02/07/26 - 2 minutos de leitura
Governança e inovação serão decisivas para o futuro do setor elétrico
No º dia de Energy Summit, Fernando Maia destacou que a próxima etapa da transformação do setor depende de regras estáveis, redes inteligentes e capacidade de integrar um sistema cada vez mais dinâmico.
02/07/26 - 2 minutos de leitura
Governança e inovação serão decisivas para o futuro do setor elétrico
No º dia de Energy Summit, Fernando Maia destacou que a próxima etapa da transformação do setor depende de regras estáveis, redes inteligentes e capacidade de integrar um sistema cada vez mais dinâmico.
A expansão das fontes renováveis, da geração distribuída, do armazenamento de energia e da abertura do mercado livre está tornando o setor elétrico mais moderno e sustentável. Ao mesmo tempo, essas mudanças aumentam a complexidade da operação e exigem uma nova forma de planejar, regular e operar o sistema.
Esse foi o principal tema da participação de Fernando Maia, vice-presidente de Regulação e Relações Institucionais do Grupo Energisa, no painel "Tendências do Setor Elétrico em 2027", realizado no terceiro dia do Energy Summit, no Rio de Janeiro.
Segundo Maia, o desafio do setor nos próximos anos será criar mecanismos capazes de integrar todas essas transformações de forma eficiente, preservando a segurança energética, a previsibilidade regulatória e a capacidade de investimento.
A governança mais eficiente não é a que evita mudanças, mas a que permite incorporar mudanças preservando estabilidade, racionalidade econômica e confiança para investir."
Durante o debate, o executivo destacou que a distribuição passa a ocupar um papel estratégico nesse novo cenário. Além de transportar energia, as distribuidoras serão responsáveis por integrar geração distribuída, baterias, veículos elétricos, consumidores cada vez mais ativos e novas tecnologias à operação da rede.
Redes mais inteligentes para um sistema mais complexo
Para acompanhar essa transformação, a Energisa vem investindo na modernização da infraestrutura e no desenvolvimento de soluções que ampliam a capacidade de monitoramento, automação e tomada de decisão.
Entre as iniciativas destacadas estão o FlexLab, uma plataforma de inovação aberta criada pelo Grupo Energisa para desenvolver e testar tecnologias e modelos de negócio voltados à flexibilidade energética. Seu objetivo é preparar o setor elétrico para lidar com os desafios da geração distribuída e transição energética, testando soluções em ambientes reais junto aos consumidores.
Segundo Maia, preparar a distribuição para esse novo ambiente vai muito além da adoção de novas tecnologias.
A preparação da distribuição não é apenas tecnológica. Trata-se de construir redes mais inteligentes, resilientes e preparadas para um ambiente energético mais aberto, descentralizado e dinâmico."
Estabilidade para impulsionar investimentos
Outro ponto abordado pelo executivo foi a importância da governança e da segurança regulatória para viabilizar os investimentos necessários à modernização do setor.
Maia ressaltou que a expansão das redes, a adaptação às mudanças climáticas e a incorporação de novas tecnologias exigem um ambiente institucional capaz de oferecer previsibilidade aos investidores e coordenar os diferentes interesses envolvidos na transformação do setor elétrico.
Para ele, o Brasil reúne condições para liderar essa nova etapa, desde que consiga combinar inovação, infraestrutura moderna e um ambiente regulatório alinhado aos desafios da transição energética.
O futuro do setor dependerá da capacidade de construir regras, instituições e mecanismos que permitam transformar inovação em eficiência, competitividade e segurança energética para toda a sociedade.
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