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Festival LUMI transforma Nova Friburgo em um espetáculo de luz e cor Festival LUMI transforma Nova Friburgo em um espetáculo de luz e cor

Publicada em: 03/05/2024

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 Sustentabilidade

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Rio de Janeiro

Festival LUMI transforma Nova Friburgo em um espetáculo de luz e cor

A luz é um elemento fundamental para nossas vidas, presente em nosso cotidiano tanto de forma natural quanto artificial. É através da luz que vemos o mundo a nossa volta. Sua importância também se faz presente na linguagem. “Trazer à luz” significa dar clareza e destaque a um assunto, “dar à luz” significa colocar uma criança no mundo, uma lâmpada acendendo é a imagem perfeita de uma ideia que surge.

Essa mesma luz, que nos ilumina e nos inspira, ganha um novo significado durante o LUMI - Festival de Luzes de Nova Friburgo. Entre os dias 6 e 25 de maio, a cidade na região serrana do Rio de Janeiro será palco desse espetáculo de cores e formas que irá transformar a Praça Dermeval Barbosa Moreira. O evento faz parte das comemorações dos 204 anos do município e conta com o patrocínio da Energisa.

No total, nove instalações artísticas que utilizam a luz como matéria-prima ocuparão a cidade. O festival propõe uma imersão luminosa, com um uso lúdico e criativo das luzes que transcende sua utilização cotidiana. Encontrar uma obra de arte em praça pública, onde não esperamos que ela esteja, é muito diferente de encontrá-la em um museu, um espaço já criado para essa contemplação. Com isso, a exposição busca levar novas possibilidades de reflexão ao público.

Estamos constantemente envoltos por luzes, naturais e artificiais, enquanto permanecemos fechados em nossas cavernas mentais”, destaca o curador Guto Nóbrega.

Fotos de algumas das obras do Festival LUMI

Além de oferecer um espetáculo visual, o LUMI também traz consigo o cuidado com a sustentabilidade. Todas as luzes utilizadas nas instalações são de LED, garantindo maior eficiência energética, e um sistema especial acende as obras somente durante a noite, otimizando o consumo de energia ao longo do evento. Algo fundamental para uma exposição de longa duração.

Diferente de outros festivais de luzes que duram dois ou três dias, o LUMI vai ficar em Friburgo por 20 dias. Será o mais extenso festival de luzes do país. Isso traz desafios, como a manutenção das obras, mas também abre portas para maior visitação e um pensamento artístico de longo prazo”, conta Gustavo Portella, idealizador do evento.

O Festival LUMI foi aprovado pelo Programa Energisa Cultural, que fomenta a diversidade cultural nas áreas de atuação do Grupo Energisa apoiando projetos que tenham capacidade de promover ações culturais com impacto sustentável. O perfil dos projetos apoiados é multilinguagem, abrangendo música, literatura, audiovisual, artes visuais, artes cênicas, cultura popular e festivais. Em 2023, foram aprovados 40 projetos em 10 estados, com um investimento total de R$ 18 milhões, beneficiando 180 mil pessoas. Somente em Nova Friburgo, 4 projetos foram incentivados no ano passado, com o valor total de R$ 1 milhão, por meio do Instituto Energisa (Usina Cultural).

O Festival LUMI em Nova Friburgo é uma ação cultural inovadora incrível que une arte, cultura e sustentabilidade de uma forma muito positiva. Está muito alinhado aos compromissos públicos do Grupo e conectado ao Instituto Energisa, que mantém a Usina Cultural como espaço expositivo. Esta é a nossa contribuição para o aniversário da cidade. É inspirador ver como festivais, a exemplo do LUMI, proporcionam entretenimento e beleza visual, mas também promovem valores importantes como o desenvolvimento cultural sustentável”, comenta Eduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Rio.

Alguns renomados festivais internacionais, como o Geneva Lux, na Suíça, e o Fête des Lumières, na França, serviram de inspiração para o LUMI. Em Lyon, o Fête des Lumières remonta a uma tradição do século XIX, quando a população colocou velas em vidros coloridos nas janelas para celebrar a instalação de uma estátua da Virgem Maria na cidade. Nos anos 1960, a tradição se modernizou com uma competição de iluminações de Natal nas vitrines das lojas, até chegar aos dias atuais com um show de luzes e alta tecnologia invadindo todo o espaço urbano, das calçadas às fachadas.

Em Genebra, o Geneva Lux foi criado em 2014, logo tornando-se um concorrido festival no calendário cultural da Suíça. A festa também ocupa toda a cidade com projeções mapeadas e instalações visuais interativas, unindo a arquitetura clássica com as mais modernas técnicas de iluminação.

A ideia do LUMI surgiu após minha visita ao Geneva Lux. Como friburguense, sentia falta de eventos que oferecessem experiências visuais impactantes em espaços públicos na cidade. A escolha da Praça Dermeval Barbosa Moreira se deu por sua localização estratégica, próxima ao centro comercial e à rodoviária urbana. Queremos que o público tenha um momento de contemplação e encantamento em meio à agitação do dia a dia", disse Gustavo Portella.

O Guto é uma referência em arte e tecnologia no Brasil. Chamei ele para pensar a curadoria do festival. Meu único pedido foi que a pesquisa mapeasse o município, o estado e outras regiões do país. Assim, teremos um panorama que também conta com artistas internacionais”, revelou Portella.

Venha se encantar com o LUMI e descobrir o poder transformador da luz! Para mais informações, acesse o site oficial do evento em lumifestival.com.br e acompanhe as novidades no Instagram @friburgolumifestival. Programação completa das ações culturais da Energisa no Instagram @institutoenergisa.

Serviço:

  • Datas: 6 a 25 de maio
  • Local: Praça Dermeval Barbosa Moreira, Centro, Nova Friburgo - RJ
  • Artistas participantes: Artur Cabral, Coletivo Resistência Artística (Mario Moreira, Tiago Vianna e Cherman Serafim), Diego Alberti, Fernando Velázquez, Hugo Richard e Natali Tubenchlak, Nubia Gremion, Tosth, Vamoss, Guilherme Durão e Vigas
  • Curadoria: Guto Nóbrega
  • Direção de produção: Gustavo Portella
  • Patrocínio: Energisa e Governo do Estado do Rio de Janeiro
  • Realização: FAUNO - Arte e Cultura

 

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Energisa aposta em biometano Energisa aposta em biometano

Publicada em: 30/04/2024

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 Sustentabilidade

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Santa Catarina

Energisa aposta em biometano

A economia é redonda. Pelo menos é o que asseguram os formuladores das teorias a respeito do tema nesse século XXI. Mas “redonda” seria uma boa nomenclatura? Pensando melhor, talvez não. Talvez “circular” seja um nome mais adequado.

