Energisa vence em 8 categorias no maior prêmio do setor elétrico
As distribuidoras da Energisa venceram oito categorias do Prêmio Abradee versão 2021, concedido pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. O anúncio, feito em evento virtual, aconteceu no dia 26 de agosto.
A unidade Energisa Borborema venceu, ao lado da Copel Distribuição, a categoria Prêmio Abradee Nacional, a principal categoria da premiação, concedida anualmente pela entidade às empresas com melhor avaliação, segundo seus consumidores. A cerimônia da edição 2021 foi virtual e aconteceu nesta quinta-feira, 26 de agosto.
Ao todo, o Grupo Energisa venceu em oito categorias.
Entre as distribuidoras com mais de 500 mil consumidores, a Energisa venceu na categoria Gestão Operacional (Sul-Sudeste), Gestão Econômico-Financeira (Energisa Sergipe), Evolução do Desempenho (Energisa Mato Grosso do Sul), Nordeste (Energisa Paraíba), Norte/Centro-Oeste (Energisa Mato Grosso do Sul) e Sudeste (Energisa Sul-Sudeste).
Já entre as distribuidoras com menos de 500 mil consumidores, o destaque ficou com a Energisa Borborema (PB), eleita nas categorias Avaliação pelo Cliente e Nacional. Marcio Zidan, diretor presidente da Energisa Paraíba e Energisa Borborema, recebeu os prêmios.
Presença em 11 estados
Maior grupo de capital 100% nacional do setor de energia, a Energisa controla 11 distribuidoras, distribuídas pelos estados de Minas Gerais, Paraíba, Sergipe, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraná, São Paulo, Rondônia e Acre.
A companhia está presente em 862 municípios, conta com cerca de 19 mil colaboradores, entre próprios e terceirizados, e atende a 7,7 milhões de unidades consumidora, o equivalente a, aproximadamente 20 milhões de pessoas, ou 10% da população do Brasil.
Outros prêmios
Apesar das dificuldades enfrentadas desde o início da pandemia, o Grupo Energisa tem conquistado diferentes reconhecimentos. Entre eles, o GPTW e o LinkedIn Top Companies.
Também em agosto deste ano, a Energisa foi apontada como empresa privada e de capital nacional mais engajada em inovação aberta do setor elétrico brasileiro. O resultado foi divulgado pelo ranking Top Open Corps 2021.
Cicop, o Big Brother da Energisa, vai ganhar reforço
Uma distribuidora de energia deve estar permanentemente atenta às fraudes. Isso garante aos consumidores a qualidade no abastecimento e uma pressão menor sobre as tarifas. Além disso, ao monitorar pontos de ineficiência, a empresa atende a uma série de exigências feitas pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, e permite que haja recursos para investir em melhorias na rede.
Na Energisa, o assunto é levado a sério. O grupo conta com dois quartéis-generais que funcionam como uma espécie de Big Brother do consumo de energia. Graças ao desenvolvimento constante em novas tecnologias, o Centro de Inteligência no Combate às Perdas (Cicop) integra dados de diferentes áreas da companhia e consegue ter indicações dos locais de onde partem as fraudes no consumo.
Segundo Manoel Messias, gerente corporativo de proteção à receita da companhia, a empresa busca aumentar a assertividade na hora de mapear onde estão os fraudadores. Para isso, tem investido em inovação. Um dos projetos, que deve começar a sua versão de teste em Mato Grosso ainda em 2021, vai permitir fazer a análise das perdas a partir de aprendizado de máquina. É um método de análise que, por meio de algoritmos, podem reconhecer padrões não identificados e as correlações em dados brutos, que são agrupados e classificados. Ou seja, a máquina vai processar informações e fazer com mais precisão e velocidade o trabalho, com o mínimo de intervenção humana.
“Isso vai permitir construir os perfis de consumidores e comparar, por meio de simulações, com os que já foram inspecionados. Com o tempo, o algoritmo será cada vez mais preciso”, explica o gerente.
