Sustentabilidade

Notícias

Imagineland 2024: festival transforma João Pessoa em paraíso geek Imagineland 2024: festival transforma João Pessoa em paraíso geek

Publicada em: 22/07/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

 Região: 

Região: 

Paraíba

Imagineland 2024: festival transforma João Pessoa no paraíso para os amantes de quadrinhos, cinema, séries e games

O Imagineland, o mais importante festival de cultura pop do Nordeste, retorna este ano para celebrar o universo geek com muita energia e entusiasmo. O evento promete entregar muitas novidades para os amantes de quadrinhos, cinema, séries e games. Será um fim de semana inesquecível com mais de 100 horas de programação com vários artistas nacionais e internacionais, painéis, arena gamer, concurso de cosplay e muito mais!

Destaques da programação do Imagineland 2024

O grande homenageado da edição deste ano será o renomado diretor brasileiro Carlos Saldanha (Rio, A Era do Gelo, Touro Ferdinando), indicado a dois prêmios Oscar. Quem também estará no evento é Mônica Sousa, diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções e a inspiração para uma das personagens mais queridas dos quadrinhos brasileiros.

No sábado, dia 27 de julho, ocorre o painel temático do filme “O Auto da Compadecida 2”, com Matheus Nachtergaele, Selton Mello e Virgínia Cavendish, que interpretam os inesquecíveis personagens João Grilo, Chicó e Rosinha. Além dos atores, também participam a codiretora do filme, Flávia Lacerda, o diretor de fotografia, Gustavo Hadba, e João Suassuna, neto de Ariano Suassuna, autor da obra original. 

Para comemorar os 25 anos do Bob Esponja, o Imagineland 2024 instalou um Bob Esponja gigante inflável no Busto de Tamandaré, em Tambaú. No dia 25 de julho, um dia antes do início do Imagineland, o boneco de 6 metros de altura será levado ao Centro de Convenções, sede do evento, onde o público poderá tirar fotos com ele. Durante o festival, o próprio dublador do Bob Esponja, Wendel Bezerra, estará presente, além de Guilherme Briggs (o Buzz Lightyear de Toy Story, o Optimus Prime da franquia Transformers), ambos pela primeira vez na Paraíba.

Bob Esponja gigante na orla de João Pessoa

Os fãs de histórias em quadrinhos farão a festa com um super Artists’ Alley formado por 160 artistas de dentro e fora do Brasil, entre eles o inglês John Higgins (colorista de Watchmen e A Piada Mortal), que virá ao evento lançar a HQ Mundo Sem Fim em parceria com a editora Pipoca & Nanquim; o francês Fabien Toulmé (Duas Vidas) e o uruguaio Christian Duce (Liga da Justiça Vs Godzilla Vs Kong), além dos brasileiros Ivan Reis (SP), Rafa Coutinho (SP), Sidney Gusman (Editor do MSP), Shiko (PB) e Paulo Moreira (PB), entre outros.

Outras atrações incluem o ator e cantor mexicano Christian Chávez, do grupo RBD; o ator norte-americano Michael Cudlitz (o Abraham de The Walking Dead e o Lex Luthor de Superman & Lois) e as cosplayers Maid of Might e Cassandra Ariel.

Por fim, o Imagineland também promove, em paralelo, o Music Arena, no estacionamento do Centro de Convenções de João Pessoa. É lá que irá acontecer o show Celebrating Life Through Death, que marca a despedida do grupo Sepultura dos palcos.

Programação extra com atividades interativas do Espaço Energia

Além de patrocinar o festival, a Energisa preparou uma série de ações, como um workshop de quadrinhos gratuito para crianças, exibição de filmes e uma ativação montada com uma amostra do museu de energia, o Espaço Energia.

Localizado na Usina Cultural Energisa, o Espaço Energia é um espaço gratuito, que oferece ao público uma viagem no mundo da energia elétrica, desde muito tempo antes dela existir, até os dias de hoje. No Imagineland, os visitantes poderão interagir com diversos experimentos do museu, incluindo a famosa Bobina de Tesla, a Máquina de Wimshurst, o Gerador de Van de Graaff, o Jogo do Circuito, a Pilha Humana, os Óculos 360º e muito mais.

