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Festival de cinema em Cataguases homenageia animação brasileira Festival de cinema em Cataguases homenageia animação brasileira

Publicada em: 25/06/2024

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 Sustentabilidade

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Minas Gerais

Festival de cinema em Cataguases homenageia animação brasileira

O cinema de animação brasileiro é o grande destaque do 8º Festival Ver e Fazer Filmes, que começa na próxima semana em Cataguases, na Zona da Mata de Minas Gerais. A edição contempla produções nacionais, recém-lançadas, que serão exibidas gratuitamente para estudantes e para as populações urbana e rural do município.

A programação começa nesta segunda-feira, 1º de julho, com a apresentação do longa ‘Chef Jack – O cozinheiro aventureiro’ (2023), uma homenagem ao diretor do filme, o cineasta mineiro Guilherme Fiuza, que morreu em maio deste ano. A exibição ocorre no Centro Cultural Humberto Mauro, no centro de Cataguases, às 19h. ‘Chef Jack – O cozinheiro aventureiro’ é uma das 14 produções – 7 longas e 7 curtas – que compõem a programação da mostra infanto-juvenil do festival, distribuída ao longo da semana.

A curadoria das obras ficou a cargo do cineasta, documentarista e diretor do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, Marcos Pimentel, que destaca a pluralidade das produções.

Os filmes que serão exibidos nesta edição revelam a diversidade e a potência do cinema de animação produzido atualmente no país. Obras de diferentes técnicas, formatos, temáticas e estilos, realizadas por realizadores iniciantes ou experientes, que representam muito bem a safra recente da animação brasileira. Temos uma expectativa muito grande do encontro destes filmes com o público de Cataguases e região durante os dias do festival”, revela Pimentel.

Além do júri técnico, o Festival Ver e Fazer Filmes também conta com um júri especial, formado por estudantes do ensino fundamental das redes pública e particular do município que vão opinar entre 9 filmes que serão exibidos na Sessão Cine Escola Mostra Infantil. Cerca de 500 crianças, com idades entre 8 e 12 anos, de 10 escolas selecionadas, vão escolher a melhor produção de animação, que receberá ao final do festival o troféu ‘Melhor Filme Mostra Infantil 2024’.

Fico orgulhoso de Cataguases, o berço do cinema, estar presente e viver mais esta etapa. O cinema nacional não pode morrer, pelo contrário, temos que revigorar este tipo de arte. Estamos muito felizes com os resultados dos investimentos realizados pelo Grupo no audiovisual e nas demais linguagens culturais”, comenta Eduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Rio, patrocinadora do festival.

Festival vai às comunidades

Para garantir acesso das comunidades às produções exibidas no Ver e Fazer Filmes, a Energisa Minas Rio vai incluir na programação a Unidade Móvel Eficiente, que vai visitar os distritos de Glória, Sereno e Cataguarino para apresentar nas praças os filmes em cartaz no festival. O projeto prevê capacidade de exibição para 100 pessoas sentadas, além de distribuição de pipocas e algodão doce durante as sessões de cinema.

Fóruns temáticos e oportunidade para talentos regionais

A partir de sexta-feira, 05/07, a programação do festival abre espaço para a realização de fóruns temáticos que vão discutir desenvolvimento regional, economia criativa e reunir nomes do setor de animação. A organização prevê a presença de cerca de 50 convidados, vindos de 7 estados brasileiros (MG, SP, RJ, BA, RS, SC e PR). São autoridades nacionais, animadores, produtores, empresários e representantes de entidades do setor.

No sábado, às 19h, está programada a Sessão Usina Criativa de Cinema, em que serão exibidos oito curtas de animação produzidos com recursos do Edital Usina Criativa de Cinema, um incentivo para talentos do audiovisual, residentes na área de atuação do Polo Audiovisual da Zona da Mata. Ao fim da sessão, a organização realiza a entrega dos troféus em diversas categorias e as homenagens especiais da edição.

O Festival Ver e Fazer Filmes é uma realização do Instituto Cidade de Cataguases, com patrocínio da Energisa Minas Rio, por meio da Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais. O evento também conta com a parceria da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, da Fábrica do Futuro, do Animaparque, da Universidade do Estado de Minas Gerais, das secretarias municipais de Educação, Cultura e Turismo da Prefeitura de Cataguases, do Sebrae, da Fundação Bauminas, da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho e do Instituto Energisa.

Confira a programação completa:

01/07

  • 19h00 – SESSÃO ANIMADA - Longa metragem
    Chef Jack - O Cozinheiro Aventureiro
    Homenagem ao cineasta Guilherme Fiuza (em memória)

02/07

  • 08h30 e 13h30 – SESSÃO CINE ESCOLA – MOSTRA INFANTIL - Curta metragem
    Cadim / Agosto dos Ventos / Pororoca / A Menina e o Velho / Meu Nome É Maalum! / Ewé de Òsányin: O Segredo das Folhas / O Tubarão Martelo e os Habitantes do Fundo do Mar
  • 19h00 – SESSÃO ANIMADA - Longa metragem
    Tarsilinha

03/07

  • 08h30 e 13h30 – SESSÃO CINE ESCOLA – MOSTRA INFANTIL - Longa metragem
    Perlimps
  • 19h00 – SESSÃO ANIMADA - Longa metragem
    Bob Cuspe - Nós Não Gostamos de Gente
    Classificação: 16 anos.

04/07

  • 08h30 e 13h30 – SESSÃO CINE ESCOLA – MOSTRA INFANTIL - Longa metragem
    Tromba Trem - O Filme
  • 15h00 – FÓRUM CINEMA FEITO À MÃO
    Núcleo Criativo Fábrica do Futuro / Comunidades Criativas em Rede
  • 19h00 – SESSÃO ANIMADA - Longa metragem
    Placa-mãe

05/07

  • 15h00 – RECEPTIVO
    Visita guiada ao Estúdio-Escola Animaparque
  • 16h00 – FÓRUM ANIMAPARQUE
    Cultura, Economia Criativa e Desenvolvimento Regional Sustentável
  • 19h00 – SESSÃO ANIMADA - Longa metragem
    Bizarros Peixes das Fossas Abissais
    Classificação: 10 anos.

06/07

  • 10h00 – FÓRUM ANIMAPARQUE
    Encontro do Setor de Animação
  • 15h00 – FÓRUM ANIMAPARQUE
    Territórios Criativos e Educativos de Impactos / A Animação Brasileira: Investimentos Públicos e Privados
  • 19h00 – SESSÃO USINA CRIATIVA DE CINEMA
    Homenagem ao Cineasta Guilherme Fiuza (em memória) / Exibição e premiação dos 8 curtas de animação selecionados e produzidos com recursos do Edital Usina Criativa de Cinema / Prêmio Dragãozinho Manso
  • 22h00 – FESTA ANIMADA
    Shows musicais, performances multimídias e gastronomia local.

 

 

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São João: o trabalho da Energisa para um arraiá bem iluminado São João: o trabalho da Energisa para um arraiá bem iluminado

Publicada em: 19/06/2024

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Brasil

Festas de São João: os bastidores do trabalho da Energisa para um arraiá bem iluminado

É chegada aquela época do ano em que o Brasil se enche de cores, música e tradição nordestina para celebrar o São João. Enquanto o povo corta bandeirolas, ensaia a quadrilha e apronta os quitutes, a Energisa se prepara para que a luz da festa brilhe até de manhã. Com uma série de ações de manutenção preventiva e melhorias na infraestrutura elétrica, as distribuidoras trabalham para garantir um fornecimento de energia elétrica seguro e sem interrupções.

Investimentos em iluminação e patrocínio renovado para o Maior São João do Mundo, em Campina Grande

Desde 2022, o São João de Campina Grande é reconhecido pelo Instituto Ranking Brasil como a maior festa junina do país, motivo de grande orgulho para os moradores da cidade. O São João 2024, que celebra também os 160 anos do município, acontece mais uma vez no Parque do Povo, de 29 de maio a 30 de junho.

Este ano marca a 10ª vez que a Energisa patrocina o evento, que agora conta com mais de 40 mil metros quadrados após a reforma que interligou o Parque do Povo ao Parque Evaldo Cruz (Açude Novo). Para garantir a energia necessária para os 33 dias de evento, a empresa realizou diversas melhorias na infraestrutura elétrica.

