O Grupo Energisa participou, em outubro, do evento “Como escalar e acelerar os investimentos sustentáveis no Nordeste: as oportunidades do powershoring”, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), em Fortaleza (CE). Representando a companhia no Painel “Marco Institucional e Regulatório para impulsionar o Powershoring”, a diretora de Marketing, Growth e Comercial da (re)energisa, Camila Schoti, abordou como regulações inovadoras podem não apenas viabilizar, mas também estimular investimentos e inovação no setor energético.
O termo powershoring se refere à realocação estratégica de cadeias produtivas para regiões que oferecem energia limpa, abundante, confiável e de baixo custo, transformando a disponibilidade de energia renovável em um diferencial competitivo para atrair indústrias e investimentos sustentáveis. No caso do Brasil, o Nordeste desponta como protagonista dessa agenda, por reunir matriz elétrica renovável, infraestrutura crescente e ambiente regulatório em evolução.
Segundo a executiva, o caminho para o desenvolvimento sustentável passa por marcos regulatórios que ofereçam previsibilidade, integração e reconhecimento explícito do valor que cada solução agrega ao sistema. “O Nordeste já demonstrou que energia limpa e desenvolvimento andam juntos, e o Grupo Energisa conhece essa realidade por dentro”, afirmou.
Camila destacou a presença histórica da Energisa na região, com distribuição de energia há quase 30 anos, geração solar em três estados e participação nas distribuidoras de gás do Ceará, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Esse enraizamento, segundo ela, consolida as bases para o powershoring - movimento em que cadeias de valor escolhem o Brasil pela oferta de energia renovável, confiável e acessível.
A diretora explicou que a estratégia do Grupo está ancorada na visão da Energia 5D: descarbonizada, descentralizada, digitalizada, democratizada e diversificada; e no conceito de adição energética, que integra elétrons, moléculas e bytes para gerar soluções combinadas e sustentáveis.
Ao colocar a digitalização no centro, com sistemas avançados de gestão, sensoriamento e análises preditivas, conseguimos reduzir custos, aumentar a confiabilidade e planejar o sistema com resiliência”, reforçou.
Durante sua fala, Camila também ressaltou que a inovação regulatória deve reconhecer o valor da flexibilidade, especialmente do armazenamento e da gestão ativa da demanda, e apoiar a integração entre fontes renováveis, redes digitais e infraestrutura de gás natural e biometano. Essa integração, segundo ela, será fundamental para transformar vocação regional em investimento produtivo.
“No Nordeste, onde há sol, vento, capital humano e ambição, um arranjo regulatório moderno pode transformar a vocação energética da região em vantagem competitiva real”, completou.
Ao final, a diretora lembrou que a COP30, que será realizada em Belém, colocará sob os holofotes a capacidade de execução do Brasil diante da transição energética global. “O Grupo Energisa está preparado para ser parceiro nessa virada, com redes modernas, soluções integradas e entrega de resultado mensurável”, concluiu.
O Grupo Energisa está ampliando sua atuação na transição energética ao investir em soluções que combinam diferentes fontes renováveis e tecnologias, com destaque para o biometano. A companhia acaba de anunciar a construção de sua segunda planta de produção de biometano, localizada em Carambeí (PR), com capacidade de 28 mil m³/dia. O projeto é resultado da aquisição de 52% de uma usina especializada no reaproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de biofertilizantes no interior do Paraná.
A primeira planta de biometano do Grupo, desenvolvida em Santa Catarina, está em fase final de implantação e deve iniciar a comercialização no primeiro trimestre de 2026. Ambas as iniciativas reforçam o compromisso da Energisa com a multipotencialidade energética, conceito que integra diferentes vetores energéticos, como elétrons, moléculas e bytes, para atender às demandas de forma mais limpa, eficiente e segura.
O biometano, por ser carbono neutro, representa uma alternativa estratégica para a descarbonização imediata do setor de energia. O gás renovável pode ser injetado diretamente na rede de distribuição, substituindo parcialmente o gás natural e reduzindo ainda mais as emissões de CO₂.
A Energisa já vem promovendo essa integração por meio de suas distribuidoras de gás canalizado. A Cegás, no Ceará, já utiliza o energético renovável em sua rede. A Copergás (PE) e a ES Gás (ES) estão em processo de conexão com usinas locais de biometano, com previsão de conectar mais três plantas até 2030 no Espírito Santo.
Além de promover a descarbonização, a produção de biometano nas usinas da Energisa fortalece o conceito de economia circular, ao transformar resíduos da agroindústria em energia limpa e insumos agrícolas sustentáveis, como biofertilizantes.
Com mais de 120 anos de história, a Energisa reafirma seu papel como agente transformador do setor energético nacional. Ao investir em biometano e fortalecer suas distribuidoras de gás natural, a companhia não apenas diversifica sua matriz energética, mas também impulsiona o desenvolvimento regional, gera empregos e contribui para um futuro mais sustentável.