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Projeto pioneiro usa gás natural na secagem de café no ES Projeto pioneiro usa gás natural na secagem de café no ES

Publicada em: 21/05/2026

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 Energisa 5D

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Brasil

Projeto pioneiro usa gás natural na secagem de café e impulsiona inovação no Espírito Santo

Com o início da colheita do café conilon em maio, o Espírito Santo dá largada a um projeto inédito que pode transformar uma das etapas mais decisivas da produção cafeeira: a secagem dos grãos, agora testada com o uso de gás natural. A iniciativa faz parte de um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ES Gás, aprovado pela Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).

Os testes serão realizados na Fazenda Chapadão, em Linhares, propriedade do produtor Eduardo Bortolini, em condições reais de safra. A operação permitirá avaliar, na prática, o desempenho do gás natural como alternativa às fontes tradicionais utilizadas no processo de secagem.

A iniciativa é conduzida em parceria com o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), principal articulador do projeto junto ao setor produtivo capixaba. A proposta acompanha o movimento de modernização da cafeicultura, em que qualidade, padronização e sustentabilidade ganham cada vez mais peso na competitividade do produto.

“A cafeicultura capixaba, especialmente a produção de conilon, é hoje reconhecida entre as mais modernas e tecnificadas do mundo, destacando-se pela rápida adoção de inovação, elevada produtividade e crescente foco em qualidade. Esse cenário nos coloca em posição estratégica para ampliar, nos próximos anos, a oferta de cafés brasileiros ao mercado internacional. A etapa da secagem ainda representava um dos principais desafios para ganhos mais expressivos de qualidade na exportação, mas, com este projeto, damos um passo decisivo para superar essa barreira. A utilização do gás natural no processo de secagem tem potencial para elevar significativamente o padrão do café capixaba, agregando valor ao produto, ampliando as oportunidades de exportação para os produtores e fortalecendo a liquidez e a competitividade do nosso mercado. Estamos diante de uma inovação com capacidade de promover uma transformação profunda na cafeicultura do Espírito Santo”, destaca Fabrício Tristão, presidente do CCCV.

Entre as etapas críticas para o resultado do café, a secagem tradicionalmente utiliza lenha e outras biomassas. O gás natural será avaliado como uma alternativa que permite maior controle térmico, ganho de uniformidade e redução de emissões.

A ES Gás já desempenha um papel relevante na cadeia do café capixaba, atendendo processos da indústria cafeeira, como torrefação e descafeinação. Agora o gás natural passa a ter também um papel estratégico como viabilizador de inovação no processo de secagem do café. Esse projeto mostra como a energia pode impulsionar ganhos de qualidade e eficiência na produção de café, ao mesmo tempo em que abre caminho para atrair novos investimentos e ampliar o acesso de produtos capixabas a mercados ainda mais exigentes”, afirma Raphael Pereira, diretor-presidente da ES Gás.

Os testes ocorrerão durante a safra de conilon, com monitoramento técnico e coleta de dados em campo. O objetivo é avaliar a viabilidade da solução sob os aspectos técnico-operacional, econômico-financeiro, socioambiental e regulatório, além da qualidade do café de maneira a gerar subsídios para eventual expansão do modelo nos próximos ciclos produtivos.

Além do CCCV, a iniciativa reúne parceiros técnicos como o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), a Base 27 e empresas responsáveis pelo fornecimento e adaptação de equipamentos.

"Os resultados contribuirão para elevar o leque de sustentabilidade da cafeicultura e para a melhoria da produtividade científica, culminando com a ampliação da disponibilidade de cafés de qualidade superior, pois nos últimos anos, a busca por Conilons especiais vem impulsionando avanços importantes nas técnicas de secagem do conilon", afirma o professor do IFES e coordenador do Coffee Design, Aldemar Polonini Moreli.

Por seu caráter inovador e aplicação em um novo segmento, com o uso de gás canalizado no meio rural, o projeto será desenvolvido em ambiente de sandbox regulatório, sob acompanhamento da ARSP.

Esse projeto representa um avanço importante para o setor de gás canalizado no Espírito Santo e demonstra como a regulação pode contribuir para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Estado. A iniciativa busca avaliar o uso do gás natural na secagem de café, unindo eficiência energética, inovação e apoio ao agronegócio capixaba, um dos setores mais relevantes da nossa economia, além de oportunizar a ampliação do uso do energético e favorecer sua interiorização. Para a ARSP, trata-se de uma convergência entre inovação, desenvolvimento regional e evolução regulatória, em sintonia com os objetivos do Plano de Descarbonização do Estado", destaca Débora Niero, diretora de Gás Canalizado da ARSP.

Com cerca de R$ 1,1 milhão em recursos de P&D, a iniciativa busca não apenas testar uma nova fonte energética, mas abrir caminho para um modelo mais eficiente e sustentável na cafeicultura capixaba. A expectativa é que os resultados contribuam para elevar o padrão de qualidade do café e reforçar o protagonismo do Espírito Santo no mercado nacional e internacional.

