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Data centers estão mudando a geografia da infraestrutura no Brasil Data centers estão mudando a geografia da infraestrutura no Brasil

Publicada em: 21/01/2026

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 120 Anos

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Data centers estão mudando a geografia da infraestrutura no Brasil

A expansão dos data centers no Brasil evidencia uma mudança na geografia da infraestrutura digital. Antes concentrados nos grandes centros urbanos, esses empreendimentos passam a avançar para novas regiões, impulsionados pelo crescimento da computação em nuvem, da inteligência artificial e da demanda por processamento de dados em larga escala.

Esse movimento encontra no Brasil um diferencial estratégico. A matriz elétrica majoritariamente limpa e a capacidade de integrar diferentes fontes de energia criam condições favoráveis para a interiorização dessa infraestrutura, conectando tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

Segundo Gustavo Valfre, vice presidente de tecnologia do Grupo Energisa, o desafio central não está apenas na oferta de energia, mas na garantia de estabilidade, redundância e capacidade de escalar o fornecimento de forma contínua. Essa confiabilidade é essencial para viabilizar operações digitais que funcionam de forma ininterrupta.

Ao avançar para além dos polos tradicionais, os data centers passam a atuar também como vetores de desenvolvimento, estimulando investimentos em infraestrutura, conectividade e qualificação profissional em diferentes regiões do país.

Leia o artigo completo publicado pela MIT Technology Review Brasil e entenda como a nova geografia da infraestrutura digital pode reposicionar o Brasil na economia de dados.

 

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Entre ambição e realismo, o Brasil entra na era da adição energética? Entre ambição e realismo, o Brasil entra na era da adição energética?

Publicada em: 19/11/2025

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 COP30

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COP30: Entre ambição e realismo, o Brasil entra na era da adição energética?

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30) coloca o Brasil no centro de um debate que amadureceu rapidamente. Em Belém, o país não será julgado apenas por suas metas climáticas, mas pela capacidade de integrar ambição e realismo em um sistema elétrico que precisa garantir estabilidade em meio a um cenário global mais volátil.

A discussão internacional avança para um novo eixo: segurança energética, confiabilidade e resiliência tornaram-se tão determinantes quanto a redução de emissões. E, diante desse novo equilíbrio, o Brasil terá de demonstrar não apenas visão estratégica, mas também coerência operacional.

Para isso, é preciso reconhecer que transições energéticas não se dão por rupturas súbitas. Como evidenciado por Daniel Yergin e por décadas de pesquisa histórica, sistemas energéticos evoluem lentamente, por adição, não por substituição abrupta.

Essa leitura é reforçada por Ernest Moniz, professor emérito do MIT e fundador do MIT Energy Initiative, que afirma que a transição energética é “gradual por natureza” e depende de infraestrutura, inovação e segurança energética em ciclos longos. Moniz sintetiza o que define a década atual: a humanidade está avançando por camadas, não saltando entre eras energéticas.

Essas e outras reflexões fazem parte do novo artigo da Energisa em parceria com o MIT Technology Review Brasil, publicação vinculada ao Massachusetts Institute of Technology (MIT). O texto integra a série especial desenvolvida em conjunto com a instituição, apresentando dados, análises e aprendizados.

O artigo completo está disponível no portal da MIT Technology Review Brasil. Clique aqui.
 

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COP 30 - DIA 03 - O futuro do setor elétrico brasileiro COP 30 - DIA 03 - O futuro do setor elétrico brasileiro

Publicada em: 17/11/2025

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 COP30

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COP 30 - DIA 03 - Energia Limpa e Competitividade: o futuro do setor elétrico brasileiro.

Confira a participação de Daniele Salomão, nossa Vice-Presidente de Gente e Sustentabilidade, no painel "Energia Limpa e Competitividade: o Futuro do Setor Elétrico Brasileiro" e saiba mais sobre como o segmento busca superar os desafios para garantir uma matriz limpa e segura.
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Energisa marca presença em evento sobre powershoring no Ceará Energisa marca presença em evento sobre powershoring no Ceará

Publicada em: 11/11/2025

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Energisa destaca integração entre elétrons, moléculas e bytes como caminho para investimentos sustentáveis no Nordeste

O Grupo Energisa participou, em outubro, do evento “Como escalar e acelerar os investimentos sustentáveis no Nordeste: as oportunidades do powershoring”, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), em Fortaleza (CE). Representando a companhia no Painel “Marco Institucional e Regulatório para impulsionar o Powershoring”, a diretora de Marketing, Growth e Comercial da (re)energisa, Camila Schoti, abordou como regulações inovadoras podem não apenas viabilizar, mas também estimular investimentos e inovação no setor energético. 

