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Ilumina Pantanal transforma vida dos primeiros beneficiados Ilumina Pantanal transforma vida dos primeiros beneficiados

Publicada em: 20/08/2021

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 Sustentabilidade

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Mato Grosso do Sul

Ilumina Pantanal transforma vida dos primeiros beneficiados

A universalização do acesso à energia elétrica no Pantanal sul-mato-grossense terá um avanço importante a partir desta quarta-feira (28/07/2021). O projeto Ilumina Pantanal oficializou hoje a instalação de um sistema de geração solar fotovoltaica e armazenamento em baterias na singela residência de Enaurina da Silva Rodrigues, de 59 anos, nascida e criada na região do Pantanal do Paiaguás. Ela é uma das 2.090 famílias a receber os microssistemas semelhantes, em que o excedente de energia solar gerado é armazenado para dar continuidade ao fornecimento à noite ou em dias chuvosos e nublados.

“Com a chegada da energia, muita coisa mudou. Ganhei uma geladeira da Energisa e agora tenho água gelada para tomar, as comidas não estragam mais, posso assistir a tevê que ganhei do meu sobrinho. Só não preciso mesmo é do ventilador porque sou pantaneira, acostumada com o clima daqui”, contou. 

A cerimônia foi realizada em Porto de São Pedro, um dos principais portos de embarque e desembarque de gado da planície pantaneira, em Corumbá. O evento com a presença de diversas autoridades, entre elas, o Ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque; o Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; o presidente do Grupo Energisa, Ricardo Botelho; o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Marcelo Vinhaes; o  diretor técnico Paulo Roberto dos Santos; diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Hélvio Guerra; o diretor de Regulação do Grupo Energisa, Fernando Maia; secretário de infraestrutura, Eduardo Riedel; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck; e o diretor de regulação e fiscalização da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul, Valter Almeida da Silva.

“O fornecimento de energia por fonte renovável ao Pantanal sul-mato-grossense é resultado de investimento em inovação, que traz as mais avançadas tecnologias para desenvolver esta solução pioneira que respeita o meio ambiente. Temos como prioridade e objetivo a melhoria da qualidade de vida da população, e a energia é fundamental para a saúde, o conforto e o sustento das pessoas”, afirmou Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso do Sul. 

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque reconheceu a importância da iniciativa. “O projeto traz dignidade, perspectivas e sustentabilidade ao Pantanal, um patrimônio da humanidade e orgulho para os brasileiros. Trata-se de uma recompensa das políticas públicas que visam o bem-estar social”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. 

Para o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, a parceria entre os agentes públicos e privados foi fundamental para a universalização do serviço na região. “É um ganho de qualidade de vida, de desenvolvimento social, de progresso e incremento para o turismo e outras atividades econômicas”, disse durante a cerimônia. 

O projeto Ilumina Pantanal é uma parceria do Grupo Energisa com o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul e o Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Até 2022, a iniciativa levará energia elétrica a 2.167 unidades consumidoras, o que representa em torno de 5 mil habitantes espalhados por uma área de 90 mil km², nos municípios de Corumbá, Aquidauana, Coxim, Ladário, Porto Murtinho, Rio Verde e Miranda. Desse grupo, 77 famílias já foram atendidas por rede de distribuição convencional, e agora começam a ser implementados para os demais os sistemas individuais de geração solar. Em todas as unidades consumidoras haverá a instalação básica de elétrica predial, com tomadas e lâmpadas de LED, mais eficientes e econômicas. Ao todo, a Energisa e o Governo Federal estão investindo R$ 134 milhões no projeto.

O presidente da Energisa, Ricardo Botelho, ressaltou o compromisso da empresa em vencer desafios para levar energia elétrica às comunidades localizadas em áreas remotas. “A energia é elemento transformador na vida de milhares de pessoas. O Ilumina Pantanal é uma prova de que podemos aliar a preocupação com o meio ambiente com as políticas públicas bem definidas para produzirmos resultados favoráveis aos consumidores mesmo nos locais mais difíceis de serem alcançados”, afirmou Botelho.

A chegada da energia também vai impulsionar a produção rural no Pantanal sul-mato-grossense. Armando Carlos de Lacerda, proprietário da fazenda Porto São Pedro, reconhece que a iniciativa vai transformar a localidade pantaneira em um ambiente fértil para o desenvolvimento sustentável das famílias que vivem ali. “A universalização representa modernidade e, definitivamente, nos tira da escuridão e da invisibilidade”, afirma o produtor. A fazenda está situada próxima ao eixo logístico Paiaguás, por onde são transportadas as cargas que utilizam o Porto São Pedro como plataforma multimodal de conexão com navios para transporte de gado.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural Acurizal, onde funciona uma das bases do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) também receberá sistemas de geração e armazenamento de energia, que deverá ser concluído em setembro. A chegada da energia é fundamental, por exemplo, para ampliar e aprimorar as pesquisas científicas sobre a fauna da região, em especial as onças-pintadas, realizadas pela instituição. O insumo facilitará o dia a dia dos pesquisadores, como a manutenção do banco de dados e o manuseio do colar de identificação dos animais.

Participaram ainda da solenidade o contra-almirante Paulo César Bittencourt Ferreira, comandante do 6º Distrito Naval da Marinha do Brasil; o secretário de energia elétrica do Ministério Minas e Energia; Christiano Vieira da Silva; secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Paulo Cesar Magalhães Domingues; prefeito Municipal de Corumbá, Marcelo Iunes, deputada federal, Bia Cavassa; deputado estadual Evander Vendramini e presidente do Instituto Homem Pantaneiro, Coronel Ângelo Rabelo. 

