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Conta de luz sem surpresa: Energisa lança teste de cobrança fixa no MS Conta de luz sem surpresa: Energisa lança teste de cobrança fixa no MS

Publicada em: 15/10/2025

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Mato Grosso do Sul

Conta de luz sem surpresa: Energisa lança teste de cobrança fixa no MS

Em mais uma etapa do sandbox tarifário, projeto de experimentação de novas modalidades tarifárias, conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Grupo Energisa inicia em outubro a captação de voluntários para testar o Plano Fixo, um novo formato experimental de Conta Inteligente — nome dado pela empresa à iniciativa em suas distribuidoras. O modelo será aplicado exclusivamente em Mato Grosso do Sul, estado que apresenta grande variação climática ao longo do ano, o que acaba causando variações no valor da fatura. O objetivo é oferecer mais previsibilidade ao consumidor, que poderá pagar o mesmo valor pela conta de luz por até 12 meses, com ajuste de saldo ao final do período escolhido. 

O valor mensal será individualizado, calculado com base no histórico de consumo de cada cliente, acrescido de projeções de demanda e de reajustes tarifários. A proposta, já utilizada em mercados internacionais, transforma um gasto variável em fixo e facilita o planejamento financeiro das famílias. Durante o período de adesão, a distribuidora continuará registrando o consumo real e, ao fim de três, seis ou doze meses, fará o acerto conforme o plano escolhido. Quem tiver consumido menos receberá crédito e quem tiver consumido mais pagará a diferença. 

No Plano Fixo, não há mudança na tarifa, mas na forma de cobrar pelo consumo. O valor da fatura é determinado com base no consumo médio de cada cliente nos últimos 12 meses. O objetivo é oferecer menos variação mensal no valor da conta de luz, o que ajuda a reduzir o impacto de meses mais pesados no orçamento, como janeiro, que concentra gastos extras e contas de luz mais altas em Mato Grosso do Sul, por causa do calor. Com o Plano Fixo, o peso do consumo a mais em janeiro, por exemplo, será diluído nos demais meses. O objetivo do projeto é conseguir uma resposta comportamental: o cliente prefere a surpresa ou não? É um novo conceito de pensar o gasto de energia”, explica Rodrigo Santana, diretor de Regulação e Estratégia da Energisa. 

Outros testes 

Os consumidores participantes dos testes poderão escolher algumas personalizações no seu modelo de plano. Além da cobrança estável, eles receberão informes periódicos de consumo — um documento detalhado com as informações de uso da eletricidade e de como está o saldo entre a energia consumida e a contratada. A distribuidora trabalhará com três informes: mensal, trimestral e semestral. O objetivo dessas personalizações é avaliar novas formas de apresentar o consumo à população, mais digitalizada, simples e resumida, além de testar evoluções de processos operacionais da distribuidora.  

O Plano Fixo inclui todos os itens já presentes na conta de luz, como tarifa, tributos, taxa de iluminação pública e bandeiras tarifárias. Para fins de comparação e como mais uma personalização, parte dos participantes poderá optar por receber uma cobrança adicional sempre que houver bandeira amarela ou vermelha, como acontece no modelo atual. A proposta é observar se, ao perceber esse sinal de custo extra, o consumidor muda seus hábitos de consumo, mesmo sabendo que o ajuste de saldo continuará sendo feito ao término do período escolhido. 

E para ampliar os resultados dos testes, outro grupo começará a experiência com o Plano Fixo em março, quando as contas em Mato Grosso do Sul já não sofrem o impacto do verão, permitindo comparar percepções distintas. 

A adesão dos consumidores que quiserem experimentar o Plano Fixo será feita pelo aplicativo Energisa ON ou pela agência digital (energisa.com.br) e estará aberta a clientes de oito cidades representativas do estado — Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Corumbá, Paranaíba, Nova Andradina, Aquidauana e Coxim. Poderão participar apenas consumidores com ao menos 12 meses de histórico de consumo, que estejam em dia com as faturas e não sejam beneficiários de programas como a Tarifa Social. A participação implica receber a fatura digital e realizar o pagamento via PIX automático. 

Pioneirismo no estudo de diferentes modelos tarifários  

O Plano Fixo da Conta Inteligente é conduzido pela Energisa em parceria com a Essenz Soluções, sob supervisão da Aneel. Desde novembro de 2024, outros dois modelos estão em teste em São Paulo, Paraíba e Tocantins: a Tarifa Melhor Hora, que varia conforme o horário do consumo, e a Tarifa Dinâmica Trimestral, que antecipa o valor da tarifa para os três meses seguintes. 

Os diferentes modelos de Conta Inteligente que estamos testando contribuem para o projeto de sandbox tarifário da Aneel e têm o objetivo de avaliar o comportamento do cliente e medir as mudanças na prática. Isso é essencial para a modernização do sistema elétrico brasileiro, em linha com práticas adotadas há anos no exterior, e vai ajudar a desenhar o novo ou novos modelos tarifários brasileiros”, afirma Santana. 

Diferentemente do que acontece com o Plano Fixo da Energisa Mato Grosso do Sul, que requer que os clientes se inscrevam para participar dos testes, nos dois modelos aplicados na ESS, na EPB e na ETO, os participantes foram pré-selecionados por meio de sorteio randômico feito pela Energisa, conforme cálculo amostral realizado pela USP. Em todos os casos, porém, o consumidor pode decidir sair do projeto a qualquer momento. 

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Energisa completa 11 anos em Mato Grosso do Sul Energisa completa 11 anos em Mato Grosso do Sul

Publicada em: 08/10/2025

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Mato Grosso do Sul

Energisa completa 11 anos em Mato Grosso do Sul com investimentos e olhar para o futuro

A Energisa está celebrando um marco especial: 11 anos de atuação em Mato Grosso do Sul. Desde que chegou ao estado, em 2014, a empresa vem escrevendo junto com os sul-mato-grossenses uma história de crescimento, desenvolvimento e compromisso com a transformação da vida das pessoas.

Ao longo desse período, foram investidos R$ 4,7 bilhões na modernização e ampliação da rede elétrica, construção de subestações, melhorias na qualidade do fornecimento e em programas que unem eficiência energética e responsabilidade social.

E a história continua: só em 2025, a Energisa está aplicando R$ 771 milhões para acompanhar o ritmo de expansão econômica e populacional do estado, que completa 48 anos no dia 11 de outubro.

Energia que acompanha o desenvolvimento do estado

Para atender mais de 1,2 milhão de clientes em todo o estado, a Energisa MS segue investindo pesado na infraestrutura elétrica.

Neste ano, duas novas subestações entraram em operação: Campo Grande Parque e Japorã, ampliando a capacidade de fornecimento. Hoje, Mato Grosso do Sul já conta com 110 subestações, um avanço que fortalece a rede de energia e garante mais segurança para os 74 municípios atendidos.

A potência instalada nas subestações cresceu 18 MVA, energia suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de Bonito. Já na rede de distribuição, o ganho foi de 120 MVA, equivalente ao consumo de Dourados.

E tem mais: foram acrescentados 846 km de novas linhas e redes elétricas – distância que cruza o estado de norte a sul, de Sonora a Mundo Novo.

Mais qualidade no serviço para quem vive aqui

O trabalho da Energisa também tem impacto direto no dia a dia dos clientes. Em 11 anos, a média de horas que os clientes ficavam sem luz caiu 31% (de 12,87 para 8,88 horas por ano), e o número de interrupções caiu 40% (de 7,26 para 4,35).