De olho nesse conceito, que embute sustentabilidade, economia, governança e aspectos socioculturais, a Energisa está investindo R$ 80 milhões em uma unidade de biometano. Gás natural renovável, o insumo pode ser utilizado diretamente nas redes de distribuição misturado ao gás natural convencional ou, ainda, ser usado para a geração de hidrogênio, amônia e metanol.

A iniciativa vai estar sob o guarda-chuva (re)energisa, empresa do Grupo criada em 2022 para atuar no mercado livre de energia, oferecendo geração distribuída através de fontes renováveis.

É um movimento em linha com o que há de mais moderno em termos de discussão energética no planeta. Trata-se de uma matriz limpa e sustentável. E renovável. Um gás energético renovável”, explica Frederico Kos Botelho, líder de soluções bioenergéticas da (re)energisa.

Com previsão de inauguração para 2025, em Campos Novos (SC), a companhia estima produzir 25 mil metros cúbicos de biometano diariamente. E, para chegar a esse patamar, a empresa vai processar cerca de 350 toneladas de resíduos industriais, que serão fornecidos pelas companhias da região. A perspectiva é também gerar 25 empregos diretos no município e 100 postos de trabalho ao longo da empreitada.

Projeção 3D da nova usina de biometano em SC

Kos Botelho explica que o processo produtivo trata o resíduo coletado por meio de um processo de compostagem, que contém biodigestores. Como resultado, gera-se também fertilizante orgânico ou biofertilizante.

O biofertilizante, detalha o executivo, decorre da aquisição da Agric, concretizada em agosto de 2023. A compra dessa empresa de compostagem de resíduos orgânicos industriais é que vai possibilitar a produção do fertilizante orgânico.

Nosso objetivo é comercializar esse fertilizante junto aos produtores rurais da região de Campos Novos (SC), onde será erguida a operação”, acrescenta.

A aquisição da Agric, está alinhada à estratégia do Grupo de oferecer um ecossistema de soluções, sendo um fornecedor one-stop-shop para seus clientes.

Trata-se de um mercado com grandes perspectivas de crescimento, especialmente nos estados onde a Energisa já atua, que abrigam setores como o agronegócio, com alta geração de resíduos orgânicos”, acrescenta.

Mas se a perspectiva é boa para o biofertilizante, também é excelente para o biometano. De acordo com os dados que circulam entre as associações do setor, a expectativa é que a produção dessa nova fonte energética alcance 7 milhões de metros cúbicos por dia em 2029, ante os atuais 500 mil metros cúbicos, que hoje são produzidos a partir de seis plantas espalhadas pelo País. 

É importante salientar que não se trata apenas de biometano e fertilizante orgânico, mas sim de tratamento de resíduo. E, nesse sentido, o biometano alcança excelentes resultados: fomenta a produção de um gás que se renova e gera o fertilizante orgânico utilizado nas lavouras, que vão produzir os insumos para essas indústrias”, enfatiza o líder de soluções bioenergéticas da (re)energisa.

Há, no entanto, um ponto que faz muita diferença: a comparação com o gás natural. É inegável a capilaridade do gás natural no Brasil. Só que esse insumo alcança fundamentalmente a região litorânea brasileira. Pouco se dá em direção ao interior do país.

É justamente aí que o biometano tem uma avenida pela frente. Porque, além de ser renovável, o que o gás natural não é por definição, o biometano é produzido a partir de resíduos, não da exploração de poços, como no caso do gás natural. Sem contar que pode ser usado por caminhões.

Em outras palavras, é caro, por exemplo, ter um posto de gás natural veicular em alguns lugares do Brasil, porque está longe da planta processadora e custa levar o insumo até lá. Mas o mesmo não se aplica ao biometano, uma vez que se origina de resíduos industriais.

Então, essa fonte de energia descarboniza o setor de logística, porque não emite carbono, usa resíduos que normalmente seriam descartados pela indústria, produz fertilizante orgânico e, de quebra, propicia nova fonte de energia? A resposta é sim. É ou não é economia circular? É. E é verde.

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Parceria entre Energisa e Octopus Energy com foco na energia renovável Parceria entre Energisa e Octopus Energy com foco na energia renovável

Publicada em: 26/04/2024

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Brasil

Parceria entre Energisa e Octopus Energy mira na democratização de acesso à energia e em soluções energéticas renováveis

A Energisa deu mais um importante passo rumo à sua visão de protagonizar a transição energética no Brasil. O Grupo acaba de anunciar uma parceria estratégica com a Octopus Energy, uma empresa global de energia e tecnologia, que atende 54 milhões de contas de energia em todo o mundo, gerindo mais de 38 GW em 180 mil ativos de energia verde em 12 países.

O foco do acordo é a implantação de energia renovável de baixo custo em grande escala em todo o Brasil, além de cooperação e transferência de conhecimento, licenciamento de tecnologia e avaliação de possíveis joint ventures. A parceria marca a entrada da Octopus na América do Sul e pode gerar oportunidades no mercado varejista de toda a região.

A Octopus é reconhecida por sua plataforma tecnológica proprietária, o Kraken, software de energia que utiliza inteligência artificial para ligar todos os pontos da cadeia de valor da energia, desde a produção de energia renovável até às previsões meteorológicas, do armazenamento em baterias até do consumo dos clientes, o que auxilia na implementação de produtos energéticos inteligentes. Esta tecnologia garante ainda uma integração de ativos como parques eólicos, solares e baterias, o que poderá contribuir para a gestão dos parques solares da Energisa, buscando eficiência operacional e um melhor serviço para os clientes.

Além disso, o acordo pode potencializar a experiência da Energisa em tecnologia de microrredes e a sua dedicação em fornecer soluções renováveis para comunidades remotas, como na Amazônia. Com mais de 600 mil brasileiros sem acesso à eletricidade e uma parcela significativa da população em situação de pobreza energética, a iniciativa tem o potencial de beneficiar milhões de pessoas, promovendo inclusão energética e contribuindo para a redução das desigualdades sociais e ambientais.

A Octopus Energy e a Energisa estão se unindo para aprender uma com a outra, especialmente sobre como a tecnologia de ponta pode beneficiar o Brasil e como impulsionar soluções sustentáveis em comunidades afastadas. Esta é uma enorme oportunidade e pode servir de modelo para países e locais semelhantes que sofrem com pobreza energética”, comenta Greg Jackson, fundador do Octopus Energy Group.

