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Maior berçário de tartarugas do mundo tem eclosão de 60 mil filhotes Maior berçário de tartarugas do mundo tem eclosão de 60 mil filhotes

Publicada em: 06/01/2026

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 Sustentabilidade

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Maior berçário de tartarugas do mundo registra eclosão inicial com números mais positivos: 60 mil filhotes

Após um ano marcado por uma redução de 70% no número de nascimentos de filhotes de tartarugas-da-amazônia, tracajás e outros quelônios no Vale do Guaporé (RO), a temporada de eclosão de 2025 começou com um cenário mais promissor. Na primeira fase de contabilização, entre 11 e 15 de dezembro, foram registrados 60 mil filhotes, segundo dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Ainda segundo o Ibama, a expectativa é que o pico da eclosão ocorra nas próximas semanas. O órgão informou que o processo deve se estender até o fim de dezembro e o início de janeiro e, ao  final do período de monitoramento, os dados coletados serão analisados estatisticamente, permitindo uma estimativa mais próxima da quantidade real de filhotes nascidos na área monitorada e um balanço desse resultado.

No último domingo (14), o Ibama, a Associação Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale) e o Grupo Energisa participaram de um evento que marcou a abertura do período de nascimento, com a soltura dos animais resgatados nos berçários do Vale do Guaporé.

Mudanças climáticas

Os impactos das mudanças climáticas continuam a afetar de forma significativa o ciclo reprodutivo das espécies. Em 2025, de acordo com as instituições que monitoram e acompanham o Programa Quelônios do Guaporé, voltado à proteção e conservação das espécies, a desova ocorreu de forma tardia.

Neste ano, também foi identificado que o Rio Guaporé não baixou no tempo considerado correto e, por isso, não houve muitas faixas de areia disponíveis para que as tartarugas depositassem seus ovos. O processo deveria ter sido iniciado entre o final de setembro e o início de outubro, mas acabou acontecendo apenas por volta de 21 e 22 de outubro em razão do alto volume de chuvas e das baixas temperaturas registradas no chamado tabuleiro do Guaporé.

Segundo o biólogo do Grupo Energisa, José Carrate, houve um atraso de aproximadamente 15 dias no início da eclosão. 

As eclosões eram esperadas para o início de dezembro, mas só começaram na segunda quinzena. Por isso, o número de filhotes nascendo está abaixo do previsto para este período”, explica.

O coordenador da Ecovale, José Soares, destaca que, apesar dos impactos climáticos, a expectativa para este ano é de aumento no número de filhotes em relação aos nascimentos registrados em 2024. Segundo ele, observa-se uma maior concentração nos berçários monitorados pelos programas ambientais. Soares explica que as condições climáticas ainda interferem no processo, provocando atrasos e, em alguns casos, perdas. Ainda assim, o cenário é otimista. “Nossa expectativa é não registrar muitas perdas neste ano”, afirma.

A consolidação dos resultados será divulgada entre o final de dezembro e o início de janeiro, quando todas as contagens são planilhadas e enviadas ao Programa Quelônios da Amazônia (PQA), em Brasília.

Ações de acompanhamento

A Energisa acompanha, desde 2021, os impactos ambientais provocados pelas mudanças climáticas na região, por meio do monitoramento em tempo real das variações de chuvas e de períodos de seca, realizado com o apoio de plataformas digitais. Esse acompanhamento permite correlacionar as informações ao ciclo hidrológico local e verificar se a subida e a descida dos rios estão de acordo com os parâmetros definidos pelos órgãos ambientais, no âmbito da parceria firmada com o programa.

O apoio da Energisa ao programa ocorre por meio de suporte logístico e do fornecimento de energia elétrica à base da Ecovale, com o uso de painéis fotovoltaicos, garantindo infraestrutura adequada para a permanência dos fiscais comunitários e dos órgãos ambientais. De forma indireta, a empresa também viabiliza o acesso à internet, que depende da energia para funcionar, possibilitando a comunicação em tempo real entre os comunitários, a Ecovale e os órgãos ambientais em caso de qualquer distúrbio nos locais de postura das tartarugas.

Trabalho contínuo

O superintendente estadual do Ibama, César Luiz da Silva, explica que a iniciativa teve início como projeto e passou a ser um programa em função da relevância do manejo de quelônios na Amazônia, iniciado em 2011. O objetivo é ampliar o índice de sobrevivência das espécies e garantir a manutenção de uma população estável.