Tudo isso é resultado de investimentos contínuos, mesmo enfrentando desafios como a extensa rede rural, que representa 93% da rede do estado, o atendimento no Pantanal e os impactos de tempestades severas.

Ilumina Pantanal: energia limpa para quem vive em áreas remotas

Um dos maiores orgulhos da Energisa MS é o programa Ilumina Pantanal, que já levou energia solar limpa e segura para 2.890 famílias ribeirinhas e comunidades indígenas em uma das regiões mais isoladas do Brasil.

Em 2025, o programa completa 4 anos e já garante energia para 6 escolas, beneficiando cerca de 300 crianças. A energia é gerada por placas fotovoltaicas, sem a necessidade de grandes obras, ajudando a preservar o bioma pantaneiro.

Uso consciente da energia: um compromisso que transforma

Por meio do programa Nossa Energia, a empresa leva palestras, cinema itinerante, troca de lâmpadas e sorteio de equipamentos para famílias de baixa renda.

No total, já foram substituídas 6.162 geladeiras e quase 700 mil lâmpadas antigas por modelos de LED, que consomem até 80% menos energia.

Em Campo Grande, o Espaço Energia, localizado na Avenida Afonso Pena, é outro destaque: desde 2015, o local já recebeu mais de 68 mil visitantes e oferece experiências interativas para escolas e projetos sociais sobre geração, distribuição e consumo consciente de energia.

“O Espaço Energia aproxima as pessoas de conceitos que muitas vezes parecem abstratos e mostra, de forma prática, como podemos usar a energia de forma responsável”, afirma Paulo Roberto dos Santos, diretor-presidente da Energisa MS.

Incentivo à cultura e ações sociais

A Energisa também contribui para o desenvolvimento cultural e social do estado. Apoiamos artistas locais no Espaço Energia, iniciativas socioambientais como o projeto Agroflorestas, do Instituto Homem Pantaneiro, e realizamos campanhas solidárias com doações de roupas, alimentos e eletrodomésticos para famílias em situação de vulnerabilidade.

Reconhecimento que inspira

O trabalho realizado no estado tem rendido conquistas importantes. Em 2025, a Energisa MS recebeu:

  • 2º lugar como Melhor Distribuidora das regiões Norte/Centro-Oeste (ABRADEE)
  • 3º lugar em Gestão da Inovação (ABRADEE)
  • Prêmio de Boas Práticas pelo Ilumina Pantanal (FGV)
  • Destaque no Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC) como melhor distribuidora da região Centro-Oeste entre as empresas com mais de 400 mil clientes

“Vivemos em um mundo em constante transformação, pautado pela inovação e compromisso cada vez maior com a sociedade e a sustentabilidade. Nesse contexto, a demanda por energia confiável e de qualidade é fundamental para o crescimento econômico e social do estado”, conclui Paulo Roberto dos Santos.

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Ilumina Pantanal recebe prêmio durante Congresso de Minas e Energia Ilumina Pantanal recebe prêmio durante Congresso de Minas e Energia

Publicada em: 02/10/2025

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Mato Grosso do Sul

Ilumina Pantanal recebe prêmio por Energias Renováveis durante Congresso de Minas e Energia

Quatro anos depois de implantado, o projeto Ilumina Pantanal — que mudou a vida de quase três mil famílias em uma das regiões mais isoladas do Brasil, levando energia limpa e de forma sustentável às comunidades — é premiado mais uma vez. O reconhecimento por parte do Governo Federal ocorreu durante o I Congresso Brasileiro de Minas e Energia, realizado em Brasília (DF) nos dias 22 e 23 de setembro. Na ocasião, o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto dos Santos, recebeu a premiação na categoria Energias Renováveis do Centro de Estudos de Energia da Fundação Getulio Vargas.

Com R$ 210 milhões em investimentos, o projeto instalou kits solares na Serra do Amolar e levou fornecimento seguro a 2.975 famílias ribeirinhas e à população indígena guató, ampliando a cidadania e preservando o bioma pantaneiro.

Para a grande maioria das pessoas, o simples fato de acender uma lâmpada ou tomar uma água gelada é algo que, de tão comum, passa despercebido no dia a dia. Mas a realidade de quem vive às margens do Rio Paraguai era muito diferente antes da chegada da energia elétrica. Para os ribeirinhos e indígenas da etnia guató que vivem na região da Barra do São Lourenço, muita coisa mudou — desde a refrigeração e o armazenamento de alimentos até o conforto de poder ligar um ventilador no período da noite.

Entre os resultados alcançados com a implantação do sistema de energia fotovoltaica por parte da Energisa MS, destacam-se 180 toneladas de CO₂ evitadas por ano, com geração solar e armazenamento em baterias; atuação social com impacto direto em comunidades, com 6 escolas beneficiadas e mais de 300 crianças atendidas; integração ao Programa de Eficiência Energética, com mais de 650 geladeiras doadas; e o reconhecimento internacional com o 1º Prêmio Solar & Storage Live Awards 2021, na categoria inovação e geração solar.

O projeto reforça o compromisso da Energisa em unir tecnologia, sustentabilidade e responsabilidade social, ampliando o acesso à energia e promovendo desenvolvimento para uma das regiões mais emblemáticas do Brasil.

Tive a oportunidade de estar com a minha equipe na região da Barra do São Lourenço, onde pudemos vislumbrar uma mudança muito positiva para as comunidades. Na escola Escola Estadual João Quirino de Carvalho -  Toghopanãa, localizada na aldeia Guató Uberaba, encontramos a turma dos adolescentes estudando em um laboratório de informática, com ventiladores e em um ambiente muito confortável. Tudo isso só foi possível com a chegada da energia elétrica, algo que nos enche os olhos e o coração, por saber que fazemos parte dessa história", afirmou Paulo Roberto.  

Na oportunidade, a equipe foi recebida na Fazenda Acurizal pelo diretor-presidente do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), coronel Ângelo Rabelo, parceiro da Energisa.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o prêmio é um reconhecimento ao trabalho exemplar realizado pela Energisa em parceria com o Governo do Estado e o Governo Federal. “O Governo tem uma linha muito bem definida do MS renovável. O nosso grande foco é a geração de energia renovável, sempre olhando para o projeto Carbono Neutro 2030. O projeto Ilumina Pantanal foi reconhecido como o melhor projeto de energia solar em áreas isoladas do mundo. Então veja, o Ilumina foi uma solução de política pública, juntamente com a Energisa e o Governo Federal, que foi uma ideia até o momento inédita. Então é uma forma de a gente conseguir levar cidadania a estas pessoas por meio da energia elétrica. Isso é fundamental e houve um reconhecimento nacional e internacional sobre como podemos dar esta dignidade a todas as pessoas no Pantanal, por meio de sistemas renováveis de energia elétrica e alto pacote tecnológico”, concluiu.

Congresso

A entrega do prêmio ocorreu durante o I Congresso Brasileiro de Minas e Energia, uma oportunidade de articulação entre governos, setor produtivo e sociedade, promovendo políticas públicas integradas e preparando o Brasil para a COP 30.

