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A flor da eficiência energética no Parque das Nações Indígenas A flor da eficiência energética no Parque das Nações Indígenas

Publicada em: 22/05/2024

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Mato Grosso do Sul

A flor da eficiência energética no Parque das Nações Indígenas

O Parque das Nações Indígenas (PNI), localizado no bairro do Prosas, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, é uma das joias da cidade. Com mais de 1 milhão de metros quadrados, o parque é um espaço vital para o lazer e o turismo na cidade, oferecendo uma variedade de atividades recreativas e culturais para moradores e visitantes. Com uma enorme área verde, incluindo áreas de mata nativa e um lago central, o PNI abriga museus e celebra a força e a diversidade dos povos originários.

Além de toda essa importância e todas essas atrações, o parque ganhou uma nova estrela. Desde o dia 30 de abril, quem passeia pelo PNI pode encontrar a Flor Solar, um monumento de design, beleza, arquitetura e engenharia em nome da eficiência energética no centro oeste do Brasil. Essa iniciativa, aliando preservação ambiental e inovação tecnológica, tem o patrocínio da Energisa, que investiu R$ 600 mil no projeto, como parte do Programa de Eficiência Energética da ANEEL.

Quem “plantou a semente da flor” foi a Agems, Agência de Regulação de Serviços Públicos do MS. A ideia foi prontamente abraçada pela Energisa que, em parceria com o Governo do Estado e a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, tornou o projeto possível.

A Flor Solar tem 5 metros de diâmetro e 12 enormes pétalas de placas solares. Com painéis fotovoltaicos estrategicamente integrados à sua estrutura, ela simula o movimento de heliotropismo de um girassol, virando-se para buscar sempre a melhor incidência do sol, abrindo-se durante o dia e fechando-se à noite. Sua forma única e elegante harmoniza-se perfeitamente com o ambiente natural do parque. No entanto, o que a torna ainda mais especial é seu sistema de captação e aproveitamento de energia solar.

A otimização de geração de eletricidade faz com que o equipamento produza até 40% mais energia do que um sistema de energia solar convencional. Essa eletricidade é utilizada para alimentar a iluminação interna e externa da estrutura, bem como para outras necessidades funcionais, como carregar tablets e celulares de quem frequenta o Parque das Nações. Esses pontos de recarga funcionam mesmo à noite, quando a Flor está fechada.

Estação de carregamento ao lado da Flor Solar

O engenheiro especialista em eficiência energética Emerson Nantes, que liderou a equipe da Energisa responsável pelo projeto, é um dos maiores entusiastas da Flor Solar. O Espaço Energia, que desde 2015 promove ações educativas sobre eficiência energética com escolas públicas e privadas, agora passará a levar estudantes ao Parque das Nações e à Flor Solar, ampliando ainda mais uma iniciativa que já recebeu mais de 60 mil pessoas ao longo de quase 10 anos.

A Flor Solar surgiu como um projeto dentro do Espaço Energia, que funciona aqui em Campo Grande. Mas a Flor precisava de um local especial para ela. Junto com o governo, decidimos pelo Parque, que é um cartão-postal da cidade. A Flor produz 400 kWh mensalmente, o que seria suficiente para abastecer 2 casas, de acordo com a média de consumo do nosso estado. Ela ainda acumula carga em um banco de baterias, que alimenta todo o entorno durante a noite. Por fim, ela conta com um mecanismo de proteção especial: quando os ventos estão fortes, ela fecha as pétalas para se proteger, o que garante longevidade para a estrutura”, contou Emerson Nantes.

Vivian Breier é arquiteta e trabalha há 8 anos como parceira da Energisa em projetos realizado pelo departamento de Eficiência Energética. Foi ela a responsável pelo desenho do projeto da Flor Solar, em Campo Grande. O local foi escolhido por ser próximo ao lago, um ponto de observação do belíssimo pôr do sol. Por já ser um espaço aberto, não foi necessária a remoção nem poda de nenhuma árvore para o plantio da Flor. Todo paisagismo foi pensado com a fauna nativa da região e o jardim que rodeia a Flor é repleto de cambarás, uma flor conhecida por atrair borboletas, o que deixa o ambiente ainda mais vívido. A base de concreto, em forma de banco circular, eleva a Flor Solar e a deixa livre para se movimentar na busca pelo sol.

