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Espaços culturais da Fundação Ormeo Junqueira Botelho atraíram mais de Espaços culturais da Fundação Ormeo Junqueira Botelho atraíram mais de

Publicada em: 23/12/2022

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Espaços culturais da Fundação Ormeo Junqueira Botelho atraíram mais de 53 mil pessoas em 2021

Os seis espaços culturais da Fundação Ormeo Junqueira Botelho, na Paraíba, Minas Gerais e Rio de Janeiro, receberam a visita de mais de 53 mil pessoas, em 2021. O público formado por crianças, adolescentes, adultos e terceira idade participou de ações educativas e de entretenimento. A entidade tem a Energisa como principal mantenedora. 

Com quatro desses espaços, Minas Gerais foi responsável por atrair 46% deste público total, e a Paraíba, com a Usina Cultural, em João Pessoa, 23 mil pessoas (43%). O Rio de Janeiro, com a Usina Cultural de Nova Friburgo, atraiu seis mil pessoas em 2021. 

Por causa da pandemia, o funcionamento dessas unidades foi parcialmente suspenso. A Fundação teve que criar novas formas de incentivar, desenvolver e difundir os trabalhos. O resultado surpreendeu, com o envolvimento de novos públicos através do ambiente virtual, em soluções que se tornaram gradualmente híbridas, e vieram para somar.

No início do século 20, o engenheiro e político dedicado ao setor elétrico e precursor na preservação do meio ambiente no Brasil, Ormeo Junqueira Botelho, parafraseou Santo Agostinho: “Nada merece ser feito, mesmo que bem feito, se a alma não estiver no feito”, e previu o que viria a ser a atividade da fundação sem fins lucrativos, que traz o nome dele e é dedicada a fomentar a arte, a educação e a cultura no Brasil. 

Fundação sem fins lucrativos fomenta a arte, a educação e a cultura no Brasil

 

Arte-educação, memória e patrimônio são modos de inserir reflexão, instruir e valorizar a cultura brasileira. Artes visuais e audiovisuais, literatura, teatro, música, dança foram manifestações oferecidas não só nos espaços físicos, mas também disponibilizadas virtualmente, alcançando novos olhares, para além das fronteiras territoriais.

Alguns projetos reuniram um número maior de pessoas em 2021 e revelam a força da cultura brasileira; com uma produção fértil e um público eclético capaz de se atrair e se encantar com gêneros diversos, ao apreciar artistas regionais – contemporâneos e tradicionais. Música, fotografia, exposição, literatura e cinema foram algumas áreas em destaque de audiência (aplausos, views e likes), ao longo do último ano, em cada um dos espaços da Fundação. É possível degustar momentos deste belo resultado no canal do YouTube da FOJB.

Encontro Nacional de Forrozeiros e Fórum Forró Raiz

Alcançando 11 mil pessoas com atividades híbridas (presenciais e online), o IV Encontro Nacional de Forrozeiros e o III Fórum Nacional de Forró Raiz aconteceram na cidade de João Pessoa (PB), com patrocínio do Grupo Energisa, realização da Associação Cultural Balaio Nordeste e apoio da Usina Energisa. No Espaço Cultural José Lins do Rego e na Usina Cultural, uniram-se artistas, conhecedores das matrizes do forró e convidados da cena cultural de todo o país e do exterior, em shows, debates, exposição e na entrega, pelo IPHAN, do “Título Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Imaterial Brasileiro”.

Concurso de fotografias “Esperança é energia”

No Museu Energisa, em Cataguases (MG), foram cerca de cinco mil pessoas apreciando as obras do concurso de fotografias intitulado “Esperança é energia”. Para alcançar um amplo público de adolescentes, jovens e adultos, além de estimular o olhar como principal valor artístico, as inscrições reuniram fotografias captadas por quaisquer dispositivos digitais, incluindo celulares, tablets ou câmeras.

