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Energisa Cultural: conheça o programa de patrocínios do Grupo Energisa Energisa Cultural: conheça o programa de patrocínios do Grupo Energisa

Publicada em: 15/03/2024

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Brasil

Energisa explica: tudo o que você precisa saber sobre o programa de patrocínios Energisa Cultural

O que é o programa Energisa Cultural?
Delânia Cavalcante: O Energisa Cultural é um programa em que a gente sistematiza toda a ação de investimento cultural do Grupo Energisa. Nós trabalhamos com as leis de incentivo à cultura, tanto federais quando estaduais, e entendemos que é possível usar essa parceria com os governos para apoiar a cultural local das regiões onde atuamos.
No caso do Energisa Cultural, hoje temos um formulário contínuo de inscrição, que considero um edital, para reunir portfólios para conhecer melhor cada projeto e seus produtores. Antes dessa sistematização, recebíamos pedidos na empresa que eram analisados caso a caso. Isso não democratizava o acesso para todos, pois os critérios não eram objetivos, não havia um farol para nos nortear.
Quando a Energisa cria uma área de sustentabilidade, ela cria compromissos com a sociedade: compromissos ambientais, de governança e sociais. A cultura ficou muito forte nesses compromissos sociais. Isso é muito inspirador para uma empresa que presta serviço público e que está na ponta, junto ao cliente no território, com seus conflitos, com seus achados e com seus acertos.

Como esse trabalho vem sendo realizado nos últimos anos?
DC: Nos últimos três anos, a gente está num crescente de projetos, sempre prestigiando produtores locais e avaliando o impacto dos projetos para o público e para a economia criativa. Ou seja, além de valorizar cultura, nosso objetivo é gerar emprego e renda para esses pequenos produtores. Um exemplo é o Festival de Siriri e Cururu, uma manifestação genuína e autêntica do Mato Grosso que eu acho que a maioria do Brasil não conhece. É uma expressão cultural que mistura folclore religioso com música e dança, feita por grupos que se formam em quintais de pequenas cidades do Mato Grosso e já vão para a capital, Cuiabá. Isso tem feito muito sucesso, as pessoas gostam de assistir, é bonito.

Quais são os critérios de seleção do Energisa Cultural?
DC:
Buscamos projetos que promovam uma democratização de acesso à cultura, a diversidade, a geração de emprego e renda para grupos minoritários e a valorização da cultura local em cada canto do Brasil. Mas nos deparamos com um problema: poucas pessoas realizavam projetos culturais incentivados nas regiões mais distante do eixo Rio-São Paulo. Então, identificamos a formação como um pilar importante do programa. Começamos a oferecer cursos de capacitação em leis de incentivo para produtores locais, primeiro no Acre e depois em Rondônia. No primeiro ano, conseguimos 50 projetos inscritos no nosso edital, no segundo ano, já fomos para mais de 160.
Um projeto de Rondônia que conquistou o nosso patrocínio foi o Festival Amazônia Encena, uma iniciativa bonita que levou vários grupos de teatro para se apresentarem em cidades do interior de Rondônia. Eram grupos desconhecidos pela plateia, mas que fizeram grande sucesso com apresentações em praça pública. Isso é muito rico.
No ano passado, fizemos um segundo curso maior, para o Brasil inteiro, e hoje os produtores participam de uma mentoria com essa equipe para o desenvolvimento de projetos. Então, a linha de formação do Energisa Cultural é muito importante.

O edital é somente para produtores locais das regiões onde a Energisa atua?
DC: A gente apoia prioritariamente o produtor cultural do local, mas um produtor de São Paulo pode entrar no Energisa Cultural sim, desde que entenda que ele precisa fazer uma ponte com o produtor local para levar sua expertise adaptando o projeto para realidade regional.
Por exemplo, neste ano vamos patrocinar um projeto chamado Academia de Música do Cerrado, em Barra do Garças/MT. É iniciativa de inclusão social de um músico experiente que voltou para sua terra e queria ajudar a formar a próxima geração de músicos. Ele foi o primeiro projeto de Barra do Garças a ser inscrito e aprovado na Lei Rouanet. A cultura pode transformar esses pequenos municípios e temos orgulho de poder ser esse elo, conectando os recursos e o apoio necessários para fazer com que esses projetos se tornem realidade e impactem positivamente as comunidades locais.