A festa junina é uma tradição paraibana e nordestina muito valiosa na nossa cultura. Para a Energisa, o São João é um evento de grande importância e começamos a nos preparar logo no início do ano. Temos planos específicos, com monitoramento 24 horas e plantões diferenciados para garantir a qualidade da energia durante a festa” conta Renan Menezes, coordenador de operações da Energisa Paraíba.

Em 2022, foi entregue a nova iluminação do Parque do Povo, com a instalação de 98 refletores de LED e substituição de lâmpadas antigas por luminárias mais modernas. Agora, foi concluída a etapa do Açude Novo, com a entrega de parte das mais de 300 luminárias e refletores previstos no projeto. A estimativa é que cada uma dessas entregas gere uma economia de cerca de R$ 60 mil/ano para Campina Grande, levando benefício a toda a população. Esses investimentos da Energisa, em parceria com a prefeitura do município, são realizados por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Além dos investimentos permanentes, muito trabalho é necessário para instalar com segurança as ligações temporárias para mais de 300 barraqueiros: 

Recebemos uma lista com todos os barraqueiros internos e externos no Parque do Povo. Em conjunto com a empresa responsável pela estrutura do evento, fazemos reuniões para determinar a carga e a localização das ligações de energia para cada um dos barraqueiros. Tudo isso é feito com a colaboração do Corpo de Bombeiros, que verifica todas as instalações”, conta Renan Menezes.

A programação completa do Maior São João do Mundo pode ser conferida no site do evento.

Plano São João: manutenção preventiva para as festas sergipanas

Em Sergipe, também já foi dada a largada para as celebrações juninas. Desde o dia 1º de junho, serão mais de 300 atrações em 60 dias de festa no Arraiá do Povo e Vila do Forró, na Orla da Atalaia, e na Rua São João, em Aracaju, em um evento promovido pelo Governo do Estado. Além disso, o Sesc (Serviço Social do Comércio) também promove o São João na Praça, na General Valadão, no Centro de Aracaju, com programação até o dia 21 de junho.

Nos últimos meses, foram realizadas inspeções e manutenções preventivas em todos os locais que recebem os festejos, além de algumas cidades do interior. Na Orla do Atalaia e imediações, foi feita uma lavagem de estruturas para eliminar a poluição natural da maresia. O objetivo do Plano São João é reforçar a rede elétrica para suportar todo o consumo extra gerado pelos eventos, identificando previamente equipamentos com risco de sobrecarga:

O São João é um dos momentos mais esperados do sergipano e a Energisa realizará todas as ações necessárias para que esses festejos aconteçam sem intercorrências. Estamos intensificando as manutenções preventivas com inspeção visual e com termovisor, e realizando obras na rede elétrica para atender o aumento de carga”, explica Thyago Tanouss, gerente de construção e manutenção da distribuição da Energisa Sergipe.

Além das ações preventivas, a Energisa também disponibilizará uma logística diferenciada das equipes de campo nos locais dos eventos e irá monitorar  a rede elétrica remotamente 24 horas por dia, a partir do Centro de Operação.

Para quem vai curtir as festas em Sergipe, não deixe de conferir a programação completa do Arraiá do Povo e do São João da Praça.

Aproveitando a festa com segurança

Decorar as casas e ruas com bandeirolas coloridas é uma tradição que marca o mês de junho. A bandeirola é um dos símbolos mais marcantes desse período, mas pode trazer riscos de acidentes quando colocada em locais inadequados. Por isso, a Energisa sempre reforça os principais cuidados para que todos devem tomar para aproveitar com segurança este momento tão esperado.

A orientação é não pendurar as bandeirolas nos postes e fios elétricos. Aconselhamos evitar o uso de enfeites de metais e, caso queira fazer uso desses materiais, que sejam utilizados adereços isolantes, como borracha e silicone, para evitar o risco de condução de energia”, alerta Robson Jezler, coordenador de Saúde e Segurança da Energisa Sergipe.

Além das bandeirolas, também é importante reforçar os cuidados com fogueiras e fogos de artifícios. A orientação é nunca soltar fogos de artifício ou acender fogueiras próximos à rede elétrica, pois podem danificar cabos e estruturas, causando curtos-circuitos e quedas de energia.

Com tantas atrações imperdíveis e tradições a serem celebradas, o São João promete ser um verdadeiro espetáculo para todos os gostos e idades. Enquanto a população curte cada momento dessa festa tão esperada, a Energisa estará trabalhando para garantir o fornecimento de energia com qualidade e segurança. Juntos, vamos celebrar São João com tranquilidade e muita alegria!

Foto: Leydson Jackson/Codecom-CG

 

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Asas à imaginação no Museu da Língua Portuguesa Asas à imaginação no Museu da Língua Portuguesa

Publicada em: 14/06/2024

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 Sustentabilidade

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São Paulo

Asas à imaginação no Museu da Língua Portuguesa

Há cerca de três anos, o Museu da Língua Portuguesa reabria suas portas em São Paulo após um incêndio devastador. Desde então, vem reafirmando a sua importância como um espaço vital para debates culturais e intelectuais. É com orgulho que a Energisa se associa a este importante centro cultural como patrocinadora, através do Instituto Energisa, do III Fórum Internacional Brasil Cultura 23-30- Imaginação, Cultura e Cidades - qual presente projetamos?. O evento será realizado nos dias 17 e 18 de junho, com transmissão ao vivo pelo YouTube, reunindo pensadores da América Latina e da Península Ibérica para explorar o papel transformador dos museus e espaços culturais na criação de imaginários que promovam o bem-viver comunitário em tempos de crises sistêmicas.

Idealizado por Marta Porto, que também assina a curadoria ao lado de Renata Motta e Roberta Coutinho, o Fórum oferecerá uma plataforma de discussão profunda sobre temas cruciais como o poder da imaginação na cultura e o papel das instituições culturais na construção da cidadania por meio da ficção e da imaginação. Pensadores como o filósofo colombiano Bernardo Toro, o gestor cultural catalão Angel Mestres, e nomes nacionais como o poeta Carlito Azevedo e a educadora Bel Mayer, entre outros, participarão de mesas e arenas que visam fomentar a diversidade de ideias e o diálogo intercultural.

"Desde a reabertura em 2021, o Museu da Língua Portuguesa tem trabalhado para a formação de vínculos com o território complexo e diverso em que está inserido no centro de São Paulo, em ações que fortaleçam o pertencimento, o diálogo e a convivência. O Fórum é uma oportunidade para escutarmos pensadores nacionais e internacionais, conhecermos experiências e refletirmos - em um mundo em constante transformação - sobre o papel e a ação das nossas instituições culturais na construção da cidadania", afirma Renata Motta.

Além do patrocínio ao III Fórum Internacional Brasil Cultura 23-30, o Grupo Energisa, através do Instituto Energisa, é mantenedor de três equipamentos culturais essenciais para o desenvolvimento dos territórios onde atua, reafirmando seu compromisso com o fortalecimento cultural e social dessas comunidades. Com sede em Cataguases (MG) e filiais em Nova Friburgo (RJ) e João Pessoa (PB), o Instituto Energisa ainda apoia ações e projetos culturais em 11 estados de atuação das distribuidoras do Grupo Energisa, por meio do Programa Energisa Cultural.

Para Delânia Cavalcante, coordenadora de investimento social do Grupo Energisa, é fundamental trazer para o debate a contribuição dos espaços e equipamentos culturais na formação de imaginários que fortaleçam valores de alteridade e convivência pacífica.

“É preciso incentivar espaços de discussão crítica em nosso país, como este fórum, e acreditar na potência formativa da cultura”, afirma Delânia.