Greg Jackson, fundador do Octopus Energy Group
Greg Jackson, fundador do Octopus Energy Group

A Octopus e a Energisa também estudam explorar outras oportunidades em conjunto, como iniciativas na distribuição de energia e a introdução de serviços de recarga para veículos elétricos, promovendo modelos de mercado mais flexíveis e acessíveis.

Estamos animados em firmar esta parceria estratégica com a Octopus Energy. Este acordo representa não apenas uma colaboração entre empresas, mas uma união de esforços em prol de um objetivo maior: impulsionar a transição energética e levar acesso à energia às comunidades que ainda não a possuem. Juntos, temos o compromisso de trocar conhecimento, explorar novas oportunidades de negócios e fazer a diferença, promovendo um futuro mais sustentável e inclusivo para o povo brasileiro” afirma Roberta Godoi, vice-presidente de soluções de energia e líder da (re)en
 

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Viva a sua potência Viva a sua potência

Publicada em: 25/03/2024

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 Sustentabilidade

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Brasil

Viva a sua potência

Potência é movimento. É a força das águas que gira as pesadas turbinas hidroelétricas e produz a maior parte da energia do Brasil. É o poder do vento que movimenta turbinas eólicas e conduz a jornada dos barcos. É o impulso que nos leva a perseguir novos horizontes.

Potência se manifesta na natureza. Na energia da água, do sol. Mas também dentro de cada um de nós. Mais do que um slogan, ‘Viva a sua potência’ é a celebração da energia das pessoas. Da determinação, do talento e da criatividade. Uma bússola norteadora, que expressa o nosso propósito de impulsionar vidas, levando energia a milhões de brasileiros, através de uma matriz limpa e sustentável”, destaca Daniel Brito, gerente de marca do Grupo Energisa.

Essa reflexão é o norte da mais recente campanha do Grupo Energisa, que busca incentivar as pessoas a desbravarem todas as suas capacidades. Um dos pilares desse movimento é o patrocínio às renomadas velejadoras olímpicas brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze, refletindo o compromisso da marca com o esporte e o desenvolvimento pessoal.

No minidocumentário produzido para a campanha, a Energisa mostra os bastidores dos treinos e convida todos a mandarem boas energias para a dupla, que quer alcançar nas Olimpíadas de Paris um feito inédito na história do esporte brasileiro: o tricampeonato olímpico.

Confira, a seguir, o vídeo na íntegra:

A Energisa é reconhecida por levar energia de qualidade a clientes em 11 estados brasileiros, mas sua atuação vai além do fornecimento de energia elétrica. A empresa também se dedica a apoiar diversas iniciativas educacionais, culturais, sociais e esportivas em todo o país, como parte de sua missão de contribuir para o crescimento e bem-estar das comunidades.

O patrocínio da Energisa à prática da vela é um exemplo notável desse compromisso. Embora não seja um esporte tão popular no Brasil, a vela foi a modalidade que mais trouxe medalhas olímpicas para o país.

Temos um desempenho excepcional comparativamente aos outros países. Ao todo, são 19 medalhas olímpicas”, destaca Ricardo Botelho, CEO do Grupo Energisa, que também é velejador.

Além de patrocinar a dupla, a Energisa também apoia o Instituto Bons Ventos, que tem o propósito contribuir para o desenvolvimento da sociedade através da prática esportiva.

O Instituto dá oportunidades para crianças que dificilmente teriam outra maneira de entrar para o esporte da vela”, conta o bicampeão olímpico de vela, Torben Grael, que também participa da campanha.

Para Botelho, a sinergia entre o esporte da vela e a Energisa está justamente na sustentabilidade, um direcionador comum para ambos.

A gente tem feito um trabalho incrível de buscar liderar a transição enérgica, e a vela talvez seja o melhor exemplo, porque todo velejador é um grande preservador do oceano”, afirma o CEO da Energisa.

Convidamos você a se juntar a nós nessa jornada de transformação. Conheça mais sobre a campanha e inspire-se para viver a sua potência ao máximo: https://www.grupoenergisa.com.br/vivasuapotencia
 

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Energisa Cultural: conheça o programa de patrocínios do Grupo Energisa Energisa Cultural: conheça o programa de patrocínios do Grupo Energisa

Publicada em: 15/03/2024

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 Sustentabilidade

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Brasil

Energisa explica: tudo o que você precisa saber sobre o programa de patrocínios Energisa Cultural

O que é o programa Energisa Cultural?
Delânia Cavalcante: O Energisa Cultural é um programa em que a gente sistematiza toda a ação de investimento cultural do Grupo Energisa. Nós trabalhamos com as leis de incentivo à cultura, tanto federais quando estaduais, e entendemos que é possível usar essa parceria com os governos para apoiar a cultural local das regiões onde atuamos.
No caso do Energisa Cultural, hoje temos um formulário contínuo de inscrição, que considero um edital, para reunir portfólios para conhecer melhor cada projeto e seus produtores. Antes dessa sistematização, recebíamos pedidos na empresa que eram analisados caso a caso. Isso não democratizava o acesso para todos, pois os critérios não eram objetivos, não havia um farol para nos nortear.
Quando a Energisa cria uma área de sustentabilidade, ela cria compromissos com a sociedade: compromissos ambientais, de governança e sociais. A cultura ficou muito forte nesses compromissos sociais. Isso é muito inspirador para uma empresa que presta serviço público e que está na ponta, junto ao cliente no território, com seus conflitos, com seus achados e com seus acertos.

Como esse trabalho vem sendo realizado nos últimos anos?
DC: Nos últimos três anos, a gente está num crescente de projetos, sempre prestigiando produtores locais e avaliando o impacto dos projetos para o público e para a economia criativa. Ou seja, além de valorizar cultura, nosso objetivo é gerar emprego e renda para esses pequenos produtores. Um exemplo é o Festival de Siriri e Cururu, uma manifestação genuína e autêntica do Mato Grosso que eu acho que a maioria do Brasil não conhece. É uma expressão cultural que mistura folclore religioso com música e dança, feita por grupos que se formam em quintais de pequenas cidades do Mato Grosso e já vão para a capital, Cuiabá. Isso tem feito muito sucesso, as pessoas gostam de assistir, é bonito.

