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Energia solar: os desafios para chegar às comunidades remotas Energia solar: os desafios para chegar às comunidades remotas

Publicada em: 29/01/2021

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 Sustentabilidade

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Energia solar: os desafios para chegar às comunidades remotas

O desafio de colocar em prática o programa Mais Luz para a Amazônia é grande, mas o Grupo Energisa já começou os trabalhos para levar 3.264 ligações de energia a locais remotos da região. O objetivo do Governo Federal é chegar à universalização do serviço em até dois anos com o apoio das distribuidoras.

Responsável pelas concessões no Acre, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins (que compreende também Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Maranhão), o Grupo Energisa é o principal distribuidor de energia da Amazônia Legal, região com o maior número de comunidades isoladas do país e onde vivem cerca de 7 milhões de pessoas.

Em Rondônia, os trabalhos já começaram. A empresa Eletrobrax foi contratada pela Energisa e tem como meta fazer o levantamento de dados sobre as comunidades com potencial para receber o fornecimento de energia.

Dário Sérgio Machado, gerente de Negócios da Eletrobrax, explica que as duas equipes de campo que atuam no projeto têm de identificar desde as dificuldades de acesso aos locais até as características de cada residência e comércio visitados – por exemplo, número de moradores, de eletrodoméstico, fonte de renda.

Foto mostra cidade à beira do rio na Amazônia.

Comunidades remotas

Trabalhos in loco costumam ser mais trabalhosos. No caso de Rondônia, o desafio é ainda maior, a começar pelo acesso às comunidades remotas. As viagens só podem ser iniciadas depois de as duas equipes da Eletrobrax se certificarem das condições de acesso. Essa fase, segundo Machado, é uma das mais críticas. Mesmo com a dificuldade de comunicação em muitas localidades, antes de iniciar o percurso é preciso saber se as estradas estão transitáveis e se os rios têm vazão suficiente para permitir a navegabilidade dos barcos até os destinos. Dependendo do destino, pode ser necessário enfrentar 200 quilômetros de mata fechada em um veículo 4X4 ou um dia inteiro de viagem de barco. Não se pode afastar a hipótese de surpresas como onças e sucuris.

As informações coletadas serão repassadas à Energisa, que, a partir daí, poderá traçar um plano de execução para implementar as melhorias previstas pelo Mais Luz para a Amazônia. Na primeira fase do programa, a previsão é levar o fornecimento de energia a um total de 300 unidades, entre residências e pequenos comércios. A meta total do programa é chegar a 1.294 unidades consumidoras até o final de 2021, num total de R$ 82 milhões investidos, desembolsados pela União e pela Energisa.

Rainon da Silva Brasil, gerente de projeto do Mais Luz para a Amazônia da Energisa e engenheiro eletricista, explica que o programa federal foi criado com finalidade de fornecer energia elétrica à população brasileira residente em regiões remotas da Amazônia Legal que, pelas características geográficas e ambientais, não poderia ser atendida por meio da extensão de rede elétrica convencional. Por isso, as localidades mapeadas vão contar com placas de energia fotovoltaica, que serão instaladas em cada unidade.

Ajuda do satélite

Antes de a Eletrobrax definir o roteiro para a coleta de dados presencial, foi preciso contar com a ajuda da tecnologia. Por meio de imagens de satélite, foi feito o levantamento da localização provável das comunidades. “É o tipo de trabalho que exige desde o uso de equipamentos de ponta até o esforço de longas viagens para chegarmos às localidades. Isso dá uma ideia da celeridade que estamos dando ao programa”, diz Silva Brasil. 

O programa do governo federal exige uma série de pré-requisitos na seleção dos beneficiados com a geração de energia elétrica a partir de fontes limpas e renováveis. Têm prioridade no atendimento as famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) ou em programas estaduais.

Também são grupos prioritários os moradores de assentamentos rurais, comunidades indígenas, quilombolas e famílias residentes em unidades de conservação. Ao levar geração de energia elétrica a partir de fontes limpas e renováveis a esses grupos, o governo espera fomentar o desenvolvimento dessas populações, reduzindo a vulnerabilidade social e econômica.

“Apesar de a primeira fase ter a previsão de atender a 300 unidades consumidoras, não dá para saber de antemão o que vamos encontrar em cada comunidade. Algumas casas podem estar vazias, as famílias podem ter aumentado e construído mais residências, por exemplo”, exemplifica Machado.