O evento, que tem ingressos esgotados, será transmitido ao vivo pelo YouTube. Confira abaixo a programação completa:

17 de junho

  • 10h - Abertura do Fórum: Mesa de Abertura
    Com Ministro Marcos Antônio Nakata (Diretor do Instituto Guimarães Rosa); Renata Motta (Diretora Executiva do IDBrasil); Daniele Salomão (Vice-presidente de Gestão, Pessoas e Sustentabilidade da Energisa); e Marta Porto, fundadora do Brasil Cultura 23-30
  • 11h30 - Aula Aberta: Imaginar cidades culturais: a festa e a terra como fontes da convivência
    Com Bernardo Toro (Colômbia). Mediação de Nísia Werneck
    A cultura e as artes como fontes formuladoras do projeto de cidadania transformador que coloque as pessoas, a rua, a convivência criativa e solidária, a poesia e as sabedorias ancestrais e comunitárias no centro da sua ação.
  • 14h30 - Arena: Fio de histórias: criação e memória em tempos de controle e vigilância
    Com Amara Moira e Carlito Azevedo. Mediação de Marta Porto
    Como a poesia plasma memórias? Como a memória se constrói ou se esconde através da ficção? Em tempos de vigilância, controle e censura, como as instituições culturais se posicionam para garantir os sonhos e as memórias do passado, do presente, do futuro e o livre exercício da criação? 
  • 16h30 - Painel: Fábulas Infantis: cidades imaginadas por e para crianças
    Com Caróu Oliveira e Deca Farroco. Mediação de Evelyn de Lauro
    Apresentação dos resultados da pesquisa etnográfica sobre a infância no território do Museu da Língua Portuguesa. Como a criança vive, brinca, se relaciona, cresce e sonha futuros nos contextos presentes da cidade.
  • 18h - Aula Aberta: Cultura como laboratório de inovação e afetos nas cidades: quais valores e práticas devem nos guiar?
    Com Angel Mestres (Barcelona). Mediação de Marta Porto
    Em tempos de crises combinadas e mudanças tecnológicas intensas e velozes, quais são os principais desafios dos agentes culturais? Como a política e a gestão cultural se mantêm relevantes diante dos desafios maiores que estão diante de nós?

18 de junho 2024

  • 10h - Painel: A ficção brasileira contada pelo acervo do Museu da Língua Portuguesa
    Com Daiara Tukano, Isa Grinspum Ferraz e Tiganá Santana. Mediação de Roberta Saraiva
    Como celebrar a diversidade da língua portuguesa como elemento fundamental e fundador da cultura? Escolhas temáticas, práticas e definições estruturais: desafios de um museu contemporâneo.
  • 14h30 - Painel: Territórios de cultura como artefatos para a educação e a inovação social
    Com: César Piva, Bel Santos Mayer e Lucina Jiménez (México – participação remota). Mediação de Maria Helena Cunha
    Como a cultura alimenta a educação e a inovação social? Quais os aprendizados as ações culturais oferecem para fortalecer a educação de crianças e jovens? Como as comunidades se reinventam através de projetos culturais.
  • 16h30 - Arena: Contadores de Histórias: expedição pela poética brasileira
    Com Bia Lessa e Elísio Lopes Júnior. Mediação de Aimar Labaki
    As ficções brasileiras que formam vários brasis. A literatura e as tradições orais ficcionais como fonte para a criação em outras linguagens artísticas.
 
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Uma celebração da tradição musical de São João Nepomuceno Uma celebração da tradição musical de São João Nepomuceno

Publicada em: 11/06/2024

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 Sustentabilidade

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Minas Gerais

Uma celebração da tradição musical de São João Nepomuceno

São João Nepomuceno é uma pequena cidade da Zona da Mata mineira que tem uma inegável vocação para a música. O município tem cerca de 25.000 habitantes e conta com 5 escolas de samba com mais de 60 músicos por bateria, além de talentosos compositores reconhecidos pelo Brasil.

Entre os dias 13 e 15 de junho, a cidade será palco do Festival Cidade da Música, um festival fomenta a música e a sua relação com o audiovisual, levando shows e oficinas para a população local, impulsionando a economia criativa da cidade.

O músico Ricardo Itaborahy é um dos idealizadores do evento e mais um filho pródigo da cidade. Neto do pianista Neném Itaborahy, Ricardo é um instrumentista de mão cheia, já tendo tocado com Milton Nascimento, Toninho Horta, João Bosco, Stanley Jordan, entre tantos outros músicos mundo afora. A Cidade da Música é um projeto que vem sendo gestado desde 2004, para movimentar uma cidade que produz tantos músicos de alta qualidade.

São João Nepomuceno é uma cidade musical, vários músicos da cidade despontaram no cenário nacional, como Emmerson Nogueira. Por conta disso, temos vários estúdios de gravação aqui na região com equipamentos de alta qualidade, com pessoas que já trabalharam gravando grandes nomes. Para se ter ideia, quando acontecem aquelas festas agropecuárias, temos uns 40 músicos da cidade tocando todos os estilos musicais. Isso não se vê em outros lugares. A cidade tem tudo para ser um polo de música do país”, conta Ricardo.

Ricardo Itaborahy, idealizador do festival
Ricardo Itaborahy, idealizador do festival


A relação da Energisa com a Zona da Mata mineira é histórica, já que a empresa teve suas raízes na região antes de expandir para outras partes do Brasil. Em 2020, reafirmando seu compromisso cultural, a Energisa começou a patrocinar o Festival Cidade da Música. As duas primeiras edições ocorreram online devido à pandemia, mas desde 2022 o evento voltou ao formato presencial.

São João Nepomuceno respira música. Para nós, da Energisa, é motivo de orgulho impulsionar essa vocação. O Festival Cidade da Musica faz parte do portifólio do Programa Energisa Cultural, que fomenta projetos de terceiros com objetivo de ampliar o impacto social através da cultura, sempre visando o resgate, a disseminação e a valorização das manifestações culturais regionais dos territórios de atuação do Grupo Energisa. Patrocinar o Festival Cidade da Música, que une grandes nomes da música brasileira com jovens talentos emergentes, é uma alegria que se conecta com a nossa missão de apoiar e valorizar a cultura local de cada região do Brasil”, comenta Delânia Cavalcante, coordenadora de investimento social do Grupo Energisa.

A edição de 2024 será dedicada à música instrumental e contará com três dias de programação intensa, completamente gratuita, com shows, e jams musicais, sessões de cinema, oficinas e um fórum de debates sobre a cena musical. Tudo acontece ao redor da estação ferroviária de São João Nepomuceno, um prédio histórico tombado onde funciona o museu municipal.

Todos os shows são gratuitos, na rua, em um palco montado em frente à estação de trem. É um lugar central para história da cidade, por onde tudo chegou. Até a luz elétrica chegou aqui junto com desenvolvimento econômico trazido pela estrada de ferro. E agora quem traz o progresso é a música, mexendo com a economia criativa da região e mostrando como a cultura brasileira é vibrante”, contou Ricardo Itaborahy.

Toda essa movimentação do festival Cidade da Música complementa o desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata, que há quase duas décadas traz grandes produções para a região e também conta com o patrocínio da Energisa. Sendo assim, nada mais natural do que o festival de música estabelecer uma relação direta com o cinema.

30% do orçamento de uma produção cinematográfica costuma ser dedicado a sonorização e trilha. Capacitar o pessoal da região para a parte musical das produções cinematográficas é excelente tanto para o Polo quanto para a cidade de São João Nepomuceno, pois podemos trabalhar com mão de obra local de alta qualidade”, explica Cesar Piva, curador de audiovisual do festival e presidente da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata (Apolo).

A programação cinematográfica do festival inclui documentários como API – O movimento rock em São João, de Kaique Filgueiras, Lupicínio Rodrigues: confissões de um sofredor, de Alfredo Manevy, e Nada será como antes, de Ana Rieper, sobre o Clube da Esquina. Além disso, serão oferecidas oficinas de produção de trilha sonora e captação direta de som para o audiovisual.

Todo esse sonho desse evento só é possível pelo patrocínio da Energisa. Temos alguns parceiros, mas o investimento da Energisa é o que faz a diferença e torna possível a gente levar toda essa programação, com músicos de tão alto nível, de forma gratuita para a cidade e inclusive premiar os músicos, uma inovação deste ano”, contou Ricardo Itaborahy.

A novidade é o Prêmio Instrumental, um concurso de abrangência nacional que recebeu mais de 40 inscrições de 11 cidades brasileiras. Os premiados nas categorias “melhor grupo instrumental”, “melhor instrumentista”, “jovem instrumentista” e “talentos locais” receberão prêmios de até R$ 7 mil e ainda irão ao festival para dividir o palco com grandes nomes da música instrumental brasileira, como o consagrado Hamilton de Holanda. O prêmio reforça o compromisso do festival em descobrir e valorizar novos talentos, fortalecendo ainda mais a rica tradição musical de São João Nepomuceno.