Quais são os critérios de seleção do Energisa Cultural?
DC:
Buscamos projetos que promovam uma democratização de acesso à cultura, a diversidade, a geração de emprego e renda para grupos minoritários e a valorização da cultura local em cada canto do Brasil. Mas nos deparamos com um problema: poucas pessoas realizavam projetos culturais incentivados nas regiões mais distante do eixo Rio-São Paulo. Então, identificamos a formação como um pilar importante do programa. Começamos a oferecer cursos de capacitação em leis de incentivo para produtores locais, primeiro no Acre e depois em Rondônia. No primeiro ano, conseguimos 50 projetos inscritos no nosso edital, no segundo ano, já fomos para mais de 160.
Um projeto de Rondônia que conquistou o nosso patrocínio foi o Festival Amazônia Encena, uma iniciativa bonita que levou vários grupos de teatro para se apresentarem em cidades do interior de Rondônia. Eram grupos desconhecidos pela plateia, mas que fizeram grande sucesso com apresentações em praça pública. Isso é muito rico.
No ano passado, fizemos um segundo curso maior, para o Brasil inteiro, e hoje os produtores participam de uma mentoria com essa equipe para o desenvolvimento de projetos. Então, a linha de formação do Energisa Cultural é muito importante.

O edital é somente para produtores locais das regiões onde a Energisa atua?
DC: A gente apoia prioritariamente o produtor cultural do local, mas um produtor de São Paulo pode entrar no Energisa Cultural sim, desde que entenda que ele precisa fazer uma ponte com o produtor local para levar sua expertise adaptando o projeto para realidade regional.
Por exemplo, neste ano vamos patrocinar um projeto chamado Academia de Música do Cerrado, em Barra do Garças/MT. É iniciativa de inclusão social de um músico experiente que voltou para sua terra e queria ajudar a formar a próxima geração de músicos. Ele foi o primeiro projeto de Barra do Garças a ser inscrito e aprovado na Lei Rouanet. A cultura pode transformar esses pequenos municípios e temos orgulho de poder ser esse elo, conectando os recursos e o apoio necessários para fazer com que esses projetos se tornem realidade e impactem positivamente as comunidades locais.

Quais linguagens culturais são patrocinadas pela Energisa?
DC:
A Energisa patrocina uma variedade de linguagens culturais, buscando apoiar as manifestações locais. Isso inclui festivais de cultura popular, que têm se destacado recentemente, além de outros segmentos de expressão cultural. Atualmente, não temos uma preferência específica por uma determinada linguagem, pois nosso objetivo é apoiar e promover a diversidade cultural em todas as suas formas.

Como a Energisa atua para apoiar os projetos patrocinados?
DC:
Atualmente, estamos oferecendo mentoria aos melhores projetos para ajudá-los a se desenvolver. Não garantimos a aprovação, mas se a ideia for boa, ajudamos a torná-la realidade. Além disso, por vezes também convidamos os produtores para se apresentarem nos espaços mantidos pelo Instituto Energisa, que é aberto o recebimento de projetos culturais diversos, sejam eles patrocinados ou não pela nossa empresa.

Como inscrever um projeto para se apresentar nos espaços do Instituto Energisa?
DC: O instituto mantém um edital de ocupação aberto em fluxo contínuo para ocupação dos nossos centros culturais João Pessoa/PB, Nova Friburgo/RJ e Cataguases/MG. O edital está no site da Energisa e divulga uma nova rodada de programação selecionada a cada trimestre. É tudo muito fácil e intuitivo para não criar dificuldades, mas é claro que estamos num processo de construção e vamos melhorando a cada dia.
Nessa última rodada, tivemos 60 inscrições e aprovamos 48 projetos culturais. A Paraíba acaba concentrando mais projetos por ser uma capital, mas também temos uma cena musical vibrante em Nova Friburgo/RJ, onde a nossa Usina é um dos espaços culturais mais reconhecidos da cidade. Já Cataguases acaba sendo mais voltada para o teatro e o cinema, por conta do Polo Audiovisual da Zona da Mata Mineira.
Para os projetos selecionados, oferecemos toda a estrutura necessária para se apresentarem na Usina: som, luz, equipe técnica, assistente de produção. Queremos proporcionar uma oportunidade única para os artistas apresentarem seu trabalho em um ambiente profissional e acolhedor. Espero que todos compreendam o que estamos pedindo e façam parte dessa parceria conosco.

Serviço:

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Usina Cultural Energisa Nova Friburgo reabre com exposição e teatro Usina Cultural Energisa Nova Friburgo reabre com exposição e teatro

Publicada em: 29/02/2024

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Rio de Janeiro

Usina Cultural Energisa Nova Friburgo reabre com exposição e temporada teatral

A Usina Cultural Energisa Nova Friburgo retornou às atividades na sexta-feira, 23 de fevereiro, com a entrega da reforma do teatro da Usina aos artistas e à população de Friburgo. Localizada no antigo prédio do escritório da Companhia de Eletricidade da cidade, a Usina conta com duas galerias, um teatro e um café, sendo um dos principais espaços culturais da cidade. O Instituto Energisa, responsável pela manutenção dos espaços culturais da Energisa, mantém aberto um edital de ocupação pra quem quiser propor projetos.

Exposição UnoDiverso (projeto Resistência Artística)

O projeto Resistência Artística abriu as atividades do ano com a exposição UnoDiverso, que segue em cartaz por tempo indeterminado. Em 2022, o projeto já havia se destacado com uma temporada de intervenções artísticas em homenagem à Semana de Arte Moderna de 1922, levando mais de 20 mil pessoas para a Usina. No ano passado, a mostra Tecnoscópio: Observatório Digital apresentou um panorama da arte digital em diálogo com novas tecnologias, com experiências multissensoriais e sinestésicas entre imagens, sons, movimentos e luzes. Desta vez, o primeiro piso do espaço recebeu um novo layout cenográfico para proporcionar uma experiência renovada para a exposição, que mescla técnicas de pintura, fotografia e colagem. Com a curadoria de Mario Massena, Mario Moreira e Tiago Vianna, a mostra apresenta a produção de oito novos artistas da região, selecionados por meio de um edital: Ana Carolina Turque, Ana Paula Marques Mikoczak, Bruna Dias, Charles Zippi, Flora Lis, Guilherme Caetano, Jhasmyna e Rui Possodelli, além da artista convidada Elis Pinto.

O projeto Resistência Artística tem a capacidade de inovar e diversificar a produção de artes visuais na região serrana e tem total sinergia com a proposta curatorial do Instituto Energisa para a região. Foi um projeto que conseguimos mobilizar, criar vínculo e parceria. Assim, a Energisa contribui diretamente para o desenvolvimento sustentável de Nova Friburgo. Com a abertura da exposição UnoDiverso, incentivamos novos talentos, a produção cultural impulsionando economia criativa”, comentou Eduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Rio.

A abertura da temporada teatral ficou por conta do Usina Viva, projeto que já realizou uma série de ações no ano passado, como o badalado Festival de Verão, retornando agora com uma série de espetáculos e cursos na Usina Cultural Energisa.