Cuidados com a pandemia

As informações preliminares apontam que a equipe da Eletrobrax deverá encontrar 3 comunidades na região central de Rondônia, 10 no Norte e 2 no Sul. Na primeira etapa, Machado prevê a visita às comunidades que vivem na reserva extrativista Aqualiquara, próxima aos municípios de Pimenteiras do Oeste (município margeado pelo Rio Guaporé) e Seringueiras (região de Primavera).

No caso das visitas a aldeias, é preciso ter a autorização e o acompanhamento da Funai – só na região Norte serão três áreas indígenas. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o prazo de dois meses para a conclusão dessa fase do projeto pode se estender por mais tempo.

“Mesmo com tantas dificuldades, é um projeto muito importante, porque leva condições mais dignas para essas pessoas”, opina Machado. Hoje, alguns desses povoados utilizam geradores para ter energia em parte do dia. Além do custo, essa é uma alternativa poluente.

Com a chegada a energia, não são apenas os hábitos domésticos que deverão mudar, lembra o gerente da Eletrobrax. “Os impactos são grandes. Vão da compra de geladeira ou aparelho de TV, até a instalação de antena de internet.

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Eficiência que se vê na prática Eficiência que se vê na prática

Publicada em: 25/01/2021

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Rondônia

Eficiência que se vê na prática

O Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), prevê a promoção do uso de forma competente da energia elétrica em todos os setores da economia.

Para viabilizar essa proposta, as empresas distribuidoras que atuam no setor apoiam projetos que demonstrem tanto a importância quanto a viabilidade econômica de melhoria da eficiência energética de equipamentos, processos e outros usos de energia. As propostas devem ter como objetivo amplificar os benefícios públicos da energia economizada por meio do estímulo ao desenvolvimento de novas tecnologias e da adoção de hábitos e de práticas racionais de uso da energia elétrica.

O Grupo Energisa tem apoiado de forma consistente os projetos relacionados ao PEE. Apesar de ter sido um período com uma série de dificuldades operacionais por conta da pandemia, a companhia investiu em 2020 por volta de R$ 60 milhões nos 11 estados onde atua com distribuição de energia. Em 2019, a soma foi de R$ 28,8 milhões.

Ao todo, foram financiados no ano passado 82 projetos com uma diversidade grande de objetivos, da troca de luminárias de vapor de sódio e mercúrio para modelos de LED, à instalação de painéis fotovoltaicos.

Rondônia foi o estado com mais projetos aprovados, num total de 20. Um dos destaques foi o Hospital Santa Marcelina, em Porto Velho, que recebeu o investimento de cerca de R$ 1 milhão. O recurso foi empregado na substituição de 424 lâmpadas e na instalação de uma usina de geração fotovoltaica com a capacidade de geração de 211.620 kWh/ano (quilowatt-hora por ano). A produção é suficiente para abastecer 80 residências com consumo de 2.640 kWh/ano. Com o suporte dado pela Energisa, a instituição de saúde terá uma economia anual de R$ 113 mil.

Também em Porto Velho foi apoiado um projeto de eficiência energética na iluminação pública. Uma das beneficiadas pelo PEE financiado pela Energisa foi a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que teve o aporte de R$ 157 mil.

Outra iniciativa importante em Rondônia, voltada à população em situação de vulnerabilidade, foi a troca de 1 mil geladeiras e a distribuição de cerca de 30 mil lâmpadas eficientes, dentro do Programa Nossa Energia.

Esse tipo de mudança pode reduzir em até 30% a conta de energia. Em 2021, segundo Talis Alcântara, coordenador do Programa de Eficiência da Energisa, a meta é substituir 4 mil geladeiras.

A população inscrita em qualquer programa social do Governo Federal, desde que conte com o Número de Inscrição Social e esteja cadastrada na Tarifa Social de Energia, pode receber em casa um dos funcionários da Energisa para uma análise do consumo energético. A partir do diagnóstico, itens como lâmpadas e geladeiras que se mostrarem ineficientes poderão ser substituídos pela companhia. Em Porto Velho, o projeto já visitou moradores da zona leste e, em uma segunda fase, incluiu a zona sul.