Concurso de fotografias “Esperança é energia”

Arte PocketFest

Ainda em Cataguases, o Arte PocketFest, realizado no Centro Cultural Humberto Mauro, envolveu quase quatro mil pessoas. Em sua primeira edição em 2021, com o objetivo de capacitar e premiar artistas e produtores culturais locais, o Arte PocketFest revelou profissionais talentosos da Zona da Mata, divulgando seus trabalhos e promovendo a formação na área de produção cultural. Os oito finalistas foram contemplados com um curso de capacitação em leis de incentivo, acessibilidade cultural, escrita de projetos para editais de patrocínio e prestação de contas. Além disso, oito bandas participaram da Mostra Competitiva de Música Autoral, com votação popular e premiação para o grupo vencedor. As apresentações foram realizadas pelo Som & Fúria – programa, disponibilizado pelo Anfiteatro Ivan Müller Botelho, na Fundação Ormeo Junqueira Botelho (FOJB), para difusão de shows musicais de diversos gêneros. Confira abaixo o show de Murilo Abrita, primeiro colocado no Arte Pocketfest 2021.

Projeto “O livro que eu indico”

Na literatura, o destaque de 2021 foi “O livro que eu indico”. Desenvolvido pela Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho, da FOJB, o projeto atraiu em torno de mil pessoas em ambiente virtual ao longo de 2021, e continua atraindo no canal aberto da Fundação no Youtube. Teve por proposta a criação em série de 6 episódios de cerca de 10 minutos cada, lançados mensalmente, em que foram indicados e comentados livros por convidados. Em 2021, contribuíram alguns intelectuais, professores e escritores mineiros: Cláudia Conte, Cláudio Guerson, Poliana Rodrigues Santos, Rodrigo Fialho, Sarom Durães e Wagno Rocha Antunes. Assista abaixo ao primeiro episódio da série, com uma homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade.

Documentário “Restará sempre muito o que fazer”, de Julio Adrião

Em Nova Friburgo (RJ), a Usina Cultural teve por principal atração em 2021 a exibição virtual do documentário “Restará sempre muito o que fazer”, do ator Júlio Adrião. O curta, produzido durante a pandemia, foi montado a partir do cruzamento de antigas cartas e imagens que narram o cotidiano de um pai e um filho, cada um em seu local de trabalho, em lugares distantes da família.

Além de promover a cultura brasileira, os 6 espaços da Fundação preservam ainda um importante patrimônio arquitetônico do país, como o casarão em art nouveau que abriga o Museu Energisa, em Minas Gerais; a Usina Cultural de Nova Friburgo (RJ), localizada no prédio onde funcionava o escritório da antiga Companhia de Eletricidade de Nova Friburgo (CENF), hoje Energisa; ou ainda, o galpão da Usina Cultural, na região de Cruz do Peixe (PB), sede da primeira subestação da capital (Tração, Luz e Força).

Sem dúvida, como preconizou Ormeo Junqueira Botelho, o que é realizado pela Fundação tem alma. Alma dos artistas, educadores, produtores e mantenedores deste projeto repleto de som e fúria, de esperança e energia, que estimula a criação e a difusão da cultura no Brasil.

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Energisa promove eventos natalinos para fortalecer cultura e turismo Energisa promove eventos natalinos para fortalecer cultura e turismo

Publicada em: 14/12/2022

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Energisa promove eventos natalinos para fortalecer cultura e turismo local

No Natal, as decorações especiais, a iluminação natalina e os eventos culturais transformam as cidades. Durante o mês de dezembro, a Energisa está promovendo eventos e espaços de lazer nas capitais da Paraíba, Sergipe e Rondônia.

Em Aracaju (SE), o Parque da Sementeira é palco do Natal Iluminado - evento que incentiva o turismo da capital sergipana. A população local e os turistas podem visitar a Casa do Papai Noel, o Globo de Neve 3D e outras decorações até o dia 6 de janeiro.

A ornamentação natalina conta com 7,5 milhões de lâmpadas de LED e com muitas novidades. A concepção do projeto e a montagem são uma realização da Energisa em parceria com a Prefeitura Municipal de Aracaju.