Serviço:

Festival Cidade da Música

Data: 13, 14 e 15 de junho de 2024
Local: Praça da Estação – São João Nepomuceno/MG
Confira a programação completa no site do evento

Destaques da programação:

  • 3 shows principais: Roger Resende convida músicos locais (13); Ricardo Itaborahy convida Toninho Ferragutti e Juarez Moreira (14); Hamilton de Holanda e Banda (15)
  • 3 shows abertos (jam session) com Gleison Túlio e Sergio Pavarelli
  • 6 apresentações musicais de curta duração com os premiados
  • 1 apresentação de seresta de rua na abertura cultural do Festival
  • 1 mostra audiovisual com exibição de 1 videoclipe, 3 curtas e 3 documentários
  • 1 oficina de trilha sonora com duração de 8 horas, para 20 músicos selecionados
  • 1 fórum temático “Economia Criativa e Desenvolvimento”, com 3 mesas e 6 convidados especiais
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Grupo Energisa publica Relatório Anual de Sustentabilidade de 2023 Grupo Energisa publica Relatório Anual de Sustentabilidade de 2023

Publicada em: 28/05/2024

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Grupo Energisa publica Relatório Anual de Sustentabilidade de 2023

O Grupo Energisa, reiterando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, acaba de lançar o seu Relatório Anual de Sustentabilidade, que oferece um detalhamento público dos projetos e resultados alcançados em 2023. O documento apresenta a forma como o Grupo realiza negócios de longo prazo e atua para gerar resultados que atendam aos anseios dos seus principais públicos de relacionamento e à necessidade urgente de preservação do planeta.

O Relatório de Sustentabilidade de 2023 do Grupo Energisa foi elaborado com base nas diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI), que orientam a publicação de relatórios de maneira estruturada e transparente, focados na gestão de temas ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG, na sigla em inglês: environmental, social and governance). A asseguração de todas as informações contidas no relatório ficou sob a responsabilidade da SGS do Brasil.

Investimento crescente

Um dos pontos de destaque do relatório refere-se ao crescimento de 41% nos investimentos direcionados a ações socioculturais, quando comparados os anos de 2021 e 2023. Iniciativas realizadas no ano passado receberam cerca de R$ 54 milhões em recursos e impactaram 426 mil pessoas.

Por meio do Programa Energisa Cultural, o Grupo Energisa fomentou iniciativas que beneficiaram mais de 180 mil pessoas. No total, R$ 18 milhões do total investido foram direcionados a 42 projetos, como, por exemplo, o festival de Cururu e Siriri, no Mato Grosso, que reuniu 18 grupos folclóricos do Estado em uma festa de valorização das manifestações populares, projetando-as como protagonistas da identidade local.

Outra inciativa apoiada pela Energisa foi a Feira Literária em Campina Grande, na Paraíba, que reuniu cerca de 4,9 mil pessoas em atividades culturais e de literatura, envolvendo dez escolas das redes estadual e municipal e beneficiando mais de mil alunos.

Inovação & tecnologia

O Relatório de Sustentabilidade de 2023 do Grupo Energisa pontua um conjunto de ações para garantir a longevidade do negócio, apostando cada vez mais na inovação como impulsionadora do desenvolvimento.

Uma das iniciativas nessa área é o E-nova, uma plataforma colaborativa interna de desenvolvimento de projetos para estimular o empreendedorismo e a criatividade dentro da empresa. Alinhada às estratégias do Grupo, o programa foi reformulado no último ano, diminuindo etapas e implementando novos tipos de processo de desenvolvimento de produtos.

Para que toda essa engrenagem se movimente, há um Comitê de Inovação que delibera sobre quais iniciativas devem receber apoio. O portfólio de projetos é acompanhado periodicamente para monitorar se os resultados atendem às expectativas. Já são mais de 300 projetos aprovados, com um investimento médio de R$ 125 milhões por ano, envolvendo uma rede de parcerias com 540 startups e centros de pesquisa.

Educação e eficiência energética

Com o Programa Nossa Energia, o Grupo atua em duas frentes: na promoção de oportunidades, por meio de qualificação profissional e empregabilidade; e na ampliação da compreensão das comunidades sobre o consumo seguro e eficiente de energia. Contando com 14 Unidades Móveis Educacionais, equipadas com recursos interativos, o programa oferece uma experiência de aprendizado lúdico e digital para alunos de escolas da rede pública e moradores das comunidades, incentivando mudanças comportamentais positivas.

Só no ano passado, foram visitados 458 municípios, atendidas 640 escolas, e mais de 73 mil alunos foram impactados pelo conteúdo educativo das unidades móveis.

Outra iniciativa do programa são os Espaços Energia. Projetados para oferecer uma experiência educativa imersiva, esses ambientes são dedicados à educação e conscientização sobre fontes geradoras de energia elétrica, eficiência energética e desenvolvimento sustentável. Os espaços estão localizados em João Pessoa (PB), Aracaju (SE) e Campo Grande (MS), recebendo escolas públicas e privadas do ensino fundamental e médio, abordando conceitos de combate ao desperdício de energia elétrica, energias renováveis, mudanças climáticas e preservação do meio ambiente

Fomento ao empreendedorismo e à empregabilidade

Por meio de parcerias, o Grupo Energisa atua na implantação de iniciativas voltadas para a educação e geração de renda. O projeto Rio Pomba Valley busca fomentar um ecossistema de tecnologia e inovação na Zona da Mata de Minas Gerais, berço da Companhia. O projeto, lançado oficialmente em 2022, também tem como propósito formar capital humano especializado em programação e atrair empresas de base tecnológica para região. Em 2023, o projeto abriu um segundo ciclo da qualificação profissional, com mais 40 vagas para desenvolvedores fullstack, atraindo cerca de mil pessoas.

O Grupo Energisa também é um dos apoiadores fundadores do Estímulo, o maior fundo de impacto do Brasil. A iniciativa fornece soluções personalizadas a pequenos negócios, incluindo financiamento simplificado, capacitação e acesso a uma rede de conexões, visando fomentar o desenvolvimento econômico. No total, mais de R$ 60 milhões foram arrecadados pelo Fundo e, em 2023, o apoio financeiro ultrapassou os R$ 180 milhões.

Apoio ao Esporte Nacional

O Grupo Energisa também valoriza o apoio ao esporte, patrocinando iniciativas que abrangem desde a formação de futuros campeões até o apoio a atletas de alto rendimento. Em 2023, as atletas bicampeãs olímpicas da vela na classe 49erFX, Martine Grael e Kahena Kunze, foram patrocinadas pela Companhia. As atletas de alto rendimento disputarão os Jogos Olímpicos Paris 2024. Em Búzios (RJ), outra dupla da vela apoiada pela Energisa, Joana Gonçalves e Gabriela Vassel, venceu o Campeonato Mundial da Juventude na classe 420 feminina.

Novos negócios

Biometano

O Relatório de Sustentabilidade traz ainda um rol de informações sobre a produção do biometano. Em 2023, o Grupo comprou a Agric, empresa especializada em compostagem de resíduos orgânicos industriais e na produção de biofertilizantes. O plano é transformar a usina, localizada em Santa Catarina, na maior produtora de biometano e biofertilizantes do estado, entregando para o mercado, dentre outros produtos, um gás natural renovável, com aplicações diversas que vão desde a mistura com o gás convencional até a geração de hidrogênio.

ES Gás

Entre as realizações de 2023, destaca-se também a aquisição da ES Gás, concessionária líder nos serviços de canalização e distribuição de gás no Espírito Santo, marcando a entrada do Grupo no setor de gás natural.

Entendido como um combustível que irá contribuir para a transição energética no Brasil e no mundo, impactando positivamente na redução de emissões de carbono (e na consequente melhora da qualidade do ar), o gás natural tem enorme potencial de crescimento em todos os segmentos de consumo (residencial, comercial, industrial, automotivo, climatização), não só no Espírito Santo, mas também em outros estados.

Você pode baixar o Relatório Anual de Sustentabilidade do Grupo Energisa de 2023 aqui. Boa leitura!

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A revolução do Polo Audiovisual da Zona da Mata A revolução do Polo Audiovisual da Zona da Mata

Publicada em: 27/05/2024

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 Sustentabilidade

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Minas Gerais

A revolução do Polo Audiovisual da Zona da Mata

Se eu te contar que um dos filmes mais assistidos da Netflix brasileira foi produzido em Cataguases (MG), e que todas as principais plataformas de streaming também exibem filmes realizados no Polo Audiovisual da Zona da Mata (Apolo), você se surpreenderia?

Trata-se do resultado de um trabalho de mais de duas décadas, com um longo investimento contínuo e muito trabalho dos organizadores do projeto. Cesar Piva, presidente da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual, conversou com o Energisa Juntos para contar um pouco dessa rica história.