A peça Todo o tempo do mundo, dirigida por Bernardo Dugin (adaptada do texto do autor Luis Erlanger), teve uma apresentação única, acompanhada de oficina com os atores Tânia Noguchi e Bernardo Dugin. O fim de semana também contou com a oficina “Elaboração de projetos culturais”, com Cris Campos, professora do Departamento de Arte e Produção Cultural da UFF, numa oportunidade de formação gratuita e de qualidade para quem quer aprender a colocar em prática suas propostas cultuais.

No começo de março, o ator Tomás Braune inicia o seu curso de teatro, com aulas duas vezes por semana (terças e quartas, de 19h às 21h) até julho. Através da elaboração de partituras corporais e células coreográficas, cada participante criará um pequeno solo, a ser apresentado ao fim do curso. Tomás é formado em Direção Teatral pela UFRJ, é escritor e criador do projeto Laboratório de atuação teatral, e integrou o elenco da Armazém Companhia de Teatro e da Companhia Volante, ambos sediados no Rio de Janeiro, e da Cia. Pia Fraus, de São Paulo.

O ator e professor Tomás Braune
O ator e professor Tomás Braune

O Usina Viva retorna com força em 2024 com nossa programação de formação, que é a base do nosso trabalho. O curso de teatro com Tomás Braune propõe um resgate dos cursos da atriz Daniela Santi, que formou muitos artistas na região, inclusive o próprio Tomás”, destaca Guilherme Rezende Jr., produtor responsável pelo projeto.

Nas próximas semanas, a Usina recebe ainda as audições do filme Primeira Lei, dirigido por Murilo Azevedo, nos dias 06 e 07 de março de 2024, às 19h30. O evento irá promover discussões sobre o filme e a produção audiovisual.

Para quem tem interesse em se apresentar na Usina, o Instituto Energisa segue aberto para o recebimento de projetos de ocupação gratuita dos seus espaços. Artistas e produtores podem enviar suas propostas a qualquer momento, com resultados de seleção sendo divulgados a cada trimestre. O edital e o formulário estão disponíveis no final desta página.

Para mais informações sobre a programação completa da Usina Cultural, siga a página do @institutoenergisa.

Serviço:

  • Exposição UnoDiverso

    Data: a partir de 23/02/2023 (de terça a sábado)

    Horário: das 13 às 20h

    Entrada gratuita

    Classificação livre
  • Curso de teatro com Tomás Braune

    Data: de 05/03/2024 até julho

    Horário: terças e quartas às 18h

    Inscrições: formulário de inscrição
  • Audições do filme Primeira Lei, de Murilo Azevedo

    Data: 06 e 07/03/2024

    Horário: 19h30
  • Edital de seleção de ocupação gratuita dos centros culturais 2024

    Período de inscrição: ao longo de 2024

    Divulgação de selecionados: 30/04, 30/07 e 30/10/2024.

    Inscrições: através do preenchimento deste formulário

    Regulamento: confira o edital completo
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Energisa impulsiona talentos da vela brasileira Energisa impulsiona talentos da vela brasileira

Publicada em: 05/03/2024

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Energisa impulsiona talentos da vela brasileira

Após uma trajetória de sucesso que culminou com o bicampeonato olímpico nas Olimpíadas de Tóquio 2020, as velejadoras brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze estão mirando ainda mais longe: uma terceira medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris em 2024, feito que ainda não foi conquistado por nenhum atleta olímpico brasileiro.

A jornada de Martine e Kahena é marcada por uma dedicação incansável e por um histórico de sucesso que as colocou entre as maiores atletas da vela mundial. Filhas dos renomados Torben Grael e Cláudio Kunze, respectivamente, as velejadoras trilharam um caminho de conquistas desde o início de suas carreiras. A mais recente veio nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, evento em que elas asseguraram a classificação para as Olimpíadas de Paris 2024.

Martine e Kahena contam com o suporte renovado da Energisa, que reconhece o potencial dessas atletas excepcionais. O patrocínio fornece os recursos necessários para treinamento, desenvolvimento de talento e competição em alto nível, e é um símbolo do compromisso do Grupo com o esporte.

A vela é a modalidade que mais trouxe medalhas de ouro para o Brasil em Olimpíadas, num total de 19 medalhas, sendo 8 de ouro. As competições em Paris 2024 acontecerão entre os dias 28 de julho e 8 de agosto, na Marina de Marselha. Neste ciclo olímpico, elas lidam com o desafio de se adaptar às mudanças nos equipamentos da classe com um tempo de preparação mais curto, já que as Olimpíadas de Tóquio 2020 aconteceram no ano seguinte por conta da pandemia.

Além de impulsionar a jornada das bicampeãs olímpicas, a Energisa também investe no futuro da vela brasileira através do apoio à vela jovem. Uma das iniciativas apoiadas pela empresa é a equipe formada por Joana Gonçalves e Gabriela Vassel, talentos que recentemente conquistaram o título na classe 420 feminino do Mundial da Juventude 2023 – mesmo feito conquistado por Martine e Kahena no início de suas carreiras, em 2009. Joana e Gabriela são algumas das mais promissoras apostas no futuro da vela brasileira, e a Energisa está orgulhosa de apoiá-las em sua jornada rumo ao sucesso.

Além do patrocínio a talentos individuais, a Energisa também apoia iniciativas que visam fortalecer a base do esporte, como o patrocínio ao programa da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), contribuindo para o fomento da modalidade desde a sua raiz.

Num mundo onde os desafios nos testam a cada virada de vento, os atletas da vela personificam a coragem e a determinação em superar dificuldades e chegar cada vez mais longe. Um esporte que serve de inspiração para o Grupo Energisa e seus colaboradores seguirem desbravando novos horizontes.

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Instituto Energisa divulga projetos selecionados em centros culturais Instituto Energisa divulga projetos selecionados em centros culturais

Publicada em: 09/02/2024

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Brasil

Instituto Energisa divulga programação selecionada para seus espaços culturais

A Energisa patrocina a cultura brasileira nos mais diversos cantos do país. Os espaços culturais sediados em Cataguases (MG), Nova Friburgo (RJ) e João Pessoa (PB) são palcos importantes das cenas locais de arte e cultura em suas cidades e recebem centenas de atrações ao longo do ano.

Para atrair novos projetos e diversificar ainda mais a sua programação, o Instituto Energisa lançou um edital de ocupação dos seus centros culturais, que acaba de divulgar a primeira lista de selecionados para a programação deste ano.

