 adiou a realização do evento em 2020.
Entre os pontos mais importantes debatidos em Glasgow está a regulamentação do artigo 6 do Acordo de Paris, que trata da criação de um mercado global de carbono. Esse mecanismo irá permitir que países que não emitam gases de efeito estufa vendam créditos para países que ainda precisam emitir carbono. Esse tema é de grande interesse do Brasil, pois o país tem enorme potencial de geração de créditos de carbono.
O fim do carvão
Na primeira semana do evento, 77 países se comprometeram a eliminar gradativamente o uso do carvão para gerar energia. Esse é o combustível fóssil mais poluidor. Mais de 20 países fizeram novos compromissos para eliminar a energia do carvão, incluindo Indonésia, Vietnã, Polônia, Coréia do Sul, Egito, Espanha, Nepal, Cingapura, Chile e Ucrânia. As nações também se comprometem a aumentar a energia limpa.
"Hoje acho que posso dizer que o fim da era do carvão está à vista", disse Alok Sharma, presidente da COP26, em discurso na abertura do evento.
O setor privado tem um papel importante nesses esforços de descarbonização. A transição para uma matriz elétrica limpa irá custar trilhões de dólares, de acordo com estimativas da própria ONU.
A participação empresarial nessa COP é recorde. Um exemplo disso é a formação da Aliança Financeira de Emissões Zero de Glasgow, um grupo que inclui todos os grandes bancos ocidentais, seguradoras e administradores de ativos. O grupo anunciou que empresas responsáveis pela administração de 130 trilhões de dólares de capital, o equivalente a 40% dos ativos financeiros do mundo, comprometeram-se a assumir uma "parcela justa" da descarbonização.
O Brasil é uma voz importante no debate sobre transição energética por ser um dos poucos países que possuem uma matriz elétrica predominantemente limpa. Isso se deve, principalmente, às hidrelétricas. Na última década, também houve grande avanço dos setores de energia eólica e solar. O que se diz, nos corredores da COP, é que muitos países desenvolvidos ainda precisarão investir muito para chegar ao patamar brasileiro.
Presidentes de 105 grandes empresas nacionais e estrangeiras e de dez entidades setoriais assinaram uma carta defendendo objetivos climáticos ambiciosos e o protagonismo do País nas negociações do clima. O documento será apresentado ao governo brasileiro e levado para a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a COP26, marcada para novembro, em Glasgow, na Escócia.

Chamada de “Empresários pelo Clima”, a iniciativa é liderada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e teve a adesão dos maiores grupos empresariais brasileiros, 46 deles de capital aberto, que representam R$ 1 trilhão em faturamento.
“Objetivos climáticos ambiciosos correspondem à nossa convicção de que o Brasil deve buscar o protagonismo nas negociações de clima. Esse é o papel compatível com a nossa tradição de integridade climática”, afirma um trecho da carta. “O Brasil deve manter a sua centralidade nesse diálogo, sob pena do enorme prejuízo ao setor produtivo e à sociedade brasileira", diz um trecho da carta.
Baixo carbono
No documento, empresários defendem medidas para uma economia de baixo carbono e assumem responsabilidades. Eles lideram empresas que adotam medidas para redução e compensação das emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), precificação interna de carbono, descarbonização das operações. Os executivos pedem um arcabouço político-regulatório que apoie essa trajetória, com “ações eficazes para o fim do desmatamento ilegal e a conservação do meio ambiente”.
A Energisa é uma das signatárias da carta. A concessionária lidera, atualmente, o maior programa de desligamento de usinas termelétricas do país. No total, serão investidos R$ 1,2 bilhão para retirar 169 megawatts de capacidade proveniente de usinas a diesel, que são mais poluentes e mais caras do que as fontes renováveis. A previsão é de que o programa gere uma economia de R$ 665 milhões por ano e evite a emissão de mais de 500 mil toneladas de carbono.
Até 2025, serão desligadas 19 termelétricas a diesel, todas em operação na região Amazônica. Cerca de 400 mil pessoas, de 16 municípios, serão diretamente beneficiadas pela medida. Ganha também o Brasil, já que os efeitos das emissões de GEE refletem em todo o planeta.
Leia a carta completa aqui.
Cuiabá vai ganhar uma nova ajuda no aumento dos índices de arborização da cidade. Recentemente, foi anunciada a renovação da parceria entre a Energisa e o Poder Judiciário de Mato Grosso no projeto Verde Novo.

A Energisa apoia o Verde Novo desde 2019. Desde o início do projeto, que entra no seu quarto ano, aconteceram 424 ações. No total, 108.524 mudas de árvores foram plantadas e distribuídas. A vegetação tem o papel de ornamentar a cidade, mas também ajuda a regular a temperatura e a umidade do ar. Entre as espécies estão algumas frutíferas, como amoreiras, cajueiros e pitangueiras, além de arbóreas. Entre alas, o jacarandá, ipê roxo, ipê rosa, oiti e ipê branco.
Além de fazer parte das ações do projeto, a distribuidora de energia de Mato Grosso tem contribuído na divulgação do plantio correto das árvores. Com isso, os moradores da capital têm acesso a informações sobre as melhores espécies para serem cultivadas na área urbana, levando-se em consideração os cuidados necessários quanto ao tipo de muda e o seu desenvolvimento nas áreas próximas às redes de distribuição de energia. Essa é mais uma das ações da Energisa junto às comunidades onde atua.
O Verde novo é idealizado e coordenado pelo Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam) e conta com a cooperação do Município de Cuiabá, do Instituto Ação Verde e de parceiros da iniciativa privada, como a Energisa. Por conta da pandemia, o projeto tem adotado o delivery para entregar as mudas à população da capital.