Para este ano, as principais novidades são: árvores cerejeiras 3D com micro lâmpadas internas LED; árvores de pixel com sistema de efeitos personalizados capaz de reproduzir textos e imagens coloridas em mais de 5 mil lâmpadas pixel LED e globo de neve 3D com abertura para crianças interagirem com neve artificial. 

A decoração ainda conta com um túnel luminoso de 25 metros, Casa do Papai Noel, locomotiva luminosa de fibra, árvore 2023, árvore 3D flutuante de 12 metros, caixas de presentes flutuantes, arcadas com os 3 Reis Magos flutuantes, entre outros atrativos. Foram empregados todos os conceitos de eficiência energética e sustentabilidade na decoração natalina do parque.

O diretor-presidente da Energisa em Sergipe, Roberto Currais, destacou a importância do circuito do Natal Iluminado para os sergipanos e para o turismo local. “É muito gratificante para a Energisa conceber este espetáculo de luzes. É um momento muito esperado por todas as famílias que visitam o parque neste período natalino. Este ano teremos muitas novidades para as crianças aproveitarem bastante. Teremos a tradicional casa do Papai Noel, Globo de neve e novos elementos de decoração natalina que propiciarão belíssimas fotos. A Energisa deseja a todos os sergipanos muita esperança, luz e energia para o Natal e sucesso para o ano que se aproxima”, afirma Currais.

 

Em Rondônia, sede da Energisa é transformada em espaço de lazer natalino

A Energisa montou um espaço decorativo para celebrar as festividades de fim de ano junto com os rondonienses em frente à sua sede, na Avenida Imigrantes, em Porto Velho. O espaço conta com milhares de lâmpadas LED que ornamentam estruturas com temas natalinos. A decoração foi inaugurada com a participação de colaboradores da empresa.

Segundo o diretor-presidente da Energisa no estado, André Theobald, a infraestrutura foi montada com carinho para celebrar os quatro anos de atuação da empresa em Rondônia. “Esse espaço será mais uma opção de lazer neste período de festividades. As famílias irão poder visitar gratuitamente para tirar fotos e passar um momento agradável. Desejamos que 2023 seja um ano repleto de ‘Boas Energias’ para todos os rondonienses”, afirma.

A iluminação segue critérios de segurança e eficiência energética ao utilizar lâmpadas do modelo LED que são mais econômicas com a mesma luminosidade. 

A iluminação fica acessa todos os dias da semana até o dia 06 de janeiro de 2023 nos seguintes horários:

  • De segunda a quinta-feira das 18h às 23h;
  • Sextas, sábado e domingo das 18h às 2h da manhã;
  • Dias 24, 25 e 31 de dezembro as luzes ficarão acessas durante toda a noite.

 

 

Natal na Usina

Em João Pessoa, o destaque é o tradicional Natal da Usina, realizado desde 2014. O evento acontece do dia 3 a 30 de dezembro na Usina Energisa, com feiras de artesanato e gastronomia, exposições, contação de histórias e atrações musicais. Com entrada gratuita, o evento será em formato híbrido, com atrações presenciais na Usina e transmissões pelo Youtube Artistas da Paraíba, pela TV Assembleia e pela Rádio Tabajara.

Dentro da programação cultural do evento, diversos artistas considerados símbolos da cultura paraibana se apresentam para cerca 20 mil pessoas, que assistem a 20 shows gratuitamente. Também estão na programação a mostra de literatura paraibana, exposição fotográfica e mostra de cultura popular, além do concurso de presépios, exposição de papais noéis, feira gastronômica, apresentação de corais e contação de histórias, que já são uma marca do Natal na Usina.

Para o presidente da Energisa Paraíba, Márcio Zidan, o evento reforça o compromisso da empresa em oferecer mais do que serviço de energia. “O clima do Natal nos traz uma energia positiva e renova as esperanças. Vamos levar atrações de qualidade, com o melhor da cultura paraibana e proporcionar momentos de celebração para as pessoas, em suas casas. Nesse formato híbrido, também é uma boa oportunidade para os paraibanos, até os que vivem fora do estado, se conectarem com o evento”, destacou.