Tudo começou em 2002, quando a Fundação Ormeo Junqueira Botelho inaugurou o Centro Cultural Humberto Mauro (CCHM) em Cataguases, homenageando o diretor seminal para o cinema e a cultura brasileiras. Com o impulso desse espaço de encontro e celebração do cinema, surge a Fábrica do Futuro, um local de produção e formação nas áreas da cinematografia.

O futuro chegou rápido. Em 2010, filmes de grande projeção começaram a ser rodados na Zona da Mata. A primeira grande produção do Polo foi o sucesso Meu pé de laranja lima (dir. Marcos Bernstein, 2012), baseado no clássico da literatura brasileira de José Mauro Vasconcelos. Desde então, o Polo tem atraído grandes produtoras, impactando a economia criativa da cidade e formando uma geração de profissionais ligados ao audiovisual.

Para se ter uma ideia do tamanho, até 2019 foram 30 grandes produções de cinema e TV, sendo 2 séries e 28 longas. Isso fora os curtas-metragens que foram feitos pelo edital regional Usina Criativa de Cinema, uma espécie de incubadora de projetos criada em 2016 quee funciona com patrocínio da Energisa e apoio cultural do Instituto Energisa. Os selecionados no edital passam por mentorias em várias áreas, do roteiro à fotografia, os diretores trabalham seus filmes por 3 meses e depois vão filmar. Todas essas realizações passam no Festival Ver e Fazer Filmes”, disse Cesar Piva.

A produção cinematográfica na região gera muitos benefícios na economia da região, já que grande parte da equipe de cinema e TV é contratada localmente. Até 2020, mais de R$ 120 milhões circularam na Zona da Mata graças ao Polo Audiovisual.

Um dos mais recentes êxitos de bilheteria é o longa Predestinado – Arigó e o espírito do Doutor Fritz, que entrou recentemente para o top 10 da Netflix. O filme, que conta com a direção de Gustavo Fernandéz e o patrocínio da Energisa, tem um elenco recheado de estrelas, como Danton Mello e Juliana Paes. O longa traz a história do médium Arigó, que recebia o espírito do doutor Fritz para realizar cirurgias espirituais. Lançado em 2022 em mais de 600 salas de cinema do país, o filme atingiu um enorme público nos cinemas e hoje alcança sucesso no streaming.

Outro filme produzido no Polo e que merece destaque é o longa As órfãs da rainha, de Elza Cataldo. Vencedor de prêmios internacionais como o de melhor filme histórico da 14ª edição do Toronto International Women Film Festival, a produção aborda temas fundamentais para pensarmos o Brasil e a vida das mulheres durante os anos da colonização. Na história, três irmãs, criadas sob proteção da Rainha de Portugal, são forçadas a viajar para o Brasil Colônia para se casar, formar família e ocupar o novo território, enfrentando dilemas e frustrações.

Nesses 10 anos de formação prática, com a população local trabalhando com os melhores do país, uma nova geração de profissionais e realizadores do cinema vem surgindo e buscando seu espaço. Por isso é tão importante o edital da Usina Criativa e o Festival Ver e Fazer Filmes”, completou Piva.

Festival Ver e Fazer Filmes e Animaparque

Este ano, o Festival Ver e Fazer Filmes acontece de 1 a 6 de julho, em edição especial dedicada à animação, celebrando a inauguração do Animaparque, o maior estúdio-escola para produção audiovisual de animação na América do Sul. Esse novo espaço de 10.000 m² conta com auditório multiuso, laboratórios de trilha sonora, estúdios de gravação, ateliês de cenografia e figurino, além de bases e salas para produção e direção. O fomento ao Festival também é da Energisa, já que o Ver e Fazer é parte do portifólio do Programa Energisa Cultural.

Com um patrocínio de R$ 2 milhões do Grupo Energisa, o Animaparque é gerido pela Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata, que também recebe apoio do Grupo em parceria com projeto Rio Pomba Valley, um hub de educação digital e empreendedorismo.

O estúdio-escola do Animaparque funciona em parceria com a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Desde setembro de 2022, o curso de tecnólogo em cinema de animação está a pleno vapor, com 72 alunos e 3 turmas em formação. Só este ano, 2 filmes serão feitos no Parque, com um orçamento total de R$ 7 milhões, através da lei Paulo Gustavo. O Animaparque também é um espaço para toda a cidade, com áreas abertas à visitação e abriga eventos de outras artes além do audiovisual, como teatro, dança e artes visuais.

Com todas essas novidades, não é de se espantar que o Festival Ver e Fazer Filmes esteja este ano voltado para a animação. Oito curtas produzidos no Animaparque no ano passado vão estrear no festival, além de várias outras produções nacionais e internacionais. Um júri formado por 500 crianças de 8 a 12 anos assistirá aos filmes e participará de conversas para então votar na premiação com o troféu do festival em diversas categorias.

Os longas também vão marcar presença no festival. À noite, acontecem as Sessões Energisa, quando serão exibidos, em pré-estreia, 4 filmes produzidos no Polo. Assim, a população local e os trabalhadores da indústria do cinema poderão ver em primeira mão as produções ali realizadas, antes de seguirem carreira em salas comerciais e serviços destreaming.

É muito importante a circulação desses filmes produzidos aqui no Polo, sejam os curtas ou as grandes produções. Por isso é fundamental a distribuição e a capilarização via festivais, salas de cinema, streaming e nas escolas. Um exemplo é o filme O menino do espelho do Guilherme Fiuza, que passou em cineclubes de 10 cidades da região da Zona da Mata e foi assistido por 25 mil crianças e adolescentes, mais do que o público total das salas de cinema por onde passou. Aqui nós realizamos filmes e trabalhamos para que eles cheguem ao espectador, com a ajuda de diversos parceiros, como a Energisa. Estamos retomando os cineclubes, que acabaram devido à pandemia, e eu acredito muito nessa forma de difusão”, completou Piva.

Para você chegar mais perto e se tornar mais um espectador dessa enorme gama de produções de excelência do cinema brasileiro, nós separamos aqui uma lista de filmes produzidos no Polo Audiovisual da Zona da Mata que estão disponíveis em diversas plataformas de streaming. Confira:

  • Curtas-metragens
    Todos os 22 curtas produzidos através do edital da Usina Criativa de Cinema estão disponíveis gratuitamente no canal do projeto no Youtube.
  • Predestinado: Arigó e o espírito do Dr. Fritz (2022)
    Na década de 1950, um brasileiro comum desafia as autoridades e realiza cirurgias com o auxílio do espírito de um médico alemão da Primeira Guerra Mundial.
    Direção: Gustavo Fernández
    Estrelando: Danton Mello, Juliana Paes, Marcos Caruso
    Onde assistir: Netflix
  • Meu pé de laranja lima (2012)
    Zezé aprende a usar sua imaginação fértil, sua habilidade de contar histórias e uma árvore de frutas para sobreviver em um ambiente violento.
    Direção: Marcos Bernstein
    Estrelando: José de Abreu, João Guilherme, Caco Ciocler.
    Onde assistir: Netflix
  • O menino no espelho (2014)
    Um garoto criativo e travesso é castigado pelos pais, mas sua imagem no espelho ganha vida e continua aprontando. Até quando vai durar essa brincadeira?
    Direção: Guilherme Fiuza
    Estrelando: Lino Facioli, Regiane Alves, Ricardo Blat
    Onde assistir: Netflix
  • Derrapada (2017)
    Aos 17 anos, Samuca descobre que engravidou sua namorada. Agora, se sente pressionado por ter cometido a mesma derrapada que sua mãe, que também teve filho jovem.
    Direção: Pedro Amorim
    Estrelando: Matheus Costa, Nanda Costa, Augusto Madeira
    Onde assistir: Telecine Play, YouTube Movies
  • Maria do Caritó (2019)
    Tudo o que Maria do Caritó mais deseja é encontrar um amor para chamar de seu. Prometida pelo pai ao São Djalminha, um santo que ninguém nunca ouviu falar, ela pede aos céus por uma intervenção divina.
    Direção: João Paulo Jabur
    Estrelando: Lilia Cabral, Leopoldo Pacheco
    Onde assistir: Prime Video, YouTube Movies
  • Dentro da Caixinha (2016)
    Arthur, Laura e João são três irmãos que vão passar as férias da casa da avó. Munidos de celulares e videogames, eles veem seus planos de se divertirem com as tecnologias irem por água abaixo.
    Direção: Guilherme Reis
    Estrelando: Leônidas José, Manoela Domingos, Cauã Carvalho
    Onde assistir: Prime Video
  • Correndo Atrás (2019)
    Ventania, um trabalhador que faz de tudo para conseguir pagar as contas, se tornar um caça-talentos de futebol. É aí que ele conhece um deficiente físico, que apesar das dificuldades, tem muito talento.
    Direção: Jeferson De
    Estrelando: Aílton Graça, Hélio de la Peña, Juliana Alves, Lellê , Lázaro Ramos
    Onde assistir: Telecine Play, YouTube Movies
  • Introdução à música de sangue (2017)
    No interior do Brasil, entre o mundo arcaico e o contemporâneo, uma família vive suas angústias em uma atmosfera de desejo e repressão.
    Direção: Luiz Carlos Lacerda
    Estrelando: Ney Latorraca, Bete Mendes, Greta Antoine, Armando Babaioff
    Onde assistir: Claro TV+
  • Castelo de terra (2020)
    Em 2012, a diretora francesa Oriane Descout abandonou sua vida de classe média na Europa para encontrar seu destino a 9.000 km de distância. Ao longo de uma jornada de 7 anos, registrou os desafios enfrentados e descobriu um novo estilo de vida: rural, coletivo, autogerido, anticapitalista, sustentável e ecológico. No Brasil, conheceu seu companheiro e realizou seu maior sonho – um utópico “Castelo de Terra”.
    Direção: Oriane Descout
    Onde assistir: YouTube Movies
  • Humberto Mauro, cinema é cachoeira (2016).
    No streaming da Empresa Mineira de Comunicações, o EMCPlay, temos disponíveis vários filmes do renomado cineasta Humberto Mauro, além do documentário dirigido por seu sobrinho-neto, André Di Mauro.
    Onde assistir: EMCPlay
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Programação dinâmica: Instituto Energisa divulga projetos selecionados Programação dinâmica: Instituto Energisa divulga projetos selecionados

Publicada em: 09/05/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

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Brasil

Programação dinâmica: Instituto Energisa divulga projetos selecionados para ocupar seus espaços culturais

Em 2024, a Energisa inaugurou um novo formato para ocupar seus centros culturais em Cataguases, João Pessoa e Nova Friburgo. As inscrições ficam abertas em edital permanente e, a cada 3 meses, novos projetos são escolhidos para a montagem da programação. O processo de inscrição é simples, online, totalmente gratuito, e recebe propostas nas áreas de artes cênicas, literatura, audiovisual, artes visuais, inovação e música.

Essa abordagem trimestral visa tornar mais dinâmico o processo de ocupação dos espaços, garantindo a rotatividade e ampliando a diversidade de projetos. A seleção é pautada por critérios como inovação, pluralidade, acessibilidade, relevância conceitual, abrangência de público, fomento a novos talentos e originalidade.

Nesta rodada, foram aprovados 33 projetos inscritos entre que poderão usar os espaços do Instituto Energisa de forma gratuita, com apoio da equipe e uso do aparato técnico dos centros culturais. Jane Correia, uma das produtoras contempladas pelo Edital, resume os benefícios de estar entre os selecionados:

Quando nossa mostra de animação foi selecionada para o edital da Usina, subimos de patamar imediatamente. Afinal, sabíamos que seria garantido ao público, aos filmes e aos palestrantes o melhor espaço tanto em estrutura quanto em acolhimento. A Usina é um espaço tão belo quanto fundamental. É um oásis cultural para os projetos artísticos de Nova Friburgo e esperamos que continue gerando oportunidades e pluralidade."

Confira a seguir a lista completa dos projetos contemplados:

Lista de projetos selecionados

 
Conheça os Espaços Culturais do Instituto Energisa:

João Pessoa (PB) – Usina Cultural Energisa

Localizada na antiga sede da primeira subestação da capital da Paraíba, a Usina Cultural Energisa é um exemplo de ocupação cultural dos típicos galpões industriais construídos no início do século XX. 

Ao longo dos mais de 20 anos de existência, o espaço cultural já recebeu mais de 5 mil eventos, com destaque para Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport), o Prêmio Energisa de Artes Visuais, o Fest Aruanda, além de nove edições do tradicional Natal na Usina, realizado anualmente com o patrocínio do Grupo Energisa.

Quatro espaços estão contemplados neste edital: a Sala Vladimir Carvalho (palco para apresentações de teatro e música, debates, palestras e sessões audiovisuais), a Tenda da Música (que recebe performances e apresentações musicais), a Galeria de Arte Alexandre Filho (para exposições de artes plásticas) e uma área externa com jardins (ideal para feiras criativas, performances e apresentações de circo).

Cataguases (MG) - Centro Cultural Humberto Mauro e Anfiteatro Ivan Müller Botelho

O Centro Cultural Humberto Mauro foi inaugurado no ano de 2002, nas instalações do antigo Cine Machado, e hoje abriga o Cineteatro Paulo César Saraceni (palco para sessão de filmes, palestras e apresentações de teatro, música e circo),  a Galeria Zequinha Mauro (que recebe exposições de artistas locais e nacionais), além de uma Sala Multiuso. No último ano, o centro recebeu 50 diferentes ações e iniciativas culturais com um público total de 32 mil pessoas, com destaque para a realização da 1ª edição da FLICA - Festa Literária de Cataguases.

O Anfiteatro Ivan Muller Botelho, também em Cataguases, é anexo ao prédio da Energisa e ao Museu Energisa. O espaço recebe palestras, shows e apresentações de teatro, tendo promovido 10 ações e iniciativas culturais em 2022, num total de 5 mil visitantes. O charme do espaço fica por conta do teto retrátil, que pode ser aberto para transbordar a noite estrelada para dentro do evento.

Nova Friburgo (RJ) – Usina Cultural Nova Friburgo

A Usina Cultural Nova Friburgo está localizada no antigo prédio do escritório da Companhia de Eletricidade da cidade, diante da belíssima Praça Getúlio Vargas, no centro de Nova Friburgo. O centro cultural recebe mostras, cursos, palestras, debates, apresentações de teatro, música e dança. Entre os espaços oferecidos neste edital estão a Sala Maestro Joaquim Naegele (Teatro Usina), o Café da Usina, o Salão Nobre e um espaço anexo.

Serviço:

Edital de seleção de ocupação gratuita dos centros culturais 2024

  • Período de inscrição: ao longo de 2024
  • Divulgação de selecionados: 30/07 e 30/10/2024.
  • Inscrições: através do preenchimento deste formulário
  • Regulamento: confira o edital completo


 

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Harmonizando vidas: a jornada da Orquestra Jovem de Sergipe Harmonizando vidas: a jornada da Orquestra Jovem de Sergipe

Publicada em: 08/05/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

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Sergipe

Harmonizando vidas: a jornada transformadora da Orquestra Jovem de Sergipe

A música é uma linguagem universal que transcende barreiras culturais e sociais. Aprender a tocar um instrumento não apenas desenvolve habilidades artísticas, mas também capacita os alunos a se expressarem de maneira única e autêntica, incentivando a inclusão social e profissional. É nesse contexto que a Orquestra Jovem de Sergipe se destaca como um exemplo brilhante de como a música pode unir comunidades e proporcionar oportunidades para jovens de diferentes origens. Com o apoio da Energisa Sergipe desde a sua fundação, a orquestra tem se destacado como um agente transformador na vida de mais de 600 crianças e adolescentes que já passaram pela orquestra ao longo desses anos.

O aprendizado musical estimula a expressão criativa, o trabalho em equipe e a autoconfiança, inspirando o desenvolvimento pessoal e social dos participantes. Além disso, a orquestra serve como um importante canal para fortalecer os laços comunitários e construir um ambiente mais inclusivo e culturalmente diversificado em Sergipe.

 Para a Energisa, é uma honra apoiar a Orquestra Jovem de Sergipe, que há 10 anos tem mudado a realidade dessas crianças e adolescentes, impulsionando sonhos e trazendo a esperança de um futuro melhor. Com a parceria do Instituto BANESE, temos contribuído de forma relevante com este trabalho social que vem mudando a realidade de mais de 600 crianças e jovens, viabilizando a inclusão social através da música e contribuindo para a formação de futuros cidadãos do bem”, disse Roberto Currais, diretor-presidente da Energisa Sergipe.