O objetivo do encontro é debater estratégias para petróleo, gás e energia na transição energética, além de discutir mineração responsável como vetor de desenvolvimento, valorizar o papel dos estados na governança nacional, identificar desafios do setor e propor melhorias para o ambiente de negócios.

Participam do encontro secretários estaduais, técnicos das pastas de Minas e Energia, agências reguladoras, executivos do setor privado, delegações internacionais, pesquisadores e imprensa especializada.

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A ferro e fogo: o Brasil pelo olhar de artistas populares A ferro e fogo: o Brasil pelo olhar de artistas populares

Publicada em: 23/01/2025

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Mato Grosso do Sul

A ferro e fogo: o Brasil pelo olhar de artistas populares

O Arte nas Estações, idealizado pelo colecionador e gestor cultural Fabio Szwarcwald, apresenta A ferro e fogo, exposição que marca o encerramento de sua itinerância em Campo Grande. A mostra, que conta com patrocínio master da Energisa, ocupa o Centro Cultural José Octávio Guizzo até 19 de fevereiro, reunindo uma importante coleção de arte popular brasileira. A exposição convida o público a uma reflexão profunda sobre a história do Brasil, marcada por lutas, conflitos e a relação complexa entre o ser humano e a natureza.

O projeto nasceu de um movimento para dar visibilidade ao acervo do Museu Internacional de Arte Naïf (Mian), fechado em 2016 devido à falta de financiamento. O museu era considerado o maior do gênero no mundo, reunindo mais de 6 mil obras de 120 países. Diante do risco de dispersão das obras, Fabio Szwarcwald uniu forças com o curador Ulisses Carrilho, criando o projeto como uma forma de preservar e compartilhar esse legado.

“O pênalti perdido”, de Dalvan (1998)


Desde 2023, o projeto tem levado esse acervo para além do eixo Rio-São Paulo. A ferro e fogo é a terceira mostra apresentada em Campo Grande, depois de Entre o céu e a terra e Sofrência. A inspiração para o título vem de uma das músicas mais conhecidas da dupla Zezé di Camargo e Luciano:

A música A ferro e fogo, um fenômeno da cultura de massa, narra as mazelas que assolam a vida de um indivíduo. Da vida dura, no campo social, à vontade de ter o ser amado, na esfera pessoal”, observa Carrilho.

O nome da exposição também faz relembrar as grandes queimadas sofridas pelo Mato Grosso do Sul no último ano. As obras expostas retratam desde cenas do cotidiano no campo e na cidade até representações impactantes de momentos históricos como o embarque de escravizados, a morte de Zumbi dos Palmares, o enterro de Chico Mendes, além de denúncias sobre queimadas, desmatamento e a ditadura militar.

A ferro e fogo chega num momento em que Mato Grosso do Sul vive os efeitos das grandes queimadas. Então acho que essa exposição, que carrega o fogo no título, vem nos relembrar um pouco da urgência das ecologias como uma pauta política que fica radicalmente mais evidente”, analisa Carrilho.

“Queimadas”, de Odoteres Ricardo Ozias (2001)


A mostra busca homenagear a resistência do povo brasileiro ao longo de sua história, marcada por lutas e conquistas. As obras expostas evidenciam a força da natureza e a ação humana, complexificando as relações entre natureza e cultura. O curador convida os visitantes a "desconfiar da suposta ingenuidade um dia atribuída a esses artistas e perceber em cada fatura a densidade das denúncias presentes nas telas expostas".

Além da exposição, o Arte nas Estações oferece uma programação educativa especial, com oficinas gratuitas para crianças a partir de 5 anos (acompanhadas dos responsáveis), jovens e adultos, de terça a sábado, das 14h às 17h. A programação completa está disponível no site artenasestacoes.com.br ou Instagram @artenasestacoes.

“Independência ou morte”, de Lia Mittarakis (1992)


Serviço:

Exposição A ferro e fogo

  • Local: Centro Cultural José Octávio Guizzo – Rua 26 de agosto, 453 – Centro, Campo Grande (MS)
  • Datas: de 19 de dezembro de 2024 a 19 de fevereiro de 2025
  • Horários de visitação: Terça a sábado, das 9h às 18h (quinta, horário estendido até às 20h)
  • Entrada: Gratuita
  • Classificação: Livre
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Jardim de Pedra: a história esquecida de Glauce Rocha Jardim de Pedra: a história esquecida de Glauce Rocha

Publicada em: 06/01/2025

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Mato Grosso do Sul

Jardim de Pedra: a história esquecida de Glauce Rocha

Você já ouviu falar em Glauce Rocha? É um nome que circula muito por aí, nomeando ruas, praças e teatros em diversas cidades do país. Em Campo Grande/MS, seu nome batiza o teatro da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Mas afinal, quem foi Glauce Rocha?

Foi cursando jornalismo na UFMS que Daphyne Schiffer também se fez essa pergunta. Dessa curiosidade inquietante nasceu o curta-metragem documentário Jardim de Pedra: Vida e Morte de Glauce Rocha, dirigido por Daphyne e Rodrigo Rezende. O filme pode ser assistido dentro de uma exposição sobre Glauce que ocupa o Espaço Energia em Campo Grande até o dia 14/02.

Na época do curso de jornalismo, eu sempre frequentei o Teatro Glauce Rocha, que é o maior teatro da cidade. Eu sempre perguntava para as pessoas, quem foi Glauce Rocha? Ninguém sabia dizer, alguns achavam que era um homem. Eu quis descobrir quem era essa mulher, o que ela tinha feito, por que que ela dá nome a um teatro. Assim eu comecei a pesquisa e fui me apaixonando cada vez”, contou Daphyne.

Nascida em Campo Grande, em 1930, Glauce Rocha destacou-se como uma das grandes atrizes do teatro e do cinema brasileiros. Quando a atriz nasceu, o Mato Grosso ainda era unificado. Vinda de uma região ainda pouco representada nas artes nacionais, Glauce trouxe um olhar único e poderoso para o palco e as telas. Mudando-se para o Rio de Janeiro, logo se integrou aos círculos artísticos, tornando-se uma das vozes ativas do Cinema Novo, movimento que revolucionou o cinema brasileiro com sua abordagem crítica e inovadora.

No teatro, Glauce brilhou em montagens marcantes, sendo reconhecida por sua presença cênica e intensidade emocional. No cinema, atuou em filmes emblemáticos, como Os Cafajestes (1962), obra que desafia tabus da sociedade da época; Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha, uma das obras-primas do Cinema Novo; além do icônico e revelador 5x Favela (1962). Seus trabalhos não apenas consolidaram sua posição como uma das grandes intérpretes brasileiras, mas também contribuíram para discutir temas políticos e sociais que marcaram os anos 1960 e 1970.

Um painel da exposição com fotos e a frase de Glauce Rocha: "Olha, o senhor me dá a licença de acreditar na natureza humana?"


Toda essa trajetória brilhante foi interrompida precocemente em 1971, aos 41 anos, devido a complicações de saúde. Sua morte foi uma perda irreparável para a cultura brasileira. Como no Brasil nem sempre temos os grandes nomes da cultura lembrados e reverenciados como deveriam, o filme de Daphyne Schiffer lança uma luz fundamental no legado desta grande mulher brasileira. A pesquisa foi intensa e envolveu a busca por fontes em Campo Grande, Rio de Janeiro e São Paulo.