Quais linguagens culturais são patrocinadas pela Energisa?
DC:
A Energisa patrocina uma variedade de linguagens culturais, buscando apoiar as manifestações locais. Isso inclui festivais de cultura popular, que têm se destacado recentemente, além de outros segmentos de expressão cultural. Atualmente, não temos uma preferência específica por uma determinada linguagem, pois nosso objetivo é apoiar e promover a diversidade cultural em todas as suas formas.

Como a Energisa atua para apoiar os projetos patrocinados?
DC:
Atualmente, estamos oferecendo mentoria aos melhores projetos para ajudá-los a se desenvolver. Não garantimos a aprovação, mas se a ideia for boa, ajudamos a torná-la realidade. Além disso, por vezes também convidamos os produtores para se apresentarem nos espaços mantidos pelo Instituto Energisa, que é aberto o recebimento de projetos culturais diversos, sejam eles patrocinados ou não pela nossa empresa.

Como inscrever um projeto para se apresentar nos espaços do Instituto Energisa?
DC: O instituto mantém um edital de ocupação aberto em fluxo contínuo para ocupação dos nossos centros culturais João Pessoa/PB, Nova Friburgo/RJ e Cataguases/MG. O edital está no site da Energisa e divulga uma nova rodada de programação selecionada a cada trimestre. É tudo muito fácil e intuitivo para não criar dificuldades, mas é claro que estamos num processo de construção e vamos melhorando a cada dia.
Nessa última rodada, tivemos 60 inscrições e aprovamos 48 projetos culturais. A Paraíba acaba concentrando mais projetos por ser uma capital, mas também temos uma cena musical vibrante em Nova Friburgo/RJ, onde a nossa Usina é um dos espaços culturais mais reconhecidos da cidade. Já Cataguases acaba sendo mais voltada para o teatro e o cinema, por conta do Polo Audiovisual da Zona da Mata Mineira.
Para os projetos selecionados, oferecemos toda a estrutura necessária para se apresentarem na Usina: som, luz, equipe técnica, assistente de produção. Queremos proporcionar uma oportunidade única para os artistas apresentarem seu trabalho em um ambiente profissional e acolhedor. Espero que todos compreendam o que estamos pedindo e façam parte dessa parceria conosco.

Serviço:

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Usina Cultural Energisa Nova Friburgo reabre com exposição e teatro Usina Cultural Energisa Nova Friburgo reabre com exposição e teatro

Publicada em: 29/02/2024

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Rio de Janeiro

Usina Cultural Energisa Nova Friburgo reabre com exposição e temporada teatral

A Usina Cultural Energisa Nova Friburgo retornou às atividades na sexta-feira, 23 de fevereiro, com a entrega da reforma do teatro da Usina aos artistas e à população de Friburgo. Localizada no antigo prédio do escritório da Companhia de Eletricidade da cidade, a Usina conta com duas galerias, um teatro e um café, sendo um dos principais espaços culturais da cidade. O Instituto Energisa, responsável pela manutenção dos espaços culturais da Energisa, mantém aberto um edital de ocupação pra quem quiser propor projetos.