Início em 2018 e censo da região

A universalização do Pantanal teve início com um projeto de pesquisa e desenvolvimento da Energisa fomentado pela Aneel. Num primeiro momento, a Energisa realizou, junto com o Instituto Lactec, um censo inédito da região, colhendo informações de cunho socioambiental, analisando o ambiente regulatório e diagnosticando o atendimento e o zoneamento. A pesquisa identificou moradores que vivem na região isolada do Pantanal (ribeirinhos) – população local que vive às margens do rio.

Estas pessoas se dedicam, principalmente, à pesca artesanal e à coleta de iscas para venda aos pescadores esportivos ou recreativos. Os demais moradores são proprietários rurais e trabalhadores de grandes fazendas da região que moram com suas famílias dentro das propriedades. Há locais que só são acessíveis de barco. Outros até podem ser alcançados por terra, mas com a necessidade de percorrer horas com cavalos e tratores para superar vazantes e areais. Algumas viagens chegam a durar 22 horas por terra.

Em 2018, teve início a etapa piloto do projeto, em que 23 unidades, entre casas, escolas e propriedades rurais, espalhadas por quase 90 mil km², receberam sistemas de geração solar fotovoltaica e armazenamento de energia, atendendo a cerca de 100 pessoas. Foram beneficiadas populações de áreas de difícil acesso, nas margens do Rio Paraguai e em Taquari, Nhecolândia e Paiaguás. A Escola Municipal Fazenda Nazaré, em Taquari (a duas horas de Porto Sagrado) e a escola do Sítio Santa Maria (a 3h30 do local) estão entre as instituições contempladas nesta fase do projeto, além da Ilha da Sorte e o Porto Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraguai, situado a uma distância de 4h30 de barco a partir de Corumbá.

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Símbolo do Pantanal, tuiuiús voltam a ninho artificial Símbolo do Pantanal, tuiuiús voltam a ninho artificial

Publicada em: 10/08/2021

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Mato Grosso do Sul

Símbolo do Pantanal, tuiuiús voltam a ninho artificial

As queimadas no Pantanal, registradas em 2020, desabrigaram parte da fauna local. Um casal de tuiuiús, ave-símbolo do bioma, teve um destino diferente.

A Energisa, a Fundação do Meio Ambiente de Corumbá, Embrapa Pantanal e Instituto Arara Azul trabalharam juntos na reconstrução do ninho, destruído pelo fogo. Foi feito um abrigo artificial com o objetivo de atrair novamente o casal para que se tentasse a reprodução da espécie.

O projeto de preservação e recuperação do meio ambiente, realizado em outubro do ano passado, foi desenvolvido em Corumbá (MS), às margens da BR-262, perto do antigo ninho das aves, que ficava no alto de um ipê. O local era tombado como patrimônio do município.

Recentemente, colaboradores da Energisa tiveram uma boa notícia. Os tuiuiús escolheram a estrutura artificial, feita de metal, como nova morada. Agora, a expectativa é que o casal procrie e, aos poucos, o Pantanal volte a ser repovoado.


O ipê, uma das espécies mais altas na região, atrai tuiuiús por causa da casca rugosa e a copa aberta, que ajudam tanto no pouso quanto no momento de levantar voo, além de servir para chocar os ovos. O período reprodutivo começa em maio e termina em novembro. O casal volta ao mesmo ninho todos os anos e faz apenas pequenas melhorias com alguns galhos para reocupar aquele espaço.

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Descarbonômetro dá transparência à redução de emissões Descarbonômetro dá transparência à redução de emissões

Publicada em: 08/07/2021

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Brasil

Descarbonômetro dá transparência à redução de emissões

A redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) está na pauta de prioridades de grandes governantes, consumidores, investidores e empresas que optaram pelo protagonismo na política de combate às mudanças climáticas. O tema faz parte da Agenda de Sustentabilidade do Grupo Energisa, que se comprometeu a buscar formas de reduzir suas emissões.

O primeiro passo do grupo, presente em 11 estados, foi o compromisso de desativação, até 2025, de 19 termelétricas a diesel, todas em operação na região Amazônica. Cerca de 400 mil pessoas, de 16 municípios, serão diretamente beneficiadas pela medida. Ganha também, só que de forma indireta, o Brasil, já que os efeitos das emissões de GEE refletem em todo o planeta.

Transparência

Outro avanço recente na política do Grupo Energia em relação à sustentabilidade foi o desenvolvimento do Descarbonômetro, disponível no site da empresa. A ferramenta digital permite dar mais transparência ao compromisso de desativação das termelétricas.

O Descarbonômetro é um tipo de relógio que informa, em tempo real, o volume de CO2 (dióxido de carbono) que deixou de ser emitido por conta do desligamento das termelétricas na Amazônia. A consulta ao recurso on-line pode ser feita de qualquer lugar do mundo.

Para concluir a desativação das usinas termelétricas, a Energisa vai investir R$ 1,2 bilhão. Ao final, o projeto terá desmobilizado um total de 169 MW - equivalente ao corte de 502 mil toneladas de CO2 nas emissões. Ganham o planeta e o bolso dos consumidores de todo o país, que terão uma economia anual de R$ 665 milhões.[OLHO]

A desativação das usinas termoelétricas será viabilizada por meio da construção de novas subestações de linhas de transmissão. Para mostrar na prática o compromisso com a pauta da sustentabilidade, a empresa decidiu que os traçados das linhas farão o desvio de fragmentos de vegetação. Além disso, equipes de biólogos, veterinários e arqueólogos acompanharão as obras.