Pensamos no entorno da Flor Solar como um espaço acolhedor, para dar a real noção de que ela está viva dentro do Parque. As pedras portuguesas fazem o desenho de pétalas ao redor do monumento, mas muita gente vê velas ou pessoas de mãos dadas. Os quiosques em volta, com bancos curvos e mesinhas, são um convite para o pessoal tomar um tereré e contemplar a natureza. Todos eles têm pontos de energia alimentados pela energia solar. Acho a Flor um exemplo de possibilidade de energia limpa e eficiente, para pensarmos em um futuro melhor”, contou Vivian Breiner.

Público curtindo uma tarde no Parque, próximo à Flor Solar

A eficiência energética da Flor de Sol não apenas reduz seu impacto ambiental, mas também serve como um dispositivo educacional, um exemplo inspirador de como a arquitetura pode ser projetada de maneira sustentável. Além disso, a inauguração da Flor Solar no Parque das Nações Indígenas destaca o compromisso do Grupo Energisa e da cidade de Campo Grande com a preservação ambiental e o desenvolvimento tecnológico.

Esse projeto é um marco dentro da inovação que a Agems vem trabalhando, focando na melhoria e na eficiência dos serviços, e na educação para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul. A Flor Solar une turismo com sustentabilidade e consciência ambiental para as pessoas sobre o uso da energia limpa. Estamos muito felizes com mais essa conquista e tenho certeza de que vai ser um sucesso”, diz o presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis.

Essa iniciativa não só contribui para a conscientização sobre a importância da energia limpa e renovável, mas também demonstra como é possível integrar soluções sustentáveis em espaços públicos, promovendo um futuro mais verde e resiliente. A Energisa Mato Grosso do Sul já investiu, até 2023, mais de R$ 4,13 bilhões principalmente na melhoria da qualidade e no atendimento de novos negócios que crescem ou chegam ao estado.

Completamos 10 anos de Energisa em Mato Grosso do Sul agora no mês de abril. São 10 anos de intensas transformações e contribuições com o desenvolvimento do estado. Para simbolizar esses 10 anos, estamos entregando a Flor Solar no Parque da Nações, um parque que representa um presente para todos os municípios”, disse o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Marcelo Vinhaes.

Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa MS, na inauguração da Flor Solar
Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa MS, na inauguração da Flor Solar
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300 mil árvores para refrescar Cuiabá 300 mil árvores para refrescar Cuiabá

Publicada em: 15/05/2024

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Mato Grosso

300 mil árvores para refrescar Cuiabá

Cuiabá, capital do Mato Grosso, ainda é carinhosamente chamada de Cidade Verde. O apelido, que vem da vegetação abundante da região, tem perdido espaço para o cimento e o crescimento urbano. Mas o projeto Verde Novo quer resgatar as raízes da cidade, trazendo de volta o verde para parques, calçadas, escolas e avenidas.

Em 2017, o Juizado Volante Ambiental, uma das únicas varas especializadas em matéria ambiental do país, lançou a iniciativa pioneira, junto com a ONG Ação Verde. Visando a preservação ambiental, o embelezamento urbano e a conscientização da população, o projeto realizava o plantio, a doação de mudas e atividades educativas para a população. Hoje, o projeto já virou um programa oficial abraçado pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT), com abrangência em Cuiabá e Várzea Grande, mas podendo ser expandido para qualquer cidade mediante solicitação das autoridades locais.

O Grupo Energisa é parceiro, apoiando o projeto desde 2019 e reafirmando o seu compromisso com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. Uma ação que não cessou nem mesmo durante a pandemia, seguindo sem ações coletivas, mas com uma distribuição de porta em porta de mais de 5.000 mudas só em 2020.

Entrega de uma muda de árvore

A Energisa é uma parceira fundamental do projeto. Não contamos com verba direta, não há custo direto nem para o TJ nem para o município. Trabalhamos com voluntários e com parceiros que doam mudas ou serviços. A Energisa chegou com muito conhecimento, ajudando também na parte educativa e de conscientização dentro das comunidades e das escolas”, conta Sergio Savioli coordenador do projeto sob a gestão do desembargador Rodrigo Roberto Curvo.

O projeto apoiado pela empresa já plantou e distribuiu mais de 190 mil árvores em Cuiabá e Várzea Grande e não pretende parar por aí. A ideia agora é, depois das comemorações dos 300 anos de Cuiabá em 2019, chegar a mais 300 mil árvores nos próximos cinco anos.

A ação, que conta com o apoio da população, visa não apenas embelezar a cidade, mas principalmente promover a conscientização ambiental e o engajamento cívico. Por meio de ações educativas em escolas e espaços comunitários, o projeto busca sensibilizar os cidadãos sobre a importância da preservação do meio ambiente e do papel de cada indivíduo na construção de uma cidade mais sustentável.