Quando decidi fazer a pesquisa, tudo começou como meu trabalho de final de curso, mas o projeto foi crescendo. Sabendo que ela tinha trabalhado no Rio e em São Paulo, viajamos para lá e conseguimos entrevistar pessoas importantes que tiveram muito contato com a Glauce, como o Cacá Diegues. Fiz pesquisas no Arquivo Nacional e depois fui para São Paulo, onde conversei com atrizes que acompanharam a carreira da Glauce, como Norma Blum. Mas o lugar mais importante foi a Cinemateca Brasileira”, disse Daphyne.

A pesquisa na Cinemateca Brasileira trouxe à tona muitas informações sobre filmes, peças e participações de Glauce na construção de um cinema nacional vivo, premiado e combativo. Apesar de seu enorme talento, Glauce Rocha não era uma atriz que queria o glamour do tapete vermelho. Os holofotes só serviam para quando estava em cena. Totalmente entregue com paixão à sua profissão, Glauce atuava como quem luta para educar e transgredir.

Um painel da exposição com fotos e a frase de Glauce Rocha: "Minha função não é ser estrela, é ser atriz"

Com o material que recolhemos, é possível fazer um longa sobre a Glauce. Achei histórias maravilhosas. Como quando um espectador dormiu no meio de uma peça e ela o acordou dizendo que teatro não era lugar de dormir e sim de refletir! Outra bem impactante é quando uma de suas falas em uma peça foi censurada pela ditadura militar. Glauce usou gestos bem expressivos que traduziam no corpo o que não podia ser dito em voz alta. Isso saiu nos jornais, ela foi levada à delegacia, teve que prestar depoimento e correu muitos riscos, mas não admitia ser censurada”, contou a diretora.

A passagem pelo Rio de Janeiro levou Daphyne ao Retiro dos Artistas, um local que já teve um jardim com o nome de Glauce Rocha, segundo seu biógrafo José Octávio Guizzo. Mas, o Brasil é mesmo um país afeito a apagamentos. Aqui onde tudo parece construção e já é ruína, como diz Caetano Veloso.

Quando cheguei ao Retiro dos Artistas não achei o jardim, achei apenas um pátio acimentado, um jardim de pedra. Isso me pareceu tão simbólico sobre esses esquecimentos e o que escolhemos lembrar da nossa cultura. Ali entendi que essa metáfora deveria ser o nome do filme”, revelou Daphyne.

No documentário, a atriz Norma Blum nos fala sobre como um país sem memória é um país sem futuro, de como precisamos resgatar esse passado, entender quem e o que veio antes de nós para poder seguir em frente, corrigindo os erros do passado e inventando um novo futuro. É isso que o filme de Daphyne faz pela memória de Glauce Rocha, do teatro e do cinema brasileiros.

Se você mora em Campo Grande, pode ir ao Espaço Energia ver a exposição sobre Glauce Rocha e assistir ao curta Jardim de Pedra: Vida e Morte de Glauce Rocha. Ou siga o perfil @jardimdepedraofilme para descobrir as próximas exibições em outros locais.

Glauce Rocha vive não apenas nos teatros, ruas e espaços que levam seu nome, mas também na memória de quem se dispõe a redescobrir sua história e seu legado. Ao apoiar projetos como Jardim de Pedra, a Energisa reforça seu compromisso com a valorização da cultura brasileira. É por meio de ações como essa que a empresa contribui para manter viva a memória de quem ajudou a moldar nossa arte, inspirando novas gerações e conectando as comunidades ao rico patrimônio cultural brasileiro.

Uma folha de jornal com a manchete: "Glauce Rocha volta a brilhar"


Serviço:

  • Exposição sobre Glauce Rocha
  • Local: Espaço Energia (Av. Afonso Pena, 3901, Campo Grande/MS)
  • Datas: de 21 de novembro de 2024 a 14 de fevereiro de 2025
  • Horários:
    • Exposição: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
    • Exibições do curta Jardim de Pedra: Vida e Morte de Glauce Rocha: terças e quintas-feiras, às 10h e 13h15 (16 min de duração)
  • Entrada: gratuita
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Estudante de MS supera 260 mil alunos e vence a ONEE 2024 Estudante de MS supera 260 mil alunos e vence a ONEE 2024

Publicada em: 05/12/2024

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Mato Grosso do Sul

Estudante de Mato Grosso do Sul supera 260 mil alunos e vence a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética 2024

Malu Araújo Azevedo, de 14 anos, estudante do 9º ano do Ensino Fundamental, foi premiada como grande vencedora da edição 2024 da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE). Representando Mato Grosso do Sul, Malu recebeu a medalha após superar mais de 260 mil participantes de todo o Brasil.

A ONEE é uma iniciativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com o objetivo de incentivar o consumo consciente de energia elétrica entre alunos do 8º e 9º anos das redes pública e particular de ensino. Organizada pelo Instituto da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), a competição contou com o apoio de mais de 40 distribuidoras de energia em todo o país, incluindo a Energisa Mato Grosso do Sul.

Malu, estudante de escola pública, conheceu a Olimpíada em 2023, durante uma palestra promovida pela Energisa na Escola Municipal Professora Iracema de Souza Mendonça. Foi seu professor de física, Lennon Malta, quem inscreveu os alunos na competição. Segundo Malu, o material fornecido pela organização foi essencial para sua preparação.

A ANEEL disponibilizou um curso online gratuito e um simpósio com materiais de excelente qualidade. Eles foram a base dos meus estudos”, contou.

A competição foi realizada em duas etapas: a primeira, em formato de games interativos; e a segunda, com provas objetivas. Na fase nacional, em Brasília, os desafios incluíram jogos de tabuleiro, perguntas discursivas e até atividades com óculos de realidade virtual.

Foi a primeira oportunidade que tive de sair do Mato Grosso do Sul e conhecer o Distrito Federal. Só isso já foi muito para mim. Sobre a competição, o desafio com realidade virtual foi o mais incrível! Precisávamos tomar decisões eficientes dentro de uma casa simulada. Foi uma experiência muito tecnológica e inovadora”, destacou Malu.

“O importante é competir”, diz o lema de um dos criadores das Olimpíadas modernas, o Barão de Coubertin. Para todos os competidores, ficam para sempre o conhecimento adquirido e a experiência de participar de um encontro nacional desse porte. Mas  além desse aprendizado, a vitória trouxe um sentimento de realização pessoal para Malu:

Foi uma sensação indescritível! Ver meu esforço recompensado me deixou muito orgulhosa. Ser anunciada como campeã nacional em uma live teve um impacto muito maior do que apenas ler o resultado em um site", afirmou.

Educação e sustentabilidade em foco

O diretor-presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto Santos, destacou com entusiasmo o desempenho do estado no concurso, ressaltando a importância do resultado:

Estou muito feliz porque participaram deste processo mais de 260 mil crianças, sendo que mais de duas mil são de Mato Grosso do Sul, de escolas públicas e privadas, e a primeira colocada é daqui. O resultado põe Mato Grosso do Sul no lugar que merece. Somos um dos estados que mais crescem no país e o ensino está fazendo a parte dele”, afirmou.

Para o Secretário Municipal de Educação de Campo Grande, Lucas Bitencourt, a premiação reflete o esforço coletivo das escolas em integrar temas como energia limpa ao currículo escolar.

