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Cicop, o Big Brother da Energisa, vai ganhar reforço Cicop, o Big Brother da Energisa, vai ganhar reforço

Publicada em: 13/08/2021

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Cicop, o Big Brother da Energisa, vai ganhar reforço

Uma distribuidora de energia deve estar permanentemente atenta às fraudes. Isso garante aos consumidores a qualidade no abastecimento e uma pressão menor sobre as tarifas. Além disso, ao monitorar pontos de ineficiência, a empresa atende a uma série de exigências feitas pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, e permite que haja recursos para investir em melhorias na rede.

Na Energisa, o assunto é levado a sério. O grupo conta com dois quartéis-generais que funcionam como uma espécie de Big Brother do consumo de energia. Graças ao desenvolvimento constante em novas tecnologias, o Centro de Inteligência no Combate às Perdas (Cicop) integra dados de diferentes áreas da companhia e consegue ter indicações dos locais de onde partem as fraudes no consumo.

Segundo Manoel Messias, gerente corporativo de proteção à receita da companhia, a empresa busca aumentar a assertividade na hora de mapear onde estão os fraudadores. Para isso, tem investido em inovação. Um dos projetos, que deve começar a sua versão de teste em Mato Grosso ainda em 2021, vai permitir fazer a análise das perdas a partir de aprendizado de máquina. É um método de análise que, por meio de algoritmos, podem reconhecer padrões não identificados e as correlações em dados brutos, que são agrupados e classificados. Ou seja, a máquina vai processar informações e fazer com mais precisão e velocidade o trabalho, com o mínimo de intervenção humana. 

“Isso vai permitir construir os perfis de consumidores e comparar, por meio de simulações, com os que já foram inspecionados. Com o tempo, o algoritmo será cada vez mais preciso”, explica o gerente.

Olho nas perdas 

As perdas representam um constante ponto de atenção para a distribuidora. Em março, elas chegaram a 14,21% (junho/21 fechou em 13,76%) em Mato Grosso e a 26,50% (junho/21 fechou em 24,98%) em Rondônia. A Energisa assumiu essa operação em Rondônia, antes estatal, há dois anos e meio, o que em boa medida explica o fato de ser a distribuidora número 1 em perdas com fraudes entre as 11 sob a gestão da companhia. Desde 2019, Rondônia conta com uma célula do Cicop (ligada à unidade da EMS), que também monitora as ações no Acre. O objetivo da descentralização é conhecer de perto os desafios, o perfil dos fraudadores e os tipos de fraudes, assegurando um direcionamento mais assertivo e rápido das ações de combate às perdas, a fim de assegurar o alcance da meta que é reduzir em 3,3% as perdas em Rondônia em 2021.

Em 10 de abril, a polícia civil prendeu em Porto Velho um homem quando estaria adulterando o medidor de energia de um apartamento. Fazer “gato” é crime. Em casos como o da capital, a equipe da Energisa pode substituir a caixa de medição por um modelo blindado, fechado com um travamento especial. Além disso, segundo Manoel Messias, existe um esforço da equipe para a regularização de instalações clandestinas. “As ligações clandestinas e os ‘gatos’ prejudicam o sistema elétrico, podendo causar a queda de tensão e acidentes fatais.”

Abrangência

O Cicop foi criado em 2008, em João Pessoa-PB, e após a aquisição das empresas do antigo Grupo Rede, passou a contar com uma segunda unidade, em Campo Grande-MS. Hoje, o monitoramento das distribuidoras da Energisa está dividido entre os dois núcleos, como explica o gerente.

Todo o trabalho do Cicop começa com o planejamento estratégico anual, com projeção para os três anos seguintes, para todas as distribuidoras do grupo, que permite apontar as ações necessária para uma trajetória de perda economicamente viável e abaixo do limite estabelecido pela Aneel. 

No planejamento estratégico a equipe do Cicop identifica, por exemplo, a quantidade de inspeções presenciais e o tamanho das equipes que devem atuar no trabalho de campo. Cabe ainda ao centro definir a quantidade e quais as medidas de blindagem devem ser aplicadas na regularização dos clientes que fazem os conhecidos “gatos” nas instalações de energia. As medidas de blindagem tem como objetivo evitar a reincidência. 