Chamamos sempre a população local para as ações de plantio que acontecem em áreas públicas na época de chuvas. Assim, ampliamos a rede de proteção dessa vegetação. Há leis que protegem a poda exagerada e o corte, mas quando a população se engaja, ganhamos muitos fiscais que defendem a natureza. Nos períodos de seca, migramos para escolas e áreas privadas, pois necessitamos de mais cuidado com as mudas nessa época. O trabalho educativo nas escolas também alimenta as crianças, que são os maiores replicadores dessas ideias para um futuro mais verde”, complementa Savioli.

Outro cuidado importante é realizar o plantio certo de espécies que não irão danificar a rede elétrica dentro de áreas urbanas muito populosas. Neste sentido, o conhecimento técnico advindo da parceria com a Energisa é valioso.

Nós temos na Energisa um valor claro que é levar energia de qualidade. Mas para fazer isso, nós sempre pensamos na sustentabilidade. Por isso, é muito importante estar junto com o Tribunal no Verde Novo. Além dos mutirões de plantio, nossos colaboradores estão recebendo mudas para plantar em casa e ainda estão participando de ações de conscientização”, afirma o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, Gabriel Alves Pereira Júnior. 

Plantio de uma muda de árvore

Um desses colaboradores é o engenheiro de operações Tiago Duarte. Conhecendo o programa por meio da Energisa, Tiago pegou sua primeira muda em 2021 e hoje se orgulha de colaborar fazendo as plantas crescerem em casa e depois replantando as de maior porte em áreas abertas.

É gratificante participar do projeto! Às vezes, nos perdemos na correria da rotina, mas cuidar de uma árvore toma menos tempo do que parece. Já plantei um ipê que não cabia mais aqui em casa e agora estou com um pé de graviola que cresceu bastante também. Ter essas árvores em casa acaba influenciando familiares e amigos, que veem como uma ação simples gera tantos resultados”, conta Tiago.

O aquecimento global é uma realidade e Cuiabá tem batidos sucessivos recordes de temperatura. O projeto Verde Novo vem em boa hora como uma ação que envolve o poder público, empresas privadas como a Energisa e toda a população em uma ação polinizadora que ajuda a mitigar um grave problema.

A Energisa não está aqui apenas para ser uma concessão de um serviço público. Ela é parceira das boas iniciativas que vão desenvolver, transformar e fazer o estado brilhar ainda mais. Se Mato Grosso tem pressa, a gente corre junto”, reforça o diretor-presidente da companhia.

Se você mora em Cuiabá ou Várzea Grande e quer conhecer mais do projeto, pode acessar o site projetoverdenovo.tjmt.jus.br, acessar o Instagram do projeto em @projeto.verdenovo e ainda entrar em contato, somente por WhatsApp, com o Disque Muda no número (65) 3648-6879.
 

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Programação dinâmica: Instituto Energisa divulga projetos selecionados Programação dinâmica: Instituto Energisa divulga projetos selecionados

Publicada em: 09/05/2024

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Brasil

Programação dinâmica: Instituto Energisa divulga projetos selecionados para ocupar seus espaços culturais

Em 2024, a Energisa inaugurou um novo formato para ocupar seus centros culturais em Cataguases, João Pessoa e Nova Friburgo. As inscrições ficam abertas em edital permanente e, a cada 3 meses, novos projetos são escolhidos para a montagem da programação. O processo de inscrição é simples, online, totalmente gratuito, e recebe propostas nas áreas de artes cênicas, literatura, audiovisual, artes visuais, inovação e música.

Essa abordagem trimestral visa tornar mais dinâmico o processo de ocupação dos espaços, garantindo a rotatividade e ampliando a diversidade de projetos. A seleção é pautada por critérios como inovação, pluralidade, acessibilidade, relevância conceitual, abrangência de público, fomento a novos talentos e originalidade.

Nesta rodada, foram aprovados 33 projetos inscritos entre que poderão usar os espaços do Instituto Energisa de forma gratuita, com apoio da equipe e uso do aparato técnico dos centros culturais. Jane Correia, uma das produtoras contempladas pelo Edital, resume os benefícios de estar entre os selecionados:

Quando nossa mostra de animação foi selecionada para o edital da Usina, subimos de patamar imediatamente. Afinal, sabíamos que seria garantido ao público, aos filmes e aos palestrantes o melhor espaço tanto em estrutura quanto em acolhimento. A Usina é um espaço tão belo quanto fundamental. É um oásis cultural para os projetos artísticos de Nova Friburgo e esperamos que continue gerando oportunidades e pluralidade."