Crianças se divertindo com as atrações do Espaço Energia

Além das atividades interativas, haverá a exibição de oito projetos de animação de jovens talentos de Cataguases, produzidos no Animaparque, o estúdio de animação do Polo de Audiovisual patrocinado pelo Grupo Energisa, com apoio cultural do Instituto Energisa.

"Estamos muito felizes em participar do festival e levar para o público um pedacinho do Espaço Energia: uma oportunidade de aprender sobre ciência e tecnologia, de forma divertida e interativa”, afirmou Ana Paula Nunes da Silva, analista de eficiência energética da Energisa Paraíba.

No dia 24 de julho, haverá também um workshop gratuito na Usina Cultural Energisa sobre segurança na comunidade com foco em cuidados com a rede elétrica, com os quadrinistas Amalía Lira, Ilustra Lu, Daniel Alexandre e Paulo Moreira. O evento será destinado a alunos de escolas públicas e os participantes aprenderão técnicas de desenho e criação de quadrinhos. Os produtos desse workshop serão exibidos no stand da Energisa durante os três dias do Imagineland. 

Se você ficou interessado, confira toda a programação e compre já o seu ingresso diretamente no site do festival.

 
Ver matéria completa

Notícias

Festival de Viola de Piacatuba: uma imersão na cultura e sabores de MG Festival de Viola de Piacatuba: uma imersão na cultura e sabores de MG

Publicada em: 18/07/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

 Região: 

Região: 

Minas Gerais

Festival de Viola de Piacatuba: uma imersão na cultura e sabores de Minas Gerais

Piacatuba é um distrito de Leopoldina, município da Zona da Mata mineira, localizado a 322 km da capital Belo Horizonte. Além de ser um dos mais antigos distritos da região e guardar um patrimônio histórico belíssimo que remonta ao final do século XIX, a localidade também é conhecida por sua boa comida, música, festas e hospitalidade, principalmente quando acontece o Festival de Viola e Gastronomia de Piacatuba.

Este ano, a festividade chega à sua 19ª edição, consolidando-se como um dos eventos mais aguardados de Minas Gerais. Realizado entre os dias 24 e 28 de julho, a festa reúne música de raiz, a rica culinária mineira, além de oficinas gratuitas, atraindo turistas e entusiastas de todo o país.

A programação musical deste ano promete emocionar o público com grandes nomes da moda de viola, como Francis Rosa, Gabriel Guedes, Wilson Dias, Gabriel Sater e um arrasta-pé de respeito com o grupo Forró Maravilhas. Além das apresentações renomadas, o festival inclui o tradicional Concurso de Viola, que irá distribuir R$ 28 mil em prêmios. Depois de um período de inscrições e do processo seletivo, 15 canções foram selecionadas para a final com músicos de vários estados do Brasil. 

A valorização da cultura local e a junção de grandes nomes com quem ainda está começando a colocar o pé na estrada é uma marca registrada dos eventos culturais patrocinados pelo Grupo Energisa. 

Somos patrocinadores do Festival de Piacatuba, desde sua primeira edição. Sua curadoria promove o resgate da cultura e o desenvolvimento econômico da região. Um evento conhecido nacionalmente, cercado de muita cultura, entretenimento e o melhor da gastronomia mineira, atraindo milhares de visitantes”, comenta Eduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Rio.

E por falar em gastronomia, a culinária é mesmo outro ponto alto do evento, com a participação de vários restaurantes que oferecem pratos típicos de Minas Gerais, como feijão tropeiro, frango com quiabo, doces caseiros e, claro, sem deixar faltar a cachaça mineira para esquentar as noites frias. Um deleite para quem quer ouvir boa música e ter uma verdadeira imersão nos sabores regionais.

Além das apresentações musicais e da gastronomia, o festival ainda oferece diversas oficinas culturais. Nelas, o público de todas as idades pode se entreter e aprender técnicas e expressões das mais variadas. Vão ser oferecidas oficinas de culinária, moda, cerâmica, yoga, além de aulas show sobre os mais variados temas, que vão desde os segredos do vinho até a conscientização sobre o uso dos celulares.

O Festival de Viola e Gastronomia de Piacatuba é mais do que um evento cultural; é uma celebração da música, da culinária e das tradições mineiras. Com o apoio de patrocinadores como a Energisa e o envolvimento da comunidade local, o festival continua a crescer, proporcionando experiências únicas para todos os participantes e fortalecendo a identidade cultural da região.

O projeto está inserido no portifólio do Programa Energisa Cultural. Com um perfil de multilinguagens, abrangendo música, literatura, audiovisual, artes visuais, artes cênicas, cultura popular e festivais, entre outros, e com o compromisso de nos aproximar da sociedade, por meio de ações culturais e da manifestação dos valores regionais nos territórios de nossa atuação, o Energisa Cultural em 2023 impactou mais de 280 mil pessoas na área de atuação da empresa.

Serviço

Confira aqui a programação do Festival de Piacatuba: 

  • 24 de julho: Francis Rosa / Gabriel Guedes 
  • 25 de julho: Wilson Dias / Porteira Elétrica 
  • 26 de julho: Concurso dos Violeiros / Gabriel Sater 
  • 27 de julho: Forró Maravilhas / Os Serafins convidam Marcio Guelber
  • 28 de julho: a partir das 14h, diversão para as crianças.

Produzido e coordenado por Maria Lúcia Braga, o Festival de Viola conta com o patrocínio da Energisa e do Governo de Minas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais, e apoio cultural do Instituto Energisa e da Fundação Ormeo Junqueira Botelho. 

Para conhecer o circuito gastronômico e a programação das oficinas, acesse festivaldepiacatuba.com.br.

Ver matéria completa

Notícias

Escola de Fotógrafos Cegos: muito além da imagem Escola de Fotógrafos Cegos: muito além da imagem

Publicada em: 12/07/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

 Região: 

Região: 

Espírito Santo

Escola de Fotógrafos Cegos: muito além da imagem

Um cego pode fotografar? Essa talvez seja a pergunta mais recorrente ao longo das exposições. As oficinas da Escola de Fotógrafos Cegos ensinam o uso técnico da câmera, aberturas de luz, diferenças entre as lentes e captação, conversas sobre composição de imagem com a presença constante de um assistente vidente para cada fotógrafo cego. É nessa linda relação marcada pela descrição oral do ambiente que a ideia da foto se forma na cabeça do fotógrafo e é traduzida em imagem. Aquilo que para muitos poderia ser uma limitação vira um trampolim para um salto metafórico que transforma a imagem final em arte.

Quem está por trás desta iniciativa é Rejane Arruda, uma visionária do não ver. Ou melhor, alguém que vê usando os outros sentidos. Atriz com uma trajetória intimamente ligada à fotografia e ao vídeo, tendo sido professora de fotografia na Universidade de Vila Velha, ela vem desenvolvendo um trabalho pioneiro no Brasil com a Escola de Fotógrafos Cegos.

Série de fotografias por fotógrafos-cegos da EFC

Tudo começou em 2021 com uma série de oficinas para os primeiros fotógrafos cegos, em um projeto financiado por meio da Lei Aldir Blanc proposto pela SOCA Brasil, associação cultural fundada por Rejane. A experiência foi bastante intensa tanto para a professora quanto para os alunos, demonstrando não apenas que a arte é um instrumento de inclusão social, mas também que a inclusão é um instrumento de invenções no campo das artes. 

Com esse espírito, Rejane decidiu buscar apoio para continuar. Em 2022, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba, a SOCA Brasil pode consolidar sua Escola de Fotógrafos Cegos graças ao patrocínio da ES Gás, distribuidora de gás natural adquirida pelo Grupo Energisa em 2023. Com oficinas durante um ano, a escola formou uma inédita turma com 12 fotógrafos cegos.

É muito importante enfatizar que eles são totalmente cegos, sendo 6 de nascença e 6 com cegueira adquirida ao longo da vida. Portanto, 6 nunca viram uma imagem e, mesmo assim, têm até teorias sobre a imagem. É um projeto que articula saberes, não se restringindo apenas à técnica, mas procura transmitir conhecimento para pessoas com deficiência visual”, contou Rejane.

Desde então, esse coletivo vem realizando exposições em diversas cidades do Espírito Santo. A primeira exposição, “Quando Fecho os Olhos Vejo Mais Perto”, estreou em Vitória no final de 2022. 

Para a fotógrafa e pensadora Charlotte Cotton, referência para Rejane, “o ato da criação artística começa muito tempo antes de a câmera ser efetivamente fixada na posição adequada e a imagem ser registrada, uma vez que se inicia com o planejamento da ideia criativa”.  Com esse pensamento, de que a imagem se forma dentro da cabeça antes de se formar com a visão, a Escola de Fotógrafos Cegos descoloniza o olhar, colocando outros sentidos a serviço da fotografia. Em uma arte tida como unicamente visual, a descrição oral da cena por parte de ajudantes videntes permite que a fotografia transcenda a própria visão.

A transmissão via oral é fundante e eles trazem essa experiência. Um dia, uma mãe ensinou: ‘Minha filha, isso é o azul.’ Mas a criança respondeu: ‘Mãe, eu não enxergo o azul. Não sei a diferença entre o azul e o vermelho, para mim tudo é liso. Como vou entender a diferença?’ A mãe explicou: ‘Minha filha, o azul é o céu. O azul me transmite calma, uma sensação de infinitude.’ Assim, a criança começou a entender e gostar do azul. Conhecemos cegos hoje que descrevem as cores assim: ‘Eu estou com uma blusa azul,’ mesmo sem vê-las, porque alguém usou a linguagem para explicar e aquilo marcou a subjetividade dessa pessoa. Pode ter sido a mãe, uma bibliotecária, ou outra pessoa fora do círculo familiar que transmitiu essas informações sobre o azul e o vermelho", explicou Rejane.   

A oficina flui comentando as imagens dos fotógrafos num discurso objetivo, mas transbordado de poesia. No relato da imagem, é possível dar dicas de como mover a câmera para conseguir um outro ângulo ou uma diagonal mais exata, ou como dispor os objetos em cena para alterar a própria geometria do espaço.

A forma como descrevemos é fundamental. Precisamos dar essa devolutiva para eles e problematizar toda a produção. Hoje, temos uma equipe de audiodescritores realizando pesquisas conosco. Por exemplo, o projeto destinado a Vila Velha inclui uma nova oficina, e a exposição em 6 cidades do Espírito Santo oferece um workshop no dia da inauguração”, comentou Rejane.

A ES Gás acredita na importância de investir na cultura local para fortalecer os laços com a comunidade e contribuir na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Esse projeto pioneiro é a representação disso, potencializando a inclusão por meio da arte da fotografia. E falar de fotógrafos cegos pode parecer inacreditável, mas as obras são lindas e com uma imprevisibilidade no olhar que todos precisam conhecer”, disse Fabio Bertollo, diretor-presidente da ES Gás.

O trabalho com as escolas e estudantes é um marco para o projeto. Fomentar a arte e a inclusão nos mostra a importância de conviver com a diferença, com a pluralidade e a diversidade. Em ambientes escolares cada vez mais tomados pelo bullying, saber perceber e valorizar as diferenças é um enorme feito para criar um espaço de aprendizado (e um mundo) mais justo e acolhedor. Todo esse impacto em pouco tempo só desperta o desejo de ir ainda mais além com o projeto.

Somos muito gratas à Energisa e à ES Gás por serem solidárias ao projeto. Por gostarem, por estarem ali de coração, por terem escolhido a gente e reconhecerem o valor inovador que o projeto tem. É um projeto que transforma tanto a vida dessas pessoas quanto a vida das famílias. São projetos que encantam e é por isso queremos expandir para todo o Brasil. Recebemos perguntas de pessoas do Rio de Janeiro e São Paulo, bem como de outras regiões, pedindo para levarmos a nossa iniciativa para lá”, finalizou Rejane.

Se entre 1996 e 1998, o artista Cao Guimaraens foi levado por amigos para fotografar vendado cidades desconhecidas, formando um conjunto de imagens às cegas, a Escola de Fotógrafos Cegos promove esse trabalho no século XXI com pessoas cegas, levando a interação com a fotografia e a relação com a imagem a novos e imprevisíveis desdobramentos.

Foto de capa: fotógrafo-cego Jonatas Sobral na EFC, por Enzo Rodrigues.

Ver matéria completa

Notícias

Mudanças climáticas: um desafio coletivo Mudanças climáticas: um desafio coletivo

Publicada em: 27/06/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

 Região: 

Região: 

Brasil

Mudanças climáticas: um desafio coletivo

O clima no planeta Terra se alterou. Para sempre. Se modelos meteorológicos anteriores apontavam para um aquecimento da temperatura global entre 1 e 1,5 ºC em 2030 – alguns indicavam que isso somente ocorreria ao redor de 2050 –, o que se vê na prática hoje são termômetros ao redor do mundo já contabilizando esse 1,5 ºC adicional. Ou seja, o aquecimento global é real, palpável e está se materializando neste exato momento. 

O desdobramento desse acréscimo de temperatura se traduz em calor extremo, ventos acima da média histórica, descargas atmosféricas, chuvas torrenciais, inundações... Em suma, catástrofes naturais das mais diferentes matizes e intensidades.

A Organização Meteorológica Mundial, desde os anos 1970 até 2019, registrou mais de 11 mil desastres atribuídos a eventos climáticos severos no mundo. Nesse período, foram mais de 2 milhões de mortes e mais de US$ 3,6 trilhões em perdas. Daí, você já vê o tamanho do desafio”, explica Nicolas Manfredi, diretor técnico de Geração e Transmissão do Grupo Energisa.

Nos últimos 3 anos, os prejuízos financeiros já alcançaram R$ 18 bilhões no Brasil somente com moradias danificadas e destruídas por catástrofes naturais, sem contabilizar ainda as perdas recentes pelas inundações no Rio Grande do Sul.

Ciente desse cenário, a Energisa tem tomado uma série de medidas para contornar eventuais situações de perigo e amenizar danos aos mais de 20 milhões de brasileiros atendidos pelos seus serviços de distribuição energia elétrica e gás natural.

Na Semana do Meio Ambiente, o Grupo fez uma live para debater os efeitos das mudanças climáticas junto ao seu negócio, o que engloba não só ativos, mas fundamentalmente sua base de clientes. Além do diretor-técnico Nicolas, apresentaram cases Michael Douglas, especialista ambiental de Geração e Transmissão;  Rodrigo Fraiha, diretor-técnico da Energisa Paraíba; Raphael Pereira, diretor-técnico da ES Gás; Jorge Sírio, business partner de Comunicação da Energisa Mato Grosso; e Ana Paula Paes, meteorologista do grupo Storm. A live foi mediada por Vivian Inácio, gerente de sustentabilidade do Grupo Energisa.

No bate-papo ao longo do evento, ficou claro o empenho do Grupo na adoção de medidas que mitiguem os efeitos das mudanças climáticas. O conjunto de iniciativas vai de reservas florestais a programas sociais, ambientais e de orientação para clientes e comunidades onde a empresa está inserida.

Preservação e reflorestamento

Uma dessas medidas é a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) da Usina Maurício, em Leopoldina (MG). Com cerca de 300 hectares, a RPPN equivale a aproximadamente 300 campos de futebol preservados. Nessa mesma linha, outra investida se dá na região amazônica, onde o Grupo Energisa viabiliza um projeto voltado ao reflorestamento desse bioma.

A gente investiu R$ 5 milhões em reflorestamento do bioma amazônico através do fundo Floresta Viva”, conta Vivian Inácio, gerente de sustentabilidade do Grupo Energisa.

Também nessa empreitada contra o aquecimento do planeta está o desligamento das usinas térmicas. Segundo a companhia, isso evitou a emissão anual de 388 mil toneladas de carbono equivalente, ou seja, os gases do efeito estufa. Em outras palavras, é como se o Grupo Energisa tivesse preservado quase 800 estádios do Maracanã de vegetação de área plantada. 

Uma iniciativa inovadora adotada pelo Grupo é o uso de drones para o lançamento de cabo na construção de linhas de transmissão. O equipamento consegue reduzir significativamente a necessidade de supressão vegetal e, indiretamente, os danos à fauna. A Energisa Tocantins Transmissora, por exemplo, registrou uma redução de 21% na supressão vegetal com o uso desse procedimento.