Sobre a ES Gás 

A ES Gás é a concessionária responsável pela distribuição do gás natural canalizado no Espírito Santo, regulada pela ARSP. Atua nos segmentos residencial, comercial, industrial, automotivo, climatização, cogeração e termoelétrico, atendendo mais de 96 mil clientes. Em 2023, a empresa passou por um processo de privatização e, atualmente, integra o portfólio do Grupo Energisa. 

Sobre o CCCV

O Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) é uma associação privada, sem fins lucrativos, fundada em 1947. Reúne e representa exportadores, comerciantes, cooperativas e indústrias de café solúvel. Atua como órgão consultivo do Governo do Estado do Espírito Santo em temas relacionados ao café, é reconhecido como entidade de utilidade pública pelo Município de Vitória e exerce a função de agência certificadora da Organização Internacional do Café no Estado.

O CCCV posiciona-se como interlocutor estratégico do agronegócio café, com atuação dedicada às áreas de qualidade, sustentabilidade, logística, regulamentação, tributação, análise de mercado e promoção de debates técnicos de alto nível.

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Data centers estão mudando a geografia da infraestrutura no Brasil Data centers estão mudando a geografia da infraestrutura no Brasil

Publicada em: 21/01/2026

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Data centers estão mudando a geografia da infraestrutura no Brasil

A expansão dos data centers no Brasil evidencia uma mudança na geografia da infraestrutura digital. Antes concentrados nos grandes centros urbanos, esses empreendimentos passam a avançar para novas regiões, impulsionados pelo crescimento da computação em nuvem, da inteligência artificial e da demanda por processamento de dados em larga escala.

Esse movimento encontra no Brasil um diferencial estratégico. A matriz elétrica majoritariamente limpa e a capacidade de integrar diferentes fontes de energia criam condições favoráveis para a interiorização dessa infraestrutura, conectando tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

Segundo Gustavo Valfre, vice presidente de tecnologia do Grupo Energisa, o desafio central não está apenas na oferta de energia, mas na garantia de estabilidade, redundância e capacidade de escalar o fornecimento de forma contínua. Essa confiabilidade é essencial para viabilizar operações digitais que funcionam de forma ininterrupta.

Ao avançar para além dos polos tradicionais, os data centers passam a atuar também como vetores de desenvolvimento, estimulando investimentos em infraestrutura, conectividade e qualificação profissional em diferentes regiões do país.

Leia o artigo completo publicado pela MIT Technology Review Brasil e entenda como a nova geografia da infraestrutura digital pode reposicionar o Brasil na economia de dados.

 

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Entre ambição e realismo, o Brasil entra na era da adição energética? Entre ambição e realismo, o Brasil entra na era da adição energética?

Publicada em: 19/11/2025

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COP30: Entre ambição e realismo, o Brasil entra na era da adição energética?

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30) coloca o Brasil no centro de um debate que amadureceu rapidamente. Em Belém, o país não será julgado apenas por suas metas climáticas, mas pela capacidade de integrar ambição e realismo em um sistema elétrico que precisa garantir estabilidade em meio a um cenário global mais volátil.

A discussão internacional avança para um novo eixo: segurança energética, confiabilidade e resiliência tornaram-se tão determinantes quanto a redução de emissões. E, diante desse novo equilíbrio, o Brasil terá de demonstrar não apenas visão estratégica, mas também coerência operacional.

Para isso, é preciso reconhecer que transições energéticas não se dão por rupturas súbitas. Como evidenciado por Daniel Yergin e por décadas de pesquisa histórica, sistemas energéticos evoluem lentamente, por adição, não por substituição abrupta.

Essa leitura é reforçada por Ernest Moniz, professor emérito do MIT e fundador do MIT Energy Initiative, que afirma que a transição energética é “gradual por natureza” e depende de infraestrutura, inovação e segurança energética em ciclos longos. Moniz sintetiza o que define a década atual: a humanidade está avançando por camadas, não saltando entre eras energéticas.

Essas e outras reflexões fazem parte do novo artigo da Energisa em parceria com o MIT Technology Review Brasil, publicação vinculada ao Massachusetts Institute of Technology (MIT). O texto integra a série especial desenvolvida em conjunto com a instituição, apresentando dados, análises e aprendizados.

O artigo completo está disponível no portal da MIT Technology Review Brasil. Clique aqui.
 

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COP 30 - DIA 03 - O futuro do setor elétrico brasileiro COP 30 - DIA 03 - O futuro do setor elétrico brasileiro

Publicada em: 17/11/2025

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 COP30

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Brasil

COP 30 - DIA 03 - Energia Limpa e Competitividade: o futuro do setor elétrico brasileiro.

Confira a participação de Daniele Salomão, nossa Vice-Presidente de Gente e Sustentabilidade, no painel "Energia Limpa e Competitividade: o Futuro do Setor Elétrico Brasileiro" e saiba mais sobre como o segmento busca superar os desafios para garantir uma matriz limpa e segura.
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