Confira a seguir a lista completa dos projetos contemplados:

Lista de projetos selecionados

 
Conheça os Espaços Culturais do Instituto Energisa:

João Pessoa (PB) – Usina Cultural Energisa

Localizada na antiga sede da primeira subestação da capital da Paraíba, a Usina Cultural Energisa é um exemplo de ocupação cultural dos típicos galpões industriais construídos no início do século XX. 

Ao longo dos mais de 20 anos de existência, o espaço cultural já recebeu mais de 5 mil eventos, com destaque para Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport), o Prêmio Energisa de Artes Visuais, o Fest Aruanda, além de nove edições do tradicional Natal na Usina, realizado anualmente com o patrocínio do Grupo Energisa.

Quatro espaços estão contemplados neste edital: a Sala Vladimir Carvalho (palco para apresentações de teatro e música, debates, palestras e sessões audiovisuais), a Tenda da Música (que recebe performances e apresentações musicais), a Galeria de Arte Alexandre Filho (para exposições de artes plásticas) e uma área externa com jardins (ideal para feiras criativas, performances e apresentações de circo).

Cataguases (MG) - Centro Cultural Humberto Mauro e Anfiteatro Ivan Müller Botelho

O Centro Cultural Humberto Mauro foi inaugurado no ano de 2002, nas instalações do antigo Cine Machado, e hoje abriga o Cineteatro Paulo César Saraceni (palco para sessão de filmes, palestras e apresentações de teatro, música e circo),  a Galeria Zequinha Mauro (que recebe exposições de artistas locais e nacionais), além de uma Sala Multiuso. No último ano, o centro recebeu 50 diferentes ações e iniciativas culturais com um público total de 32 mil pessoas, com destaque para a realização da 1ª edição da FLICA - Festa Literária de Cataguases.

O Anfiteatro Ivan Muller Botelho, também em Cataguases, é anexo ao prédio da Energisa e ao Museu Energisa. O espaço recebe palestras, shows e apresentações de teatro, tendo promovido 10 ações e iniciativas culturais em 2022, num total de 5 mil visitantes. O charme do espaço fica por conta do teto retrátil, que pode ser aberto para transbordar a noite estrelada para dentro do evento.

Nova Friburgo (RJ) – Usina Cultural Nova Friburgo

A Usina Cultural Nova Friburgo está localizada no antigo prédio do escritório da Companhia de Eletricidade da cidade, diante da belíssima Praça Getúlio Vargas, no centro de Nova Friburgo. O centro cultural recebe mostras, cursos, palestras, debates, apresentações de teatro, música e dança. Entre os espaços oferecidos neste edital estão a Sala Maestro Joaquim Naegele (Teatro Usina), o Café da Usina, o Salão Nobre e um espaço anexo.

Serviço:

Edital de seleção de ocupação gratuita dos centros culturais 2024

  • Período de inscrição: ao longo de 2024
  • Divulgação de selecionados: 30/07 e 30/10/2024.
  • Inscrições: através do preenchimento deste formulário
  • Regulamento: confira o edital completo


 

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Harmonizando vidas: a jornada da Orquestra Jovem de Sergipe Harmonizando vidas: a jornada da Orquestra Jovem de Sergipe

Publicada em: 08/05/2024

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Sergipe

Harmonizando vidas: a jornada transformadora da Orquestra Jovem de Sergipe

A música é uma linguagem universal que transcende barreiras culturais e sociais. Aprender a tocar um instrumento não apenas desenvolve habilidades artísticas, mas também capacita os alunos a se expressarem de maneira única e autêntica, incentivando a inclusão social e profissional. É nesse contexto que a Orquestra Jovem de Sergipe se destaca como um exemplo brilhante de como a música pode unir comunidades e proporcionar oportunidades para jovens de diferentes origens. Com o apoio da Energisa Sergipe desde a sua fundação, a orquestra tem se destacado como um agente transformador na vida de mais de 600 crianças e adolescentes que já passaram pela orquestra ao longo desses anos.

O aprendizado musical estimula a expressão criativa, o trabalho em equipe e a autoconfiança, inspirando o desenvolvimento pessoal e social dos participantes. Além disso, a orquestra serve como um importante canal para fortalecer os laços comunitários e construir um ambiente mais inclusivo e culturalmente diversificado em Sergipe.