Em outra vertente de atuação dentro do PEE, a Energisa tem investido na modernização da iluminação pública. Apenas nos primeiros seis meses de 2020 a empresa substituiu 14 mil lâmpadas por modelos mais atuais, que permitiram a economia de quase 10 mil KWh por ano – o suficiente para iluminar em torno de 3.600 habitações populares.  Foram beneficiados 16 municípios e os investimentos somaram R$ 17 milhões.

Outro aspecto de políticas de substituição da iluminação pública, além da economia, é a segurança da população. Ruas mais iluminadas apresentam uma queda de casos de roubos e furtos à noite. Além disso, com os recursos financeiros economizados, o poder público pode investir em outras áreas prioritárias, como saúde e educação.

 

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Inovação na ponta dos dedos Inovação na ponta dos dedos

Publicada em: 25/01/2021

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 Energisa 5D

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Rondônia

Inovação na ponta dos dedos

Com a pandemia e a necessidade de isolamento social, Gisa tem aumentado suas jornadas de trabalho. O expediente é ininterrupto, 24 horas por dia, 7 dias por semana. A assistente virtual da Energisa faz o atendimento pelo WhatsApp e conta com uma equipe que monitora o tempo todo as novas demandas apresentadas pelos clientes para que sua inteligência artificial seja habilitada para resolver cada vez mais dúvidas.

Não são apenas novos serviços que são pensados pelo time da Energisa para aumentar a oferta de soluções pelo WhatsApp. A equipe de curadoria também monitora de perto a usabilidade da ferramenta e as dificuldades mais comuns. Se um cliente começa a interagir com a Gisa e abandona a conversa pela metade, pode ser sinal de que a linguagem usada em uma mensagem não foi a mais adequada, como conta Danusa Correa, diretora de Experiência do Cliente.

Os números mostram como a adesão aos recursos digitais tem sido acelerada. Na última semana de dezembro, 34% dos atendimentos a clientes de Rondônia foram feitos pelo site da companhia, 15% pelo aplicativo (recém-lançado no estado) e 13% pela Gisa. Ou seja, 62% dos chamados usaram alguma ferramenta on-line em vez do contato presencial em uma das agências. Ao todo, 27% das consultas foram nas lojas ou por telefone.

Em dezembro, a Energisa começou a instalar totens de atendimento em algumas agências de Rondônia. Como ainda está em fase de implantação, um funcionário da empresa auxilia o usuário, mas a ideia é que com o tempo aconteça o mesmo que se viu nas agências bancárias, com a autonomia cada vez maior na relação com o equipamento. Neste começo, 5,6% dos atendimentos já foram feitos no totem.

 

A usabilidade dos clientes de Rondônia, apesar de serem recursos recentes, está muito próxima da média do Brasil, explica a executiva da Energisa. No futuro, a expectativa é que as lojas estejam adaptadas para que os totens possam ser acessados a qualquer hora, como um banco 24 horas.

“A proposta é facilitar a vida do cliente para ele não precisar se deslocar ou ter de ficar ao telefone para resolver alguma demanda”, explica a executiva da Energisa. Tanto a Gisa quanto o aplicativo procuram oferecer simplicidade ao usuário e um alto índice de solução das consultas. As demandas mais comuns costumam ser o pedido de religação, a consulta da fatura e a segunda via da conta de energia. Se por alguma razão a dúvida não é resolvida, o atendimento passa a ser feito por funcionários do callcenter. “Hoje, para dar a melhor assistência ao cliente, nosso papel é ensinar a máquina a como se comunicar da melhor forma”, diz Danusa.

Além da busca constante por um ajuste fino na forma de se comunicar digitalmente com os clientes, a Energisa aposta na linguagem informal, mais voltada ao perfil atual da sociedade, para tornar suas inovações mais atraentes. Isso é visto, por exemplo, no uso frequente de emojis nas conversas por WhatsApp. Todo esse esforço mostra que o volume de soluções on-line cresce à medida que a companhia investe em melhorias e novos recursos. Em apenas três meses, 28% dos contatos iam para o chamado transbordo, ou seja, precisavam de um atendente do callcenter para chegar a uma solução. Hoje esse número já está em 6% e Rondônia segue a média da companhia. “É difícil, mas nossa meta é resolver 100% dos casos.”

