26/06/26 - 3 minutos de leitura
Flexibilidade energética prepara o setor elétrico para os desafios do futuro No Energy Summit, Letícia Dantas apresentou como o FlexLab e a inovação estão impulsionando soluções para tornar o sistema elétrico mais eficiente, resiliente e preparado para a
No Energy Summit, Letícia Dantas apresentou como o FlexLab e a inovação estão impulsionando soluções para tornar o sistema elétrico mais eficiente, resiliente e preparado para a transição energética.
26/06/26 - 3 minutos de leitura
Flexibilidade energética prepara o setor elétrico para os desafios do futuro No Energy Summit, Letícia Dantas apresentou como o FlexLab e a inovação estão impulsionando soluções para tornar o sistema elétrico mais eficiente, resiliente e preparado para a
No Energy Summit, Letícia Dantas apresentou como o FlexLab e a inovação estão impulsionando soluções para tornar o sistema elétrico mais eficiente, resiliente e preparado para a transição energética.
O crescimento da geração distribuída, dos veículos elétricos e das fontes renováveis está mudando a forma como o setor elétrico opera. Se antes o principal desafio era ampliar a oferta de energia, agora é preciso garantir que um sistema cada vez mais descentralizado, digital e dinâmico funcione de forma eficiente e segura.
Esse foi o tema da participação de Letícia Dantas, diretora de Inovação do Grupo Energisa, no painel "Flexibilidade e estratégias: VPPs, armazenagem, infraestrutura, rumo à eficiência e segurança energética", realizado na quarta-feira, 24 de junho, durante o Energy Summit, no Rio de Janeiro.
Durante o debate, Letícia destacou que o futuro das distribuidoras passa pela capacidade de integrar tecnologias, dados e novos recursos energéticos à operação.
O futuro das utilities será definido menos pela infraestrutura que possuem e mais pela capacidade de transformar inteligência operacional em eficiência, resiliência e segurança energética."
A diretora explicou que a rede elétrica brasileira foi construída para operar em uma lógica unidirecional. Hoje, porém, consumidores também geram, armazenam e compartilham energia, tornando a operação mais complexa e exigindo maior capacidade de coordenação e adaptação.
Nesse contexto, a flexibilidade energética deixa de ser apenas um conceito e passa a representar uma necessidade para garantir a segurança do sistema e ampliar o aproveitamento das fontes renováveis.
FlexLab transforma inovação em soluções práticas
Para acelerar essa transformação, a Energisa lançou, em janeiro de 2026, o Energisa FlexLab, laboratório dedicado ao desenvolvimento de soluções voltadas à flexibilidade energética. A iniciativa reúne ambientes de testes em Palmas e Uberlândia e consolida investimentos realizados pelo Grupo desde 2019.
A primeira chamada pública do laboratório recebeu 296 propostas de 13 países. Após as etapas de avaliação, os primeiros seis projetos foram aprovados e começam a ser desenvolvidos ainda este ano. A expectativa é encerrar 2026 com pelo menos dez projetos em andamento.
Entre as soluções selecionadas estão baterias conectadas à rede elétrica, sistemas para clientes comerciais e industriais, despacho inteligente de ativos, tarifas inteligentes e modelos de precificação dinâmica. A companhia também já possui projetos em operação com baterias para clientes do segmento comercial e industrial em Palmas, oferecendo gestão inteligente da energia e redução de custos.
Mais do que desenvolver tecnologias, o FlexLab foi criado para gerar conhecimento e construir um novo mercado de flexibilidade energética no Brasil.
Inteligência para conectar o futuro da energia
Ao falar sobre os próximos passos para ampliar a flexibilidade no país, Letícia ressaltou que a evolução tecnológica precisa ser acompanhada por investimentos em infraestrutura digital, conectividade e interoperabilidade, permitindo integrar diferentes recursos energéticos de forma segura e eficiente.
Segundo ela, o Brasil reúne condições para liderar essa transformação, desde que consiga transformar sua abundância de energia limpa em inteligência operacional.
O Brasil já construiu uma vantagem energética. O próximo passo é desenvolver a inteligência necessária para transformá-la em vantagem competitiva."
Para a diretora, o desafio da transição energética não está apenas em incorporar novas tecnologias, mas em criar condições para que elas operem de forma integrada, ampliando a eficiência, a resiliência e a segurança do sistema elétrico brasileiro.
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