 Para a Energisa, é uma honra apoiar a Orquestra Jovem de Sergipe, que há 10 anos tem mudado a realidade dessas crianças e adolescentes, impulsionando sonhos e trazendo a esperança de um futuro melhor. Com a parceria do Instituto BANESE, temos contribuído de forma relevante com este trabalho social que vem mudando a realidade de mais de 600 crianças e jovens, viabilizando a inclusão social através da música e contribuindo para a formação de futuros cidadãos do bem”, disse Roberto Currais, diretor-presidente da Energisa Sergipe.

Um desses jovens é o professor e estudante de música Esdras Goes, de 21 anos. Esdras entrou na orquestra no ano de sua fundação em 2014, com apenas 11 anos. Não conhecia o que era uma orquestra nem o que era a música clássica, se apaixonou por esse universo e hoje é professor de violino da OJSE.

Lembro que um amigo me falou que tinha aula de música na orquestra e eu fui querendo aprender teclado. Nunca nem tinha visto um violino. Quando fiz alguns testes de aptidão musical e vi os professores tocando, fiquei encantado com o som do violino e decidi que aquele seria o meu instrumento”, conta Esdras.

Esdras Goes, violinista e professor da OJSE
Esdras Goes, violinista e professor da OJSE

 

A vivência dentro do projeto não ensinou apenas música para Esdras, abriu caminhos para muitas outras atividades e o ajudou em outros aspectos de sua vida, como na escola, por exemplo, contou o músico que hoje é aluno de licenciatura musical na Universidade Federal de Sergipe.

 

Quando entrei na orquestra, eu era um pouco desleixado na escola, mas a disciplina musical e o amor pela música me fizeram entender a importância da dedicação nos estudos, como isso pode mudar a vida da gente. Conheci muitas pessoas na orquestra, que sempre me incentivaram, além de terem aberto muitos caminhos para mim. Pude ir até o Rio de Janeiro conhecer a Orquestra Jovem do Rio. Viajar com a música é maravilhoso! Hoje, eu sonho em estudar no exterior, um sonho que Orquestra Jovem me mostrou que é possível”, disse Esdras.

Outro exemplo é a aluna de viola Layanne Rocha, que também teve a vida transformada pelo projeto. Integrante do projeto desde 2018, ela também chegou à orquestra acompanhando uma amiga, pensava em tocar violino, passou pelo coral e acabou ficando com a viola.

Um professor uma vez me disse quem não é a gente que escolhe o instrumento, é o instrumento que escolhe a gente. Fui escolhida pela viola. Através dela, eu consigo me expressar de forma muito diferente, aprendi uma nova maneira de dialogar com o mundo à minha volta. Dentro da orquestra, entre equipe e alunos, eu fiz amigos para a vida toda”, conta Layanne.

Layanne Rocha, aluna de viola da OJSE
Layanne Rocha, aluna de viola da OJSE

 

Para quem diz que a música não é uma carreira rentável e que não traz futuro, Layanne vai provando o contrário. Agora aos 21 anos, ela começou a dar aulas de viola em uma escola de Aracaju. Em julho deste ano, ela viaja para Campinas para participar de um congresso internacional de viola. Cheia de sonhos e ideias, ela quer seguir tocando cada vez mais e passando adiante aquilo que aprendeu.

 

Sempre quis ser professora. Achava que eu seria professora de história, mas agora tenho certeza de que será de música. Aprendi muito na orquestra, não só canto e a viola, mas aprendi a me conhecer melhor e a trocar com outras pessoas. Lembro que desde o início a Ada Lacerda, minha professora de coral, e o maestro Marcio Bonifácio, me olharam com muito acolhimento, um olhar de incentivo. Esse é o olhar que quero passar para os meus alunos daqui para frente”, disse Layanne.

Para celebrar os 10 anos, foi realizado no mês de março deste ano, pela Orquestra Jovem de Sergipe, um concerto comemorativo no Teatro Tobias Barreto. O repertório foi todo baseado na trajetória musical do projeto e na evolução pela qual seus integrantes passaram. Obras de Beethoven, Vivaldi e Villa-Lobos estavam entre as peças executadas no espetáculo, que fluiu do erudito ao popular.

A Orquestra Jovem de Sergipe funciona no bairro de Santa Maria, em Aracaju e atende atualmente 260 jovens, proporcionando iniciação e aprimoramento musical através do estudo de instrumentos de cordas, sopros, percussão, canto coral e musicalização. Se você tem interesse em conhecer e participar do projeto, pode entrar em contato através do perfil da orquestra no Instagram @orquestrajovemdesergipe.

Seleção de fotos da apresentação da OJSE

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