Tema internacional

O tema da descarbonização é cada vez mais relevante nas grandes discussões internacionais. Em 31 de março, os principais líderes internacionais de energia e clima, representantes de cerca de 40 países, participaram da Cúpula AIE-COP26 Net Zero (Agência Internacional de Energia) formas de trabalhar em conjunto com o objetivo de reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa e cumprir as metas do Acordo de Paris.

O Net Zero Summit, co-organizado pelo diretor executivo da AIE Fatih Birol e pelo presidente da COP26 Alok Sharma, reuniu representantes dos ministérios de energia e clima de países como Brasil, China, União Europeia, França, Alemanha, Índia, África do Sul e Reino Unido. Também fizeram parte das discussões grupos da sociedade civil, empresas privadas e instituições governamentais.

Sharma foi incisivo ao pontuar o papel dos atores desse jogo. “É hora de o mundo passar de uma década de deliberações sobre a mudança climática para uma década de entrega. O Reino Unido incentiva fortemente os países a endossar os sete princípios da AIE para atingir o valor líquido zero. A Cúpula de hoje mostrou claramente a disposição de governos, sociedade civil e empresas de trabalharem juntos em cada setor emissor para fazer isso acontecer e manter a meta de 1,5 grau ao alcance.”


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Energisa investe para acelerar a bioeconomia na Amazônia Energisa investe para acelerar a bioeconomia na Amazônia

Publicada em: 08/07/2021

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Brasil

Energisa investe para acelerar a bioeconomia na Amazônia

A distribuição de energia na Amazônia está avançando. A Energisa, maior distribuidora da Amazônia Legal, região que compreende todos os estados amazônicos, acaba de finalizar uma linha que trará muita segurança ao fornecimento de energia em Mato Grosso e Rondônia.

A Linha de Distribuição de Alta Tensão vai interligar a rede básica de Vila Rica (MT) a Santana do Araguaia (PA), garantindo tranquilidade para a economia e a vida cotidiana dessas comunidades.

Foram investidos 83 milhões de reais em sua construção. O empreendimento integra um pacote de investimentos que a Energisa vem fazendo na região para aprimorar os serviços e contribuir com o seu desenvolvimento. Além de abrigar boa parte da maior floresta tropical do mundo, os estados da Amazônia Legal são importantes pólos do agronegócio brasileiro, atividade que mais tem contribuído para o crescimento do PIB nacional, nos últimos anos. 

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“O Araguaia está em forte crescimento econômico e a Energisa tem trabalhado para trazer maior confiabilidade ao sistema elétrico que a região precisa”, afirma José Nelson Quadrado Junior, Gerente da área de Planejamento e Orçamento da Energisa Mato Grosso. “Para nós, é muito importante que as localidades onde atuamos se desenvolvam. E o investimento feito, pensando no futuro e na possibilidade de crescimento de todos os municípios da região do Araguaia, beneficiará 155 mil unidades consumidoras."

Além de levar energia limpa e de qualidade para a população, proporcionando conforto e qualidade de vida, a linha dará suporte para a implantação da universalização da eletrificação rural, uma grande necessidade da região. Ela será o terceiro ponto de suprimento de rede básica, que vai se interligar as subestações de Barra do Peixe e Canarana.

Desligamento de térmicas reduz as emissões e melhora a vida das pessoas

Em outra frente, a Energisa está investindo pesado na construção de subestações para conectar os estados amazônicos ao Sistema Interligado Nacional (SIN), rede de transmissão de energia que conecta todas as regiões do país, permitindo o compartilhamento da geração de usinas hidrelétricas, solares, eólicas e nucleares. Por meio do SIN, a Amazônia pode receber energia gerada na usina hidrelétrica de Itaipu, na divisa entre o Paraná e o Paraguai, ou de usinas eólicas do Nordeste.

Até 2025, estão previstos os desligamentos de 19 usinas termelétricas em sistemas isolados (que não se conectam ao SIN), somente em Rondônia. Mais de 400 mil pessoas serão beneficiadas pela medida.

Drones e preservação ambiental

As obras da Energisa na Amazônia seguem um rigoroso padrão ambiental. Na linha do Araguaia, o meio ambiente foi uma das grandes preocupações. Para minimizar os impactos na vegetação, o traçado da linha de distribuição priorizou estradas já existentes e terras cultivadas para não interferir em áreas de preservação ambiental. Além disso, os resíduos gerados durante a obra tiveram destinação correta e toda área utilizada na construção da subestação está sendo reflorestada.

Para evitar a necessidade de retirar a vegetação na hora de instalar a fiação, as equipes da Energisa utilizam drones. Os equipamentos são responsáveis por “lançar” os cabos de energia por cima da vegetação.

“Anteriormente, o lançamento dos cabos era feito por terra, em mata fechada, sendo necessária alguma intervenção com a vegetação do local”, afirma Victor Rispoli, gerente de construção e manutenção da Energisa. “Já com a solução proposta por colaboradores da empresa, em alguns casos, conseguimos realizar tudo de forma aérea. Os benefícios são grandes, preservando o meio ambiente e os nossos colaboradores do risco de ataques de animais e de acidentes em locais de difícil acesso.”

Inovações como essa é que vão garantir a entrega de energia para toda população da Amazônia, lar de mais de 20 milhões de pessoas. E também vão garantir a infraestrutura necessária para que cientistas, empreendedores, investidores e as comunidades amazônicas possam utilizar os inúmeros recursos da floresta sem desmatar e com grande retorno financeiro. Esse é o caminho para o desenvolvimento.