Análise de dados

Chegar aos possíveis fraudadores e acabar com os “gatos” só é possível graças à análise da base de dados da Energisa dos sistemas comerciais e técnicos da companhia. Com informações como nome, endereço, tipo de consumidor (residencial ou comercial), qual alimentador atende as unidades, é possível mensurar o nível de perda daquele segmento.

O uso de algoritmos permite o cruzamento de dados e o resultado vai apontar onde está ocorrendo algum tipo de anormalidade no consumo de energia. A partir daí, será gerada uma lista de inspeção para orientar as equipes de campo. “Hoje, essa taxa de assertividade é em torno de 38% e Rondônia está entre as melhores do grupo”, diz o gerente da companhia. 

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Energisa completa três anos de investimentos em Rondônia Energisa completa três anos de investimentos em Rondônia

Publicada em: 12/08/2021

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Energisa completa três anos de investimentos em Rondônia

Em evento realizado nesta segunda-feira (09) na Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), o diretor presidente da Energisa, André Theobald, apresentou um balanço dos investimentos da empresa em Rondônia desde que o Grupo assumiu a concessão de distribuição no estado, em outubro de 2018. O executivo destacou os investimentos de R$ 1,7 bilhão que serão realizados até o fim do ano e os impactos para a população e o setor produtivo, como as indústrias de frigoríficos, laticínios e de mineração.

“Quando chegamos ao estado, no fim de 2018, desenhamos um plano de transformação da infraestrutura elétrica com objetivo de apoiar o desenvolvimento de Rondônia. O que podemos dizer é que ao final dessa etapa não faltará mais energia para quem quer investir no estado”, disse Theobald.

De acordo com o diretor presidente da Energisa, nesses três anos, todos os 52 municípios de Rondônia receberam investimentos. O diretor técnico da empresa, Fabricio Sampaio, destacou os investimentos em quatro regiões: os municípios da BR-429, os distritos de Porto Velho, a região do Vale do Anari, e a região de Ariquemes, onde a Energisa acaba de entregar a subestação de Bom Futuro, viabilizando a retomada da produção mineral de cassiterita.

“São polos econômicos importantes, onde atendemos demandas antigas da indústria e do agronegócio”, disse Sampaio, que exibiu vídeos para ilustrar o impacto para o setor de mineração e para a indústria de laticínios.

Para o presidente da Fiero, Marcelo Thomé, as perspectivas são muitos boas para a indústria. “Os investimentos feitos pela empresa na expansão da rede e na melhoria do sistema permitiu que as indústrias de Rondônia passassem a dispor de uma energia equilibrada, segura, para poder aumentar sua produção, investir gerando mais emprego e renda para a população”, afirmou.  Thomé também destacou a importância da parceria entre Energisa e Senai para formação de profissionais para atuar no setor elétrico.

Impacto social

Theobald também destacou o impacto social dos investimentos e da gestão da empresa. Segundo ele, o acesso a programas sociais, como a Tarifa social de energia elétrica, a tarifa verde e o programa de eficiência energética, mais que triplicou. Além disso, a empresa já incluiu cerca de 60 mil novos clientes no mercado de energia elétrica, o que equivale a aproximadamente 200 mil pessoas.

“Muitas dessas pessoas tinham energia de forma irregular, por meio de rabichos. Era uma energia ruim, de má qualidade, que não permitia nem a ligação de uma máquina de costura. A transformação que buscamos vai além de construir rede de energia, é a que melhora a qualidade de vida da nossa população, que fomenta o desenvolvimento, o empreendedorismo, gera empregos e renda de forma sustentável”, concluiu Theobald. Os detalhes dos investimentos da empresa em Rondônia estão disponíveis no portal www.energisajuntos.com.br

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O ESG é sobre mirar causas impossíveis e torná-las reais O ESG é sobre mirar causas impossíveis e torná-las reais

Publicada em: 02/08/2021

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O ESG é sobre mirar causas impossíveis e torná-las reais

O avanço dos projetos encabeçados pela Energisa na Amazônia Legal foi tema de entrevista com o presidente Ricardo Botelho na Exame, publicada em 3 de julho.