O programa é fundamental diante do histórico de consumo e predação humana desses animais, que em anos anteriores os levou à beira da extinção. A partir dos esforços realizados em parceria com a Ecovale, foi possível reverter esse cenário, e hoje a população se mantém estável graças ao programa”, afirma.

Com 39 anos de atuação, o Projeto Quelônios do Guaporé é uma das principais iniciativas voltadas à preservação e à manutenção dessas espécies na região. A ação é realizada pelo Ibama, em parceria com a Associação Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale) e apoio do Grupo Energisa.

O Vale do Rio Guaporé é considerado o maior berçário de quelônios do mundo. Em um raio de aproximadamente 30 quilômetros, estão distribuídas sete praias desse importante nascedouro — cinco em território brasileiro e duas no lado boliviano — onde tartarugas-da-amazônia, tracajás e outras espécies da região realizam a desova.

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Energisa traduz cartilha sobre energia elétrica para idioma indígena Energisa traduz cartilha sobre energia elétrica para idioma indígena

Publicada em: 30/10/2025

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 COP30

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Energisa traduz cartilha sobre energia elétrica para idioma indígena

Conhecimento e acesso à informação. Foi para alcançar esses dois objetivos que a Energisa traduziu para o idioma indígena da comunidade Santo André, localizada na Terra Indígena Pacaás-Novas, no município de Guajará-Mirim, em Rondônia, uma cartilha com informações sobre o funcionamento de painéis solares, dicas de economia de energia e de segurança no uso da eletricidade.  

Traduzido para o idioma Oro Nao pelo professor Nelson Oro Waram, que atua em escolas indígenas da região, o material auxilia a população da comunidade Santo André a fazer melhor uso da energia elétrica, que chegou ao local em meados do ano passado.  

Presidente da Energisa Rondônia, André Theobald, conta que a ideia da tradução surgiu durante uma visita à comunidade indígena. Ao chegar ao local, o executivo e os demais profissionais da Energisa perceberam que a população estava tendo dificuldades para compreender a cartilha que já estava impressa em português, pois muitos só falam Oro Nao. E a empresa decidiu fazer uma versão no idioma indígena.  

Percebemos a necessidade de termos um material informativo no idioma indígena e conseguimos desenvolver esse conteúdo com a ajuda do professor Nelson. Esta é mais uma ação que mostra nosso compromisso com a inclusão”, afirma o executivo. “O Grupo Energisa segue inovando e ampliando o acesso à informação.”  

Como parte do Programa Luz Para Todos (LpT), do Governo Federal, a Energisa instalou 298 módulos solares na comunidade, perto da fronteira da Bolívia, onde vivem 92 pessoas. Esses painéis fotovoltaicos são suficientes para suprir toda a demanda energética da aldeia que, além de casas, conta com uma escola e um posto de saúde.  

“Estamos muito felizes. Agora podemos ter televisão e geladeira para beber água gelada e conservar os alimentos”, afirma Telma Oro Nao, que vive na comunidade que passou a contar a energia gerada pelos painéis solares instalados pela Energisa há cerca de um ano.

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Vida em movimento: Sidnei Rodrigues, 64 anos, faz estágio na Energisa Vida em movimento: Sidnei Rodrigues, 64 anos, faz estágio na Energisa

Publicada em: 05/02/2025

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 Comunidade

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Rondônia

Vida em movimento: Sidnei Rodrigues, 64 anos, faz estágio na Energisa

Um convite de última hora para assistir à colação de grau de seu primo mudou a vida de Sidnei Rodrigues. O ano era 2022 e durante a cerimônia ele se imaginou cruzando a mesma porta dos formandos, com o canudo na mão. Saiu de lá decidido a prestar vestibular.

O evento despertou em mim algo que estava adormecido há muitos anos, que era o desejo de me formar na faculdade. Eu saí de lá com o sentimento de que iria voltar e viver aquilo. Na adolescência, sofri um atropelamento que causou uma grave fratura na minha perna, me impossibilitando de caminhar e frequentar a escola por um tempo. Então, como sempre gostei de consertar as coisas, passei a ler livros de eletrônica, fiz curso técnico em eletrônica e comecei a atuar na área. Mas, no fundo, o desejo de ingressar em uma faculdade sempre esteve em meu coração”, conta Sidnei.