Patrocinado pelo Grupo Energisa, o evento é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura - Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. 

 

 

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Filme apoiado pela Energisa aborda papel das mulheres na história do B Filme apoiado pela Energisa aborda papel das mulheres na história do B

Publicada em: 14/10/2022

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Filme apoiado pela Energisa aborda papel das mulheres na história do Brasil

O longa-metragem “As Órfãs da Rainha” (2022), da diretora Elza Cataldo, ainda não foi lançado no Brasil, mas já conquista prêmios internacionais como o de melhor filme histórico da 14ª edição do Toronto International Women Film Festival. A obra, uma produção brasileira do Polo Audiovisual da Zona da Mata em Minas Gerais, realizada com o apoio do Grupo Energisa, conta a história das irmãs Leonor, Brites e Mécia, criadas sob proteção da Rainha de Portugal e forçadas a viajarem para o Brasil Colônia para casarem e formarem família. O objetivo era ocupar o novo território para a Coroa Portuguesa.

Convidamos a diretora para uma conversa com a engenheira eletricista da Energisa em Rondônia Aline Romero e a analista da ouvidoria também de Rondônia Luana Evangelista. Diferentemente das protagonistas do filme, as duas se deslocaram dos seus lugares de origem por escolha própria, em busca de oportunidades de crescimento profissional. Na conversa, mediada pela coordenadora de imprensa da Energisa, Renata Batista, as três fazem um paralelo entre os dois contextos e diferenças culturais, de clima etc. 

A cultura é muito vasta. São coisas que impactam nossas mudanças, vai agregando na nossa vida, tanto profissional quanto pessoal”, destaca a analista Luana Evangelista.

Elza Catoldo lembra que a história das protagonistas do filme é marcada também por violência de gênero e machismo. 

Um filme histórico só tem sentido se ele dialoga com o presente, só tem sentido se tem um canal de comunicação com as pessoas”, afirma. “Embora a gente possa pensar no século XVI tão distante, é tragicamente verdadeiro lembrar que a violência contra as mulheres, violência doméstica e a inserção das mulheres naquela micro sociedade, ainda tem muito paralelo com o que existe hoje no Brasil. O filme também dialoga com essa situação”, explica a diretora.

Confira o podcast:


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Filarmônica de Itabaiana: os acordes da inclusão Filarmônica de Itabaiana: os acordes da inclusão

Publicada em: 10/10/2022

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Filarmônica de Itabaiana: os acordes da inclusão

Em Itabaiana, interior de Sergipe, é mais comum um adolescente que saiba tocar um instrumento do que jogar futebol. Isso porque a cidade, a 54 quilômetros da capital, tem a música em sua essência. E a grande responsável por isso é a Sociedade Filarmônica Nossa Senhora da Conceição, cuja origem data de 1745, e que oferece formação musical gratuita para jovens da cidade e arredores, além de agregar uma dezena de grupos musicais – sendo o maior deles a Orquestra Sinfônica de Itabaiana, destino de muitos desses novos talentos sergipanos. 

A Filarmônica é um projeto importantíssimo para a cultura sergipana, que edifica e coloca a pessoa num lugar de destaque na sociedade no sentido de oferecer, através do caminho da música, um trabalho digno e importante para ela”, afirma o maestro Valtenio Alves de Souza, vice-presidente da Sociedade Filarmônica e regente da Banda Sinfônica da instituição.

Há 45 anos na instituição, Valtenio conta que o projeto social aceita crianças a partir dos 7 anos para o processo de musicalização através da flauta doce. Com cerca de 10 anos, os alunos já começam a fazer aulas com instrumentos adaptados para o tamanho delas, como violinos, violoncelos e tambores menores. 

Essa formação de base é o que possibilita, mais tarde, que o adolescente inicie as aulas de instrumentos como clarinetes, trompetes e oboés com uma bagagem grande já absorvida, para poder ingressar nos conjuntos da instituição.