Nesta chamada, foram selecionados 48 projetos para a programação dos centros culturais, sendo 10 projetos para o Centro Cultural Humberto Mauro e o Anfiteatro Ivan Müller Botelho em Cataguases (MG), 15 projetos para a Usina Cultural Nova Friburgo (RJ) e 23 projetos para a Usina Cultural Energisa em João Pessoa (PB).

A diversidade de linguagens e de temas são pontos importantes dos projetos selecionados, mostrando a força criativa de nossas expressões culturais. Artes cênicas, dança, música, artes visuais, literatura, cursos, oficinas e feiras criativas ocuparão os espaços geridos pela Energisa, tocando em pontos fundamentais como as culturas populares, a arte urbana, lutas feministas, movimento negro e dos povos indígenas.

A primeira chamada pública do nosso primeiro edital de ocupação estruturada foi uma agradável surpresa, pois descobrimos projetos com uma grande variedade cultural e de ideias. Todos têm em comum a questão da diversidade, a democratização do acesso e a valorização da produção regional. Temos grandes expectativas, pois os primeiros selecionados chamaram a atenção pela qualidade técnica e estética, e pela vontade dos produtores de participar e estar dentro dos centros culturais – conta Delania Cavalcante, coordenadora de investimento social do Grupo Energisa.

Selecionamos um projeto de cada cidade para que você possa conhecer alguns destaques da nossa programação. São eles: a II Djaniras – Mostra de Cinema Feminino, a peça teatral Dasdô e Imaculada e o espetáculo multilinguagem Não é Tão Preto no Branco.

II Djaniras – Mostra de Cinema Feminino

A mostra Djaniras, organizada por Adriana Soares, acontecerá em João Pessoa em maio e traz um panorama das produções cinematográficas femininas no Brasil. O festival conta com duas mostras competitivas de curtas metragens? a mostra “Margaridas”, para realizadoras paraibanas, e a mostra “Acácia”, de caráter nacional. Projeções especiais também estão previstas dentro das mostras “Campo em Flor”, focada no cinema infantil, e a “Benvenuty”, com temáticas LGBTQIAPN+. Ainda acontece a mostra especial “Aroeira”, trazendo um panorama de uma cineasta brasileira e, por fim, a mostra “Benedita”, com uma homenagem a uma atriz do cinema do Nordeste. Todas as mostras competitivas são de júri popular, então quem for ao cinema poderá votar em seus filmes preferidos.

Além de toda essa rica filmografia, o evento também apresenta debates com realizadoras e oficinas para mulheres que queiram se aperfeiçoar em diversas funções dentro de um set de filmagem como, por exemplo, a assistência de direção.

O nome Djaniras surge da confluência de afeto, ancestralidade e resistência. Djanira é o feminino que tem intimidade com a insurreição. O cinema feminino realizado por diretoras, roteiristas e produtoras deve ser valorizado e divulgado, porque garante um olhar plural da nossa cultura – defende Adriana Soares, diretora da mostra.

Cartaz da mostra Djaniras

Dasdô e Imaculada

Em Cataguases, uma peça encenada por dois atores locais volta aos palcos. Dasdô e Imaculada é uma comédia de costumes criada por Marco Andrade e Carlos Augusto Martins. Encenada pela primeira vez há 35 anos, a peça volta à cidade em um novo episódio: o retorno das lavadeiras Dasdô e Imaculada contando suas desventuras no Rio de Janeiro e em Ribeirão Preto. Além do texto inteligente e bem-humorado, o espetáculo também conta com improvisação e participação da plateia.

Temos um roteiro que escrevemos para a peça, um texto-base que serve de guia, mas cada apresentação é diferente, porque usamos muito de improvisação e da interação com a plateia no nosso trabalho – conta Marco Andrade, um dos criadores da peça.

Marco Andrade e Carlos Augusto Martins, atores de Dasdô e Imaculada

Não é Tão Preto no Branco

Voando para Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, muita coisa vai acontecer na Usina Cultural Nova Friburgo. Um dos destaques é o espetáculo multilinguagem Não é Tão Preto no Branco, que conta com a concepção e realização de João Leonardo junto com a Banda Baderna.

O nome do espetáculo já mostra que as divisões não estão claras e que a apresentação prioriza e baseia-se na mistura de histórias, temas e linguagens para criar um espetáculo musical que conta também com declamação de poesia, projeção de vídeo, tudo em um ambiente cênico ritualístico.

Quando pensei no teatro, não quis fazer um show de rock comum, porque as pessoas estão sentadas, não podem dançar. Então aproveitei dessa concentração para pensar em um espetáculo que falasse do Brasil, começando no período anterior à chegada de Cabral, dando um pulo no futuro e terminando no presente. Contamos através de muitas linguagens essa história da mistura do povo brasileiro – explica João Leonardo, diretor do espetáculo.

O show multilinguagem conversa com as ideias de antropofagia da emblemática semana de 1922 e trabalha referências que vão da tropicália ao pensamento de Darcy Ribeiro, imaginando a América Latina como uma nova etnia, fruto da mistura de muitos povos do mundo todo. Tudo isso em um ambiente ritualístico que mistura a Grécia antiga, a umbanda e o poder místico da alquimia da idade média.

O espetáculo Não é Tão Preto no Branco
Foto: Gabriel Soares

Edital de ocupação segue aberto para novos projetos

O edital de ocupação dos espaços também deixou excelente impressão nos participantes, tanto pela importância desses centros culturais para suas cidades e regiões, quanto pela facilidade na inscrição e boa comunicação com o time da Energisa.

Vale dizer que foi um edital muito simples de participar, com o pessoal da Energisa sempre solícito, respondendo a gente. Um edital que permite que produtores locais ocupem esse importante espaço cultural da cidade – comemorou Adriana Soares, diretora da mostra Djaniras.

Fortalecer a produção local e ampliar o intercâmbio entre as regiões do país são missões dessa convocatória que reforça o compromisso da Energisa em fomentar, democratizar o acesso e trazer a público toda a energia da cultura brasileira em suas manifestações plurais.

É fundamental a Energisa abrir esses espaços para a produção local. Aqui em Nova Friburgo, a Usina é praticamente o único lugar para os artistas da região ocuparem. É realmente um espaço de resistência, o mais democrático que temos, importantíssimo para a cidade – completou João Leonardo, diretor do espetáculo Não é Tão Preto no Branco.

O edital segue aberto durante todo o ano de 2024, com chamadas trimestrais. Artistas e produtores podem enviar seus projetos a qualquer momento. Mesmo quem não for selecionado receberá um e-mail resposta informando o motivo da recusa e pode participar das próximas chamadas.