A bioeconomia é um dos setores que mais avança no mundo. Produtos e soluções baseados na natureza estão na ordem do dia das grandes empresas e dos países desenvolvidos. O Brasil, dono da maior floresta tropical do planeta, tem muito a ganhar com isso.

Um estudo, elaborado pelo World Resources Institute, mostra que, se o Brasil incorporar a economia de baixo carbono e a bioeconomia como estratégia de crescimento, terá um ganho de 2,8 trilhões de reais e a adição líquida de 2 milhões de empregos na economia. Nada mal. A falta de infraestrutura, no entanto, é um entrave para essa agenda.

O cenário encontrado na Amazônia resume essa contradição entre potencial econômico e capacidade de aproveitamento. Apesar de apresentar a maior biodiversidade do planeta, um prato cheio para o desenvolvimento da bioeconomia, desafios logísticos e energéticos dificultam o desenvolvimento sustentável da região.

Negócios baseados em biotecnologia demandam uma energia constante e segura. Há muita dependência de supercomputadores e sensores de todo tipo no setor. A possibilidade de gerar a própria energia, com placas solares, por exemplo, resolve parte do problema. Mas, o ideal é contar com uma boa rede de distribuição de energia.

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A ciência em favor do desenvolvimento sustentável

O cientista Carlos Nobre, uma das maiores autoridades em mudanças climáticas do mundo, tem um antigo sonho de desenvolver a Amazônia economicamente. Para isso, ele desenvolveu uma ideia que não envolve a derrubada de árvores para abrir pastos ou plantações. Nobre quer transformar a floresta em um polo global de tecnologia, mais especificamente de biotecnologia.

Em entrevista à revista Exame, Nobre detalhou seus planos e o andamento dos trabalhos. O projeto, batizado de Amazônia 4.0, prevê a criação de três laboratórios de alta tecnologia, voltados para pesquisas nas áreas de genética, biologia e materiais. Dois deles já estão desenhados e prontos para serem colocados de pé, graças a um financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Com as pesquisas em andamento, a ideia é atrair empreendedores e investidores dispostos a apostar nos produtos amazônicos. O fornecimento da matéria-prima ficará a cargo das comunidades que moram na floresta, sem intermediários para garantir uma boa renda. Um ponto interessante é que Nobre pretende fazer o transporte dos produtos amazônicos de alto valor agregado utilizando veículos aéreos não tripulados, os populares drones.

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Energisa leva energia limpa a comunidades isoladas Energisa leva energia limpa a comunidades isoladas

Publicada em: 08/07/2021

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Brasil

Energisa leva energia limpa a comunidades isoladas

“Nas cidades grandes, se paga a energia depois que se usa. Aqui, a gente paga para poder usar”, afirma Pedro Nascimento, morador da Vila Restauração, comunidade ribeirinha de 750 habitantes localizada no município de Marechal Thaumaturgo, no Acre. “Energia é vida. No escuro, tudo fica mais difícil.”

Conviver com a escuridão sempre foi a realidade de Nascimento. A Vila Restauração nunca contou com fornecimento contínuo de energia. No melhor cenário, seus moradores obtinham 4 horas de eletricidade por dia. Sem contar com fornecimento, a população dependia de geradores a diesel para, ao menos, ter alguma iluminação durante a noite. “A carne estraga, tudo estraga porque não tem energia”, lamenta Maria Valcélia, também moradora da comunidade.

No final do ano passado, a realidade desses ribeirinhos começou a mudar. Em parceria com a Alsol, empresa especializada em energias renováveis, a Energisa, principal distribuidora da Amazônia Legal, instalou um projeto piloto para levar energia solar à comunidade. Ricardo Botelho, presidente da companhia, foi pessoalmente ao local, junto com as equipes técnicas da Energisa, para apresentar a solução aos moradores.

“Nós temos a missão de levar energia de qualidade a todas as regiões do Acre”, afirmou o presidente. “Essa missão não é simples e vem sendo negligenciada há décadas. Cidades como essa nunca tiveram atendimento adequado”. Botelho destacou que, com apenas um ano de operação no Estado, a Energisa foi capaz de apresentar um plano viável aos moradores. Ele também ressaltou a importância de se usar geração limpa para projetos como o da Vila Restauração. A outra opção, as usinas térmicas a diesel, além de muito mais cara, é extremamente poluente.

Problema nacional

A realidade da Vila Restauração não é única. Em todo Brasil, existem 271 “sistemas isolados”, como são chamadas as usinas de geração que não estão conectadas ao Sistema Integrado Nacional (SIN), rede de transmissão de energia que passa por todos os Estados brasileiros. Os maiores problemas desses sistemas são o custo e a falta de segurança energética. Na maioria dos casos, quem depende deles acaba recebendo uma eletricidade intermitente, apenas por algumas horas do dia.

São mais de 3 milhões de pessoas no Brasil vivendo nessas condições, a grande maioria na região Norte. Apesar do número de famílias que dependem desses sistemas ser elevado, eles geralmente atendem pequenas comunidades, algumas delas com menos de 100 habitantes (a exceção é Boa Vista, em Roraima, que é a única capital não interligada ao SIN). Apenas na Amazônia, o ministério de Minas e Energia estima que existem 82 mil famílias com acesso precário à energia.