Exposição UnoDiverso (projeto Resistência Artística)

O projeto Resistência Artística abriu as atividades do ano com a exposição UnoDiverso, que segue em cartaz por tempo indeterminado. Em 2022, o projeto já havia se destacado com uma temporada de intervenções artísticas em homenagem à Semana de Arte Moderna de 1922, levando mais de 20 mil pessoas para a Usina. No ano passado, a mostra Tecnoscópio: Observatório Digital apresentou um panorama da arte digital em diálogo com novas tecnologias, com experiências multissensoriais e sinestésicas entre imagens, sons, movimentos e luzes. Desta vez, o primeiro piso do espaço recebeu um novo layout cenográfico para proporcionar uma experiência renovada para a exposição, que mescla técnicas de pintura, fotografia e colagem. Com a curadoria de Mario Massena, Mario Moreira e Tiago Vianna, a mostra apresenta a produção de oito novos artistas da região, selecionados por meio de um edital: Ana Carolina Turque, Ana Paula Marques Mikoczak, Bruna Dias, Charles Zippi, Flora Lis, Guilherme Caetano, Jhasmyna e Rui Possodelli, além da artista convidada Elis Pinto.

O projeto Resistência Artística tem a capacidade de inovar e diversificar a produção de artes visuais na região serrana e tem total sinergia com a proposta curatorial do Instituto Energisa para a região. Foi um projeto que conseguimos mobilizar, criar vínculo e parceria. Assim, a Energisa contribui diretamente para o desenvolvimento sustentável de Nova Friburgo. Com a abertura da exposição UnoDiverso, incentivamos novos talentos, a produção cultural impulsionando economia criativa”, comentou Eduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Rio.

A abertura da temporada teatral ficou por conta do Usina Viva, projeto que já realizou uma série de ações no ano passado, como o badalado Festival de Verão, retornando agora com uma série de espetáculos e cursos na Usina Cultural Energisa.

A peça Todo o tempo do mundo, dirigida por Bernardo Dugin (adaptada do texto do autor Luis Erlanger), teve uma apresentação única, acompanhada de oficina com os atores Tânia Noguchi e Bernardo Dugin. O fim de semana também contou com a oficina “Elaboração de projetos culturais”, com Cris Campos, professora do Departamento de Arte e Produção Cultural da UFF, numa oportunidade de formação gratuita e de qualidade para quem quer aprender a colocar em prática suas propostas cultuais.

No começo de março, o ator Tomás Braune inicia o seu curso de teatro, com aulas duas vezes por semana (terças e quartas, de 19h às 21h) até julho. Através da elaboração de partituras corporais e células coreográficas, cada participante criará um pequeno solo, a ser apresentado ao fim do curso. Tomás é formado em Direção Teatral pela UFRJ, é escritor e criador do projeto Laboratório de atuação teatral, e integrou o elenco da Armazém Companhia de Teatro e da Companhia Volante, ambos sediados no Rio de Janeiro, e da Cia. Pia Fraus, de São Paulo.

O ator e professor Tomás Braune
O ator e professor Tomás Braune

O Usina Viva retorna com força em 2024 com nossa programação de formação, que é a base do nosso trabalho. O curso de teatro com Tomás Braune propõe um resgate dos cursos da atriz Daniela Santi, que formou muitos artistas na região, inclusive o próprio Tomás”, destaca Guilherme Rezende Jr., produtor responsável pelo projeto.

Nas próximas semanas, a Usina recebe ainda as audições do filme Primeira Lei, dirigido por Murilo Azevedo, nos dias 06 e 07 de março de 2024, às 19h30. O evento irá promover discussões sobre o filme e a produção audiovisual.

Para quem tem interesse em se apresentar na Usina, o Instituto Energisa segue aberto para o recebimento de projetos de ocupação gratuita dos seus espaços. Artistas e produtores podem enviar suas propostas a qualquer momento, com resultados de seleção sendo divulgados a cada trimestre. O edital e o formulário estão disponíveis no final desta página.

Para mais informações sobre a programação completa da Usina Cultural, siga a página do @institutoenergisa.

