Após uma trajetória de sucesso que culminou com o bicampeonato olímpico nas Olimpíadas de Tóquio 2020, as velejadoras brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze estão mirando ainda mais longe: uma terceira medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris em 2024, feito que ainda não foi conquistado por nenhum atleta olímpico brasileiro.
A jornada de Martine e Kahena é marcada por uma dedicação incansável e por um histórico de sucesso que as colocou entre as maiores atletas da vela mundial. Filhas dos renomados Torben Grael e Cláudio Kunze, respectivamente, as velejadoras trilharam um caminho de conquistas desde o início de suas carreiras. A mais recente veio nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, evento em que elas asseguraram a classificação para as Olimpíadas de Paris 2024.
Martine e Kahena contam com o suporte renovado da Energisa, que reconhece o potencial dessas atletas excepcionais. O patrocínio fornece os recursos necessários para treinamento, desenvolvimento de talento e competição em alto nível, e é um símbolo do compromisso do Grupo com o esporte.
A vela é a modalidade que mais trouxe medalhas de ouro para o Brasil em Olimpíadas, num total de 19 medalhas, sendo 8 de ouro. As competições em Paris 2024 acontecerão entre os dias 28 de julho e 8 de agosto, na Marina de Marselha. Neste ciclo olímpico, elas lidam com o desafio de se adaptar às mudanças nos equipamentos da classe com um tempo de preparação mais curto, já que as Olimpíadas de Tóquio 2020 aconteceram no ano seguinte por conta da pandemia.
Além de impulsionar a jornada das bicampeãs olímpicas, a Energisa também investe no futuro da vela brasileira através do apoio à vela jovem. Uma das iniciativas apoiadas pela empresa é a equipe formada por Joana Gonçalves e Gabriela Vassel, talentos que recentemente conquistaram o título na classe 420 feminino do Mundial da Juventude 2023 – mesmo feito conquistado por Martine e Kahena no início de suas carreiras, em 2009. Joana e Gabriela são algumas das mais promissoras apostas no futuro da vela brasileira, e a Energisa está orgulhosa de apoiá-las em sua jornada rumo ao sucesso.
Além do patrocínio a talentos individuais, a Energisa também apoia iniciativas que visam fortalecer a base do esporte, como o patrocínio ao programa da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), contribuindo para o fomento da modalidade desde a sua raiz.
Num mundo onde os desafios nos testam a cada virada de vento, os atletas da vela personificam a coragem e a determinação em superar dificuldades e chegar cada vez mais longe. Um esporte que serve de inspiração para o Grupo Energisa e seus colaboradores seguirem desbravando novos horizontes.
Instituto Energisa divulga programação selecionada para seus espaços culturais
A Energisa patrocina a cultura brasileira nos mais diversos cantos do país. Os espaços culturais sediados em Cataguases (MG), Nova Friburgo (RJ) e João Pessoa (PB) são palcos importantes das cenas locais de arte e cultura em suas cidades e recebem centenas de atrações ao longo do ano.
Para atrair novos projetos e diversificar ainda mais a sua programação, o Instituto Energisa lançou um edital de ocupação dos seus centros culturais, que acaba de divulgar a primeira lista de selecionados para a programação deste ano.
Nesta chamada, foram selecionados 48 projetos para a programação dos centros culturais, sendo 10 projetos para o Centro Cultural Humberto Mauro e o Anfiteatro Ivan Müller Botelho em Cataguases (MG), 15 projetos para a Usina Cultural Nova Friburgo (RJ) e 23 projetos para a Usina Cultural Energisa em João Pessoa (PB).
A diversidade de linguagens e de temas são pontos importantes dos projetos selecionados, mostrando a força criativa de nossas expressões culturais. Artes cênicas, dança, música, artes visuais, literatura, cursos, oficinas e feiras criativas ocuparão os espaços geridos pela Energisa, tocando em pontos fundamentais como as culturas populares, a arte urbana, lutas feministas, movimento negro e dos povos indígenas.
A primeira chamada pública do nosso primeiro edital de ocupação estruturada foi uma agradável surpresa, pois descobrimos projetos com uma grande variedade cultural e de ideias. Todos têm em comum a questão da diversidade, a democratização do acesso e a valorização da produção regional. Temos grandes expectativas, pois os primeiros selecionados chamaram a atenção pela qualidade técnica e estética, e pela vontade dos produtores de participar e estar dentro dos centros culturais – conta Delania Cavalcante, coordenadora de investimento social do Grupo Energisa.