Aula de música para crianças

Com patrocínio da Energisa, a Filarmônica é um exemplo de formação cultural no Brasil. Ao todo, o projeto já chegou a ter 600 alunos. Com a pandemia, houve uma evasão natural e, hoje, contam com 380 jovens em sala de aula – número que, segundo o maestro, está voltando a crescer. 

 A Filarmônica de Itabaiana guarda não só uma memória da música instrumental de Sergipe. Ela é patrimônio do Brasil. É importante que os brasileiros desta e de outras gerações entendam que é compromisso de cada um de nós apoiar instituições que priorizam a salvaguarda da nossa cultura. O Grupo Energisa tem esse compromisso e se orgulha em poder trilhar essa caminhada pela democratização da cultura através da inclusão de jovens nas aulas de música, na manutenção da própria orquestra e na formação deste repertório de novos talentos”, destaca Delânia Cavalcante, Coordenadora de Investimento Social da Energisa.

Ao todo, a Filarmônica de Itabaiana conta com 12 grupos musicais, entre eles, as bandas Infanto-Juvenil, Jovem e Sinfônica, e as orquestras Experimental, Preparatória e Sinfônica – ápice da música erudita, hoje com 60 integrantes, além de diversas formações de música de câmara, como o quinteto de cordas e o quarteto de saxofone. 

É lindo ver hoje músicos que tocam conosco em diversos grupos, como a orquestra sinfônica, ou que são nossos professores, que começaram no projeto ainda crianças. Isso nos enche de orgulho”, emociona-se o maestro.

Apresentação de banda da Filarmônica de Itabaiana

É o caso do sergipano Laedson Santos Souza, de 23 anos, contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Itabaiana. Nascido em Moita Bonita, município vizinho de Itabaiana, Laedson começou a aprender trompete aos nove anos em um projeto social no qual Valtenio lecionava. 

O trabalho de musicalização levou o jovem a descobrir, no início da adolescência, sua verdadeira paixão: os instrumentos de corda, mais especificamente, o baixo. Dono de um talento natural para a guitarra e o baixo elétrico, não demorou para que o maestro o convidasse para ter aulas de baixo acústico na Filarmônica.

Assim que começou as aulas, Laedson ingressou imediatamente na orquestra de cordas da Filarmônica, ainda aos 14 anos. Aficionado por jazz, o jovem músico mergulhou nos estudos do instrumento e, hoje, além de ser contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Itabaiana e dar aula de violão e guitarra na Filarmônica, também está se formando na faculdade de música da Universidade Federal de Sergipe, com um trabalho sobre as teorias musicais do jazz e do blues.

Foi no projeto social de Itabaiana que me descobri. A Filarmônica é um universo musical, permite que a gente aprenda um pouco de tudo, tenha diferentes experiências, funcionando como um verdadeiro oásis em Sergipe. Temos uma lutheria própria dentro da instituição, fabricamos nossos próprios violinos. Isso é algo raro. Ter entrado em contato com tantas possibilidades aqui dentro abriu meus olhos e fez com que hoje eu seja um estudante de música muito melhor dentro da minha formação acadêmica”, elogia Laedson.

Lutheria

Não à toa, os acordes do projeto são ouvidos em todos os cantos do país, onde diversas orquestras de peso, como OSB e Petrobrás Sinfônica, possuem instrumentistas oriundos de Itabaiana em seus quadros.

A importância dos conjuntos e bandas instrumentais de interior é gigantesca na formação dos músicos do país. Pode perguntar para a maioria dos músicos de orquestras brasileiras onde eles começaram: 90% vai dizer que foi numa banda ou grupo de sua cidadezinha do interior. E Itabaiana contribui muito para isso”, ressalta Valtenio.

Além do apoio à Filarmônica de Itabaiana, a Energisa também patrocina outro importante projeto na cidade: o Parque dos Falcões, santuário a céu aberto que abriga mais de 400 aves e é o único centro de criação, multiplicação e preservação de aves de rapina da América do Sul. Conheça esta história!