O projeto fala sobre energia limpa e nossa aluna contextualizou isso com o currículo e com as disciplinas. Esse prêmio também reconhece o belíssimo trabalho dos professores, da equipe pedagógica, da direção, em trazer para esse aluno um ser crítico pensante na sociedade”, destacou.

Planos futuros

Malu também compartilhou como a ONEE influenciou seus planos para o futuro. Ela revelou que pretende fazer um curso técnico em eletrotécnica no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, com o sonho de ingressar na engenharia elétrica ou aeronáutica.

Sempre gostei de ciência e matemática, mas a Olimpíada me deu ainda mais motivação para seguir em busca desse sonho. Quero muito me tornar uma cientista”, concluiu.

O pai de Malu, Regis Azevedo, não escondeu o orgulho com a premiação da filha. E relatou que a participação da filha na ONEE 2024 já mudou hábitos dentro de casa.

Ela aprendeu e, agora, tem nos cobrado a não ficar gastando energia à toa, como deixar luz acessa sem necessidade ou abrir a geladeira, como o irmão menor faz, e ficar olhando o que tem dentro”, contou.

A vitória de Malu Araújo coloca Mato Grosso do Sul em destaque nacional e reforça a importância de iniciativas como a ONEE na promoção da sustentabilidade e da educação de qualidade. Formar pensadores e cientistas é fundamental para o crescimento do país. Ensinar crianças e adolescentes sobre consumo responsável, energia limpa e novos hábitos em relação ao meio ambiente, é algo que transforma o futuro e traz mudanças no presente: os participantes da ONEE voltam para casa compartilhando novos saberes com suas famílias.

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A flor da eficiência energética no Parque das Nações Indígenas A flor da eficiência energética no Parque das Nações Indígenas

Publicada em: 22/05/2024

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Mato Grosso do Sul

A flor da eficiência energética no Parque das Nações Indígenas

O Parque das Nações Indígenas (PNI), localizado no bairro do Prosas, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, é uma das joias da cidade. Com mais de 1 milhão de metros quadrados, o parque é um espaço vital para o lazer e o turismo na cidade, oferecendo uma variedade de atividades recreativas e culturais para moradores e visitantes. Com uma enorme área verde, incluindo áreas de mata nativa e um lago central, o PNI abriga museus e celebra a força e a diversidade dos povos originários.

Além de toda essa importância e todas essas atrações, o parque ganhou uma nova estrela. Desde o dia 30 de abril, quem passeia pelo PNI pode encontrar a Flor Solar, um monumento de design, beleza, arquitetura e engenharia em nome da eficiência energética no centro oeste do Brasil. Essa iniciativa, aliando preservação ambiental e inovação tecnológica, tem o patrocínio da Energisa, que investiu R$ 600 mil no projeto, como parte do Programa de Eficiência Energética da ANEEL.

Quem “plantou a semente da flor” foi a Agems, Agência de Regulação de Serviços Públicos do MS. A ideia foi prontamente abraçada pela Energisa que, em parceria com o Governo do Estado e a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, tornou o projeto possível.

A Flor Solar tem 5 metros de diâmetro e 12 enormes pétalas de placas solares. Com painéis fotovoltaicos estrategicamente integrados à sua estrutura, ela simula o movimento de heliotropismo de um girassol, virando-se para buscar sempre a melhor incidência do sol, abrindo-se durante o dia e fechando-se à noite. Sua forma única e elegante harmoniza-se perfeitamente com o ambiente natural do parque. No entanto, o que a torna ainda mais especial é seu sistema de captação e aproveitamento de energia solar.

A otimização de geração de eletricidade faz com que o equipamento produza até 40% mais energia do que um sistema de energia solar convencional. Essa eletricidade é utilizada para alimentar a iluminação interna e externa da estrutura, bem como para outras necessidades funcionais, como carregar tablets e celulares de quem frequenta o Parque das Nações. Esses pontos de recarga funcionam mesmo à noite, quando a Flor está fechada.

Estação de carregamento ao lado da Flor Solar

O engenheiro especialista em eficiência energética Emerson Nantes, que liderou a equipe da Energisa responsável pelo projeto, é um dos maiores entusiastas da Flor Solar. O Espaço Energia, que desde 2015 promove ações educativas sobre eficiência energética com escolas públicas e privadas, agora passará a levar estudantes ao Parque das Nações e à Flor Solar, ampliando ainda mais uma iniciativa que já recebeu mais de 60 mil pessoas ao longo de quase 10 anos.

A Flor Solar surgiu como um projeto dentro do Espaço Energia, que funciona aqui em Campo Grande. Mas a Flor precisava de um local especial para ela. Junto com o governo, decidimos pelo Parque, que é um cartão-postal da cidade. A Flor produz 400 kWh mensalmente, o que seria suficiente para abastecer 2 casas, de acordo com a média de consumo do nosso estado. Ela ainda acumula carga em um banco de baterias, que alimenta todo o entorno durante a noite. Por fim, ela conta com um mecanismo de proteção especial: quando os ventos estão fortes, ela fecha as pétalas para se proteger, o que garante longevidade para a estrutura”, contou Emerson Nantes.

Vivian Breier é arquiteta e trabalha há 8 anos como parceira da Energisa em projetos realizado pelo departamento de Eficiência Energética. Foi ela a responsável pelo desenho do projeto da Flor Solar, em Campo Grande. O local foi escolhido por ser próximo ao lago, um ponto de observação do belíssimo pôr do sol. Por já ser um espaço aberto, não foi necessária a remoção nem poda de nenhuma árvore para o plantio da Flor. Todo paisagismo foi pensado com a fauna nativa da região e o jardim que rodeia a Flor é repleto de cambarás, uma flor conhecida por atrair borboletas, o que deixa o ambiente ainda mais vívido. A base de concreto, em forma de banco circular, eleva a Flor Solar e a deixa livre para se movimentar na busca pelo sol.

Pensamos no entorno da Flor Solar como um espaço acolhedor, para dar a real noção de que ela está viva dentro do Parque. As pedras portuguesas fazem o desenho de pétalas ao redor do monumento, mas muita gente vê velas ou pessoas de mãos dadas. Os quiosques em volta, com bancos curvos e mesinhas, são um convite para o pessoal tomar um tereré e contemplar a natureza. Todos eles têm pontos de energia alimentados pela energia solar. Acho a Flor um exemplo de possibilidade de energia limpa e eficiente, para pensarmos em um futuro melhor”, contou Vivian Breiner.

Público curtindo uma tarde no Parque, próximo à Flor Solar

A eficiência energética da Flor de Sol não apenas reduz seu impacto ambiental, mas também serve como um dispositivo educacional, um exemplo inspirador de como a arquitetura pode ser projetada de maneira sustentável. Além disso, a inauguração da Flor Solar no Parque das Nações Indígenas destaca o compromisso do Grupo Energisa e da cidade de Campo Grande com a preservação ambiental e o desenvolvimento tecnológico.

Esse projeto é um marco dentro da inovação que a Agems vem trabalhando, focando na melhoria e na eficiência dos serviços, e na educação para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul. A Flor Solar une turismo com sustentabilidade e consciência ambiental para as pessoas sobre o uso da energia limpa. Estamos muito felizes com mais essa conquista e tenho certeza de que vai ser um sucesso”, diz o presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis.