O termo powershoring se refere à realocação estratégica de cadeias produtivas para regiões que oferecem energia limpa, abundante, confiável e de baixo custo, transformando a disponibilidade de energia renovável em um diferencial competitivo para atrair indústrias e investimentos sustentáveis. No caso do Brasil, o Nordeste desponta como protagonista dessa agenda, por reunir matriz elétrica renovável, infraestrutura crescente e ambiente regulatório em evolução. 

Segundo a executiva, o caminho para o desenvolvimento sustentável passa por marcos regulatórios que ofereçam previsibilidade, integração e reconhecimento explícito do valor que cada solução agrega ao sistema. “O Nordeste já demonstrou que energia limpa e desenvolvimento andam juntos, e o Grupo Energisa conhece essa realidade por dentro”, afirmou. 

Camila destacou a presença histórica da Energisa na região, com distribuição de energia há quase 30 anos, geração solar em três estados e participação nas distribuidoras de gás do Ceará, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Esse enraizamento, segundo ela, consolida as bases para o powershoring - movimento em que cadeias de valor escolhem o Brasil pela oferta de energia renovável, confiável e acessível. 

A diretora explicou que a estratégia do Grupo está ancorada na visão da Energia 5D: descarbonizada, descentralizada, digitalizada, democratizada e diversificada; e no conceito de adição energética, que integra elétrons, moléculas e bytes para gerar soluções combinadas e sustentáveis. 

Ao colocar a digitalização no centro, com sistemas avançados de gestão, sensoriamento e análises preditivas, conseguimos reduzir custos, aumentar a confiabilidade e planejar o sistema com resiliência”, reforçou. 

Durante sua fala, Camila também ressaltou que a inovação regulatória deve reconhecer o valor da flexibilidade, especialmente do armazenamento e da gestão ativa da demanda, e apoiar a integração entre fontes renováveis, redes digitais e infraestrutura de gás natural e biometano. Essa integração, segundo ela, será fundamental para transformar vocação regional em investimento produtivo. 

“No Nordeste, onde há sol, vento, capital humano e ambição, um arranjo regulatório moderno pode transformar a vocação energética da região em vantagem competitiva real”, completou. 

Ao final, a diretora lembrou que a COP30, que será realizada em Belém, colocará sob os holofotes a capacidade de execução do Brasil diante da transição energética global. “O Grupo Energisa está preparado para ser parceiro nessa virada, com redes modernas, soluções integradas e entrega de resultado mensurável”, concluiu. 

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Energisa foca em descarbonização, adaptação e inovação climática Energisa foca em descarbonização, adaptação e inovação climática

Publicada em: 30/10/2025

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Agenda climática da Energisa tem foco em descarbonização, adaptação e inovação

Acompanhando as transformações do setor elétrico e os desafios ambientais que marcam o século 21, o Grupo Energisa está em constante evolução. A meta de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) nas próximas décadas é um dos compromissos mais ambiciosos da companhia. Para cumpri-lo, são combinados inovação, eficiência e engajamento interno, de modo que a agenda climática está totalmente integrada à estratégia de sustentabilidade e ao modelo de negócio.  

Coordenadora de Sustentabilidade do Grupo Energisa, Michelle Almeida explica que enfrentar a mudança do clima significa conduzir uma transformação que une descarbonização, segurança energética e modicidade tarifária, sem perder de vista o papel social. “A transição para uma economia de baixo carbono só é completa quando promove, além da redução de emissões, inclusão social, inovação e desenvolvimento. Essa é a base da nossa visão sustentável de futuro”, afirma.  