Espero que a segunda chamada, que ocorrerá em abril, traga coisas completamente diferentes, pois é isso que buscamos. Não é uma programação pré-definida, mas sim uma que desejamos que surpreenda tanto a mim quanto ao público. Acredito que teremos coisas muito interessantes nessa chamada e que mais projetos sejam submetidos – comemora Delania.

Para se inscrever, basta ler atentamente ao Edital 001/24 e seus anexos, preencher o Formulário de Inscrição e enviar a documentação necessária. Em caso de dúvidas é possível consultar o FAQ ou enviar um e-mail para o espaço que deseja realiza seu projeto.

Serviço:

Edital de seleção de ocupação gratuita dos centros culturais 2024

  • Período de inscrição: ao longo de 2024
  • Divulgação de selecionados: 30/04, 30/07 e 30/10/2024.
  • Inscrições: através do preenchimento deste formulário
  • Regulamento: confira o edital completo

     

     

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Notícias

Escola de samba Igrejinha e Energisa: união de inovação e tradição Escola de samba Igrejinha e Energisa: união de inovação e tradição

Publicada em: 01/02/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

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Mato Grosso do Sul

Escola de samba Igrejinha e Energisa: união de inovação e tradição no carnaval de Campo Grande

[Atualização] A passarela do samba, na Vila Sobrinho, foi pequena para o show que a escola Igrejinha deu, levando o enredo "Mistério: Enigmas da humanidade" que contou um pouco sobre os mistérios da humanidade desde a criação do mundo. Foi emocionante e de arrepiar ver a escola mais tradicional do Mato Grosso do Sul conquistar o 2º lugar no carnaval de 2024, ainda mais fazendo parte desse momento como patrocinadores.

Quando fevereiro vai chegando, começamos a esquentar os tamborins. Muita gente quer curtir a folia e se pergunta se o samba nasceu no Rio ou na Bahia. A resposta é incerta, mas é certo que o carnaval já se tornou uma festa nacional. Uma das provas disso é que no coração do Brasil, mais precisamente em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, pulsa a bateria de uma escola de muita tradição. Com 24 títulos no currículo, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Igrejinha ainda quer mais! Nesse carnaval de 2024, com patrocínio da Energisa, por meio da Lei Rouanet, a Igrejinha vem com fôlego renovado para retornar ao topo e buscar seu 25º título.

Fundada em 12 de maio de 1975, a Igrejinha tem história na cidade. A agremiação foi fundada por cinco amigos ferroviários, quando o trem ainda passava pela cidade. O trem se foi, mas a escola seguiu seu trilho. Hoje, os prédios históricos da antiga estação abrigam o IPHAN, um museu e a Plataforma Cultural, um espaço para ensaios e para os blocos de rua de Campo Grande. Mas como uma escola de samba ganhou nome de igreja? A Igrejinha ganhou esse nome pela proximidade com a Igreja de São Francisco de Assis e pela devoção de seus fundadores ao santo. No entanto, tão forte quanto essa ligação é a conexão da escola com outra Igreja.

Em 2014, Mariza Ocampos assumiu a presidência da Igrejinha. Mesmo com pouco tempo para preparar o carnaval de 2015, ela resolveu exaltar um braço cultural importante para a escola de samba e para a cidade de Campo Grande. O enredo “Tia Eva – lutas, crenças e sonhos” homenageava uma figura importantíssima. Eva Maria de Jesus, a Tia Eva, uma personagem fundamental para a história da cidade. Mulher forte, foi nascida escravizada e conquistou sua alforria aos 49, tendo então erguido a Igreja de São Benedito para cumprir uma promessa. Hoje, ela dá nome a uma comunidade quilombola que está intimamente ligada à escola de samba Igrejinha. Na frente da Igreja de São Benedito, podemos ver o Busto de Tia Eva, que ainda empresta seu nome ao centro de difusão da cultura afro-brasileira.

A relação da comunidade quilombola com a escola de samba Igrejinha já era antiga, muito anterior à minha chegada. Mas acho que o maior acerto foi ter escolhido esse enredo para ser o do primeiro carnaval desde que assumi. Foi um enredo que uniu toda a comunidade ao redor do nome da Tia Eva, uma pessoa tão importante para nós. Foi uma fusão entre comunidade e escola. Fomos campeões com esse enredo que tinha um belíssimo samba e isso conectou de vez a Igrejinha com a força da comunidade Tia Eva”, conta Mariza Ocampos.

Assumir ganhando um título e falando de uma história tão fundamental de lutas e transformações deixam um peso. O que fazer no ano seguinte? Mas novamente a Igrejinha fez um carnaval nota 10, dessa vez falando de outra figura importante para o carnaval da cidade: Edson Contar. Jornalista, turismólogo, poeta, compositor e roteirista, Edson compôs a conhecida Ave Maria Pantaneira e também muitos dos sambas-enredo campeões da Igrejinha.

Foi o Edson Contar que organizou o carnaval de Campo Grande. Ele compôs sambas para várias escolas, mas ele amava de paixão a Igrejinha. Eu tinha 18 anos quando consegui meu primeiro emprego e fui trabalhar na MSTur, que era a agência de turismo do Mato Grosso do Sul, capitaneada pelo Edson. Foi ali que nos conhecemos, no início dos anos 1980, foi onde entendi a paixão dele pelo carnaval e com isso acabei também me apaixonando pelo carnaval de Campo Grande”, relembra Mariza.

Desfile dos anos 80, década de ouro da Igrejinha (Foto: Acervo/Igrejinha)
Desfile dos anos 80, década de ouro da Igrejinha (Foto: Acervo/Igrejinha)

Em um ambiente usualmente dominado por homens, Mariza sempre se destacou como uma mulher atuante e dedicada à sua cidade e à sua escola de samba. No início, não foi fácil assumir a presidência. Eram seis anos sem um campeonato para a Igrejinha, a pressão era grande e a desconfiança em seu trabalho também. Mas o bicampeonato jogou para longe todo machismo e uniu a escola ao redor da celebração.

Nos últimos anos, a Igrejinha não conquistou títulos, mesmo com belos sambas. Dessa vez, ela conta com uma força extra para voltar ao topo: este é o primeiro ano em que a Energisa patrocina a escola, uma injeção de ânimo no já agitado ambiente da agremiação.

A nossa escola trabalha com voluntários. Temos um apoio da prefeitura para o carnaval, mas não cobre todos os nossos gastos. A comunidade participa ativamente e está muito feliz com essa parceria. O patrocínio da Energisa já é uma vitória, mas queremos mais. A escola toda sente que há uma força no ar, a energia da Energisa trouxe uma vibração diferente para esse carnaval”, conta Mariza.