O executivo lembrou que, apesar das dificuldades trazidas pela pandemia e da complexidade logística para a execução de projetos em locais remotos e de difícil acesso, a companhia está entregando os projetos planejados para 2021. Assim, a companhia contribui com o fornecimento de energia de qualidade, além de valorizar a cidadania da população e reduzir as emissões de CO2 na região amazônica.

Iniciativas como as que têm sido colocadas em prática na Amazônia Legal, explicou Botelho, reforçam o compromisso da companhia com o conceito ESG – sigla em inglês para os temas ambientais, sociais e de governança na esfera empresarial. 

Nesse contexto, um projeto desafiador no interior do Acre, próximo a fronteira com o Peru, tem servido de inspiração para a Energisa. Em Vila Restauração, comunidade com cerca de 750 habitantes, o fornecimento de energia só é feito três horas por dia – obtida por meio de geradores a diesel, poluentes e de alto custo. 

A Energisa Acre, distribuidora de energia do estado, já começou a executar o projeto de instalação de placas solares na localidade. Com investimento de R$ 15 milhões, foi montada uma operação para levar os equipamentos da Alsol –empresa voltada a soluções de energia renovável – de Uberlândia, interior de Minas, onde funciona a sua sede - para a comunidade.

Foram necessários, em média, 12 dias de deslocamento, entre estradas e vias fluviais até a Vila Restauração. “A proposta aqui é a de melhoria de vida, o que considera os gastos das pessoas com a geração de energia, hoje poluente”, disse Botelho à reportagem da Exame.

Botelho, presidente do Grupo Energisa: energia renovável para o bioma mais importante do país

A Vila Restauração é um dos exemplos do que a Energisa tem feito numa política alinhada ao conceito ESG. A companhia vem avançando em outros projetos para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na Amazônia. Com o desligamento de usinas termelétricas na região, iniciado em 2019, sua meta é até 2025 desativar 19 termelétricas. São 13 unidades em Rondônia, 5 no Acre e 1 no Pará - 10 serão desligadas ainda em 2021, no maior programa do tipo em território nacional.

Para o presidente do Grupo Energisa, a agenda ESG e a corrida por um mercado de carbono global devem ganhar uma importância não apenas para o setor energético, mas como uma pauta nas discussões diplomáticas. “Precisamos recuperar a boa imagem do Brasil mundo afora. Temos a matriz energética limpa, as florestas, a Amazônia e tudo ao nosso favor. Basta resgatar esse potencial", declarou. Botelho está determinado a colocar a Energisa no protagonismo desse movimento empresarial. 

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Rondônia lidera em plano de investimentos da Energisa Rondônia lidera em plano de investimentos da Energisa

Publicada em: 27/07/2021

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Rondônia

Rondônia lidera em plano de investimentos da Energisa

Em divulgação feita recentemente, o Grupo Energisa detalhou o plano de investimentos para 2021. A empresa trabalha com a projeção de desembolso da ordem de R$ 3,9 bilhões. O valor representa um aumento de 59,6%% em relação ao montante desembolsado em 2020, quando os aportes chegaram a estimados R$ R$ 2,43 bilhões.

Os investimentos anunciados pela companhia incluem tanto os ativos elétricos quanto os não elétricos próprios. Também fazem parte dos cálculos para este ano as obrigações especiais dos segmentos de distribuição e de transmissão.

Do total projetado, por volta de R$ 2,8 bilhões terão como destino as distribuidoras que fazem parte da companhia. Outros R$ 833,8 milhões estão previstos para o financiamento de obras de transmissão – bem superior ao total de R$ 306,9 milhões previstos para 2020. Um total de R$ 214,8 milhões vai financiar os serviços 4D, que define os caminhos de digitalização, descarbonização e transformação do setor elétrico pelas novas tecnologias. A subsidiária Alsol poderá ficar com uma fatia de R$ 204,8 milhões. Os valores restantes serão voltados a outros serviços. Segundo a divulgação da Energisa, 68% de investimentos serão voltados aos estados da Amazônia Legal.