Os esforços da Energisa em prol da sustentabilidade têm sido reconhecidos nos últimos anos. O Grupo Energisa conquistou neste ano um salto importante no Anuário Integridade ESG 2025, publicação de referência nacional que avalia as práticas ambientais, sociais e de governança das companhias brasileiras. A empresa subiu 42 posições em apenas um ano, passando do 65º para o 23º lugar no ranking geral das 100 companhias que mais se destacam na agenda ESG. E, desde 2022, o grupo conquista o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, reconhecimento dado a relatórios auditados por entidades independentes credenciadas pelo Inmetro. Em 2023, o relatório foi ainda mais abrangente, ao incluir nove categorias do escopo 3, que mede, por exemplo, as emissões relacionadas à cadeia de fornecedores, viagens corporativas, resíduos e deslocamento de colaboradores.  

“Nossa meta é alcançar a neutralidade de emissões nas próximas décadas. O Relatório de Sustentabilidade 2024 detalha essa trajetória refletindo nosso compromisso com a descarbonização e com a sustentabilidade do setor elétrico”, afirma Michelle, acrescentando que um inventário de emissões de GEE consistente é a base para um plano de descarbonização robusto, já aprovado pelo Conselho de Administração. “Estamos investindo, inovando e nos adaptando. É uma jornada longa, que começou quando a empresa foi fundada, mas que hoje ganha novos contornos com a urgência da ação climática.” 

A redução das emissões de GEE passa por investimentos em energia renovável, eficiência energética e inovação. O Grupo Energisa conta com parques fotovoltaicos e oferece, por meio da (re)energisa o serviço de energia solar compartilhada, que permite acesso à energia limpa sem necessidade de instalação de painéis. Além disso, está sempre modernizando suas redes e estrutura operacional, ao mesmo tempo em que executa projetos de eficiência energética por meio de programa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), beneficiando clientes residenciais e comerciais.  

“Substituímos equipamentos antigos por modelos mais eficientes em residências, hospitais, escolas, comércios e outros pontos essenciais nas nossas áreas de concessão. Isso gera economia de energia para os clientes e ajuda a reduzir a pegada de carbono deles”, conta Michelle.  

Compromisso ambiental muito além da energia 

Com uma pauta ambiental que vai além da energia, a Energisa apoia projetos de restauração ecológica em biomas sensíveis, como o Projeto Floresta Viva, em parceria com o BNDES e outras empresas, que prevê a recuperação de mais de 700 hectares na Bacia do Xingu nos próximos quatro anos. Essas ações restauram ecossistemas, contribuem para a captura de carbono, ajudando no combate às mudanças climáticas e geram renda.  

“Um dos pilares para viabilizar essa restauração em larga escala é o fortalecimento das redes de sementes locais, que mobilizam comunidades indígenas, agricultores familiares, quilombolas e coletores locais na produção, coleta e comercialização de sementes nativas. Essas redes não apenas garantem a disponibilidade de espécies adaptadas ao território, o que aumenta o sucesso das áreas restauradas, como também geram renda, fortalecem saberes tradicionais e promovem inclusão social”, explica a coordenadora de Sustentabilidade do Grupo Energisa.  

Para enfrentar o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como enchentes, ondas de calor, secas, ventos fortes e incêndios, o grupo tem implementado ações de adaptação, como reforço das redes elétricas, instalação de sistemas de monitoramento meteorológico e adoção de protocolos de resposta rápida para evitar ou minimizar interrupções no fornecimento. “Essas medidas são fundamentais para garantir a continuidade do fornecimento de energia em situações críticas”, destaca Michelle.  

A estratégia climática do Grupo Energisa também inclui o engajamento interno. Os colaboradores são convidados a participar de soluções que contribuam para reduzir impactos ambientais e promover a inovação sustentável. A empresa tem trabalhado bastante com comunicação e capacitação para sensibilizá-los sobre o papel de cada um na estratégia de descarbonização. “Isso vai desde mudanças operacionais até a participação em projetos e ideias que ajudam a reduzir impactos e inovar nas soluções. É uma responsabilidade compartilhada. E é na atuação diária de cada colaborador que essa estratégia se torna realidade”, finaliza Michelle.  