Para 2024, a Igrejinha prepara um enredo que fala de grandes mistérios: “Mysteryum: Enigmas da humanidade” é um samba-enredo que vai passar por grandes pontos enigmáticos da história humana, do antigo Egito ao destino de Cleópatra, da promessa do El Dorado à Arca da Aliança. Mas, como diz o samba, não importam os segredos de Atlântida “o rumo da alma quem sabe dizer? / Mas uma certeza vai se confirmar: / Igrejinha, eu vivo pra você!”.

O samba desse ano está belíssimo, empolgante! Falamos de temas universais, sobre mistérios nunca solucionados e sobre questões filosóficas da humanidade. Não posso contar muito porque guardamos segredos para o dia do desfile. Mas posso adiantar que nossa comissão de frente vem linda, falando de ciência e fé: mostrando a origem do universo com uma grande explosão, mas também se voltando para a fé”, anima-se Mariza Ocampos.

Se você é de Campo Grande e quer mostrar seu amor pela vermelho-e-branco, a programação até o carnaval é intensa. Siga as redes sociais da Igrejinha e veja todos os detalhes da programação. Toda terça, quinta e sábado tem ensaio de bateria; quarta e domingo tem ensaio com carro de som; e no sábado dia 03/02, o ensaio geral para o desfile de carnaval. Venha curtir o carnaval de Campo Grande com a energia da Igrejinha e da Energisa.

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Projeto Quelônios do Guaporé solta 5 milhões de tartarugas na Amazônia Projeto Quelônios do Guaporé solta 5 milhões de tartarugas na Amazônia

Publicada em: 30/01/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

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Rondônia

Projeto Quelônios do Guaporé ajuda a devolver 5 milhões de tartarugas ao seu habitat natural

Na fronteira amazônica do Brasil com a Bolívia, as praias de rio se estendem por quilômetros de florestas sem fim. É nesse cenário de natureza exuberante que 5 milhões de filhotes de tartaruga tomam as areias em busca das águas doces do imenso rio Guaporé. Essa cena épica se repete todos os anos no município de São Francisco do Guaporé, em Rondônia, situado a aproximadamente 600 quilômetros da capital Porto Velho. Graças à união da sabedoria dos povos da floresta e à força e patrocínio da Energisa, o projeto Quelônios da Amazônia do Vale do São Francisco do Guaporé completa três anos consecutivos apoiando a preservação dos filhotes de tartarugas.

O rio Guaporé é um berçário natural para várias espécies de quelônios, que é o nome que se dá ao conjunto de répteis da família das tartarugas. No entanto, essa fonte não é inesgotável e algumas dessas espécies já estavam à beira da extinção. Assim, há mais de 20 anos, as comunidades da região organizam a soltura de filhotes de tracajás e tartarugas-da-Amazônia, num evento assistido por poucas pessoas, já no cantinho do país, mas que vira uma celebração da vida que pulsa nas águas amazônicas.

Tartarugas nadando em um aquário

A sabedoria da floresta é profunda e apareceu organizada através da Associação Comunitária Quilombola Ecológica do Vale do Guaporé, a Ecovale. Entendendo a importância dos tabuleiros da região, que são as áreas de desova das tartarugas, as populações quilombolas, indígenas e ribeirinhas passaram a agir para ampliar as chances de sobrevivência desses animais.

Esse projeto visa a conservação dos quelônios da Amazônia com a ajuda e participação de toda a população. Um trabalho que conta com muitos voluntários, como o seu Zeca, que é um dos maiores conhecedores das tartarugas-da-Amazônia. A parceria com a Energisa também é muito importante. Hoje contamos com painéis de energia solar o que diminui muito a poluição uma vez que antes usávamos geradores a diesel – contou Deyvid Muller, um dos biólogos voluntários do projeto.

Hoje, pelo menos 6 áreas de desova e cerca de 120 mil ninhos estão protegidos pelo projeto. Após a eclosão, geralmente no mês de novembro, as equipes recolhem os filhotes dos ninhos, levando os quelônios para cercados para que peguem sol e percam o cheiro de pitiú, um odor característico que atrai predadores naturais. Alimentados e crescidos, os répteis são  então devolvidos à natureza em atos solenes, com a ajuda de toda a comunidade, que espalham tartarugas e tracajás por sete praias da região, sendo cinco delas na margem brasileira e duas na margem boliviana. Com todo esse movimento de fortalecimento, as chances de sobrevivência dos bichinhos crescem entre 3% e 5% – o que pode parecer pouco, mas são números consideráveis entre 5 milhões de filhotes.

A quantidade total de animais recolocados em seu habitat natural desde o início do projeto é incontável. Todo esse esforço é fundamental para proteger os quelônios do Guaporé. A tartaruga-da-Amazônia, por exemplo, é a maior espécie de quelônio de água doce da América do Sul, podendo chegar a 1 metro de comprimento e pesar até 75 quilos. A edição deste ano, no maior berçário dessa espécie, tornou-se um marco, contando com o apoio logístico da Energisa para o monitoramento aquático dos tabuleiros de desova e a produção de placas de monitoramento:

É um marco para o meio ambiente, pois esse projeto, além de preservar a fauna, acaba por conscientizar os apoiadores, a comunidade local e em especial as crianças que estão presentes nessa ação. Para a Energisa, o sentimento é de satisfação pela oportunidade de participar e incentivar mais uma vez esse projeto – ressalta o supervisor da Energisa, José Carratte

José Soares, o “Seu Zeca”, presidente da Ecovale, explica que o projeto de preservação envolve uma rede de parceiros para garantir a sobrevivência e a reprodução saudável do tracajá e da tartaruga-da-Amazônia no vale do Rio Guaporé:

As parcerias são um incentivo para que possamos seguir firmes nessa missão de preservar os quelônios da Amazônia. Agradecemos todas as instituições parceiras, à Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, ao Ibama e à Energisa, que têm nos apoiados de maneira significativa desde 2021.

Segundo ele, a fiscalização rigorosa, que abrange desde o momento da desova até a soltura, desempenha um papel fundamental na prevenção de crimes ambientais e na proteção da região contra ações predatórias, especialmente na fronteira entre Brasil e Bolívia. Ele comemora os resultados já conquistados ao longo de 2 décadas de ação ambiental:

Esse projeto foi criado para salvar as tartarugas-da-Amazônia que estavam na lista de extremamente ameaçadas de extinção e hoje nós já conseguimos tirá-las dessa lista – conclui o coordenador do projeto.

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