Selecionamos um projeto de cada cidade para que você possa conhecer alguns destaques da nossa programação. São eles: a II Djaniras – Mostra de Cinema Feminino, a peça teatral Dasdô e Imaculada e o espetáculo multilinguagem Não é Tão Preto no Branco.
II Djaniras – Mostra de Cinema Feminino
A mostra Djaniras, organizada por Adriana Soares, acontecerá em João Pessoa em maio e traz um panorama das produções cinematográficas femininas no Brasil. O festival conta com duas mostras competitivas de curtas metragens? a mostra “Margaridas”, para realizadoras paraibanas, e a mostra “Acácia”, de caráter nacional. Projeções especiais também estão previstas dentro das mostras “Campo em Flor”, focada no cinema infantil, e a “Benvenuty”, com temáticas LGBTQIAPN+. Ainda acontece a mostra especial “Aroeira”, trazendo um panorama de uma cineasta brasileira e, por fim, a mostra “Benedita”, com uma homenagem a uma atriz do cinema do Nordeste. Todas as mostras competitivas são de júri popular, então quem for ao cinema poderá votar em seus filmes preferidos.
Além de toda essa rica filmografia, o evento também apresenta debates com realizadoras e oficinas para mulheres que queiram se aperfeiçoar em diversas funções dentro de um set de filmagem como, por exemplo, a assistência de direção.
O nome Djaniras surge da confluência de afeto, ancestralidade e resistência. Djanira é o feminino que tem intimidade com a insurreição. O cinema feminino realizado por diretoras, roteiristas e produtoras deve ser valorizado e divulgado, porque garante um olhar plural da nossa cultura – defende Adriana Soares, diretora da mostra.
Dasdô e Imaculada
Em Cataguases, uma peça encenada por dois atores locais volta aos palcos. Dasdô e Imaculada é uma comédia de costumes criada por Marco Andrade e Carlos Augusto Martins. Encenada pela primeira vez há 35 anos, a peça volta à cidade em um novo episódio: o retorno das lavadeiras Dasdô e Imaculada contando suas desventuras no Rio de Janeiro e em Ribeirão Preto. Além do texto inteligente e bem-humorado, o espetáculo também conta com improvisação e participação da plateia.
Temos um roteiro que escrevemos para a peça, um texto-base que serve de guia, mas cada apresentação é diferente, porque usamos muito de improvisação e da interação com a plateia no nosso trabalho – conta Marco Andrade, um dos criadores da peça.
Não é Tão Preto no Branco
Voando para Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, muita coisa vai acontecer na Usina Cultural Nova Friburgo. Um dos destaques é o espetáculo multilinguagem Não é Tão Preto no Branco, que conta com a concepção e realização de João Leonardo junto com a Banda Baderna.
O nome do espetáculo já mostra que as divisões não estão claras e que a apresentação prioriza e baseia-se na mistura de histórias, temas e linguagens para criar um espetáculo musical que conta também com declamação de poesia, projeção de vídeo, tudo em um ambiente cênico ritualístico.
Quando pensei no teatro, não quis fazer um show de rock comum, porque as pessoas estão sentadas, não podem dançar. Então aproveitei dessa concentração para pensar em um espetáculo que falasse do Brasil, começando no período anterior à chegada de Cabral, dando um pulo no futuro e terminando no presente. Contamos através de muitas linguagens essa história da mistura do povo brasileiro – explica João Leonardo, diretor do espetáculo.
O show multilinguagem conversa com as ideias de antropofagia da emblemática semana de 1922 e trabalha referências que vão da tropicália ao pensamento de Darcy Ribeiro, imaginando a América Latina como uma nova etnia, fruto da mistura de muitos povos do mundo todo. Tudo isso em um ambiente ritualístico que mistura a Grécia antiga, a umbanda e o poder místico da alquimia da idade média.
Foto: Gabriel Soares
Edital de ocupação segue aberto para novos projetos
O edital de ocupação dos espaços também deixou excelente impressão nos participantes, tanto pela importância desses centros culturais para suas cidades e regiões, quanto pela facilidade na inscrição e boa comunicação com o time da Energisa.
Vale dizer que foi um edital muito simples de participar, com o pessoal da Energisa sempre solícito, respondendo a gente. Um edital que permite que produtores locais ocupem esse importante espaço cultural da cidade – comemorou Adriana Soares, diretora da mostra Djaniras.