Olho nas perdas
As perdas representam um constante ponto de atenção para a distribuidora. Em março, elas chegaram a 14,21% (junho/21 fechou em 13,76%) em Mato Grosso e a 26,50% (junho/21 fechou em 24,98%) em Rondônia. A Energisa assumiu essa operação em Rondônia, antes estatal, há dois anos e meio, o que em boa medida explica o fato de ser a distribuidora número 1 em perdas com fraudes entre as 11 sob a gestão da companhia. Desde 2019, Rondônia conta com uma célula do Cicop (ligada à unidade da EMS), que também monitora as ações no Acre. O objetivo da descentralização é conhecer de perto os desafios, o perfil dos fraudadores e os tipos de fraudes, assegurando um direcionamento mais assertivo e rápido das ações de combate às perdas, a fim de assegurar o alcance da meta que é reduzir em 3,3% as perdas em Rondônia em 2021.
Em 10 de abril, a polícia civil prendeu em Porto Velho um homem quando estaria adulterando o medidor de energia de um apartamento. Fazer “gato” é crime. Em casos como o da capital, a equipe da Energisa pode substituir a caixa de medição por um modelo blindado, fechado com um travamento especial. Além disso, segundo Manoel Messias, existe um esforço da equipe para a regularização de instalações clandestinas. “As ligações clandestinas e os ‘gatos’ prejudicam o sistema elétrico, podendo causar a queda de tensão e acidentes fatais.”
Abrangência
O Cicop foi criado em 2008, em João Pessoa-PB, e após a aquisição das empresas do antigo Grupo Rede, passou a contar com uma segunda unidade, em Campo Grande-MS. Hoje, o monitoramento das distribuidoras da Energisa está dividido entre os dois núcleos, como explica o gerente.
Todo o trabalho do Cicop começa com o planejamento estratégico anual, com projeção para os três anos seguintes, para todas as distribuidoras do grupo, que permite apontar as ações necessária para uma trajetória de perda economicamente viável e abaixo do limite estabelecido pela Aneel.
No planejamento estratégico a equipe do Cicop identifica, por exemplo, a quantidade de inspeções presenciais e o tamanho das equipes que devem atuar no trabalho de campo. Cabe ainda ao centro definir a quantidade e quais as medidas de blindagem devem ser aplicadas na regularização dos clientes que fazem os conhecidos “gatos” nas instalações de energia. As medidas de blindagem tem como objetivo evitar a reincidência.
Análise de dados
Chegar aos possíveis fraudadores e acabar com os “gatos” só é possível graças à análise da base de dados da Energisa dos sistemas comerciais e técnicos da companhia. Com informações como nome, endereço, tipo de consumidor (residencial ou comercial), qual alimentador atende as unidades, é possível mensurar o nível de perda daquele segmento.
O uso de algoritmos permite o cruzamento de dados e o resultado vai apontar onde está ocorrendo algum tipo de anormalidade no consumo de energia. A partir daí, será gerada uma lista de inspeção para orientar as equipes de campo. “Hoje, essa taxa de assertividade é em torno de 38% e Rondônia está entre as melhores do grupo”, diz o gerente da companhia.
Energisa Mato Grosso explica como o clima pode impactar na variação de consumo de energia
Para quem vive em Mato Grosso, os dias quentes e com umidade relativa do ar baixa são uma realidade independentemente dos efeitos já conhecidos das mudanças climáticas. De maio a setembro (em alguns anos, até outubro) é quando ocorre o período de seca no Estado, que é o mais quente do ano. Por isso, o alerta para o uso consciente de eletroeletrônicos, tem uma função dupla: é uma economia para o bolso do consumidor e minimiza o desperdício dos recursos naturais do meio ambiente.
Não é novidade que o valor da conta de luz é muito impactado pelos hábitos de consumo, mas o clima também é um fator que interfere bastante. De acordo com a estação do ano, os dias ficam mais quentes ou mais frios, mais úmidos ou secos. Essas características impactam o comportamento das pessoas e, consequentemente, modificam o uso dos equipamentos como ar-condicionado, umidificador e geladeira.
Como combater os vilões do consumo de energia
Para ajudar a economizar, o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, alerta sobre a importância do cliente entender como funcionam certos eletrodomésticos. Tanto geladeiras quanto aparelhos de ar-condicionado têm um objetivo pré-definido em relação à temperatura que pretendem atingir. No caso dos refrigeradores, cerca de 7°C, e no de aparelhos de ar-condicionado, cerca de 23°C. Quanto maior for a diferença entre a temperatura ambiente e a temperatura desejada, maior será o esforço que aquele equipamento terá que fazer.