Rondônia no topo da lista

Pelo segundo ano, a concessionária de Rondônia será o destino escolhido para receber o maior volume de recursos. Segundo a direção da companhia, a expectativa é que a subsidiária tenha acesso a R$ 747,5 milhões em recursos neste ano – uma alta de 44,5% na comparação com o ano passado, quando a cifra foi de R$ 517 milhões.

Em entrevista coletiva, diretor-presidente da Energisa em Rondônia, André Theobald, destacou as 20 subestações que serão entregues esse ano. Desse total, 13 estruturas serão erguidas do zero. Outras 7 são subestações já existentes que estão sendo ampliadas e modernizadas. Segundo o executivo da Energisa, muitas obras começaram ainda em 2020. “Em algumas regiões, como Abunã e Machadinho, os canteiros de obra estão trabalhando desde o ano passado”, lembrou o executivo.

Além do forte investimento em infraestrutura, uma das prioridades da Energisa em Rondônia é dar acesso à energia elétrica para a população. O diretor da empresa prometeu mais de 6 mil novas ligações do Programa Luz para Todos (PLpT), de eletrificação rural.

“O PLpT é uma política pública importante, com a qual temos atuado em vários pontos do estado, pois leva energia para as famílias que estão no campo e que produzem alimentos que são comercializados aqui no estado e até fora. Mais que qualidade de vida, a energia leva geração de renda ao campo e contribui para a economia”, afirmou o diretor-presidente. Cerca de um terço dos clientes da Energisa em Rondônia são beneficiados por alguma política pública.


Em segundo lugar na lista de estados com maior previsão de recursos está Mato Grosso. A estimativa da companhia é destinar ao estado R$ 574,8 milhões. Na sequência está Mato Grosso do Sul, com R$ 442,3 milhões.

A estratégia do Grupo Energisa é seguir com o direcionamento dos recursos para ampliar o programa de universalização, para a expansão das redes, a manutenção e atualização de ativos, além de promover avanços na qualidade na prestação dos serviços de distribuição, no combate ao furto de energia.

Foto aérea da frota da Energisa. Carros estão estacionados nos dois lados de uma estrada.

Os recursos anunciados fazem parte do pacote de investimentos do Grupo Energisa e virão, segundo a companhia, da sua geração de caixa e de linhas de financiamentos tanto do BNDES quanto de bancos comerciais.

Do total aprovado pelo Grupo Energisa, R$ 306,6 milhões virão da CCC. Trata-se de uma conta, rateada entre todos os consumidores de energia elétrica do país, cuja arrecadação é usada para cobrir os custos do uso de combustíveis fósseis (como o óleo diesel, por exemplo) para geração termelétrica nos sistemas Interligado e Isolado.

Graças à capacidade de execução de investimento da distribuidora, em 2020, a Energisa entregou sete subestações que faziam parte do pacote de obras com recursos da CCC. Com isso, foi possível desligar três usinas termelétricas. Serão investidos ainda, segundo previsão, R$ 94,4 milhões no Programa Luz para Todos, e outros R$ 17,3 milhões no Mais Luz para a Amazônia.

Neste ano, a Energisa planeja seguir com o cronograma acelerado de obras nas regiões centro e norte. Esses investimentos vão ampliar e melhorar a qualidade do fornecimento de energia em Rondônia. Por exemplo, com a construção de subestações e de 900 km de linhas de alta e média tensão, além da instalação de 134 religadores automáticos.

Também faz parte dos planos a aquisição da segunda subestação móvel que permitirá a continuidade do fornecimento de energia aos clientes enquanto forem feitas as manutenções das subestações.

Está na previsão de ações no estado a estratégia de combate ao furto de energia – responsável por gerar prejuízos a toda a sociedade e pelo prejuízo no fornecimento, na arrecadação de impostos e na receita da companhia, o que compromete os investimentos para melhorar ainda mais a qualidade dos serviços.

“A regularização de ligações ilegais proporciona segurança para os moradores e qualidade no fornecimento. Em 2021, pretendemos regularizar 4 mil ligações em todo estado”, alertou Theobald.

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