Serviço:

  • Exposição UnoDiverso

    Data: a partir de 23/02/2023 (de terça a sábado)

    Horário: das 13 às 20h

    Entrada gratuita

    Classificação livre
  • Curso de teatro com Tomás Braune

    Data: de 05/03/2024 até julho

    Horário: terças e quartas às 18h

    Inscrições: formulário de inscrição
  • Audições do filme Primeira Lei, de Murilo Azevedo

    Data: 06 e 07/03/2024

    Horário: 19h30
  • Edital de seleção de ocupação gratuita dos centros culturais 2024

    Período de inscrição: ao longo de 2024

    Divulgação de selecionados: 30/04, 30/07 e 30/10/2024.

    Inscrições: através do preenchimento deste formulário

    Regulamento: confira o edital completo
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Energisa impulsiona talentos da vela brasileira Energisa impulsiona talentos da vela brasileira

Publicada em: 05/03/2024

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Brasil

Energisa impulsiona talentos da vela brasileira

Após uma trajetória de sucesso que culminou com o bicampeonato olímpico nas Olimpíadas de Tóquio 2020, as velejadoras brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze estão mirando ainda mais longe: uma terceira medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris em 2024, feito que ainda não foi conquistado por nenhum atleta olímpico brasileiro.

A jornada de Martine e Kahena é marcada por uma dedicação incansável e por um histórico de sucesso que as colocou entre as maiores atletas da vela mundial. Filhas dos renomados Torben Grael e Cláudio Kunze, respectivamente, as velejadoras trilharam um caminho de conquistas desde o início de suas carreiras. A mais recente veio nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, evento em que elas asseguraram a classificação para as Olimpíadas de Paris 2024.

Martine e Kahena contam com o suporte renovado da Energisa, que reconhece o potencial dessas atletas excepcionais. O patrocínio fornece os recursos necessários para treinamento, desenvolvimento de talento e competição em alto nível, e é um símbolo do compromisso do Grupo com o esporte.

A vela é a modalidade que mais trouxe medalhas de ouro para o Brasil em Olimpíadas, num total de 19 medalhas, sendo 8 de ouro. As competições em Paris 2024 acontecerão entre os dias 28 de julho e 8 de agosto, na Marina de Marselha. Neste ciclo olímpico, elas lidam com o desafio de se adaptar às mudanças nos equipamentos da classe com um tempo de preparação mais curto, já que as Olimpíadas de Tóquio 2020 aconteceram no ano seguinte por conta da pandemia.

Além de impulsionar a jornada das bicampeãs olímpicas, a Energisa também investe no futuro da vela brasileira através do apoio à vela jovem. Uma das iniciativas apoiadas pela empresa é a equipe formada por Joana Gonçalves e Gabriela Vassel, talentos que recentemente conquistaram o título na classe 420 feminino do Mundial da Juventude 2023 – mesmo feito conquistado por Martine e Kahena no início de suas carreiras, em 2009. Joana e Gabriela são algumas das mais promissoras apostas no futuro da vela brasileira, e a Energisa está orgulhosa de apoiá-las em sua jornada rumo ao sucesso.

Além do patrocínio a talentos individuais, a Energisa também apoia iniciativas que visam fortalecer a base do esporte, como o patrocínio ao programa da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), contribuindo para o fomento da modalidade desde a sua raiz.

Num mundo onde os desafios nos testam a cada virada de vento, os atletas da vela personificam a coragem e a determinação em superar dificuldades e chegar cada vez mais longe. Um esporte que serve de inspiração para o Grupo Energisa e seus colaboradores seguirem desbravando novos horizontes.

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Instituto Energisa divulga projetos selecionados em centros culturais Instituto Energisa divulga projetos selecionados em centros culturais

Publicada em: 09/02/2024

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Brasil

Instituto Energisa divulga programação selecionada para seus espaços culturais

A Energisa patrocina a cultura brasileira nos mais diversos cantos do país. Os espaços culturais sediados em Cataguases (MG), Nova Friburgo (RJ) e João Pessoa (PB) são palcos importantes das cenas locais de arte e cultura em suas cidades e recebem centenas de atrações ao longo do ano.