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Energisa entra para o grupo das empresas mais sustentáveis do Brasil Energisa entra para o grupo das empresas mais sustentáveis do Brasil

Publicada em: 30/10/2025

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 COP30

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Brasil

Energisa entra para o grupo das 25 empresas mais sustentáveis do Brasil em ranking ESG

A Energisa passou a figurar entre as 25 empresas mais sustentáveis do Brasil, segundo o Anuário Integridade ESG 2025. O grupo conquistou a 23ª colocação na publicação, que avalia as práticas ambientais, sociais e de governança das maiores companhias do país — um avanço de 42 posições em apenas um ano no ranking geral das 100 companhias que mais se destacam na agenda ESG.

Entre as iniciativas de maior impacto está o desligamento de 20 usinas térmicas movidas a óleo diesel na Amazônia Legal, iniciativa que eliminou 195 MW de geração a combustíveis fósseis e evitou a emissão de 539 mil toneladas de CO₂ ao ano. Além de reduzir impactos ambientais, a mudança levou energia mais limpa a cerca de 460 mil consumidores da região, integrados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Queremos ser parte de uma transformação energética justa, que una inovação, responsabilidade ambiental e impacto social positivo. Estar entre as 25 empresas mais sustentáveis do Brasil nos dá ainda mais energia para seguir avançando”, afirma Tatiana Feliciano, diretora de Sustentabilidade do Grupo Energisa. 

Em 2024, a Energisa investiu R$ 77,2 milhões em projetos de educação, cultura, empreendedorismo e inclusão produtiva, beneficiando 1,3 milhão de pessoas em todo o Brasil. O Rio Pomba Valley, polo de formação em tecnologia na Zona da Mata mineira, é exemplo do alcance dessas ações: com índice de 70% de empregabilidade, o programa impulsiona o ecossistema de inovação e gera novas oportunidades para jovens e profissionais locais.

No contexto em que investidores, clientes e reguladores ampliam a atenção sobre as práticas ESG, o reconhecimento recebido pelo Grupo Energisa reforça que sua jornada, ancorada em inovação, sustentabilidade e cuidado com as pessoas, está em sintonia com as necessidades de hoje e preparada para os desafios de amanhã. 

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No Acre, vila vira referência em energia limpa No Acre, vila vira referência em energia limpa

Publicada em: 30/10/2025

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No Acre, vila vira referência em energia limpa

Durante décadas, viver em Vila Restauração, comunidade a 557 quilômetros de Rio Branco, no Acre, era sinônimo de escuridão. A energia usada pelas cerca de 750 pessoas que moram lá vinha de um gerador a diesel que funcionava apenas algumas horas por dia. À noite, era impossível estudar, conservar alimentos ou manter atendimentos médicos básicos.

Cerca de quatro anos depois da chegada da eletricidade permanente, a realidade mudou. Hoje, as 200 famílias que vivem no meio da floresta têm luz 24 horas, internet, comércio fortalecido e novos serviços, como açougue, sorveteria e salão de beleza. “Antes, as pessoas falavam em ir embora. Agora, ninguém pensa mais nisso”, resume José Mazim, morador da Vila e um dos líderes comunitários.

O projeto foi desenvolvido pela (re)energisa, que investiu R$ 20 milhões na instalação de 580 painéis solares, baterias de lítio e geradores a biocombustível, transportados por caminhões, balsas e barcos até um dos pontos mais remotos da Amazônia. O objetivo era provar que era possível substituir o diesel por uma solução limpa e replicável em comunidades isoladas da região.

Segundo Wendell Teixeira, gerente de Inovação da Energisa, o sistema tem baixo impacto ambiental e baixa necessidade de manutenção, requisito essencial em uma área de difícil acesso. Ele explica que quase toda a energia consumida vem das placas solares, enquanto o biodiesel assegura o abastecimento nos períodos de chuva. A empresa também implantou soluções semelhantes em comunidades de Rondônia e kits individuais em outras localidades isoladas.

Nova realidade 

A escola passou a ter ventiladores, projetor e internet para as aulas, o que tornou a rotina mais produtiva e abriu novas possibilidades de aprendizado. O posto de saúde, que antes mal acionava a bomba d’água, hoje mantém vacinas armazenadas com segurança. As famílias conseguem conservar alimentos por mais tempo, muitos moradores passaram a assistir televisão à noite e o comércio local cresceu. A comunicação também avançou com a instalação de uma torre de telefonia celular, o que facilitou o uso de máquinas de cartão, o contato com fornecedores e os pagamentos sem necessidade de ir até a cidade.