Um desses jovens é o professor e estudante de música Esdras Goes, de 21 anos. Esdras entrou na orquestra no ano de sua fundação em 2014, com apenas 11 anos. Não conhecia o que era uma orquestra nem o que era a música clássica, se apaixonou por esse universo e hoje é professor de violino da OJSE.

Lembro que um amigo me falou que tinha aula de música na orquestra e eu fui querendo aprender teclado. Nunca nem tinha visto um violino. Quando fiz alguns testes de aptidão musical e vi os professores tocando, fiquei encantado com o som do violino e decidi que aquele seria o meu instrumento”, conta Esdras.

Esdras Goes, violinista e professor da OJSE
Esdras Goes, violinista e professor da OJSE

 

A vivência dentro do projeto não ensinou apenas música para Esdras, abriu caminhos para muitas outras atividades e o ajudou em outros aspectos de sua vida, como na escola, por exemplo, contou o músico que hoje é aluno de licenciatura musical na Universidade Federal de Sergipe.

 

Quando entrei na orquestra, eu era um pouco desleixado na escola, mas a disciplina musical e o amor pela música me fizeram entender a importância da dedicação nos estudos, como isso pode mudar a vida da gente. Conheci muitas pessoas na orquestra, que sempre me incentivaram, além de terem aberto muitos caminhos para mim. Pude ir até o Rio de Janeiro conhecer a Orquestra Jovem do Rio. Viajar com a música é maravilhoso! Hoje, eu sonho em estudar no exterior, um sonho que Orquestra Jovem me mostrou que é possível”, disse Esdras.

Outro exemplo é a aluna de viola Layanne Rocha, que também teve a vida transformada pelo projeto. Integrante do projeto desde 2018, ela também chegou à orquestra acompanhando uma amiga, pensava em tocar violino, passou pelo coral e acabou ficando com a viola.

Um professor uma vez me disse quem não é a gente que escolhe o instrumento, é o instrumento que escolhe a gente. Fui escolhida pela viola. Através dela, eu consigo me expressar de forma muito diferente, aprendi uma nova maneira de dialogar com o mundo à minha volta. Dentro da orquestra, entre equipe e alunos, eu fiz amigos para a vida toda”, conta Layanne.

Layanne Rocha, aluna de viola da OJSE
Layanne Rocha, aluna de viola da OJSE

 

Para quem diz que a música não é uma carreira rentável e que não traz futuro, Layanne vai provando o contrário. Agora aos 21 anos, ela começou a dar aulas de viola em uma escola de Aracaju. Em julho deste ano, ela viaja para Campinas para participar de um congresso internacional de viola. Cheia de sonhos e ideias, ela quer seguir tocando cada vez mais e passando adiante aquilo que aprendeu.

 

Sempre quis ser professora. Achava que eu seria professora de história, mas agora tenho certeza de que será de música. Aprendi muito na orquestra, não só canto e a viola, mas aprendi a me conhecer melhor e a trocar com outras pessoas. Lembro que desde o início a Ada Lacerda, minha professora de coral, e o maestro Marcio Bonifácio, me olharam com muito acolhimento, um olhar de incentivo. Esse é o olhar que quero passar para os meus alunos daqui para frente”, disse Layanne.

Para celebrar os 10 anos, foi realizado no mês de março deste ano, pela Orquestra Jovem de Sergipe, um concerto comemorativo no Teatro Tobias Barreto. O repertório foi todo baseado na trajetória musical do projeto e na evolução pela qual seus integrantes passaram. Obras de Beethoven, Vivaldi e Villa-Lobos estavam entre as peças executadas no espetáculo, que fluiu do erudito ao popular.

A Orquestra Jovem de Sergipe funciona no bairro de Santa Maria, em Aracaju e atende atualmente 260 jovens, proporcionando iniciação e aprimoramento musical através do estudo de instrumentos de cordas, sopros, percussão, canto coral e musicalização. Se você tem interesse em conhecer e participar do projeto, pode entrar em contato através do perfil da orquestra no Instagram @orquestrajovemdesergipe.

Seleção de fotos da apresentação da OJSE

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Festival LUMI transforma Nova Friburgo em um espetáculo de luz e cor Festival LUMI transforma Nova Friburgo em um espetáculo de luz e cor

Publicada em: 03/05/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

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Rio de Janeiro

Festival LUMI transforma Nova Friburgo em um espetáculo de luz e cor

A luz é um elemento fundamental para nossas vidas, presente em nosso cotidiano tanto de forma natural quanto artificial. É através da luz que vemos o mundo a nossa volta. Sua importância também se faz presente na linguagem. “Trazer à luz” significa dar clareza e destaque a um assunto, “dar à luz” significa colocar uma criança no mundo, uma lâmpada acendendo é a imagem perfeita de uma ideia que surge.

Essa mesma luz, que nos ilumina e nos inspira, ganha um novo significado durante o LUMI - Festival de Luzes de Nova Friburgo. Entre os dias 6 e 25 de maio, a cidade na região serrana do Rio de Janeiro será palco desse espetáculo de cores e formas que irá transformar a Praça Dermeval Barbosa Moreira. O evento faz parte das comemorações dos 204 anos do município e conta com o patrocínio da Energisa.

No total, nove instalações artísticas que utilizam a luz como matéria-prima ocuparão a cidade. O festival propõe uma imersão luminosa, com um uso lúdico e criativo das luzes que transcende sua utilização cotidiana. Encontrar uma obra de arte em praça pública, onde não esperamos que ela esteja, é muito diferente de encontrá-la em um museu, um espaço já criado para essa contemplação. Com isso, a exposição busca levar novas possibilidades de reflexão ao público.

Estamos constantemente envoltos por luzes, naturais e artificiais, enquanto permanecemos fechados em nossas cavernas mentais”, destaca o curador Guto Nóbrega.

Fotos de algumas das obras do Festival LUMI

Além de oferecer um espetáculo visual, o LUMI também traz consigo o cuidado com a sustentabilidade. Todas as luzes utilizadas nas instalações são de LED, garantindo maior eficiência energética, e um sistema especial acende as obras somente durante a noite, otimizando o consumo de energia ao longo do evento. Algo fundamental para uma exposição de longa duração.

Diferente de outros festivais de luzes que duram dois ou três dias, o LUMI vai ficar em Friburgo por 20 dias. Será o mais extenso festival de luzes do país. Isso traz desafios, como a manutenção das obras, mas também abre portas para maior visitação e um pensamento artístico de longo prazo”, conta Gustavo Portella, idealizador do evento.

O Festival LUMI foi aprovado pelo Programa Energisa Cultural, que fomenta a diversidade cultural nas áreas de atuação do Grupo Energisa apoiando projetos que tenham capacidade de promover ações culturais com impacto sustentável. O perfil dos projetos apoiados é multilinguagem, abrangendo música, literatura, audiovisual, artes visuais, artes cênicas, cultura popular e festivais. Em 2023, foram aprovados 40 projetos em 10 estados, com um investimento total de R$ 18 milhões, beneficiando 180 mil pessoas. Somente em Nova Friburgo, 4 projetos foram incentivados no ano passado, com o valor total de R$ 1 milhão, por meio do Instituto Energisa (Usina Cultural).

O Festival LUMI em Nova Friburgo é uma ação cultural inovadora incrível que une arte, cultura e sustentabilidade de uma forma muito positiva. Está muito alinhado aos compromissos públicos do Grupo e conectado ao Instituto Energisa, que mantém a Usina Cultural como espaço expositivo. Esta é a nossa contribuição para o aniversário da cidade. É inspirador ver como festivais, a exemplo do LUMI, proporcionam entretenimento e beleza visual, mas também promovem valores importantes como o desenvolvimento cultural sustentável”, comenta Eduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Rio.

Alguns renomados festivais internacionais, como o Geneva Lux, na Suíça, e o Fête des Lumières, na França, serviram de inspiração para o LUMI. Em Lyon, o Fête des Lumières remonta a uma tradição do século XIX, quando a população colocou velas em vidros coloridos nas janelas para celebrar a instalação de uma estátua da Virgem Maria na cidade. Nos anos 1960, a tradição se modernizou com uma competição de iluminações de Natal nas vitrines das lojas, até chegar aos dias atuais com um show de luzes e alta tecnologia invadindo todo o espaço urbano, das calçadas às fachadas.