A distância e o isolamento são as maiores dificuldades para se levar energia a essas localidades. Vila Restauração, por exemplo, fica a 70 km de Marechal Thaumaturgo e só é acessada de barco. É por esse motivo que a geração solar se mostra a solução mais adequada para resolver o problema. “É a energia mais limpa, inesgotável e acessível do mundo”, afirma Gustavo Malagoli, presidente da Alsol.

Solução econômica

Ao buscar uma solução renovável para o desafio de levar energia aos mais distantes rincões do País, Energisa e Alsol também solucionam um problema econômico. Contando com Boa Vista, que tem mais de 300 mil habitantes, os sistemas isolados atendem a 1,6% da população brasileira. A carga desses sistemas representa menos de 1% do total gerado no País. O dinheiro para viabilizar as operações vem da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo que é cobrado nas tarifas de distribuição. Embora o volume de energia utilizado seja pequeno, este ano, a CCC deve chegar a 7,6 bilhões de reais.

O alto custo se deve ao uso do diesel, que abastece 94% dos sistemas isolados, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Além do gasto financeiro, as térmicas representam um passivo ambiental por serem extremamente poluentes. As emissões estimadas dos sistemas isolados para este ano chegam a 2,7 milhões de toneladas de carbono.

Desafio para a Região Norte

Dos 271 sistemas isolados no Brasil, 269 se encontram na Região Norte. O Estado do Amazonas é o que mais sofre com o problema, com 95 localidades. Na área de concessão da Energisa, são 36 sistemas isolados: 9 no Acre, 1 no Mato Grosso e 26 em Rondônia. Nos três Estados, mais de 490 mil pessoas vivem em comunidades não integradas ao SIN.

Em Rondônia, o trabalho da Energisa tem se concentrado na construção de subestações que vão permitir a substituição das térmicas a óleo diesel por soluções renováveis. Até 2022, estão previstos os desligamentos de 12 usinas no Estado. Para isso, serão investidos quase 700 milhões de reais. Até dezembro, por exemplo, a região do Vale do Guaporé vai receber 225 milhões de reais em um projeto que beneficia mais de 90 mil moradores dos municípios de Presidente Médici, Alvorada D’Oeste, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, São Francisco, São Domingos e Costa Marques.

Com o desligamento de todas as termelétricas no Estado, a previsão é de uma economia de 1,7 bilhão de reais no custo de geração, nos próximos 14 anos. Além dessa economia, a Energisa ajuda a reduzir a emissão de carbono na atmosfera, ação fundamental para combater as mudanças climáticas.

Como levar energia para a Amazônia

O jornal Valor Econômico, o principal diário econômico do País, publicou uma matéria destacando que o debate sobre como atender a demanda de energia dos povos amazônicos é antigo. Segundo a publicação, há outros desafios na região, além de levar energia a povos isolados. Existem municípios de maior porte que também dependem da construção de infraestrutura, como grandes linhas de transmissão, para se conectar ao Sistema Integrado Nacional.

Esse debate voltou à tona em função do apagão que ocorreu no Amapá, em novembro do ano passado, o maior registrado no País desde 1999. Uma explosão em uma subestação deixou os amapaenses sem energia por um mês. A demora em retomar o abastecimento de energia revelou as dificuldades de manutenção e fiscalização da infraestrutura elétrica na Amazônia.

A conexão ao SIN se mostra imprescindível para garantir a segurança energética da população, tanto em regiões isoladas, quanto nas grandes metrópoles do Norte do País. A boa notícia é que, desde a privatização das distribuidoras da Eletrobras no Acre e em Rondônia, assumidas pela Energisa, os trabalhos de conexão se intensificaram, de acordo com a reportagem do Valor Econômico.

“A companhia conduz um plano de conexão de municípios no Acre e em Rondônia ao sistema nacional. Uma das primeiras iniciativas tomadas pela Energisa assim que assumiu as concessões no Norte foi implementar um sistema para comandar as subestações à distância, a partir de um centro de operações integrado”, diz o texto da reportagem, assinada pela jornalista Gabriela Ruddy. Como disse Ricardo Botelho, presidente da Energisa, aos moradores da Vila Restauração, a missão da empresa é levar energia de qualidade para todos os lugares. E não haverá descanso.


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Alsol investe na construção de 15 parques de energia solar Alsol investe na construção de 15 parques de energia solar

Publicada em: 08/07/2021

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Alsol investe na construção de 15 parques de energia solar

A startup Alsol Energias Renováveis, que faz parte do Grupo Energisa, prevê construir ao longo de 2021 um total de 15 novos parques de geração de energia solar, chegando ao final do ano com uma capacidade de 73 megawatts hora (MWh) no pico – o suficiente para abastecer por volta de 70 mil residências.

Para construir os parques solares, serão investidos R$ 173 milhões. Segundo projeção da companhia, 14 usinas serão instaladas em Minas Gerais e uma no Rio de Janeiro.

Pioneira em sistemas de fazendas solares e armazenamento de energia elétrica no Brasil, a Alsol é uma das apostas do grupo associadas à transição para a economia de baixo carbono. Recentemente, a startup recebeu reconhecimento internacional pelo investimento em inovação. [OLHO]

Adquirida pela Energisa em 2019, a Alsol só trabalha com fontes renováveis de energia, que podem ser aplicadas de forma combinada ou isoladamente, de acordo com o projeto. O modelo permite oferecer aos clientes a garantia total de fornecimento, o que permite a redução de custos com energia elétrica.

Ela é um exemplo do conceito de Energia 4.0, que vem norteando a atuação da Energisa. O modelo preconiza o uso da rede elétrica como plataforma para a viabilização de serviços e tecnologias.