Para o CEO do Grupo Energisa, Ricardo Botelho, o impacto vai além da eletricidade. 

Graças a esta iniciativa, os moradores da comunidade passaram a ter melhor qualidade de vida. Nossa missão não é apenas prestar um serviço, mas transformar vidas e permitir a realização de sonhos”, finaliza.

Reconhecimento internacional

O pioneirismo do modelo de energia na Vila Restauração ganhou destaque fora do Brasil. Em junho de 2023, o projeto venceu o “The Smarter E Award”, em Munique, na Alemanha, um dos prêmios mais importantes do setor de renováveis. Entre os sete finalistas, o trabalho brasileiro foi o único realizado no hemisfério sul, superando iniciativas da Europa, Estados Unidos e Ásia. 

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Artigo: O Brasil e o trunfo da multipotencialidade energética Artigo: O Brasil e o trunfo da multipotencialidade energética

Publicada em: 10/10/2025

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 COP30

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Brasil

Artigo: O Brasil e o trunfo da multipotencialidade energética

O Brasil chega à COP 30 em uma posição privilegiada. Atualmente, quase 45% da energia consumida no país vem dessas fontes renováveis, contra uma média mundial de apenas 15%, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética. Esse diferencial nos coloca como uma referência global, com a possibilidade concreta de liderar uma transição energética realmente democrática, ou seja, viável economicamente e que chegue para todos.

Para isso, precisamos de multipotencialidade de fontes e uma articulação adequada para a adição dessas fontes em nossa matriz, suportando o desenvolvimento socioeconômico do país e descarbonizando setores hard to abate. Diferente da substituição pura e simples de combustíveis fósseis por renováveis, é imperativo combinar diferentes tecnologias e fontes de energia de modo inteligente, aproveitando a vocação de cada um. Essa abordagem tem um objetivo claro: enfrentar o trilema energético, que exige equilíbrio entre segurança do suprimento, sustentabilidade ambiental e modicidade tarifária.

Nesse cenário, o gás natural e o biometano cumprem um papel fundamental. O gás natural, abundante e já presente em nossa infraestrutura, funciona como combustível de transição. Ele garante confiabilidade ao sistema em momentos de intermitência das renováveis e substitui fontes mais poluentes, como o óleo combustível e o carvão. Estamos vendo isso no dia a dia nas cinco distribuidoras que fazem parte do portfólio do Grupo Energisa no Espírito Santo, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. Ao mesmo tempo, o gás natural cria as bases logísticas e tecnológicas para a chegada de moléculas de baixo carbono.

O biometano, por sua vez, materializa de forma exemplar o conceito de adição energética. Em 2026, passaremos a produzir o biogás e biofertilizante a partir de resíduos agroindustriais na nossa primeira usina, que será a maior do estado de Santa Catarina. Modelos como os que estamos desenvolvendo conectam energia e economia circular, reduzindo emissões, reaproveitando recursos e promovendo desenvolvimento regional.

Daniele Salomão

A expansão desse conceito pode diminuir a dependência de importações, substituir parte relevante do diesel na frota pesada e reduzir custos logísticos da indústria, ao mesmo tempo em que gera renda no campo. Trata-se de uma solução que endereça simultaneamente as três dimensões do trilema: é limpo, competitivo e seguro do ponto de vista de abastecimento em um país com tanta vocação para a agroindústria.

É importante termos claro que o avanço da eletrificação já em curso implica uma pressão sem precedentes sobre o consumo de energia. Ondas de calor, digitalização da economia e crescimento de data centers já são fatores que ampliam exponencialmente a demanda. É nesse contexto que a adição energética se mostra essencial. Em vez de escolher uma tecnologia, o Brasil precisa orquestrar sua pluralidade de fontes, combinando hidrelétricas, solar, eólica, biomassa, biometano, gás natural e, futuramente, hidrogênio, em um arranjo equilibrado que maximize as vantagens de cada uma.

Esse mix de fontes pode, inclusive, ajudar a resolver um dilema em áreas remotas da Amazônia Legal, que não estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional. A região gera 26% da energia consumida no país e, no entanto, ainda tem mais de um milhão de pessoas sem acesso à energia limpa e de qualidade. Em muitos casos, a população de comunidades inteiras têm energia por apenas algumas horas por dia graças ao uso de óleo diesel, um combustível altamente poluente. Algo inimaginável em 2025.