Em Genebra, o Geneva Lux foi criado em 2014, logo tornando-se um concorrido festival no calendário cultural da Suíça. A festa também ocupa toda a cidade com projeções mapeadas e instalações visuais interativas, unindo a arquitetura clássica com as mais modernas técnicas de iluminação.

A ideia do LUMI surgiu após minha visita ao Geneva Lux. Como friburguense, sentia falta de eventos que oferecessem experiências visuais impactantes em espaços públicos na cidade. A escolha da Praça Dermeval Barbosa Moreira se deu por sua localização estratégica, próxima ao centro comercial e à rodoviária urbana. Queremos que o público tenha um momento de contemplação e encantamento em meio à agitação do dia a dia", disse Gustavo Portella.

O Guto é uma referência em arte e tecnologia no Brasil. Chamei ele para pensar a curadoria do festival. Meu único pedido foi que a pesquisa mapeasse o município, o estado e outras regiões do país. Assim, teremos um panorama que também conta com artistas internacionais”, revelou Portella.

Venha se encantar com o LUMI e descobrir o poder transformador da luz! Para mais informações, acesse o site oficial do evento em lumifestival.com.br e acompanhe as novidades no Instagram @friburgolumifestival. Programação completa das ações culturais da Energisa no Instagram @institutoenergisa.

Serviço:

  • Datas: 6 a 25 de maio
  • Local: Praça Dermeval Barbosa Moreira, Centro, Nova Friburgo - RJ
  • Artistas participantes: Artur Cabral, Coletivo Resistência Artística (Mario Moreira, Tiago Vianna e Cherman Serafim), Diego Alberti, Fernando Velázquez, Hugo Richard e Natali Tubenchlak, Nubia Gremion, Tosth, Vamoss, Guilherme Durão e Vigas
  • Curadoria: Guto Nóbrega
  • Direção de produção: Gustavo Portella
  • Patrocínio: Energisa e Governo do Estado do Rio de Janeiro
  • Realização: FAUNO - Arte e Cultura

 

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Energisa Cultural: conheça o programa de patrocínios do Grupo Energisa Energisa Cultural: conheça o programa de patrocínios do Grupo Energisa

Publicada em: 15/03/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

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Região: 

Brasil

Energisa explica: tudo o que você precisa saber sobre o programa de patrocínios Energisa Cultural

O que é o programa Energisa Cultural?
Delânia Cavalcante: O Energisa Cultural é um programa em que a gente sistematiza toda a ação de investimento cultural do Grupo Energisa. Nós trabalhamos com as leis de incentivo à cultura, tanto federais quando estaduais, e entendemos que é possível usar essa parceria com os governos para apoiar a cultural local das regiões onde atuamos.
No caso do Energisa Cultural, hoje temos um formulário contínuo de inscrição, que considero um edital, para reunir portfólios para conhecer melhor cada projeto e seus produtores. Antes dessa sistematização, recebíamos pedidos na empresa que eram analisados caso a caso. Isso não democratizava o acesso para todos, pois os critérios não eram objetivos, não havia um farol para nos nortear.
Quando a Energisa cria uma área de sustentabilidade, ela cria compromissos com a sociedade: compromissos ambientais, de governança e sociais. A cultura ficou muito forte nesses compromissos sociais. Isso é muito inspirador para uma empresa que presta serviço público e que está na ponta, junto ao cliente no território, com seus conflitos, com seus achados e com seus acertos.

Como esse trabalho vem sendo realizado nos últimos anos?
DC: Nos últimos três anos, a gente está num crescente de projetos, sempre prestigiando produtores locais e avaliando o impacto dos projetos para o público e para a economia criativa. Ou seja, além de valorizar cultura, nosso objetivo é gerar emprego e renda para esses pequenos produtores. Um exemplo é o Festival de Siriri e Cururu, uma manifestação genuína e autêntica do Mato Grosso que eu acho que a maioria do Brasil não conhece. É uma expressão cultural que mistura folclore religioso com música e dança, feita por grupos que se formam em quintais de pequenas cidades do Mato Grosso e já vão para a capital, Cuiabá. Isso tem feito muito sucesso, as pessoas gostam de assistir, é bonito.

Quais são os critérios de seleção do Energisa Cultural?
DC:
Buscamos projetos que promovam uma democratização de acesso à cultura, a diversidade, a geração de emprego e renda para grupos minoritários e a valorização da cultura local em cada canto do Brasil. Mas nos deparamos com um problema: poucas pessoas realizavam projetos culturais incentivados nas regiões mais distante do eixo Rio-São Paulo. Então, identificamos a formação como um pilar importante do programa. Começamos a oferecer cursos de capacitação em leis de incentivo para produtores locais, primeiro no Acre e depois em Rondônia. No primeiro ano, conseguimos 50 projetos inscritos no nosso edital, no segundo ano, já fomos para mais de 160.
Um projeto de Rondônia que conquistou o nosso patrocínio foi o Festival Amazônia Encena, uma iniciativa bonita que levou vários grupos de teatro para se apresentarem em cidades do interior de Rondônia. Eram grupos desconhecidos pela plateia, mas que fizeram grande sucesso com apresentações em praça pública. Isso é muito rico.
No ano passado, fizemos um segundo curso maior, para o Brasil inteiro, e hoje os produtores participam de uma mentoria com essa equipe para o desenvolvimento de projetos. Então, a linha de formação do Energisa Cultural é muito importante.

O edital é somente para produtores locais das regiões onde a Energisa atua?
DC: A gente apoia prioritariamente o produtor cultural do local, mas um produtor de São Paulo pode entrar no Energisa Cultural sim, desde que entenda que ele precisa fazer uma ponte com o produtor local para levar sua expertise adaptando o projeto para realidade regional.
Por exemplo, neste ano vamos patrocinar um projeto chamado Academia de Música do Cerrado, em Barra do Garças/MT. É iniciativa de inclusão social de um músico experiente que voltou para sua terra e queria ajudar a formar a próxima geração de músicos. Ele foi o primeiro projeto de Barra do Garças a ser inscrito e aprovado na Lei Rouanet. A cultura pode transformar esses pequenos municípios e temos orgulho de poder ser esse elo, conectando os recursos e o apoio necessários para fazer com que esses projetos se tornem realidade e impactem positivamente as comunidades locais.

Quais linguagens culturais são patrocinadas pela Energisa?
DC:
A Energisa patrocina uma variedade de linguagens culturais, buscando apoiar as manifestações locais. Isso inclui festivais de cultura popular, que têm se destacado recentemente, além de outros segmentos de expressão cultural. Atualmente, não temos uma preferência específica por uma determinada linguagem, pois nosso objetivo é apoiar e promover a diversidade cultural em todas as suas formas.

Como a Energisa atua para apoiar os projetos patrocinados?
DC:
Atualmente, estamos oferecendo mentoria aos melhores projetos para ajudá-los a se desenvolver. Não garantimos a aprovação, mas se a ideia for boa, ajudamos a torná-la realidade. Além disso, por vezes também convidamos os produtores para se apresentarem nos espaços mantidos pelo Instituto Energisa, que é aberto o recebimento de projetos culturais diversos, sejam eles patrocinados ou não pela nossa empresa.

Como inscrever um projeto para se apresentar nos espaços do Instituto Energisa?
DC: O instituto mantém um edital de ocupação aberto em fluxo contínuo para ocupação dos nossos centros culturais João Pessoa/PB, Nova Friburgo/RJ e Cataguases/MG. O edital está no site da Energisa e divulga uma nova rodada de programação selecionada a cada trimestre. É tudo muito fácil e intuitivo para não criar dificuldades, mas é claro que estamos num processo de construção e vamos melhorando a cada dia.
Nessa última rodada, tivemos 60 inscrições e aprovamos 48 projetos culturais. A Paraíba acaba concentrando mais projetos por ser uma capital, mas também temos uma cena musical vibrante em Nova Friburgo/RJ, onde a nossa Usina é um dos espaços culturais mais reconhecidos da cidade. Já Cataguases acaba sendo mais voltada para o teatro e o cinema, por conta do Polo Audiovisual da Zona da Mata Mineira.
Para os projetos selecionados, oferecemos toda a estrutura necessária para se apresentarem na Usina: som, luz, equipe técnica, assistente de produção. Queremos proporcionar uma oportunidade única para os artistas apresentarem seu trabalho em um ambiente profissional e acolhedor. Espero que todos compreendam o que estamos pedindo e façam parte dessa parceria conosco.

Serviço:

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