Um dos exemplos de diferenciais do aplicativo da Energisa é não ter de preencher extensos formulários. Se o cliente for baixar o app e já estiver cadastrado no site da empresa, terá apenas de informar o número de telefone. Um código será enviado para o smartphone para liberar a navegação. Caso não tenha o cadastro ainda, o cliente terá de fazer uma foto do rosto e enviar junto com a imagem de um de seus documentos. A tecnologia da Energisa faz o reconhecimento a partir da foto do documento que já está armazenada no sistema e conclui o cadastro.

Na foto, pessoa acessa o menu de serviços da atendente virtual Gisa.

A facilidade do app foi tão bem aceita pelo cliente que, segundo Danusa, em apenas duas semanas foram registrados 400 mil downloads em Rondônia.

Inovação 

No comando da área de Estratégia, Novos Negócios e Inovação há três meses, Lucas Pinz fala dos desafios que a Energisa tem pela frente para impactar positivamente na vida dos clientes. Em uma das frentes de trabalho, a companhia tem se dedicado ao desenvolvimento de soluções que a tornem mais eficiente, o que tem reflexos não só na qualidade, mas no custo da energia. A empresa pretende seguir com pesquisas que permitam oferecer ferramentas para que o consumidor consiga acompanhar em tempo real o uso de energia.

“No futuro, quero olhar para trás e ver que conseguimos criar soluções que vão melhorar a qualidade do serviço prestado. Mais especificamente, que terão contribuído para que o cliente tenha uma nova experiência no uso de energia, conseguindo controlar o uso e sendo mais eficiente”, diz Pinz. 

 

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Em dois anos, Energisa leva energia a mais de 200 mil pessoas em Rondô Em dois anos, Energisa leva energia a mais de 200 mil pessoas em Rondô

Publicada em: 23/12/2020

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Rondônia

Em dois anos, Energisa leva energia a mais de 200 mil pessoas em Rondônia

Quando a Energisa chegou em Rondônia, há dois anos, assumiu o compromisso de transformar a infraestrutura do setor elétrico do estado. Com a construção de novos linhões e subestações em 21 localidades do estado, além da modernização e ampliação das 56 já existentes, a concessionária construiu um legado de desenvolvimento que vai crescer nos próximos anos.

Nesse período, os investimentos em infraestrutura somaram mais de R$ 1 bilhão , sendo R$ 500 milhões somente em 2020. Com esses esforços, a concessionária levou energia a 200 mil pessoas, cerca de 10% da população do Estado.

As obras abrangem todo o estado: ao longo da BR-429, no eixo que liga a BR-364 ao histórico município de Costa Marques, às margens do Rio Madeira, na fronteira com a Bolívia. 

Rondônia ainda é um dos estados que mais sofre com a falta de uma infraestrutura elétrica de qualidade, fruto de anos de subinvestimento. Com a chegada da Energisa, já foi possível conectar 57 mil novos clientes à rede, reduzindo consideravelmente o número de famílias que ainda vivem sem o fornecimento contínuo de energia elétrica.

Para atender a população com mais agilidade e eficiência, uma demanda antiga dos rondonienses, a concessionária renovou sua frota de veículos. Foram adquiridas 177 novas motos e 311 novos utilitários. Também houve um intenso trabalho de capacitação dos profissionais – foram dedicadas mais de 200 horas de treinamento somente em 2019 e 2020. 

Com tantos projetos para tocar, a Energisa acabou movimentando a economia de Rondônia. As operações da concessionária geraram mais de 4 mil empregos, o equivalente a 1 a cada 3 postos abertos no Estado desde 2018. 

Mesmo num cenário desafiador de pandemia mundial, que impactou o dia a dia de empresas em todo o mundo, a Energisa conseguiu dar continuidade aos seus projetos de infraestrutura e encerra 2020 com grandes entregas, como o Sistema São Francisco, que beneficiou 50 mil pessoas ao interligar os municípios de São Miguel, Seringueiras e São Francisco, resolvendo um problema histórico de fornecimento de energia na região.

Ao longo do ano, a empresa adaptou o fluxo de trabalho das equipes, seguindo todos os protocolos de prevenção à COVID-19, para que pudesse garantir aos clientes uma prestação de serviço eficiente e segura. 

Confira, a seguir, o que a concessionária vem fazendo nesses dois anos de atuação para transformar a vida de quase 1,8 milhão de rondonienses:

Infraestrutura

Comunidade

Meio Ambiente


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