A coordenação de sistemas fotovoltáicos off grid com armazenamento por baterias e usinas termelétricas movidas por gás natural pode ser a solução para esse problema na Amazônia. O modelo, desenvolvido pela Energisa e já testado na comunidade da Vila Restauração, no Acre, oferece confiabilidade no fornecimento e redução das emissões de CO², contribuindo para a descarbonização da região que vai ser palco da COP. O modelo pode ser replicado para várias áreas isoladas na Amazônia, produzindo ainda um impacto positivo na tarifa de energia em todo o país, com a redução estrutural dos custos suportados pela Conta de Consumo de Combustíveis. Isso é democratizar o acesso ao insumo.

Essa estratégia não é apenas ambiental, é também econômica e geopolítica. Ao diversificar e integrar soluções energéticas, o Brasil aumenta sua resiliência, atrai investimentos de longo prazo e se coloca como fornecedor confiável de energia limpa. Além disso, reforça sua competitividade interna, reduzindo o risco de sermos o país da energia abundante, mas da conta cara, em razão de encargos e ineficiências acumuladas.

A COP 30, em Belém, é uma oportunidade histórica para mostrar ao mundo que o Brasil tem mais do que ambição: tem condições concretas de liderar. Liderar não apenas pela diversidade de fontes, mas pela capacidade de dar materialidade ao conceito de adição energética, integrando moléculas, elétrons e bites, que vão viabilizar todo esse processo com inovação. Mas essa liderança só será possível se governos, empresas, universidades e sociedade civil atuarem de forma coordenada e com visão de longo prazo.

Se conseguirmos avançar nessa agenda, estaremos não apenas enfrentando o desafio climático, que é talvez o maior que nós humanos já vivenciamos, mas também desenhando uma estratégia de desenvolvimento nacional baseada em segurança energética, inclusão social e protagonismo internacional.

O mundo busca soluções e o Brasil tem os recursos, a experiência e, sobretudo, a oportunidade de mostrá-las.

 

Daniele Salomão é vice-presidente de Gente, Gestão, Sustentabilidade e Comunicação do Grupo Energisa

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Floresta Viva: Energisa reforça compromisso ambiental Floresta Viva: Energisa reforça compromisso ambiental

Publicada em: 05/09/2025

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 Sustentabilidade

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Mato Grosso

No Dia da Amazônia, Grupo Energisa reforça compromisso com a preservação com o lançamento da segunda fase do programa Floresta Viva

No Dia da Amazônia, o Grupo Energisa celebra mais um passo importante em direção à preservação do maior bioma tropical do planeta. Junto ao BNDES, Norte Energia e Fundo Vale, a companhia participa do lançamento de um novo edital do Floresta Viva, que vai destinar até R$ 6,3 milhões para apoiar até seis projetos de restauração na bacia do Rio Xingu. 

O Floresta Viva visa a formação de parcerias para apoiar projetos de restauração ecológica nos diversos biomas brasileiros, com espécies nativas e sistemas agroflorestais (SAFs). Desde 2023, foram destinados R$ 26,7 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos de restauração de áreas degradadas e fortalecimento de cadeias produtivas na Bacia Hidrográfica do Xingu, na região amazônica. 

O novo edital prioriza a participação de comunidades locais e povos tradicionais em áreas protegidas, territórios indígenas, unidades de conservação e assentamentos de reforma agrária. Este é o segundo edital voltado especificamente à Bacia do Xingu. Em 2023, quatro projetos foram selecionados, totalizando R$ 20,3 milhões em investimentos. (Saiba mais sobre os projetos já selecionados na Bacia do Xingu). 

Com a parceria, a Energisa reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental na Amazônia, alinhando suas ações à estratégia ASG da empresa.  Além de apoiar a restauração de áreas na Bacia do Rio Xingu, em 2024, o Grupo Energisa concluiu o desligamento de 20 usinas termelétricas na Amazônia Legal, antecipando em dois anos o cumprimento de seu compromisso ASG. A iniciativa evitou a emissão de 539 mil toneladas de CO₂ por ano, o equivalente ao plantio de 3,6 milhões de árvores, e desmobilizou 195 MW de potência instalada, beneficiando 460 mil pessoas em 17 municípios. Essas comunidades passaram a contar com um fornecimento mais seguro, graças à interligação ao Sistema Interligado Nacional. 