Além dos parques solares, negócio voltado à alocação de capacidade de produção de energia para empresas, a Alsol também desenvolve projetos de micro redes, geração distribuída e mobilidade solar.

O negócio é voltado à locação de capacidade de produção de energia para empresas. A Alsol também vem desenvolvendo projetos de micro redes e mobilidade solar.

Conheça a tecnologia utilizada pela Alsol


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Quais são os serviços oferecidos pela Gisa, a assistente virtual da En Quais são os serviços oferecidos pela Gisa, a assistente virtual da En

Publicada em: 22/02/2021

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Brasil

Confira os relatórios de análise das contribuições recebidas na Audiência Pública 001/2023

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Energia solar: os desafios para chegar às comunidades remotas Energia solar: os desafios para chegar às comunidades remotas

Publicada em: 29/01/2021

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Rondônia

Energia solar: os desafios para chegar às comunidades remotas

O desafio de colocar em prática o programa Mais Luz para a Amazônia é grande, mas o Grupo Energisa já começou os trabalhos para levar 3.264 ligações de energia a locais remotos da região. O objetivo do Governo Federal é chegar à universalização do serviço em até dois anos com o apoio das distribuidoras.

Responsável pelas concessões no Acre, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins (que compreende também Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Maranhão), o Grupo Energisa é o principal distribuidor de energia da Amazônia Legal, região com o maior número de comunidades isoladas do país e onde vivem cerca de 7 milhões de pessoas.

Em Rondônia, os trabalhos já começaram. A empresa Eletrobrax foi contratada pela Energisa e tem como meta fazer o levantamento de dados sobre as comunidades com potencial para receber o fornecimento de energia.

Dário Sérgio Machado, gerente de Negócios da Eletrobrax, explica que as duas equipes de campo que atuam no projeto têm de identificar desde as dificuldades de acesso aos locais até as características de cada residência e comércio visitados – por exemplo, número de moradores, de eletrodoméstico, fonte de renda.

Foto mostra cidade à beira do rio na Amazônia.

Comunidades remotas

Trabalhos in loco costumam ser mais trabalhosos. No caso de Rondônia, o desafio é ainda maior, a começar pelo acesso às comunidades remotas. As viagens só podem ser iniciadas depois de as duas equipes da Eletrobrax se certificarem das condições de acesso. Essa fase, segundo Machado, é uma das mais críticas. Mesmo com a dificuldade de comunicação em muitas localidades, antes de iniciar o percurso é preciso saber se as estradas estão transitáveis e se os rios têm vazão suficiente para permitir a navegabilidade dos barcos até os destinos. Dependendo do destino, pode ser necessário enfrentar 200 quilômetros de mata fechada em um veículo 4X4 ou um dia inteiro de viagem de barco. Não se pode afastar a hipótese de surpresas como onças e sucuris.

As informações coletadas serão repassadas à Energisa, que, a partir daí, poderá traçar um plano de execução para implementar as melhorias previstas pelo Mais Luz para a Amazônia. Na primeira fase do programa, a previsão é levar o fornecimento de energia a um total de 300 unidades, entre residências e pequenos comércios. A meta total do programa é chegar a 1.294 unidades consumidoras até o final de 2021, num total de R$ 82 milhões investidos, desembolsados pela União e pela Energisa.

Rainon da Silva Brasil, gerente de projeto do Mais Luz para a Amazônia da Energisa e engenheiro eletricista, explica que o programa federal foi criado com finalidade de fornecer energia elétrica à população brasileira residente em regiões remotas da Amazônia Legal que, pelas características geográficas e ambientais, não poderia ser atendida por meio da extensão de rede elétrica convencional. Por isso, as localidades mapeadas vão contar com placas de energia fotovoltaica, que serão instaladas em cada unidade.

Ajuda do satélite

Antes de a Eletrobrax definir o roteiro para a coleta de dados presencial, foi preciso contar com a ajuda da tecnologia. Por meio de imagens de satélite, foi feito o levantamento da localização provável das comunidades. “É o tipo de trabalho que exige desde o uso de equipamentos de ponta até o esforço de longas viagens para chegarmos às localidades. Isso dá uma ideia da celeridade que estamos dando ao programa”, diz Silva Brasil. 

O programa do governo federal exige uma série de pré-requisitos na seleção dos beneficiados com a geração de energia elétrica a partir de fontes limpas e renováveis. Têm prioridade no atendimento as famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) ou em programas estaduais.

Também são grupos prioritários os moradores de assentamentos rurais, comunidades indígenas, quilombolas e famílias residentes em unidades de conservação. Ao levar geração de energia elétrica a partir de fontes limpas e renováveis a esses grupos, o governo espera fomentar o desenvolvimento dessas populações, reduzindo a vulnerabilidade social e econômica.

“Apesar de a primeira fase ter a previsão de atender a 300 unidades consumidoras, não dá para saber de antemão o que vamos encontrar em cada comunidade. Algumas casas podem estar vazias, as famílias podem ter aumentado e construído mais residências, por exemplo”, exemplifica Machado.

Cuidados com a pandemia

As informações preliminares apontam que a equipe da Eletrobrax deverá encontrar 3 comunidades na região central de Rondônia, 10 no Norte e 2 no Sul. Na primeira etapa, Machado prevê a visita às comunidades que vivem na reserva extrativista Aqualiquara, próxima aos municípios de Pimenteiras do Oeste (município margeado pelo Rio Guaporé) e Seringueiras (região de Primavera).