Para atrair novos projetos e diversificar ainda mais a sua programação, o Instituto Energisa lançou um edital de ocupação dos seus centros culturais, que acaba de divulgar a primeira lista de selecionados para a programação deste ano.

Nesta chamada, foram selecionados 48 projetos para a programação dos centros culturais, sendo 10 projetos para o Centro Cultural Humberto Mauro e o Anfiteatro Ivan Müller Botelho em Cataguases (MG), 15 projetos para a Usina Cultural Nova Friburgo (RJ) e 23 projetos para a Usina Cultural Energisa em João Pessoa (PB).

A diversidade de linguagens e de temas são pontos importantes dos projetos selecionados, mostrando a força criativa de nossas expressões culturais. Artes cênicas, dança, música, artes visuais, literatura, cursos, oficinas e feiras criativas ocuparão os espaços geridos pela Energisa, tocando em pontos fundamentais como as culturas populares, a arte urbana, lutas feministas, movimento negro e dos povos indígenas.

A primeira chamada pública do nosso primeiro edital de ocupação estruturada foi uma agradável surpresa, pois descobrimos projetos com uma grande variedade cultural e de ideias. Todos têm em comum a questão da diversidade, a democratização do acesso e a valorização da produção regional. Temos grandes expectativas, pois os primeiros selecionados chamaram a atenção pela qualidade técnica e estética, e pela vontade dos produtores de participar e estar dentro dos centros culturais – conta Delania Cavalcante, coordenadora de investimento social do Grupo Energisa.

Selecionamos um projeto de cada cidade para que você possa conhecer alguns destaques da nossa programação. São eles: a II Djaniras – Mostra de Cinema Feminino, a peça teatral Dasdô e Imaculada e o espetáculo multilinguagem Não é Tão Preto no Branco.

II Djaniras – Mostra de Cinema Feminino

A mostra Djaniras, organizada por Adriana Soares, acontecerá em João Pessoa em maio e traz um panorama das produções cinematográficas femininas no Brasil. O festival conta com duas mostras competitivas de curtas metragens? a mostra “Margaridas”, para realizadoras paraibanas, e a mostra “Acácia”, de caráter nacional. Projeções especiais também estão previstas dentro das mostras “Campo em Flor”, focada no cinema infantil, e a “Benvenuty”, com temáticas LGBTQIAPN+. Ainda acontece a mostra especial “Aroeira”, trazendo um panorama de uma cineasta brasileira e, por fim, a mostra “Benedita”, com uma homenagem a uma atriz do cinema do Nordeste. Todas as mostras competitivas são de júri popular, então quem for ao cinema poderá votar em seus filmes preferidos.

Além de toda essa rica filmografia, o evento também apresenta debates com realizadoras e oficinas para mulheres que queiram se aperfeiçoar em diversas funções dentro de um set de filmagem como, por exemplo, a assistência de direção.

O nome Djaniras surge da confluência de afeto, ancestralidade e resistência. Djanira é o feminino que tem intimidade com a insurreição. O cinema feminino realizado por diretoras, roteiristas e produtoras deve ser valorizado e divulgado, porque garante um olhar plural da nossa cultura – defende Adriana Soares, diretora da mostra.

Cartaz da mostra Djaniras

Dasdô e Imaculada

Em Cataguases, uma peça encenada por dois atores locais volta aos palcos. Dasdô e Imaculada é uma comédia de costumes criada por Marco Andrade e Carlos Augusto Martins. Encenada pela primeira vez há 35 anos, a peça volta à cidade em um novo episódio: o retorno das lavadeiras Dasdô e Imaculada contando suas desventuras no Rio de Janeiro e em Ribeirão Preto. Além do texto inteligente e bem-humorado, o espetáculo também conta com improvisação e participação da plateia.

Temos um roteiro que escrevemos para a peça, um texto-base que serve de guia, mas cada apresentação é diferente, porque usamos muito de improvisação e da interação com a plateia no nosso trabalho – conta Marco Andrade, um dos criadores da peça.