Fortalecer a produção local e ampliar o intercâmbio entre as regiões do país são missões dessa convocatória que reforça o compromisso da Energisa em fomentar, democratizar o acesso e trazer a público toda a energia da cultura brasileira em suas manifestações plurais.
É fundamental a Energisa abrir esses espaços para a produção local. Aqui em Nova Friburgo, a Usina é praticamente o único lugar para os artistas da região ocuparem. É realmente um espaço de resistência, o mais democrático que temos, importantíssimo para a cidade – completou João Leonardo, diretor do espetáculo Não é Tão Preto no Branco.
O edital segue aberto durante todo o ano de 2024, com chamadas trimestrais. Artistas e produtores podem enviar seus projetos a qualquer momento. Mesmo quem não for selecionado receberá um e-mail resposta informando o motivo da recusa e pode participar das próximas chamadas.
Espero que a segunda chamada, que ocorrerá em abril, traga coisas completamente diferentes, pois é isso que buscamos. Não é uma programação pré-definida, mas sim uma que desejamos que surpreenda tanto a mim quanto ao público. Acredito que teremos coisas muito interessantes nessa chamada e que mais projetos sejam submetidos – comemora Delania.
Para se inscrever, basta ler atentamente ao Edital 001/24 e seus anexos, preencher o Formulário de Inscrição e enviar a documentação necessária. Em caso de dúvidas é possível consultar o FAQ ou enviar um e-mail para o espaço que deseja realiza seu projeto.
Serviço:
Edital de seleção de ocupação gratuita dos centros culturais 2024
Período de inscrição: ao longo de 2024
Divulgação de selecionados: 30/04, 30/07 e 30/10/2024.
Escola de samba Igrejinha e Energisa: união de inovação e tradição no carnaval de Campo Grande
[Atualização]A passarela do samba, na Vila Sobrinho, foi pequena para o show que a escola Igrejinha deu, levando o enredo "Mistério: Enigmas da humanidade" que contou um pouco sobre os mistérios da humanidade desde a criação do mundo. Foi emocionante e de arrepiar ver a escola mais tradicional do Mato Grosso do Sul conquistar o 2º lugar no carnaval de 2024, ainda mais fazendo parte desse momento como patrocinadores.
Quando fevereiro vai chegando, começamos a esquentar os tamborins. Muita gente quer curtir a folia e se pergunta se o samba nasceu no Rio ou na Bahia. A resposta é incerta, mas é certo que o carnaval já se tornou uma festa nacional. Uma das provas disso é que no coração do Brasil, mais precisamente em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, pulsa a bateria de uma escola de muita tradição. Com 24 títulos no currículo, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Igrejinha ainda quer mais! Nesse carnaval de 2024, com patrocínio da Energisa, por meio da Lei Rouanet, a Igrejinha vem com fôlego renovado para retornar ao topo e buscar seu 25º título.
Fundada em 12 de maio de 1975, a Igrejinha tem história na cidade. A agremiação foi fundada por cinco amigos ferroviários, quando o trem ainda passava pela cidade. O trem se foi, mas a escola seguiu seu trilho. Hoje, os prédios históricos da antiga estação abrigam o IPHAN, um museu e a Plataforma Cultural, um espaço para ensaios e para os blocos de rua de Campo Grande. Mas como uma escola de samba ganhou nome de igreja? A Igrejinha ganhou esse nome pela proximidade com a Igreja de São Francisco de Assis e pela devoção de seus fundadores ao santo. No entanto, tão forte quanto essa ligação é a conexão da escola com outra Igreja.
Em 2014, Mariza Ocampos assumiu a presidência da Igrejinha. Mesmo com pouco tempo para preparar o carnaval de 2015, ela resolveu exaltar um braço cultural importante para a escola de samba e para a cidade de Campo Grande. O enredo “Tia Eva – lutas, crenças e sonhos” homenageava uma figura importantíssima. Eva Maria de Jesus, a Tia Eva, uma personagem fundamental para a história da cidade. Mulher forte, foi nascida escravizada e conquistou sua alforria aos 49, tendo então erguido a Igreja de São Benedito para cumprir uma promessa. Hoje, ela dá nome a uma comunidade quilombola que está intimamente ligada à escola de samba Igrejinha. Na frente da Igreja de São Benedito, podemos ver o Busto de Tia Eva, que ainda empresta seu nome ao centro de difusão da cultura afro-brasileira.