“Em um dia em que a temperatura esteja em 25°C, por exemplo, com poucos minutos de funcionamento a plena carga, o aparelho de ar-condicionado baixará a temperatura para os 23°C pretendidos. Mas se o ambiente estiver muito mais quente, como 30°C, o aparelho terá que operar a plena carga por muito mais tempo para baixar e manter a temperatura no nível desejado. E mais tempo a plena carga significa maior consumo de energia. Ou seja, maior impacto na conta de luz”, esclarece Sales.
Em uma residência, os vilões mais conhecidos do ponto de vista do consumo de energia são chuveiro elétrico, ferro de passar, máquina de lavar roupa, geladeira e ar-condicionado. Por isso, prestar atenção para que os equipamentos sejam usados da forma mais eficiente possível é uma dica que vale para todos os dias, não apenas os mais quentes. “No caso da máquina de lavar, ela só deve ser acionada quando a quantidade de roupas a serem lavadas estiver próxima da sua capacidade total. Para as geladeiras, a dica é evitar o abre e fecha frequente. Pensar antes nas coisas que precisa tirar ou pôr na geladeira, fazer isso o mais rapidamente possível – juntando mais de uma coisa numa única abertura de porta – e não escancarar a porta ao fazê-lo”, orienta Sales.
Acompanhe seu histórico de consumo
A boa notícia é que o cliente pode se antecipar e agir de maneira planejada. Basta acompanhar a variação do consumo consultando a conta de luz e comparando os gastos de um determinado mês em relação ao mesmo período do ano anterior. Assim, de forma simples e rápida, é possível ter uma noção do valor da conta já considerando as mudanças de temperatura de acordo com a estação.
O cliente tem duas maneiras de fazer a consulta. A Energisa Mato Grosso disponibiliza o histórico do consumo na conta de energia, pelo site e também pelo aplicativo Energisa On. Murilo Galvão Marigo, gerente de serviços comerciais da empresa, lembra que com essas informações em mãos, é possível observar em quais meses o consumo daquela residência é maior em comparação com os demais. “Pequenas mudanças podem ajudar qualquer pessoa a economizar na conta de luz. Uma vez que sabemos controlar o uso de determinados equipamentos de acordo com as estações, temos condições de melhorar nossos hábitos. Assim, é possível fazer uso consciente de aparelhos elétricos em meses mais quentes. Temos que usar a energia de forma eficiente durante todo o ano”, alerta Marigo.
Outro fator que influencia no valor da conta
Bandeiras tarifárias também impactam no valor da conta. Elas podem ser verde, amarela ou vermelha. A diferenciação das cores são um indicador de custo da energia. A maior parte da energia gerada no Brasil vem das hidrelétricas. Quando a bandeira está verde, significa que as hidrelétricas estão cheias, suprindo o consumo. Quando a bandeira está amarela ou vermelha é porque há pouca chuva, o nível dos reservatórios destas usinas cai e é preciso acionar as termelétricas. Essas usinas têm um custo maior para gerar a energia. Por isso, o valor da conta aumenta quando são acionadas.
Dúvidas na conta de luz? A websérie “O Descomplicador” esclarece
Com produção da Energisa e apresentação do ator Paulo Vieira, a websérie “O Descomplicador” esclarece conceitos e informações sobre energia que estão no dia a dia dos consumidores. São abordados temas como impostos, bandeiras tarifárias, variações de consumo, eficiência energética e furto de energia, entre outros.
A série foi lançada em dezembro do ano passado e foi assistida por milhares de pessoas. Já no primeiro vídeo, o ator traz uma explicação sobre como é definida a bandeira tarifária, tema que veio à tona nos últimos dias por conta da crise hídrica por que passa o país.
O nível de armazenamento nos reservatórios de hidrelétricas baixou e o consumo de energia, à medida que foram levantadas as restrições da pandemia, aumentou. Por esse motivo, foi preciso passar para a bandeira vermelha 2 em 1º de dezembro.
As bandeiras tarifárias funcionam como sinalizadores para que o consumidor conheça as condições e os custos de geração de energia no país. Quando a produção nas usinas hidrelétricas está favorável, ou seja, com os reservatórios cheios, é acionada a bandeira verde. E quando o nível dos reservatórios cai e é necessário utilizar usinas térmicas para complementar a oferta de energia, podem ser acionadas as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2.
Em períodos como esse, é muito importante que o consumidor use a energia com consciência e evite o desperdício. Pequenas mudanças no dia a dia podem ajudar a economizar. Confira dicas da Energisa: