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Ilumina Pantanal completa 2 anos levando luz, saúde e cultura Ilumina Pantanal completa 2 anos levando luz, saúde e cultura

Publicada em: 08/08/2023

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 Sustentabilidade

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Ilumina Pantanal completa 2 anos levando luz, saúde e cultura para a maior planície alagável do mundo

Nos últimos dois anos, o projeto Ilumina Pantanal vem mudando a vida de muitos moradores da região. Mapear e atender às populações que vivem na maior planície inundada sempre foi um enorme desafio. As distâncias e o difícil acesso deixaram por décadas muitas comunidades isoladas, sem acesso à eletricidade.

Para conseguir chegar em quem precisa sem comprometer o meio ambiente desse rico bioma, a Energisa desenvolveu um sistema de fornecimento de energia por meio de sistemas individuais de geração solar fotovoltaica e armazenamento da energia excedente em baterias de lítio. Encabeçado pela Energisa e contando com a parceria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), MME (Ministério de Minas e Energia) e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, o projeto hoje leva energia limpa a 2.826 famílias, com investimento total de R$ 210 milhões. 

– Nós estimamos que, nesses dois anos, foi possível impactar a vida de 8 a 9 mil pessoas. São pessoas que não conheciam água gelada, não conheciam o conforto de dormir com um ventilador, não conheciam energia elétrica em si – ressalta Héber Selvo, engenheiro especialista da Energisa MS.

Da pesquisa à realização

A ideia do programa começou ainda em 2018. Em parceria com o Instituto Lactec, a Energisa realizou um censo inédito na região, colheu informações socioambientais, analisou o ambiente regulatório e diagnosticou as necessidades de atendimento e zoneamento para implantação do projeto. O investimento nessa fase de pesquisa foi fundamental para chegar perto de quem vive nas regiões mais isoladas do Pantanal. Uma enorme dedicação para alcançar lugares onde só o rio leva, ou enfrentando jornadas de mais de 22 horas a cavalo, entre alagadiços e areais.

Toda essa equipe mobilizada e esse esforço são recompensados pelas falas de quem pode ligar um eletrodoméstico pela primeira vez. Além da alegria, os relatos de quem já experimenta as benfeitorias do serviço revelam um mundo de possibilidades até então inviáveis.

– Hoje, a gente consegue ter uma vida bem mais agradável. A gente agora tem uma “geladeirinha” dentro de casa, tem energia pra poder fazer a janta à noite, tem uma iluminação pra sentir também mais segurança. A gente consegue dormir melhor tendo um ventilador pra se refrescar. Esse projeto veio em bora hora – elogia Helton Felipe Silva Pereira, morador da região do Rancho Anjo Azul no Alto Pantanal.

Inovação em energia limpa

Para o diretor-presidente da Energisa MS, Marcelo Vinhaes, a universalização do acesso à energia, por fonte renovável, no Pantanal sul-mato-grossense, é um grande passo na história do Grupo Energisa. Os investimentos em inovação trouxeram as mais avançadas tecnologias em energia limpa para desenvolver soluções pioneiras que respeitam o meio ambiente.

A tecnologia desenvolvida em Mato Grosso do Sul é inédita no Brasil, com armazenamento de energia excedente em baterias de íon-lítio, semelhantes às dos celulares. Com isso, foi possível alcançar áreas remotas sem a necessidade de passar as enormes estruturas de uma rede de distribuição, que exigiria a derrubada de árvores, nem instalar turbinas eólicas, que atrapalhariam o fluxo migratório de pássaros e animais.

Um projeto dessa magnitude não poderia passar despercebido pelos olhares do mundo. Em 2021 o Ilumina Pantanal foi premiado internacionalmente na categoria de melhor Projeto Solar (Solar & Storage Live 2021, promovido pela Associação Internacional de Produtores de Energia Solar). Em fevereiro deste ano, também foi apresentado no maior e mais importante congresso de distribuição de energia elétrica do mundo em San Diego/Califórnia (EUA).

Para além da energia elétrica

A melhoria na vida de cada pessoa alcançada pelo programa é um compromisso da Energisa, mas o programa traz ainda muitos outros benefícios para a região. Os impactos econômicos também merecem ser destacados. Com a luz, os proprietários de fazendas agora têm mais atrativos para oferecer serviços aos trabalhadores locais, facilitando a retenção do trabalhador rural. Ainda há novas possibilidades de vida, como a que surgiu, recentemente, para os moradores da curva do São Lourenço, onde o rio São Lourenço encontra o rio Paraguai. Formou-se, naquela região, uma pequena associação de artesãos, que aos poucos podem deixar o extrativismo de iscas para produzir artesanato, com vegetação pantaneira, de boa qualidade e melhor acabamento devido às máquinas de costura e à iluminação.

Assim como a produção de artesanato na curva do São Lourenço, outros aspectos culturais se estendem pelos afluentes. Iluminando as noites de famílias ribeirinhas e de aldeias indígenas, sem colocar o meio ambiente em risco, o Ilumina Pantanal possibilitou a manutenção da cultura pantaneira.

– Várias comunidades haviam se desmobilizado no Pantanal pela dificuldade de permanecer naquele local e pela busca de melhores condições de moradia. O Programa reativou algumas comunidades, a gente vê agora um retorno do pantaneiro à sua origem – acrescenta Selvo.

A empresa também tem patrocinado projetos socioambientais, como o “Agroflorestas”, do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), desenvolvido na Serra do Amolar. Apesar do seu bioma diverso, o solo pantaneiro não é o mais fértil, fazendo com que os grandes produtores usem fertilizantes em excesso para conseguir produzir na região. O uso do sistema agroflorestal nessas pequenas comunidades permite que muitos alimentos sejam produzidos em meio à floresta local, assim muitas famílias envolvidas estão aprendendo novas habilidades de cultivo e diversificação de produtos, fomentando a economia e respeitando o meio ambiente.

Todo esse projeto da Energisa que abraça o Pantanal com saúde, ecologia e cuidado também tem levado iniciativas sociais ao interior da região, com a distribuição de roupas e alimentos, além da doação de 600 geladeiras por meio do Programa de Eficiência Energética. 

Do Pantanal para o mundo

O sucesso do Ilumina Pantanal serviu de piloto para outro projeto chegar a uma área ainda maior. O Mais Luz para a Amazônia está em fase de expansão e visa atender a quem vive na maior floresta tropical do planeta.

– No Pantanal, nós atendemos cerca de 3 mil famílias. No Mais Luz para a Amazônia, é vislumbrado o atendimento a cerca de 30 mil famílias, até 2025. O Grupo Energisa tem projetos no Acre, Rondônia, Mato Grosso e Tocantins para repetir o feito nos lugares mais remotos da Amazônia Legal, para comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas – explica Selvo.

Levar luz para a maior planície alagada do planeta é abrir caminhos para cuidar de um dos maiores patrimônios brasileiros. Na moda de viola Noite de Tempestade, de Gabriel Sater, quem vive no Pantanal precisava de noite “esperar a lua, encher de luz nossa alma”. Com o Ilumina Pantanal, cada pessoa pode escolher iluminar também as noites sem lua, com energia limpa e renovável, cuidando da natureza e de quem vive no bioma mais preservado do Brasil, sem nunca perder de vista a luz da lua dos poetas e dos violeiros.

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Da agricultura familiar a rede de supermercados, a energia faz a difer Da agricultura familiar a rede de supermercados, a energia faz a difer

Publicada em: 09/02/2023

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Da agricultura familiar a rede de supermercados, a energia faz a diferença

Em Mato Grosso do Sul, a 102 km da capital Campo Grande, está Ribas do Rio Pardo. Com cerca de 20 mil habitantes, o pacato município é pequeno em tamanho, mas não na força para crescer e produzir. É lá que uma grande fábrica da Suzano se instalou graças aos investimentos da Energisa para ampliar a linha de fornecimento de energia. 

A expansão dessa malha energética, com o investimento de mais de R$ 38 milhões – incluindo a construção e reforma de 25 km de rede e a instalação de 10 novos equipamentos na distribuição de energia – trazem benefícios para cerca de 7,9 mil unidades consumidoras ou cerca de 25 mil habitantes. Com isso, além de atender a essa indústria de grande porte, a Energisa traz melhorias na qualidade da energia distribuída também para o pequeno produtor rural e o comércio local.  

Na região de Ribas do Rio Pardo, podemos encontrar uma série de loteamentos onde prospera a agricultura familiar. A história de Miguel Emiliano de Jesus e sua família é um bom exemplo de como a atuação da Energisa pode transformar vidas. 

Miguel e sua esposa vieram de Assis, interior de São Paulo, com o mesmo sonho de muitos brasileiros, ter um pedacinho de terra para plantar. Chegando em Ribas Miguel trabalhou em uma madeireira, mas passou por momentos de muita dificuldade. Um acidente de trabalho fez com que ele ficasse 3 anos acamado. Sua esposa, Jucilene Farias, era quem trabalhava para manter a casa.

– Foi um dos períodos mais difíceis da minha vida, mas não podíamos desistir – conta Miguel. 

Após a sua recuperação, uma nova oportunidade surgiu: um lote para agricultura familiar financiado em 15 anos. O início não foi fácil. Ainda sem energia elétrica e plantando apenas quiabo e mandioca, a família não conseguia escoar a produção para os supermercados e restaurantes locais, tendo que sair de moto para vender seus produtos de porta em porta. Além disso, a irrigação só podia ser feita por bombas a diesel, com um custo elevado, além de bastante poluentes.

A chegada da luz elétrica, trazida pela Energisa, mudou a vida da família e mostrou como a infraestrutura e uma cadeia de produção interligadas fazem toda a diferença. A primeira lembrança que Miguel traz da chegada da energia elétrica foi a ligação da bomba de água no poço artesiano do terreno.

– Ligamos a bomba conectada ao poço. Quando a água começou a jorrar, foi uma alegria danada – conta o agricultor. 

A luz trazida pela Energisa possibilitou a Miguel trabalhar a irrigação tanto por aspersores como por gotejamento, diversificando a produção ao ar livre e em estufas. Hoje, ele, a esposa e o filho cuidam dos 6 hectares de terra e ainda têm o conforto de uma casa com chuveiro, televisão, geladeira e a internet, fundamental para nossa conversa com o produtor. 

Os investimentos na linha de fornecimento de energia para a instalação da fábrica da Suzano trouxeram inúmeras vantagens para Miguel. Foi possível aumentar a produção de hortaliças e ganhar o certificado de produtor orgânico. Com isso, a família vende os alimentos para restaurantes, lojas especializadas em produtos orgânicos e a rede de Supermercados Costa, que hoje é sua grande parceira. Miguel acredita no desenvolvimento da região e pretende ampliar e diversificar a produção:

– Esse ano vamos erguer mais 2 estufas, estamos crescendo!

A rede de Supermercados Costa, que recebe as hortaliças de Miguel, abriu suas portas e cresceu por conta do desenvolvimento energético da região. Quem conta essa história é o supervisor Dirceu Afonso dos Santos, que trabalha nas quatro unidades do supermercado. Antes de tudo, ele valoriza a agricultura local, em especial a familiar, comprando produtos, como os de Miguel, que chegam de perto e fresquinhos todos os dias.

– Não é fácil plantar aqui na região. É preciso encontrar a terra boa, então valorizamos quem diversifica a produção e consegue nos entregar produtos de qualidade – conta Dirceu.

A ajuda da Energisa foi importante para manter a excelência no funcionamento das quatro lojas dos Supermercados Costa. Dirceu conta que tudo se transformou no último ano e que nem mesmo existem mais os picos de luz, antes comuns. Segundo ele, o maior problema da cidade era a energia elétrica.

– O pessoal brincava dizendo que, se um cachorro fazia xixi no poste, acabava a energia na cidade. Hoje tudo mudou. Estamos no céu! – vibra Dirceu.

A última loja do supermercado foi inaugurada em outubro. Tudo havia sido planejado, produtos comprados e divulgação feita. Mas na hora de ligar o sistema de refrigeração, a energia não deu conta. Como a loja ficava no final da linha, faltava força para que a energia chegasse com a potência necessária para todos os equipamentos. Com a experiência que já tinha tido com as lojas anteriores, o supervisor não acreditava que pudesse inaugurar antes do final do ano, mas a Energisa resolveu o problema em tempo recorde. A loja abriu na data marcada, sem a perda de nenhum produto e nenhum prejuízo para os comerciantes e consumidores.

– Mesmo com as chuvas que castigaram o estado, a Energisa conseguiu fazer o estudo e executar a ampliação da potência da energia em menos de uma semana. Foi impressionante! – conta Dirceu, aliviado.

A construção da nova subestação mudou a vida de todo o comércio na cidade. Antes de contar com uma rede energética de mais qualidade, muitos comerciantes lançavam mão de geradores a diesel para dar conta das constantes faltas de luz. Já nos últimos meses, não há mais esse problema na cidade.

– Não me lembro a última vez que ligamos o gerador. Ele continua a postos para alguma eventualidade, mas não tem sido usado, o que é ótimo para nós – relata Dirceu.

Recebendo mais energia e de melhor qualidade, Ribas do Rio Pardo cresce a olhos vistos. Conectando a rede de distribuição energética com a cadeia produtiva local, vai se criando um polo para o desenvolvimento da agricultura, da indústria e do comércio. A cidade e toda a região vão vivendo tempos de mais esperança e crescimento, graças à força do seu povo e aos investimentos da Energisa.

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Energia no campo transforma a vida de produtores rurais pelos recantos Energia no campo transforma a vida de produtores rurais pelos recantos

Publicada em: 01/02/2023

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Mato Grosso do Sul

Energia no campo transforma a vida de produtores rurais pelos recantos do país

Tacuru é uma cidade de 11.000 habitantes a 407 km de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O pequeno município, quase na divisa com o Paraguai, vem passando por muitas transformações na última década graças à chegada e ampliação da rede de energia elétrica na região.

Ainda criança, Sônia Maria Rodrigues foi morar em Tacuru. Hoje, ela é agente de saúde e produtora de leite, vivendo duas jornadas diárias de muito trabalho e dedicação. Quando Sônia comprou seu lote, financiado pelo Banco da Terra, há 4 anos, a luz estava chegando ao assentamento.

– Como eu trabalhava como agente de saúde, já fazia as visitas aqui no loteamento e via a dificuldade dos produtores que não tinham acesso à energia elétrica – conta Sônia.

Com a chegada da energia elétrica, Sônia já pôde se instalar com mais conforto como produtora de leite. Em seus quase 2 alqueires de terra, ela tem seis vacas que produzem, em média, 110 litros de leite por dia. A energia elétrica traz, além do conforto, segurança para a produção, pois o leite pode ser armazenado no resfriador comunitário do assentamento. 

– Antigamente, mesmo quando a luz já chegava, ela era ainda intermitente, perdíamos a produção quando o resfriador desligava e ficávamos também sem água para abastecer a caixa d’água – relata a produtora.

Os investimentos na qualidade da transmissão da energia e em uma rede mais confiável e robusta trouxeram enormes melhorias para os trabalhadores e a comunidade local.

Toda essa transformação veio com a Energisa investindo alto na região. As novas subestações de Tacuru e de Bocajá e a nova linha para atendimento à Coronel Sapucaia, somam R$ 23,4 milhões em obras. As duas novas subestações possuem juntas o total de 4 MVA de potência instalada, o que é suficiente para o atendimento a 4 mil unidades consumidoras. Com as obras, a Energisa completará a construção e reforma de 109 km de rede e a instalação de 27 novos equipamentos espalhados pela rede de distribuição, diminuindo muito a possibilidade de falta de energia prolongada na cidade.

Dedicando-se a duas frentes de trabalho diárias, Sônia não tem tempo a perder, e o uso da tecnologia que chega impulsionada pela energia elétrica, faz com que Sônia possa investir sua força de trabalho de forma mais eficiente e confortável. Trabalhando das 8h da manhã ao meio-dia fazendo as visitas como agente de saúde, Sônia não precisa mais voltar ao posto para lançar sua produtividade, pode trabalhar de casa fazendo isso do seu laptop conectado à internet.

– Com a energia tive a possibilidade de ter internet no campo, o que facilitou muito a minha vida, diminuindo os deslocamentos – comemora Sônia.

Sônia também relata que os serviços da Energisa ficaram mais ágeis, sendo mais fácil comunicar a falta de luz e aguardar um tempo menor para o seu reestabelecimento, quando as eventuais interrupções de fornecimento acontecem.

– Essa agilidade é importante para nós, é raro ficar sem luz agora, mas quando falta o reestabelecimento é rápido – conta Sônia.

A produtora rural e agente de saúde é um exemplo da força da mulher do campo. Seus trabalhos, de quem cuida da saúde e alimenta a comunidade, são o motor da energia que move o coração da vida na pequena Tacuru. Sônia é parte de uma engrenagem que funciona coletivamente para fazer a cidade funcionar, e que tem a esperança de que o município se desenvolva cada vez mais.

– A chegada dessa nova subestação vai trazer mais energia para a cidade, agora uma empresa ou uma indústria maior vai poder vir para cá, dando mais possibilidade de emprego para os jovens, fazendo a cidade crescer – relata com esperança a produtora e agente de saúde.

Com a força do trabalho de Sônia e a energia da Energisa, uma enorme rede de desenvolvimento vai se formando em recantos do país que vivem com mais qualidade e produzem agora com mais agilidade, fazendo a economia crescer e a vida cotidiana ter mais comunicação e comodidade.

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Energisa investe R$ 3 bilhões em MS e só em 2022 inaugura oito subesta Energisa investe R$ 3 bilhões em MS e só em 2022 inaugura oito subesta

Publicada em: 15/12/2022

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Mato Grosso do Sul

Energisa investe R$ 3 bilhões em Mato Grosso do Sul só em 2022 inaugura oito subestações de energia

O sucesso do agronegócio depende de muitos ingredientes. Entre eles, um fundamental: energia elétrica eficiente e de qualidade. E é isso que a Energisa tem proporcionado em Mato Grosso do Sul, com investimento de mais de R$ 3 bilhões na expansão e melhoria do sistema no estado, de 2014, quando assumiu a concessão do abastecimento de energia. O desenvolvimento de várias cidades está atrelado ao promissor desempenho da companhia.

Focada no desenvolvimento da economia da região, na expansão dos negócios e, sobretudo, na melhoria da vida do produtor rural, a Energisa inaugurou em 2022 nada menos do que oito subestações de energia em MS, o que equivale a cerca de R$ 700 milhões de investimento na região só até setembro deste ano. 

– O ano de 2022 representa o nosso maior investimento no estado do MS – diz o Diretor-Presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Marcelo Vinhaes – Ouvimos as pessoas, prefeitos, vereadores e clientes, aceitamos o desafio e conseguimos entregar tudo com muita qualidade. Estamos muito felizes. 

– A energia é um fator de desenvolvimento do estado. Os investimentos que nós temos feito garantem a expansão do consumo de energia elétrica através das indústrias e, no Mato Grosso do Sul, principalmente através do agronegócio, com grande pujança na região – explica o Gerente de Planejamento e Orçamento da Energisa MS, Antônio Matos. – Então a energia elétrica se traduz em desenvolvimento, além da melhoria da qualidade para os consumidores.

Entre as principais subestações inauguradas está a Campo Grande Progresso, entregue em março, com 90 MW de potência instalada. Com o valor de investimento de R$ 56,3 milhões, ela vai atender cerca de 33 mil consumidores – o equivalente ao município de Ponta Porã –, ampliando a capacidade de atendimento de Campo Grande em 12%, de 727 para 817 MW. Além disso, foram construídos 13 km de linhas de alta tensão 138 kV, gerando cerca de 100 empregos diretos e proporcionando a possibilidade de crescimento da região.

A construção da subestação de distribuição de energia elétrica Bela Alvorada, em novembro, também está entre as grandes inaugurações de 2022 em MS. Com um valor de investimento de R$ 13,1 milhões, ela conta com 15 MW de potência instalada e vai atender cerca de 2,4 mil consumidores, distribuídos entre o município de Paraíso das Águas e as regiões rurais de Camapuã e Chapadão do Sul. A obra significou a construção e a reforma de 35 km de rede, e o município de Paraíso contará com duas fontes distintas de fornecimento, diminuindo muito a possibilidade de falta de energia prolongada na cidade.

Outro importante investimento foi a ampliação da subestação de distribuição de energia elétrica Ribas do Rio Pardo, no valor de R$ 38 milhões. Com as obras, terminadas em novembro, a subestação passou a ter uma capacidade seis vezes maior do que antes, atendendo cerca de 7,9 mil consumidores, melhorando a vida dos clientes do município de Ribas do Rio Pardo.

– Já na região de Deodápolis, o exemplo é a fazenda Annalu, que possui uma produção agropecuária diversificada: agricultura, piscicultura e pecuária – conta Matos. – Fizemos um investimento na ordem de R$ 3 milhões para permitir que o produtor rural expanda seu negócio, desenvolva a economia da região e, acima de tudo, tenha uma energia elétrica de qualidade.

De propriedade da família do empresário rural Aurélio Rolin Rocha há quase 20 anos, a Fazenda Annalu precisava de melhorias que visassem uma maior produtividade e desenvolvimento. Assim que assumiu a propriedade, Aurélio convenceu a família de que algumas práticas no campo precisavam ser repensadas e, outras, ampliadas. O produtor, então, investiu alto. Aurélio buscou uma importante parceria para o projeto: a Energisa, que abraçou a Fazenda Annalu, acreditando na empreitada. 

Por ser uma propriedade com elevada demanda de produção, a Energisa reforçou a energia da fazenda através de uma rede elétrica de 19 km, além de ter instalado equipamentos especiais e automatizados, como reguladores de tensão e bancos de capacitores para atendimento à propriedade. O apoio e investimentos feitos pela Energisa trouxeram segurança aos aportes realizados pela família do produtor rural. Conversamos um pouco com Aurélio para saber mais sobre os resultados alcançados.

EJ: Como começou a parceria com a Energisa?
AR: Sempre pensamos em aproveitar ao máximo a propriedade, com aumento dos níveis de produtividade e ampliação de produtos e serviços. Para isso precisamos do insumo essencial que é a energia. Investimos na irrigação da agricultura para garantir a previsibilidade da safra. A pior coisa para o produtor rural é ter seus resultados dependendo do tempo. Com a irrigação elimina-se esse estresse hídrico e torna-se possível fazer três safras ao ano (em condições naturais, só se conseguiriam duas safras ao ano). A Energisa subsidiou parte do projeto por entender a perspectiva da expansão no uso de energia. Apoiaram modificando a rede, fazendo subestação.

EJ: Como é o consumo de energia na propriedade?

AR: Hoje 20% da energia que será gerada pela nova subestação que a Energisa está construindo (quase pronta!) vai para a Fazenda Annalu. Hoje, a nossa fazenda consome mais energia do que alguns municípios do estado do MS.

EJ: Qual a contribuição destes investimentos para o estado de MS?

AR: Eu gosto de uma definição que estão usando muito: o Mato Grosso do Sul vai virar um estado multiproteína. Isso significa que vamos parar de focar apenas na proteína bovina. É um estado que está passando por um processo de ampliação e diversificação de suas cadeias de valor. Esse processo está sendo bem bacana, e a Energisa tem papel fundamental nessa consolidação do estado multiproteína. Isso já se mostra em resultados concretos, já que MS é um dos estados que tem menores índices de desemprego e maiores taxas de crescimento econômico. Além dessa questão, há também uma transformação industrial em curso. Hoje, os grandes investimentos na indústria de papel e celulose no mundo são no estado do MS.

EJ: Quais os desafios e como a Energisa pode ajudar nesta construção?

AR: O futuro da agricultura brasileira se resume em: qualidade (primordial ter um produto de qualidade); sanidade (a crise da Covid nos mostrou isso); rastreabilidade e sustentabilidade. Esse é o nosso desafio – do produtor rural brasileiro e do empresário do agro brasileiro: entender estes pilares e garanti-los na sua própria fazenda/produção. Para isso é preciso um parceiro como a Energisa, que consiga nos dar o insumo que melhora nossos índices. Se queremos fazer uma produção carbono neutro, isto tem que começar pela geração de energia. É toda uma cadeia. Se lembrarmos que a matriz energética brasileira é uma das mais limpas do mundo, veremos que podemos ter um grande avanço. Por exemplo, na nossa fazenda, hoje estamos utilizando o diesel, e pagamos R$ 3,60/kWh; a partir do momento em que a obra estiver pronta, nós vamos pagar R$ 0,09/kWh. Então estaremos usando uma matriz muito mais limpa, com redução de custos e energia sustentável.

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