A relação da comunidade quilombola com a escola de samba Igrejinha já era antiga, muito anterior à minha chegada. Mas acho que o maior acerto foi ter escolhido esse enredo para ser o do primeiro carnaval desde que assumi. Foi um enredo que uniu toda a comunidade ao redor do nome da Tia Eva, uma pessoa tão importante para nós. Foi uma fusão entre comunidade e escola. Fomos campeões com esse enredo que tinha um belíssimo samba e isso conectou de vez a Igrejinha com a força da comunidade Tia Eva”, conta Mariza Ocampos.
Assumir ganhando um título e falando de uma história tão fundamental de lutas e transformações deixam um peso. O que fazer no ano seguinte? Mas novamente a Igrejinha fez um carnaval nota 10, dessa vez falando de outra figura importante para o carnaval da cidade: Edson Contar. Jornalista, turismólogo, poeta, compositor e roteirista, Edson compôs a conhecida Ave Maria Pantaneira e também muitos dos sambas-enredo campeões da Igrejinha.
Foi o Edson Contar que organizou o carnaval de Campo Grande. Ele compôs sambas para várias escolas, mas ele amava de paixão a Igrejinha. Eu tinha 18 anos quando consegui meu primeiro emprego e fui trabalhar na MSTur, que era a agência de turismo do Mato Grosso do Sul, capitaneada pelo Edson. Foi ali que nos conhecemos, no início dos anos 1980, foi onde entendi a paixão dele pelo carnaval e com isso acabei também me apaixonando pelo carnaval de Campo Grande”, relembra Mariza.
Desfile dos anos 80, década de ouro da Igrejinha (Foto: Acervo/Igrejinha)
Em um ambiente usualmente dominado por homens, Mariza sempre se destacou como uma mulher atuante e dedicada à sua cidade e à sua escola de samba. No início, não foi fácil assumir a presidência. Eram seis anos sem um campeonato para a Igrejinha, a pressão era grande e a desconfiança em seu trabalho também. Mas o bicampeonato jogou para longe todo machismo e uniu a escola ao redor da celebração.
Nos últimos anos, a Igrejinha não conquistou títulos, mesmo com belos sambas. Dessa vez, ela conta com uma força extra para voltar ao topo: este é o primeiro ano em que a Energisa patrocina a escola, uma injeção de ânimo no já agitado ambiente da agremiação.
A nossa escola trabalha com voluntários. Temos um apoio da prefeitura para o carnaval, mas não cobre todos os nossos gastos. A comunidade participa ativamente e está muito feliz com essa parceria. O patrocínio da Energisa já é uma vitória, mas queremos mais. A escola toda sente que há uma força no ar, a energia da Energisa trouxe uma vibração diferente para esse carnaval”, conta Mariza.
Para 2024, a Igrejinha prepara um enredo que fala de grandes mistérios: “Mysteryum: Enigmas da humanidade” é um samba-enredo que vai passar por grandes pontos enigmáticos da história humana, do antigo Egito ao destino de Cleópatra, da promessa do El Dorado à Arca da Aliança. Mas, como diz o samba, não importam os segredos de Atlântida “o rumo da alma quem sabe dizer? / Mas uma certeza vai se confirmar: / Igrejinha, eu vivo pra você!”.
O samba desse ano está belíssimo, empolgante! Falamos de temas universais, sobre mistérios nunca solucionados e sobre questões filosóficas da humanidade. Não posso contar muito porque guardamos segredos para o dia do desfile. Mas posso adiantar que nossa comissão de frente vem linda, falando de ciência e fé: mostrando a origem do universo com uma grande explosão, mas também se voltando para a fé”, anima-se Mariza Ocampos.
Se você é de Campo Grande e quer mostrar seu amor pela vermelho-e-branco, a programação até o carnaval é intensa. Siga as redes sociais da Igrejinha e veja todos os detalhes da programação. Toda terça, quinta e sábado tem ensaio de bateria; quarta e domingo tem ensaio com carro de som; e no sábado dia 03/02, o ensaio geral para o desfile de carnaval. Venha curtir o carnaval de Campo Grande com a energia da Igrejinha e da Energisa.
Projeto Quelônios do Guaporé ajuda a devolver 5 milhões de tartarugas ao seu habitat natural
Na fronteira amazônica do Brasil com a Bolívia, as praias de rio se estendem por quilômetros de florestas sem fim. É nesse cenário de natureza exuberante que 5 milhões de filhotes de tartaruga tomam as areias em busca das águas doces do imenso rio Guaporé. Essa cena épica se repete todos os anos no município de São Francisco do Guaporé, em Rondônia, situado a aproximadamente 600 quilômetros da capital Porto Velho. Graças à união da sabedoria dos povos da floresta e à força e patrocínio da Energisa, o projeto Quelônios da Amazônia do Vale do São Francisco do Guaporé completa três anos consecutivos apoiando a preservação dos filhotes de tartarugas.