É uma técnica relativamente nova, que traz diversos ganhos para o projeto, mas principalmente acarreta ganho ambiental”, afirma Michael Douglas.

Ainda que muito esteja sendo feito, o desafio do Grupo Energisa é enorme, já que há muitas linhas de transmissão de energia em áreas pouco habitadas, difíceis de serem acessadas, e que sofrem cada vez mais com a sazonalidade das estações do clima e o enfurecimento da natureza diante do aquecimento do planeta.

A lição de Nova Friburgo (RJ)

Rodrigo Fraiha, diretor-técnico da Energisa Paraíba, lembra que o Grupo Energisa ganhou consciência sobre o impacto das mudanças climáticas de uma maneira muito dolorida. E repentina. Foi em 2011, em Nova Friburgo (RJ). 

A região serrana do estado do Rio de Janeiro, onde fica o município, recebeu 265 milímetros de chuvas em pouco mais de 8 horas, resultando em quase mil mortes e mais de 35 mil desabrigados. 

A Energisa foi pioneira no setor elétrico brasileiro, por meio de um P&D que desenvolveu uma plataforma de monitoramento das condições climáticas, denominada Netclima, e um plano de contingência integrado que possuem ações nas etapas de antecipação, monitoramento, resposta e recuperação. E esse plano envolve todas as distribuidoras e as áreas de apoio, explica Rodrigo.

Anualmente, esse plano é aprimorado com base nos eventos climáticos severos que vêm ocorrendo. Exemplos incluem a tempestade de areia em 2021 no Mato Grosso do Sul e as situações decorrentes das fortes chuvas no estado de São Paulo em 2023, quando a Energisa conseguiu restabelecer 95% do fornecimento de energia nas suas áreas de atuação em até 24 horas.

Hoje, temos um plano de contingência integrado que permite nos anteciparmos, indicando como monitorar, como responder, como recuperar. E esse plano envolve toda a empresa. Todas as áreas da empresa”, explica Rodrigo.

A partir deste mês, o Grupo Energisa também inicia treinamentos com simulações de contingência, com o objetivo de refinar processos e treinar todo o time das unidades.

Desafios subterrâneos no gás natural

Sob essa lógica das catástrofes naturais decorrentes das mudanças climáticas, é possível dizer que o que está debaixo da terra está seguro, correto? A resposta é não. E quem assegura é Raphael Pereira, diretor-técnico da ES Gás do Grupo Energisa. Na live, Raphael explicou que grande parte do ativo da distribuição de gás natural está no subsolo, mas isso não significa que está totalmente protegido. Quer um exemplo?

A gente na distribuição de gás se preocupa com a queda de árvores, não em função dos galhos em si, que normalmente são um problema na distribuição de energia elétrica, mas em função da raiz. Se a base da árvore se desprende do chão, isso pode danificar a nossa infraestrutura subterrânea. Chuvas intensas também podem causar movimentação de solo, expondo a tubulação subterrânea. Isso pode gerar uma ruptura do tubo, causando desabastecimento ou até um grande evento de segurança”, detalha.

União de forças contra as mudanças climáticas

O fato é que todos precisam participar da solução, porque os custos projetados são estratosféricos. E o aquecimento global já é uma realidade.

Foi o 11º mês com recordes de temperatura. Então, a gente já vem, há cerca de um ano, registrando recordes em nível mundial”, afirma Ana Paula Paes, meteorologista do grupo Storm.

A consequência disso é que os eventos climáticos devem causar um prejuízo de mais de R$ 100 milhões por ano no ecossistema de fornecimento de energia até 2030 – sendo que esse número pode até dobrar a dependendo do impacto.

Portanto, o desafio está posto, como destacou Vivian Inácio, gerente de sustentabilidade do Grupo Energisa. Mas ela aposta que o segredo está nas pessoas:

Independentemente do plano, as pessoas são a nossa potência. São elas que vão fazer com que todo esse planejamento, toda essa discussão se torne realidade na ponta, fazendo a diferença junto aos nossos clientes. Essa é a nossa força.”

Ver matéria completa

Precisa de ajuda?

Não consegue encontrar a resposta que procura? Não se preocupe, estamos aqui para ajudar!
 

CANAIS DE ATENDIMENTO