“O Grupo Energisa tem forte presença na Amazônia, com ativos de distribuição, transmissão e soluções de energia. Reconhecemos nosso papel e responsabilidade para reduzir os impactos do negócio nesse bioma tão importante, não só no Brasil, como também para o mundo. Por meio do Floresta Viva, contribuímos para a preservação da floresta e, consequentemente, para a qualidade de vida das comunidades e povos tradicionais que nela vivem. Este programa se conecta diretamente à nossa agenda ASG, ao possibilitar a recuperação de áreas degradadas e, ao mesmo tempo, gerar empregos e renda por meio do fortalecimento das cadeias produtivas na região da Bacia do Xingu”, afirma Tatiana Feliciano, diretora de Gestão e Sustentabilidade do Grupo Energisa. 

Com a participação no Floresta Viva, a Energisa reafirma seu papel como agente de transformação, promovendo a recuperação ecológica e a geração de renda, alinhada à sua agenda de sustentabilidade. 

 

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Luz para Todos: Energisa amplia atendimentos em Acre e Rondônia Luz para Todos: Energisa amplia atendimentos em Acre e Rondônia

Publicada em: 11/08/2025

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 Sustentabilidade

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Brasil

Luz para Todos: Energisa amplia atendimentos em Acre e Rondônia

O Grupo Energisa formalizou nesta sexta-feira a participação das distribuidoras Energisa Acre e Energisa Rondônia na nova etapa do programa Luz para Todos nos dois estados. Um total de R$ 425,9 milhões serão aplicados até 2027 para realizar 11.779 ligações em áreas rurais ou remotas a Sistemas Individuais de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente (SIGFI) e a Microssistemas Isolados de Geração e Distribuição de Energia Elétrica (MIGDI).  

Em cerimônia em Rio Branco com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador do Acre, Gladson Cameli, o CEO do Grupo Energisa, Ricardo Botelho, assinou juntamente com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o compromisso de investimento de R$ 252 milhões da Energisa Acre em novas obras para atender 6 mil famílias em regiões remotas do estado.  

Em Rondônia, foi firmado compromisso de investimento de R$ 173,9 milhões para a nova etapa do programa, que vai beneficiar 5.779 famílias em áreas rurais e remotas.  

O Grupo Energisa, com 120 anos de história e atuação no Acre e em Rondônia desde 2018, participa do programa Luz para Todos para levar energia elétrica a áreas rurais e comunidades isoladas da Amazônia Legal. A iniciativa contribui para o desenvolvimento econômico e social do país e para a democratização do acesso e do uso da energia, melhorando a qualidade de vida da população. Alinhado aos seus compromissos de ASG, o grupo pretende levar energia limpa e acessível a cerca de 55 mil unidades consumidoras em áreas remotas de suas concessões até 2026. 

Desativação de usinas térmicas 

O programa Luz para Todos também prevê a utilização de fontes de energia limpa e renovável, considerando a sustentabilidade e a preservação do bioma amazônico. Antecipando em dois anos seu compromisso, a Energisa concluiu em dezembro de 2024 o desligamento de 20 usinas a diesel da Amazônia Legal, como parte do maior projeto do Brasil de desativação de térmicas movidas a óleo combustível ou diesel. Com isso, foram desmobilizados 195,1MW de potência instalada, 14% acima do projetado, evitando a emissão de 539 mil toneladas de gases de efeito estufa ao ano, equivalente ao plantio de 3,6 milhões de árvores. 

O marco desse projeto, que contou com um investimento total de R$ 1,2 bilhão do governo e da Energisa, foi o desligamento da termelétrica de Cruzeiro do Sul, no Acre, uma das maiores da região Norte. Para isso, foi preciso construir uma linha de transmissão e distribuição conectando o município e a região ao Sistema Interligado Nacional, assim como uma subestação de energia em conformidade ambiental, além da ligação gradual de cerca de 460 mil consumidores, que passaram a contar com um fornecimento mais estável. 

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