O rio Guaporé é um berçário natural para várias espécies de quelônios, que é o nome que se dá ao conjunto de répteis da família das tartarugas. No entanto, essa fonte não é inesgotável e algumas dessas espécies já estavam à beira da extinção. Assim, há mais de 20 anos, as comunidades da região organizam a soltura de filhotes de tracajás e tartarugas-da-Amazônia, num evento assistido por poucas pessoas, já no cantinho do país, mas que vira uma celebração da vida que pulsa nas águas amazônicas.
A sabedoria da floresta é profunda e apareceu organizada através da Associação Comunitária Quilombola Ecológica do Vale do Guaporé, a Ecovale. Entendendo a importância dos tabuleiros da região, que são as áreas de desova das tartarugas, as populações quilombolas, indígenas e ribeirinhas passaram a agir para ampliar as chances de sobrevivência desses animais.
Esse projeto visa a conservação dos quelônios da Amazônia com a ajuda e participação de toda a população. Um trabalho que conta com muitos voluntários, como o seu Zeca, que é um dos maiores conhecedores das tartarugas-da-Amazônia. A parceria com a Energisa também é muito importante. Hoje contamos com painéis de energia solar o que diminui muito a poluição uma vez que antes usávamos geradores a diesel – contou Deyvid Muller, um dos biólogos voluntários do projeto.
Hoje, pelo menos 6 áreas de desova e cerca de 120 mil ninhos estão protegidos pelo projeto. Após a eclosão, geralmente no mês de novembro, as equipes recolhem os filhotes dos ninhos, levando os quelônios para cercados para que peguem sol e percam o cheiro de pitiú, um odor característico que atrai predadores naturais. Alimentados e crescidos, os répteis são então devolvidos à natureza em atos solenes, com a ajuda de toda a comunidade, que espalham tartarugas e tracajás por sete praias da região, sendo cinco delas na margem brasileira e duas na margem boliviana. Com todo esse movimento de fortalecimento, as chances de sobrevivência dos bichinhos crescem entre 3% e 5% – o que pode parecer pouco, mas são números consideráveis entre 5 milhões de filhotes.
A quantidade total de animais recolocados em seu habitat natural desde o início do projeto é incontável. Todo esse esforço é fundamental para proteger os quelônios do Guaporé. A tartaruga-da-Amazônia, por exemplo, é a maior espécie de quelônio de água doce da América do Sul, podendo chegar a 1 metro de comprimento e pesar até 75 quilos. A edição deste ano, no maior berçário dessa espécie, tornou-se um marco, contando com o apoio logístico da Energisa para o monitoramento aquático dos tabuleiros de desova e a produção de placas de monitoramento:
É um marco para o meio ambiente, pois esse projeto, além de preservar a fauna, acaba por conscientizar os apoiadores, a comunidade local e em especial as crianças que estão presentes nessa ação. Para a Energisa, o sentimento é de satisfação pela oportunidade de participar e incentivar mais uma vez esse projeto – ressalta o supervisor da Energisa, José Carratte
José Soares, o “Seu Zeca”, presidente da Ecovale, explica que o projeto de preservação envolve uma rede de parceiros para garantir a sobrevivência e a reprodução saudável do tracajá e da tartaruga-da-Amazônia no vale do Rio Guaporé:
As parcerias são um incentivo para que possamos seguir firmes nessa missão de preservar os quelônios da Amazônia. Agradecemos todas as instituições parceiras, à Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, ao Ibama e à Energisa, que têm nos apoiados de maneira significativa desde 2021.
Segundo ele, a fiscalização rigorosa, que abrange desde o momento da desova até a soltura, desempenha um papel fundamental na prevenção de crimes ambientais e na proteção da região contra ações predatórias, especialmente na fronteira entre Brasil e Bolívia. Ele comemora os resultados já conquistados ao longo de 2 décadas de ação ambiental:
Esse projeto foi criado para salvar as tartarugas-da-Amazônia que estavam na lista de extremamente ameaçadas de extinção e hoje nós já conseguimos tirá-las dessa lista – conclui o coordenador do projeto.