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Flor Ribeirinha leva suas raízes para o mundo Flor Ribeirinha leva suas raízes para o mundo

Publicada em: 30/08/2022

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Flor Ribeirinha leva suas raízes para o mundo

São Gonçalo Beira Rio, Cuiabá, Mato Grosso. No quintal de Dona Domingas Leonor da Silva, uma semente foi germinada. Regada com dedicação por mãos que moldam o barro da cerâmica e fazem gestos de dança, brotou forte. Das margens do Rio Cuiabá, desabrochou embalada pelas violas de cocho e hoje, frondosa, é admirada pelo mundo todo. 

Batizado de Flor Ribeirinha pela própria Domingas, o grupo de dança idealizado e fundado por ela no quintal de sua casa, há quase 30 anos, trabalha no resgate, manutenção, proteção e difusão da cultura popular da região, sobretudo o siriri e o cururu (dança e ritmo tradicionais), acumulando prêmios por onde passa. O mais recente deles foi conquistado neste mês de julho: o troféu Golden Peak, na Bulgária, onde acontece um dos maiores festivais internacionais de dança folclórica.

– Minha avó é uma mulher muito especial, com uma energia única, que desde jovem se encantou e quis manter viva a nossa cultura – diz Avinner Augusto da Silva, neto de Dona Domingas e, hoje, coreógrafo do grupo.

Com patrocínio da Energisa, que apoia o projeto mato-grossense em diversos campos de atuação – como na manutenção das oficinas de finais de semana para os moradores locais e nos espetáculos pelo Brasil –, o Flor Ribeirinha nasceu e atua de forma marcante na comunidade histórica de São Gonçalo Beira Rio. Rico polo de cultura popular brasileira, lá são preservadas as tradições cuiabanas de celebrações tradicionais das festas de santos, por exemplo, assim como a transformação da argila em cerâmica, a produção de comidas e bebidas típicas, a confecção e uso da viola de cocho, além do modo de vida dos ribeirinhos.

– A Associação Cultural Flor Ribeirinha é um projeto social que vai além da dança, atuando na proteção e expressão da cultura regional. Muito mais do que distribuir energia elétrica, a Energisa tem como propósito promover o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da sociedade, onde os avanços tecnológicos caminham lado a lado da identidade cultural –, destaca Ana Carolina Ribas, gerente de gestão e projetos da Energisa.

Amante do siriri desde pequena, Dona Dominga quis preservar a expressão cultural que lhe fazia feliz e orgulhosa de ser quem é e vir de onde vem. Na década de 80, a cuiabana começou a reunir os mestres que detinham aquele saber popular tão rico, senhores e senhoras da região, entre músicos e bailarinos, para formar um grupo, chamado por ela de Nova Esperança e levar o siriri para além das fronteiras de São Gonçalo. 

– Nessa época, a nossa cultura popular enfrentava muito preconceito, sendo mal vista mesmo pelas pessoas daqui da região. Não valorizavam e não entendiam a importância dessa tradição tão rica – conta Avinner. – Essa primeira iniciativa foi muito importante para o siriri, a viola de cocho, ser mais vista pela própria população daqui.

No entanto, como os integrantes eram já senhores de idade, o grupo não durou muito, e o Nova Esperança morreu junto com seus baluartes. Apesar da dor, a então jovem Dona Dominga não desistiu. Chamou os netos de seus mestres – crianças que ouviam e respiravam aquela cultura desde pequenas – para brincar de dançar o siriri em seu quintal. Sem saber, Dona Dominga germinava ali a verdadeira nova esperança. 

– Eu era uma criança de colo nessa época, mas já participava assistindo a tudo no quintal da minha avó. Cresci nutrindo essa paixão imensa pela nossa cultura – relembra Avinner.

As crianças viraram adolescentes e a ideia veio em seguida: fundar, agora sim, um grupo de dança capaz de preservar e disseminar a cultura do siriri. Nascia assim, em 1993, o Flor Ribeirinha. Avinner, então com 10 anos, virou mascote da companhia. Não demorou muito para se tornar coreógrafo, assumindo a direção de movimento do grupo em 2004.