Marco Andrade e Carlos Augusto Martins, atores de Dasdô e Imaculada

Não é Tão Preto no Branco

Voando para Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, muita coisa vai acontecer na Usina Cultural Nova Friburgo. Um dos destaques é o espetáculo multilinguagem Não é Tão Preto no Branco, que conta com a concepção e realização de João Leonardo junto com a Banda Baderna.

O nome do espetáculo já mostra que as divisões não estão claras e que a apresentação prioriza e baseia-se na mistura de histórias, temas e linguagens para criar um espetáculo musical que conta também com declamação de poesia, projeção de vídeo, tudo em um ambiente cênico ritualístico.

Quando pensei no teatro, não quis fazer um show de rock comum, porque as pessoas estão sentadas, não podem dançar. Então aproveitei dessa concentração para pensar em um espetáculo que falasse do Brasil, começando no período anterior à chegada de Cabral, dando um pulo no futuro e terminando no presente. Contamos através de muitas linguagens essa história da mistura do povo brasileiro – explica João Leonardo, diretor do espetáculo.

O show multilinguagem conversa com as ideias de antropofagia da emblemática semana de 1922 e trabalha referências que vão da tropicália ao pensamento de Darcy Ribeiro, imaginando a América Latina como uma nova etnia, fruto da mistura de muitos povos do mundo todo. Tudo isso em um ambiente ritualístico que mistura a Grécia antiga, a umbanda e o poder místico da alquimia da idade média.

O espetáculo Não é Tão Preto no Branco
Foto: Gabriel Soares

Edital de ocupação segue aberto para novos projetos

O edital de ocupação dos espaços também deixou excelente impressão nos participantes, tanto pela importância desses centros culturais para suas cidades e regiões, quanto pela facilidade na inscrição e boa comunicação com o time da Energisa.

Vale dizer que foi um edital muito simples de participar, com o pessoal da Energisa sempre solícito, respondendo a gente. Um edital que permite que produtores locais ocupem esse importante espaço cultural da cidade – comemorou Adriana Soares, diretora da mostra Djaniras.

Fortalecer a produção local e ampliar o intercâmbio entre as regiões do país são missões dessa convocatória que reforça o compromisso da Energisa em fomentar, democratizar o acesso e trazer a público toda a energia da cultura brasileira em suas manifestações plurais.

É fundamental a Energisa abrir esses espaços para a produção local. Aqui em Nova Friburgo, a Usina é praticamente o único lugar para os artistas da região ocuparem. É realmente um espaço de resistência, o mais democrático que temos, importantíssimo para a cidade – completou João Leonardo, diretor do espetáculo Não é Tão Preto no Branco.

O edital segue aberto durante todo o ano de 2024, com chamadas trimestrais. Artistas e produtores podem enviar seus projetos a qualquer momento. Mesmo quem não for selecionado receberá um e-mail resposta informando o motivo da recusa e pode participar das próximas chamadas.

Espero que a segunda chamada, que ocorrerá em abril, traga coisas completamente diferentes, pois é isso que buscamos. Não é uma programação pré-definida, mas sim uma que desejamos que surpreenda tanto a mim quanto ao público. Acredito que teremos coisas muito interessantes nessa chamada e que mais projetos sejam submetidos – comemora Delania.

Para se inscrever, basta ler atentamente ao Edital 001/24 e seus anexos, preencher o Formulário de Inscrição e enviar a documentação necessária. Em caso de dúvidas é possível consultar o FAQ ou enviar um e-mail para o espaço que deseja realiza seu projeto.

Serviço:

Edital de seleção de ocupação gratuita dos centros culturais 2024

  • Período de inscrição: ao longo de 2024
  • Divulgação de selecionados: 30/04, 30/07 e 30/10/2024.
  • Inscrições: através do preenchimento deste formulário
  • Regulamento: confira o edital completo

     

     

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