Essa iniciativa não só contribui para a conscientização sobre a importância da energia limpa e renovável, mas também demonstra como é possível integrar soluções sustentáveis em espaços públicos, promovendo um futuro mais verde e resiliente. A Energisa Mato Grosso do Sul já investiu, até 2023, mais de R$ 4,13 bilhões principalmente na melhoria da qualidade e no atendimento de novos negócios que crescem ou chegam ao estado.

Completamos 10 anos de Energisa em Mato Grosso do Sul agora no mês de abril. São 10 anos de intensas transformações e contribuições com o desenvolvimento do estado. Para simbolizar esses 10 anos, estamos entregando a Flor Solar no Parque da Nações, um parque que representa um presente para todos os municípios”, disse o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Marcelo Vinhaes.

Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa MS, na inauguração da Flor Solar
Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa MS, na inauguração da Flor Solar
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Energisa MS: um retrato de 2023 e o olhar para o futuro Energisa MS: um retrato de 2023 e o olhar para o futuro

Publicada em: 15/02/2024

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Mato Grosso do Sul

Energisa MS: um retrato de 2023 e o olhar para o futuro

Como você avalia o ano de 2023 para a Energisa Mato Grosso do Sul e para o estado?
Marcelo Vinhaes: O ano de 2023 foi extremamente desafiador. Tínhamos grandes expectativas de que 2022 marcaria o fim da pandemia, mas a retomada só chegou mesmo no ano passado, com uma grande demanda acumulada. Então eu acho que 2023 foi um ano bastante acelerado. Minhas conversas com empresários daqui do Mato Grosso do Sul confirmam essa percepção geral de que 2023 foi caracterizado por um notável crescimento e investimento no estado. Na distribuidora, enfrentamos um desafio adicional devido à ocorrência do El Niño em 2023. Esse fenômeno implica em condições climáticas mais severas, com tempestades de muito vento e muita descarga atmosférica. Estamos fazendo um estudo junto com uma consultoria especializada que está mostrando que o Mato Grosso do Sul tem um clima mais parecido com os estados do Sul do Brasil do que com os seus vizinhos do Centro-Oeste. Então a gente está num estado de clima sensível, e já sabíamos que 2023 seria um ano de grandes desafios por conta das previsões climáticas.

E como a Energisa se preparou para enfrentar esses desafios?
MV:
Investimos, nos 9 primeiros meses de 2023, cerca de R$ 467 milhões (Resultado do 4º trimestre de 2023 será divulgado no dia 12 de março), focando no crescimento do estado, de modo a poder atender novas cargas, novas indústrias, novos negócios que estão vindo para o Mato Grosso do Sul. Além disso, temos um plano plurianual de investimentos em melhorias da infraestrutura da zona rural do estado. Há alguns anos, estamos fazendo novas subestações, novos alimentadores, novas linhas para atender cada vez melhor os nossos clientes de fora dos grandes centros urbanos. Acreditamos que o equilíbrio entre investimentos e tarifas é crucial, por isso buscamos dosar os investimentos para melhorar a qualidade do fornecimento sem onerar demais a tarifa de energia elétrica.

Você falou que foi um ano marcado pelo El Niño. Como isso impactou a operação da empresa?
MV:
No nosso estado, o El Niño causa 2 fenômenos principais: tempestades intensas e aumento das ondas de calor. Por conta disso, a questão da arborização urbana acaba tendo um papel importante. Vivemos num estado de clima quente, que precisa de muitas árvores, mas ao mesmo tempo, muitas árvores foram plantadas inadequadas perto da rede elétrica. Eu sou defensor de cidades arborizadas e tenho por hobby cuidar de plantas, mas são espécies exóticas que têm raízes frágeis e acabam caindo por não suportar a ventania do estado, causando grande parte dos nossos problemas de falta de energia. Temos buscado soluções, como a substituição de espécies inadequadas, para garantir a qualidade do fornecimento sem comprometer a arborização urbana.
Além disso, as ondas de calor provocam um aumento do consumo de energia, e as pessoas percebem isso em suas contas, mas ficam com muitas dúvidas. Explicamos que, nos meses mais quentes, o consumo de equipamentos de refrigeração, como geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, pode realmente dobrar, triplicar ou mesmo quadruplicar. Além do uso mais frequente, esses aparelhos também consomem mais quando a temperatura externa está maior, pois o compressor fica acionado por mais tempo enquanto o equipamento está ligado.

E os problemas de sobrecarga de energia que tivemos em Ribas do Rio Pardo e em Campo Grande? Eles já foram sanados?
MV:
Sim. Em novembro, substituímos 440 transformadores em todo o estado para garantir a estabilidade da rede. Em resposta aos desafios climáticos e ao consumo elevado, fizemos operações em Ribas do Rio Pardo, Corumbau, Dourados, Campo Grande, substituindo praticamente todos os transformadores por outros de maior potência, para regularizar a situação em definitivo.
Quando projetamos as redes de distribuição, a nossa referência são os disjuntores instalados na entrada de cada residência, ao lado do medidor. Só que as pessoas têm o hábito de aumentar a carga das suas casas, trocar esse disjuntor de entrada e não informar a Energisa. Então quando temos uma onda de calor e todo mundo liga o ar-condicionado ao mesmo tempo, acontece uma sobrecarga na rede. Para ter uma ideia, nessa onda de calor do mês de novembro, o nosso sistema atingiu um nível de carga que só estava previsto para 2025. Por isso, quando o cliente trocar o medidor de entrada da sua casa, é importante que ele informe a Energisa, através de qualquer canal de atendimento.

E para fechar, quais são as perspectivas da Energisa para 2024?
MV:
Para 2024, esperamos que o estado continue crescendo, gerando empregos e desenvolvimento. Estamos preparados para atender às demandas das novas indústrias e empresas que escolherem Mato Grosso do Sul como seu lar. Expressamos a esperança de que o El Niño seja menos impactante em 2024, permitindo uma operação mais suave e eficiente.

Nota: Este texto foi construído a partir da edição da entrevista concedida à Radio CBN em 01/01/2024.
 

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Escola de samba Igrejinha e Energisa: união de inovação e tradição Escola de samba Igrejinha e Energisa: união de inovação e tradição

Publicada em: 01/02/2024

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Mato Grosso do Sul

Escola de samba Igrejinha e Energisa: união de inovação e tradição no carnaval de Campo Grande

[Atualização] A passarela do samba, na Vila Sobrinho, foi pequena para o show que a escola Igrejinha deu, levando o enredo "Mistério: Enigmas da humanidade" que contou um pouco sobre os mistérios da humanidade desde a criação do mundo. Foi emocionante e de arrepiar ver a escola mais tradicional do Mato Grosso do Sul conquistar o 2º lugar no carnaval de 2024, ainda mais fazendo parte desse momento como patrocinadores.

Quando fevereiro vai chegando, começamos a esquentar os tamborins. Muita gente quer curtir a folia e se pergunta se o samba nasceu no Rio ou na Bahia. A resposta é incerta, mas é certo que o carnaval já se tornou uma festa nacional. Uma das provas disso é que no coração do Brasil, mais precisamente em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, pulsa a bateria de uma escola de muita tradição. Com 24 títulos no currículo, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Igrejinha ainda quer mais! Nesse carnaval de 2024, com patrocínio da Energisa, por meio da Lei Rouanet, a Igrejinha vem com fôlego renovado para retornar ao topo e buscar seu 25º título.