Hoje, Sidnei é estudante do 7º período de Engenharia Elétrica na Faculdade Metropolitana de Rondônia (FIMCA), e traz na bagagem uma carreira sólida como técnico eletrônico e proprietário de uma oficina de consertos eletrônicos em Porto Velho.

Sidnei conta que, no primeiro dia de aula, sentiu um certo constrangimento por conta da diferença de idade dos colegas.

Eu era o único nessa faixa etária na sala, mas como fui bem recebido pelos outros alunos e professores, passei a não me importar com isso”, conta sorrindo.

Há três meses, Sidnei passou no processo seletivo e ingressou na Energisa Rondônia como estagiário no setor de proteção. Ele desempenha atividades voltadas ao estudo de proteção, que é a análise de possíveis falhas no setor elétrico e a verificação de ajustes necessários para que a rede elétrica funcione corretamente. Ele destaca o acolhimento que recebeu e a inclusão proporcionada pela empresa, que não faz distinção de idade ou gênero.

A Energisa não é só energia elétrica, é energia humana. Todas as pessoas com quem tenho lidado na empresa tem um lado humano acalorado. É o que sinto. Me receberam de forma muito calorosa, coisa natural das pessoas que trabalham aqui. Estou gostando do setor onde trabalho. Já fiz vários amigos e fui muito bem acolhido”, revela.

Perguntado qual a dica para as pessoas que acham que já passaram da idade de estudar, Sidnei afirma que nunca é tarde para inovar e se movimentar em busca da realização de seus sonhos.

Sonhos existem para serem realizados, independente da idade. Não tenha medo de iniciar algo novo, apenas dê o primeiro passo com coragem e não desanime. Neste momento, eu poderia estar aproveitando meu tempo livre com meu neto, mas decidi realizar meu sonho de me formar em engenharia elétrica e ingressar novamente no mercado de trabalho.”

O supervisor de Sidnei, Yuri Rodrigues, ressalta a dedicação e o empenho do estagiário em suas atividades.

Desde que chegou, ele tem mostrado compromisso com o trabalho e está sempre disposto a aprender. Vejo nele muito potencial, pois sempre está determinado a se desenvolver”.

Para Sabrina Amorim, gestora de RH da Energisa Rondônia, a presença de Sidnei na equipe promove uma oportunidade de intercâmbio entre diferentes gerações:

Esse público mais experiente complementa a energia dos mais jovens, pois compartilham conhecimento e experiência, gerando um ambiente de trabalho colaborativo que impulsiona a empresa para bons resultados.

O exemplo de Sidnei tem sido inspirador para muitos à sua volta, a começar por sua esposa, que também decidiu voltar a estudar, concluiu o ensino médio e hoje cursa a faculdade de Terapia Ocupacional. Colegas à sua volta também têm mencionado o desejo de voltar a estudar.

A vida é movimento. Temos que nos renovar o tempo todo. Reaprender a sonhar”, conclui Sidnei.

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Mudanças climáticas reduzem nascimentos de tartarugas no Guaporé Mudanças climáticas reduzem nascimentos de tartarugas no Guaporé

Publicada em: 18/12/2024

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 Sustentabilidade

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Número de nascimentos de quelônios no Tabuleiro do Guaporé reduz de mais de 1,4 milhão em 2023 para 349 mil em 2024

O final do ano é tradicionalmente um momento de emoção e esperança para a fauna brasileira, especialmente para as tartarugas-da-amazônia. No entanto, 2024 trouxe uma triste realidade: o número de nascimentos de tartarugas no Tabuleiro do Guaporé, o maior berçário de quelônios do Brasil, caiu drasticamente. Em 2023, mais de 1,4 milhão de filhotes nasceram, mas este ano, devido aos efeitos de mudanças climáticas e outros fatores, o número foi reduzido para apenas 349 mil nascimentos.

Este evento faz parte do Projeto Quelônios do Guaporé, uma iniciativa que envolve a Associação Comunitária Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Energisa, que apoia o projeto pelo quarto ano consecutivo. Além da soltura das tartarugas, a programação inclui atividades de conscientização ambiental para as comunidades locais.

Conservação essencial para a sobrevivência da espécie

O trabalho de conservação no Tabuleiro do Guaporé tem sido crucial para a sobrevivência das tartarugas-da-amazônia. Segundo Mateus da Cruz, técnico ambiental do Ibama, as ações de preservação ajudaram a tirar a espécie da lista de extinção, colocando-a agora na categoria de vulnerabilidade. 