Em 2013, Avinner e D. Dominga julgaram ser a hora de tentar levar o Flor Ribeirinha para fora de Mato Grosso, inscrevendo a companhia no renomado Festival de Joinville, em Santa Catarina. Sem pretensões de concorrer a nenhum prêmio, o grupo não só se apresentou, como foi ovacionado pela plateia presente, chegando à final e conquistando o quinto lugar. Desde então, o grupo já se apresentou em diversas festas dentro e fora do país, e foi selecionado para três competições internacionais de folclore: Cheonan World Dance Festival na Coreia do Sul, em 2016, onde tirou o segundo lugar; 18º Festival Internacional de Arte e Cultura na Turquia, em 2017, sua primeira vitória fora do Brasil; e este ano, na Bulgária, onde acaba de conquistar o maior prêmio do festival. 

Para 2022, Avinner conta que o grupo Flor Ribeirinha prepara uma turnê nacional que irá circular pelas cinco regiões do Brasil, a partir de setembro – projeto também apoiado pela Energisa, através da Lei Rouanet, no valor de R$ 364 mil.

Além do grupo de dança, o projeto cresceu ao longo dos anos, ganhando relevância sem esquecer sua principal missão: manter viva a cultura popular cuiabana. Por isso, a companhia idealizada por Dona Domingas virou Associação Cultural Flor Ribeirinha, que realiza diversas outras oficinas e atividades regulares. Alguns exemplos são o projeto “Semente Ribeirinha”, que promove atividades artísticas gratuitas para crianças entre 6 e 12 anos, e o “Flor da Idade”, com foco na produção de cerâmica pelas mãos de senhoras ribeirinhas que mantêm a tradição da argila local muito forte. O apoio da Energisa ajuda a manter essas atividades ao longo do ano todo, porque qualquer flor precisa de rega constante pra prosperar.

Conheça mais sobre a política de patrocínios culturais da Energisa:

O Grupo patrocina, por meio das Leis de Incentivo à Cultura, a produção cultural brasileira realizada em sua área de atuação. O programa de incentivo Energisa Cultural tem o objetivo de fomentar a produção e desenvolvimento da cultura local, ampliando o acesso à arte, valorizando a cultura brasileira e provocando a interação entre saberes e fazeres das comunidades. Em 2021, foram investidos quase R$ 8,1 milhões em 29 projetos em 7 estados, abrangendo 8 linguagens culturais.

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Patrocínios Culturais: Energisa de olho no futuro Patrocínios Culturais: Energisa de olho no futuro

Publicada em: 18/02/2022

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Patrocínios Culturais: Energisa de olho no futuro

Um mergulho no coração da Amazônia. Essa é a proposta da nova exposição do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, inaugurada na terça-feira (15/02) no Sesc Pompéia, em São Paulo, após passar por Londres, Paris e Nova York.  A mostra, que conta com mais de 200 fotos do artista, leva o visitante a uma experiência imersiva para que ele veja, ouça e reflita sobre o futuro da biodiversidade e a urgente necessidade de proteger os povos indígenas e preservar o ecossistema do planeta. Não à toa, o Grupo Energisa é um dos patrocinadores da exposição "Amazônia – Sebastião Salgado". 

“Sebastião Salgado leva, com muito respeito, a cultura brasileira para o mundo inteiro. A gente precisava mostrar para a sociedade que estamos prontos para esse compromisso de sustentabilidade nas áreas em que atuamos”, ressalta Delânia Cavalcante, Coordenadora de Investimento Social da Energisa. “A gente atua no Brasil profundo, dentro desse bioma importantíssimo que é a Amazônia. Por conta disso, o apoio à mostra significa, para nós, um valioso carimbo de compromisso do quanto nos preocupamos com uma das nossas grandes áreas de atuação, que é a floresta amazônica e seus povos.”