No caso das visitas a aldeias, é preciso ter a autorização e o acompanhamento da Funai – só na região Norte serão três áreas indígenas. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o prazo de dois meses para a conclusão dessa fase do projeto pode se estender por mais tempo.

“Mesmo com tantas dificuldades, é um projeto muito importante, porque leva condições mais dignas para essas pessoas”, opina Machado. Hoje, alguns desses povoados utilizam geradores para ter energia em parte do dia. Além do custo, essa é uma alternativa poluente.

Com a chegada a energia, não são apenas os hábitos domésticos que deverão mudar, lembra o gerente da Eletrobrax. “Os impactos são grandes. Vão da compra de geladeira ou aparelho de TV, até a instalação de antena de internet.

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Energia solar garante fornecimento para os Ribeirinhos da Amazônia Energia solar garante fornecimento para os Ribeirinhos da Amazônia

Publicada em: 22/12/2020

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Energia solar garante fornecimento para os Ribeirinhos da Amazônia

“Nas cidades grandes, se paga a energia depois que se usa. Aqui, a gente paga para poder usar”, afirma Pedro Nascimento, morador da Vila Restauração, comunidade ribeirinha de 750 habitantes localizada no município de Marechal Thaumaturgo, no Acre. “Energia é vida. No escuro, tudo fica mais difícil.” 

Conviver com a escuridão sempre foi a realidade de Nascimento. A Vila Restauração nunca contou com fornecimento contínuo de energia. No melhor cenário, seus moradores obtinham 4 horas de eletricidade por dia. Sem contar com fornecimento, a população dependia de geradores a diesel para, ao menos, ter alguma iluminação durante a noite. “A carne estraga, tudo estraga porque não tem energia”, lamenta Maria Valcélia, também moradora da comunidade. 

No final do ano passado, a realidade desses ribeirinhos começou a mudar. Em parceria com a Alsol, empresa especializada em energias renováveis, a Energisa, principal distribuidora da Amazônia Legal, instalou um projeto piloto para levar energia solar à comunidade. Ricardo Botelho, presidente da companhia, foi pessoalmente ao local, junto com as equipes técnicas da Energisa, para apresentar a solução aos moradores. 

“Nós temos a missão de levar energia de qualidade a todas as regiões do Acre”, afirmou o presidente. “Essa missão não é simples e vem sendo negligenciada há décadas. Cidades como essa nunca tiveram atendimento adequado”. Botelho destacou que, com apenas um ano de operação no Estado, a Energisa foi capaz de apresentar um plano viável aos moradores. Ele também ressaltou a importância de se usar geração limpa para projetos como o da Vila Restauração. A outra opção, as usinas térmicas a diesel, além de muito mais cara, é extremamente poluente. 

A realidade da Vila Restauração não é única. Em todo Brasil, existem 271 “sistemas isolados”, como são chamadas as usinas de geração que não estão conectadas ao Sistema Integrado Nacional (SIN), rede de transmissão de energia que passa por todos os Estados brasileiros. Os maiores problemas desses sistemas são o custo e a falta de segurança energética. Na maioria dos casos, quem depende deles acaba recebendo uma eletricidade intermitente, apenas por algumas horas do dia. 

São mais de 3 milhões de pessoas no Brasil vivendo nessas condições, a grande maioria na região Norte. Apesar do número de famílias que dependem desses sistemas ser elevado, eles geralmente atendem pequenas comunidades, algumas delas com menos de 100 habitantes (a exceção é Boa Vista, em Roraima, que é a única capital não interligada ao SIN). Apenas na Amazônia, o ministério de Minas e Energia estima que existem 82 mil famílias com acesso precário à energia. 

A distância e o isolamento são as maiores dificuldades para se levar energia a essas localidades. Vila Restauração, por exemplo, fica a 70 km de Marechal Thaumaturgo e só é acessada de barco. É por esse motivo que a geração solar se mostra a solução mais adequada para resolver o problema. “É a energia mais limpa, inesgotável e acessível do mundo”, afirma Gustavo Malagoli, presidente da Alsol. 

Ao buscar uma solução renovável para o desafio de levar energia aos mais distantes rincões do País, Energisa e Alsol também solucionam um problema econômico. Contando com Boa Vista, que tem mais de 300 mil habitantes, os sistemas isolados atendem a 1,6% da população brasileira. A carga desses sistemas representa menos de 1% do total gerado no País. O dinheiro para viabilizar as operações vem da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo que é cobrado nas tarifas de distribuição. Embora o volume de energia utilizado seja pequeno, este ano, a CCC deve chegar a 7,6 bilhões de reais. 

O alto custo se deve ao uso do diesel, que abastece 94% dos sistemas isolados, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Além do gasto financeiro, as térmicas representam um passivo ambiental por serem extremamente poluentes. As emissões estimadas dos sistemas isolados para este ano chegam a 2,7 milhões de toneladas de carbono. 

Desafio para a Região Norte

Dos 271 sistemas isolados no Brasil, 269 se encontram na Região Norte. O Estado do Amazonas é o que mais sofre com o problema, com 95 localidades. Na área de concessão da Energisa, são 36 sistemas isolados: 9 no Acre, 1 no Mato Grosso e 26 em Rondônia. Nos três Estados, mais de 490 mil pessoas vivem em comunidades não integradas ao SIN. 

Os sistemas isolados na área de Concessão da Energisa

Em Rondônia, o trabalho da Energisa tem se concentrado na construção de subestações que vão permitir a substituição das térmicas a óleo diesel por soluções renováveis. Até 2022, estão previstos os desligamentos de 12 usinas no Estado. Para isso, serão investidos quase 700 milhões de reais. Até dezembro, por exemplo, a região do Vale do Guaporé vai receber 225 milhões de reais em um projeto que beneficia mais de 90 mil moradores dos municípios de Presidente Médici, Alvorada D’Oeste, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, São Francisco, São Domingos e Costa Marques.