Fundada em 12 de maio de 1975, a Igrejinha tem história na cidade. A agremiação foi fundada por cinco amigos ferroviários, quando o trem ainda passava pela cidade. O trem se foi, mas a escola seguiu seu trilho. Hoje, os prédios históricos da antiga estação abrigam o IPHAN, um museu e a Plataforma Cultural, um espaço para ensaios e para os blocos de rua de Campo Grande. Mas como uma escola de samba ganhou nome de igreja? A Igrejinha ganhou esse nome pela proximidade com a Igreja de São Francisco de Assis e pela devoção de seus fundadores ao santo. No entanto, tão forte quanto essa ligação é a conexão da escola com outra Igreja.

Em 2014, Mariza Ocampos assumiu a presidência da Igrejinha. Mesmo com pouco tempo para preparar o carnaval de 2015, ela resolveu exaltar um braço cultural importante para a escola de samba e para a cidade de Campo Grande. O enredo “Tia Eva – lutas, crenças e sonhos” homenageava uma figura importantíssima. Eva Maria de Jesus, a Tia Eva, uma personagem fundamental para a história da cidade. Mulher forte, foi nascida escravizada e conquistou sua alforria aos 49, tendo então erguido a Igreja de São Benedito para cumprir uma promessa. Hoje, ela dá nome a uma comunidade quilombola que está intimamente ligada à escola de samba Igrejinha. Na frente da Igreja de São Benedito, podemos ver o Busto de Tia Eva, que ainda empresta seu nome ao centro de difusão da cultura afro-brasileira.

A relação da comunidade quilombola com a escola de samba Igrejinha já era antiga, muito anterior à minha chegada. Mas acho que o maior acerto foi ter escolhido esse enredo para ser o do primeiro carnaval desde que assumi. Foi um enredo que uniu toda a comunidade ao redor do nome da Tia Eva, uma pessoa tão importante para nós. Foi uma fusão entre comunidade e escola. Fomos campeões com esse enredo que tinha um belíssimo samba e isso conectou de vez a Igrejinha com a força da comunidade Tia Eva”, conta Mariza Ocampos.

Assumir ganhando um título e falando de uma história tão fundamental de lutas e transformações deixam um peso. O que fazer no ano seguinte? Mas novamente a Igrejinha fez um carnaval nota 10, dessa vez falando de outra figura importante para o carnaval da cidade: Edson Contar. Jornalista, turismólogo, poeta, compositor e roteirista, Edson compôs a conhecida Ave Maria Pantaneira e também muitos dos sambas-enredo campeões da Igrejinha.

Foi o Edson Contar que organizou o carnaval de Campo Grande. Ele compôs sambas para várias escolas, mas ele amava de paixão a Igrejinha. Eu tinha 18 anos quando consegui meu primeiro emprego e fui trabalhar na MSTur, que era a agência de turismo do Mato Grosso do Sul, capitaneada pelo Edson. Foi ali que nos conhecemos, no início dos anos 1980, foi onde entendi a paixão dele pelo carnaval e com isso acabei também me apaixonando pelo carnaval de Campo Grande”, relembra Mariza.

Desfile dos anos 80, década de ouro da Igrejinha (Foto: Acervo/Igrejinha)
Desfile dos anos 80, década de ouro da Igrejinha (Foto: Acervo/Igrejinha)

Em um ambiente usualmente dominado por homens, Mariza sempre se destacou como uma mulher atuante e dedicada à sua cidade e à sua escola de samba. No início, não foi fácil assumir a presidência. Eram seis anos sem um campeonato para a Igrejinha, a pressão era grande e a desconfiança em seu trabalho também. Mas o bicampeonato jogou para longe todo machismo e uniu a escola ao redor da celebração.

Nos últimos anos, a Igrejinha não conquistou títulos, mesmo com belos sambas. Dessa vez, ela conta com uma força extra para voltar ao topo: este é o primeiro ano em que a Energisa patrocina a escola, uma injeção de ânimo no já agitado ambiente da agremiação.

A nossa escola trabalha com voluntários. Temos um apoio da prefeitura para o carnaval, mas não cobre todos os nossos gastos. A comunidade participa ativamente e está muito feliz com essa parceria. O patrocínio da Energisa já é uma vitória, mas queremos mais. A escola toda sente que há uma força no ar, a energia da Energisa trouxe uma vibração diferente para esse carnaval”, conta Mariza.

Para 2024, a Igrejinha prepara um enredo que fala de grandes mistérios: “Mysteryum: Enigmas da humanidade” é um samba-enredo que vai passar por grandes pontos enigmáticos da história humana, do antigo Egito ao destino de Cleópatra, da promessa do El Dorado à Arca da Aliança. Mas, como diz o samba, não importam os segredos de Atlântida “o rumo da alma quem sabe dizer? / Mas uma certeza vai se confirmar: / Igrejinha, eu vivo pra você!”.

O samba desse ano está belíssimo, empolgante! Falamos de temas universais, sobre mistérios nunca solucionados e sobre questões filosóficas da humanidade. Não posso contar muito porque guardamos segredos para o dia do desfile. Mas posso adiantar que nossa comissão de frente vem linda, falando de ciência e fé: mostrando a origem do universo com uma grande explosão, mas também se voltando para a fé”, anima-se Mariza Ocampos.

Se você é de Campo Grande e quer mostrar seu amor pela vermelho-e-branco, a programação até o carnaval é intensa. Siga as redes sociais da Igrejinha e veja todos os detalhes da programação. Toda terça, quinta e sábado tem ensaio de bateria; quarta e domingo tem ensaio com carro de som; e no sábado dia 03/02, o ensaio geral para o desfile de carnaval. Venha curtir o carnaval de Campo Grande com a energia da Igrejinha e da Energisa.

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O renascer dos tuiuiús: a ave-símbolo do Pantanal volta para casa O renascer dos tuiuiús: a ave-símbolo do Pantanal volta para casa

Publicada em: 21/11/2023

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Mato Grosso do Sul

O renascer dos tuiuiús: a ave-símbolo do Pantanal volta para casa

Em um ponto da BR-262 no caminho para a cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, um ipê alto e imponente servia de morada para um ninho de tuiuiús. A ave-símbolo do pantanal, com seu rosto negro, papo vermelho e asas brancas de quase 3 metros de envergadura, impressiona em seu voo e na construção de seus ninhos na copa das árvores. Em 2020, uma série enorme de queimadas destruiu 4,5 milhões de hectares na região do Pantanal, destruindo a vegetação e desalojando a fauna pantaneira. A tragédia sem precedentes acertou em cheio uma das mais famosas casas dos tuiuiús.

Por ser tão famoso, o ninho e o ipê eram pontos turísticos da região, tombados como patrimônio histórico do município. A destruição de toda essa área pelo fogo deixou os tuiuiús sem ninho e os moradores locais desolados. As queimadas podem acontecer por fenômenos naturais e também por ação humana, mas em 2020 os números foram os maiores já registrados. Naquele momento, municípios, o estado e o país não estavam preparados para enfrentar os incêndios da maneira necessária. Em meio a essa crise, foi criado um comitê de prevenções de queimadas, com coordenação do governo do estado do Mato Grosso do Sul e participação da Energisa, que se mantém até hoje. A Energisa não vem poupando esforços para evitar que os incêndios aconteçam, participando ativamente desse processo de prevenção e recuperação das áreas atingidas. E as ações vêm dando resultado. 