Apenas 1% dos filhotes que nascem conseguem alcançar a fase adulta e se reproduzir. Por isso, nosso trabalho é essencial para garantir a preservação da biodiversidade”, destacou.

Equipe trabalhando na soltura das tartarugas-da-amazônia


Impactos climáticos e desafios de 2024

Em 2024, o número de nascimentos foi muito inferior ao de anos anteriores, refletindo os impactos dos eventos climáticos extremos que afetaram a região. De acordo com o Ibama, a seca recorde, as queimadas e a cheia dos rios provocaram um efeito cascata no ciclo reprodutivo das tartarugas, resultando em um atraso significativo na desova e na redução do número de nascimentos.

José Carratte, biólogo da Energisa que acompanha o projeto, explicou o motivo dessa redução:

A fumaça dificultou a visibilidade, e as tartarugas acabaram demorando mais do que o normal para chegar às praias para desovar, o que impactou diretamente o número de filhotes nascendo”, explicou Carratte.

Além disso, a cheia dos rios é outro fator preocupante. O aumento repentino do nível das águas pode submergir os ninhos e comprometer a sobrevivência dos filhotes. 

Com a elevação rápida do nível dos rios, muitos filhotes acabam sendo afogados antes de conseguir alcançar o ambiente aquático”, completou Carratte.

José Carratte, biólogo da Energisa responsável pelo acompanhamento do Projeto Quelônios do Guaporé
José Carratte, biólogo da Energisa responsável pelo acompanhamento do Projeto Quelônios do Guaporé


Outro desafio que tem afetado a sobrevivência das tartarugas-da-amazônia é a presença de outros predadores. Como se não bastassem as condições climáticas adversas, o rio Guaporé agora abriga pirarucus, uma espécie de peixe exótica e invasora. Esses peixes gigantes se alimentam de pequenos animais, incluindo as tartaruguinhas, representando um novo risco para a população de quelônios.

Ação Conjunta para a Preservação

Apesar dos desafios, a colaboração entre Ecovale, Energisa, Ibama e as comunidades locais têm sido fundamental para minimizar os impactos e garantir que o maior número possível de filhotes tenha a chance de sobreviver. Em 15 de dezembro, uma força-tarefa formada por essas entidades conseguiu resgatar mais de 200 mil filhotes de tartarugas, que foram liberados com segurança no rio Guaporé.

Nosso trabalho é uma corrida contra o tempo. Precisamos identificar os ninhos rapidamente e resgatar os filhotes antes que a água os afogue”, afirmou Carratte.

Em 2024, os bancos de areia do rio Guaporé aumentaram devido à seca, expondo os filhotes a novos riscos e comprometendo sua sobrevivência.

Isso foi outro agravante para os filhotes que acabam de nascer. Como eles precisam levar mais tempo para cruzar o banco de areia até o rio, ficam mais expostos aos predadores, como urubus, jacarés e aves, e ao calor forte desta época do ano”, relata César Guimarães, superintendente do Ibama em Rondônia.

Parcerias para um Futuro Sustentável

A colaboração entre Ecovale, Energisa, Ibama e as comunidades locais é um exemplo de modelo de preservação ambiental. José Soares, presidente da Ecovale, destacou o papel da Energisa:

A Energisa tem sido fundamental, não só fornecendo energia solar para as bases, mas também com recursos que possibilitam a realização de atividades educativas e logísticas”, afirmou.

Esse apoio tem sido essencial para enfrentar os desafios climáticos e assegurar que o Tabuleiro do Guaporé continue sendo um local seguro para o nascimento das tartarugas-da-amazônia.

Parte da equipe do Projeto Quelônios do Guaporé


O futuro da biodiversidade amazônica

A preservação das tartarugas-da-amazônia exige esforço contínuo e colaboração. Embora a região amazônica enfrente desafios cada vez maiores devido às mudanças climáticas e à ação humana, o trabalho realizado pelas entidades envolvidas no Projeto Quelônios do Guaporé demonstra que, com união, é possível minimizar os impactos e garantir a sobrevivência das espécies locais.

O incentivo a essas iniciativas é crucial para a preservação da fauna amazônica e para o fortalecimento de uma cultura de responsabilidade ambiental. Cada tartaruga que chega ao rio é uma vitória para a biodiversidade e um passo em direção a um futuro mais sustentável.

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