Com o desligamento de todas as termelétricas no Estado, a previsão é de uma economia de 1,7 bilhão de reais no custo de geração, nos próximos 14 anos.  Além dessa economia, a Energisa ajuda a reduzir a emissão de carbono na atmosfera, ação fundamental para combater as mudanças climáticas. 

Como levar energia para a Amazônia

O jornal Valor Econômico, o principal diário econômico do País, publicou uma matéria destacando que o debate sobre como atender a demanda de energia dos povos amazônicos é antigo. Segundo a publicação, há outros desafios na região, além de levar energia a povos isolados. Existem municípios de maior porte que também dependem da construção de infraestrutura, como grandes linhas de transmissão, para se conectar aos Sistema Integrado Nacional. 

Esse debate voltou à tona em função do apagão que ocorreu no Amapá. Uma explosão em uma subestação deixou os amapaenses sem energia por um mês. A demora em retomar o abastecimento de energia revelou as dificuldades de manutenção e fiscalização da infraestrutura elétrica na Amazônia. 

A conexão ao SIN se mostra imprescindível para garantir a segurança energética da população, tanto em regiões isoladas, quanto nas grandes metrópoles do Norte do País. A boa notícia é que, desde a privatização das distribuidoras da Eletrobras no Acre e em Rondônia, assumidas pela Energisa, os trabalhos de conexão se intensificaram, de acordo com a reportagem do Valor Econômico. 

“A companhia conduz um plano de conexão de municípios no Acre e em Rondônia ao sistema nacional. Uma das primeiras iniciativas tomadas pela Energisa assim que assumiu as concessões no Norte foi implementar um sistema para comandar as subestações à distância, a partir de um centro de operações integrado”, diz o texto da reportagem, assinada pela jornalista Gabriela Ruddy. Como disse Ricardo Botelho, presidente da Energisa, aos moradores da Vila Restauração, a missão da empresa é levar energia de qualidade para todos os lugares. E não haverá descanso. 

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Período de temporais em Rondônia deve prosseguir até fevereiro de 2021 Período de temporais em Rondônia deve prosseguir até fevereiro de 2021

Publicada em: 19/11/2020

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Rondônia

Período de temporais em Rondônia deve prosseguir até fevereiro de 2021

Marcado por alta incidência de raios e ventos fortes, o período de chuvas em Rondônia já começou e deve prosseguir até fevereiro de 2021, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). “A combinação de alta temperatura e altos índices de umidade favorece a formação de temporais”, explica o meteorologista Heráclio Alves. Dos 2.255 milímetros previstos para o ano em Porto Velho, por exemplo, 65% correspondem a esses meses.

O início dessa temporada foi sentido já nos primeiros dias de outubro (4, 5 e 6), em que Rondônia registrou chuvas de alta intensidade, com ventos de até 80 km/h, aumentando em  12%  o  número de ocorrências emergenciais da Energisa no mês, o equivalente a quase 2 mil chamados a mais, na comparação com o ano anterior. 

Durante os temporais, são frequentes casos de quedas de árvores, deslizamento de terras e objetos que são lançados sobre a rede, causando o rompimento de cabos de energia e a destruição de postes, provocando o desabastecimento de energia. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os raios são responsáveis por cerca de 70% dos desligamentos na rede de transmissão e 40% na de distribuição de energia e queima de transformadores no Brasil.

Para monitorar toda a região previamente e em tempo real, a concessionária conta com a ferramenta de Alerta de Situação Climática, criada pelo Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), em parceria com a Aneel e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Sempre que há alguma ocorrência, comprometendo o fornecimento de energia para um bloco grande de clientes, é emitido um alerta no Centro de Operações Integrado da Energisa. Apesar disso, a distribuidora orienta que o cliente faça contato por meio dos Canais de Atendimento (08006470120 - ligação gratuita; WhatsApp: 69 - 99358 9673 - Gisa, atendente virtual; ou aplicativo para celular Energisa On - disponível para iOS, Android e Windows Phone) e informe a falta de energia. 

Mas, antes de realizar o contato com a concessionária, é importante verificar se os disjuntores internos e externo estão ligados, para evitar deslocamentos desnecessários das equipes operacionais no dia a dia do atendimento emergencial. “Preparamos e treinamos nossas equipes para essa temporada e adotamos estratégias de atuação para cada ocorrência, garantindo uma maior eficiência”, complementa Ramon Pessoa, coordenador de qualidade. 

Segundo ele, os altos investimentos da Energisa em modernização e automação da rede garantiram a estabilidade e a qualidade no fornecimento. Em dois anos de concessão, a concessionária instalou cerca de 200 equipamentos automatizados na rede, que têm papel importante em dias de desafios climáticos. “Nesses dias mais intensos de chuva, cerca de 50% das interrupções de energia foram revertidas em menos de três minutos”, comenta.

Com a automação, o sistema identifica o problema e tudo é resolvido remotamente, sem a necessidade de enviar equipe em campo, o que poderia levar horas, dependendo da localização da ocorrência, já que um dos maiores desafios das equipes é com a extensão territorial do Estado.

Durante essa temporada de tempestade,  é  sempre importante lembrar que a população precisa tomar alguns cuidados para se proteger. Confira no quadro abaixo dicas de segurança:

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