Uma dessas ações contou com a ajuda de Rodolfo Pinheiro, gerente de construção e manutenção na Energisa Mato Grosso do Sul, e trouxe de volta a ave-símbolo do Pantanal para uma paisagem conhecida. Nascido em Corumbá, Rodolfo viu o famoso ninho dos tuiuiús ainda criança. Ele guarda na memória quando a família, saindo ou voltando de férias, parava às margens da rodovia para admirar e fotografar o voo e os pousos dos pássaros no alto ninho. Quando o ipê que servia de casa para os tuiuiús queimou, a tristeza foi geral. Rodolfo não poderia imaginar que faria parte do time que traria as aves de volta.

O antigo ninho dos tuiuiús no ipêO antigo ninho dos tuiuiús no ipê

A ideia veio através do pesquisador Walfrido Tomás, da Embrapa Pantanal, e da pesquisadora Neiva Guedes, do Instituto Arara Azul: criar um ninho artificial, da mesma forma como é feito na Europa com as cegonhas, que são aves da mesma família dos tuiuiús. O contato com Rodolfo e a Energisa se deu por conta da tecnologia de construção de altas torres e de estruturas metálicas, que poderiam colocar o ninho na altura certa para os pássaros se readaptarem.

– Quando teve a queimada, a gente ficou muito consternado, foi muito triste.  Para mim, pessoalmente, e para as pessoas que conhecem. Quando eles vieram falar comigo, eu pensei, “é muita loucura isso”, porque eu estava como gerente do departamento de construção e manutenção e caiu na minha mão (junto com o meu time, óbvio) um negócio que se relacionava com meu tempo de moleque, que eu tirava foto e admirava. Ter essa possibilidade de ajudar na restauração foi algo fantástico, uma sorte para mim – contou Rodolfo.

A tecnologia da Energisa foi fundamental para viabilizar a ideia. Além da alta torre, o time de Rodolfo partiu dos desenhos de Walfrido para construir uma estrutura metálica octogonal em formato de taça, que serviria de apoio para os pássaros e seu ninho. Como alguns postes da Energisa no Pantanal já são ocupados por ninhos de aves, a equipe sabia que o material era seguro para abrigar os tuiuiús. Apesar de próximo à rodovia, o local era de difícil acesso por conta de um barranco. Sem auxílio de caminhão, trator ou escavadeira, a furação e fixação do poste foi toda feita manualmente pelo time da Energisa. Sempre com a supervisão da Embrapa, o poste foi colocado no local e a uma altura próxima daquela do ninho original. 

- Quando a ideia surgiu, levei o projeto para a Fundação de Meio Ambiente do Pantanal do município de Corumbá. Foi tudo muito rápido e a Energisa abraçou o projeto naquele momento difícil das queimadas. Acompanhamos a instalação para que o ninho ficasse no mesmo local e na mesma altura do original. Os tuiuiús são fiéis aos locais dos ninhos, que são estratégicos para eles por conta do acesso aos alimentos e recursos para a subsistência – conta Walfrido.

A instalação do ninho foi concluída em 2020, e chegou a ser notícia no Jornal Nacional. Mas aí veio a ansiedade: será que algum tuiuiú iria regressar? Será que escolheriam aquela estranha estrutura metálica para voltar a construir seu ninho ao lado da rodovia, naquela área já tombada pelo patrimônio histórico? Em pouco tempo, os técnicos da Energisa fotografaram a volta dos tuiuiús. A ave-símbolo do Pantanal voltava a ocupar o seu lugar, adotando o ninho artificial com vista panorâmica para a maior planície alagável do planeta. Uma enorme emoção para todos os envolvidos no projeto.

– É um momento muito gratificante! Conseguimos confeccionar o ninho que antigamente ficava ali na piúva e foi queimado nas queimadas do ano passado. Está aqui, missão cumprida! O casal de tuiuiús aceitou o ninho artificial – comemora Emerson Leite, técnico de redes e linhas da Energisa MS.

Além do regresso das aves, outro enorme feito foi confirmado no dia 08 outubro de 2023. Pela primeira vez, filhotes de tuiuiú nasceram em um ninho artificial. Avistados por biólogos da Birdwatch no Pantanal, o acontecimento torna o projeto um sucesso completo e mostra como a união de políticas ambientais, boas ideias, investimento e tecnologia pode fazer a vida renascer em áreas afetadas pelo fogo ou pela ação humana.

 - Foi muito importante ver a volta dos tuiuiús e a reprodução no ninho artificial. A espécie ocorre do sul dos EUA até o norte da Argentina e esse é um projeto pioneiro que passa uma grande mensagem sobre o impacto ambiental de ações humanas equivocadas. E também serve como um monumento, tanto para lembrarmos dos nossos erros, como para mostrar a resiliência da natureza e como ações humanas conjuntas e acertadas podem trazer impacto positivo – reflete Walfrido.

Primeiro registro dos filhotes de tuiuiús recém-nascidosPrimeiro registro dos filhotes de tuiuiús recém-nascidos

A construção do ninho também envolveu toda a sociedade e a comunidade local. Um grupo de Facebook foi criado, em que turistas e moradores postavam fotos para ajudar a monitorar a ambientação dos pássaros ao ninho. 

- Envolvemos a sociedade através do que chamamos de ciência cidadã, quando a comunidade municia os pesquisadores com fotos e relatos sobre um determinado acontecimento. O ninho original nunca falhou em reproduzir novos tuiuiús. Um ano antes do incêndio, 5 novas aves haviam nascido. Por conta da seca em 2021 e 2022, os tuiuiús não se reproduziram. Então ver em 2023 que o ninho artificial é capaz de abrigar e dar espaço para a reprodução das aves é algo maravilhoso – emociona-se Walfrido. 

A ação do ninho é simbólica pelo que representa a ave para o Pantanal, mas as preocupações e ações ambientais da Energisa não param por aí. Durante as queimadas, a Energisa doou EPIs (equipamentos de proteção individual) e combustível para as brigadas de incêndio, além de alimentos para os animais desalojados pelo fogo que foram resgatados em situação de vulnerabilidade. Além disso, a Energisa também participa do projeto Abrace o Pantanal, que treina uma inteligência artificial para identificar focos de incêndio e proteger o pantanal matogrossense. Por fim, o investimento em agroflorestas, em parceria com o Instituto Homem Pantaneiro, na Serra do Amolar, ajuda a recuperar espécies nativas para replantio em áreas afetadas por queimadas.

- As araras azuis fazem seus ninhos na cavidade das árvores, os tuiuiús na copa. Temos muita experiência com ninhos artificiais de araras. Ver esse ninho artificial dos tuiuiús refeito no mesmo local do ninho histórico é, além de todos os outros benefícios, uma ação educacional importante, para que sempre lembremos da importância da preservação das espécies e do meio ambiente – afirma Neiva Guedes.   

Esse conjunto de ações torna ainda mais importante e impactante a volta do ninho dos tuiuiús ao seu local de origem. Com a ideia dos pesquisadores, o suporte da Energisa e um time técnico capacitado, a persistência e a energia regenerativa da natureza encontraram os caminhos para um voo feliz de volta ao lar.

Confira a seguir, a reportagem da TV Morena, com lindas imagens do ninho dos tuiuiús: 

Fotos: Walfrido Tomas

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