Os retratos, todos em preto e branco, foram feitos por Salgado ora com os pés fincados na terra, ora submersos nos rios ou suspensos no ar para impressionantes registros aéreos. O resultado são imagens que revelam a riqueza da floresta, das águas doces, das montanhas e comunidades indígenas da região.

“Para mim, trabalhar na Amazônia foi como trabalhar no paraíso durante estes últimos sete anos da minha vida. Foi colossal, foi fantástico”, diz Salgado.

Depois de São Paulo, onde fica até o dia 10 de julho, “Amazônia” segue para o Rio de Janeiro (RJ), no Museu do Amanhã, de 19 de julho de 2022 a 29 de janeiro de 2023.

O incentivo sociocultural e ambiental é um dos pilares fundamentais da Energisa, que atua nas comunidades de forma a contribuir para o desenvolvimento dos territórios onde opera. Em comunhão com este pensamento está também o apoio ao esporte, por acreditar que ele contribui diretamente para a qualidade de vida e a formação dos cidadãos.

Além da grande exposição de Sebastião Salgado, outro investimento que se destaca é o apoio à vela brasileira através da vitoriosa dupla Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49er FX. Elas conquistaram o Bronze nas Olimpíadas Rio 2016 e o Ouro em Tóquio 2020.

“Elas são mulheres muito especiais. Além de serem campeãs, são jovens empreendedoras, com garra, preocupadas com inúmeras causas sociais, como levar a vela a outras classes sociais, por exemplo. Para nós, agregar a nossa marca a esse símbolo de uma geração de mulheres que corre atrás é muito importante”, ressalta Delânia.

O sólido apoio da Energisa é reconhecido pela dupla, que diz estar muito feliz com a parceria:

“Nosso esporte é bem complexo. Tem o barco, a logística, as viagens... É um esporte que, hoje, é bastante caro em termos de competição a nível olímpico. Com o patrocínio da Energisa, tudo fica mais fácil e a gente fica mais aliviada”, explica Kahena. “A maioria dos atletas se preocupa com o dia de amanhã, porque podemos nos lesionar e perder tudo. Por isso a renovação de um patrocínio traz um conforto e uma segurança muito fortes para o atleta. Depois dos Jogos Olímpicos, vários patrocinadores saíram, e a renovação do apoio da Energisa traz felicidade.”

O critério utilizado pela Energisa para os incentivos socioculturais, segundo Delânia, é apoiar projetos e iniciativas socioculturais que tenham identidade própria e relevância cultural; fomentem a inclusão social; priorizem ações de formação, capacitação e circulação para o desenvolvimento sociocultural local e a economia criativa. Além disso, cada distribuidora promove localmente iniciativas de impacto social.

“Em 2021, a gente selecionou 28 projetos dentro desses critérios. Conseguimos, dessa forma, atingir o maior número possível de projetos na nossa área de atuação”, conta Delânia. “Normalmente, os projetos estavam muito focados em MG, SP e em Nova Friburgo/RJ. Numa conversa com diretores-presidentes, a gente pediu que nos enviassem novas propostas para, assim, tentar reverberar os recursos para todas as nossas unidades.”

O mapa a seguir dá a visão geral dos patrocínios e apoios da Energisa no último ano. Para 2022, a meta é ampliar ainda mais os incentivos socioculturais do Grupo e lançar o primeiro edital público para patrocínio de projetos culturais.

Exposição da Amazônia Sebastião Salgado<br />

Ficou curioso com o tema? Para saber mais, não deixe de conferir o documentário “O Sal da Terra” (Netflix) sobre a obra de Sebastião Salgado, e a série documental “É Ouro! – O Brilho do Brasil em Tóquio” (Globoplay), com os bastidores da dupla Martine Greal e Kahena Kunze na conquista do ouro olímpico.

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Serviço:

Amazônia – Sebastião Salgado

Curadoria e cenografia: Lélia Wanick Salgado

De 15 de fevereiro a 10 de julho de 2022

Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93, Pompeia – São Paulo/SP

Horário: De terça a sábado, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 18h

Grátis. Classificação livre.

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