27/07/26 - 3 minutos de leitura
Segurança energética ganha importância na nova geopolítica global
Guerras, transição energética e avanço da inteligência artificial aumentam a importância de uma oferta de energia segura, diversificada e competitiva para o desenvolvimento dos países
27/07/26 - 3 minutos de leitura
Segurança energética ganha importância na nova geopolítica global
Guerras, transição energética e avanço da inteligência artificial aumentam a importância de uma oferta de energia segura, diversificada e competitiva para o desenvolvimento dos países
A energia voltou ao centro das discussões sobre desenvolvimento, competitividade e geopolítica. Em um cenário marcado por conflitos internacionais, transição energética e crescimento de tecnologias como inteligência artificial e data centers, garantir um fornecimento de energia confiável tornou-se uma questão estratégica para países e empresas.
O tema é destaque em um novo artigo da MIT Technology Review Brasil, produzido em parceria com o Grupo Energisa, que analisa como as transformações globais estão ampliando o conceito de segurança energética e qual pode ser o papel do Brasil nesse novo cenário.
O que é segurança energética e por que ela é importante?
Segurança energética está relacionada à capacidade de garantir o fornecimento contínuo e confiável de energia, mesmo diante de crises, conflitos ou mudanças na demanda.
Durante décadas, essa discussão esteve fortemente associada ao petróleo e ao gás natural. Hoje, porém, envolve também redes elétricas, fontes renováveis, armazenamento, infraestrutura digital e a capacidade de integrar diferentes fontes de energia.
Isso acontece porque o mundo está cada vez mais dependente de eletricidade. A expansão da inteligência artificial, dos data centers, da mobilidade elétrica e da digitalização da indústria aumenta a necessidade de sistemas energéticos preparados para atender novas demandas com estabilidade e segurança.
Diversificar fontes fortalece a segurança energética
A transição energética também passa a ser discutida sob uma perspectiva mais ampla. Além da redução das emissões, o desafio está em construir sistemas capazes de combinar fontes renováveis, segurança de abastecimento e flexibilidade.
Para Fábio Bertollo, diretor-presidente dos Negócios de Gás do Grupo Energisa, apostar em diferentes alternativas é fundamental para aumentar a resiliência do sistema energético.
A gente precisa tomar muito cuidado para não ser muito dogmático. Uma solução só é muito perigosa. Não existe bala de prata. O Brasil tem que buscar diversificação energética. É um dos poucos países que consegue fazer isso.”
Essa diversificação permite que diferentes fontes atuem de maneira complementar. Solar, eólica, hidrelétrica, gás natural, biomassa e biometano, por exemplo, possuem características distintas que podem contribuir para um sistema mais seguro e preparado para oscilações na geração e no consumo.
Por que o Brasil pode se destacar na nova geopolítica da energia?
O Brasil reúne uma combinação de fontes que o coloca em posição diferenciada no cenário internacional. O país conta com hidrelétricas, energia solar e eólica, petróleo, gás natural, biomassa, biometano e potencial nuclear.
Essa diversidade amplia a capacidade de combinar energia limpa, segurança de abastecimento e competitividade, características que ganham importância à medida que empresas e países buscam reduzir vulnerabilidades energéticas.
O artigo define essa característica como multipotencialidade energética, a possibilidade de integrar diferentes soluções de acordo com as necessidades do sistema e da economia.
Entre essas alternativas está o biometano, produzido a partir de resíduos urbanos, agroindustriais e orgânicos. Além de contribuir para a descarbonização, a fonte pode fortalecer cadeias produtivas nacionais e reduzir a exposição às oscilações dos mercados internacionais de energia.
Energia também é fator de competitividade
A discussão sobre segurança energética vai além de garantir que a energia não falte. Em uma economia cada vez mais eletrificada e digital, ter acesso a energia confiável, limpa e competitiva também pode influenciar decisões de investimento e o desenvolvimento de novas atividades econômicas.
A expansão dos data centers é um exemplo. O crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem exige cada vez mais capacidade computacional e, consequentemente, mais energia e infraestrutura para sustentar essas operações.
Nesse cenário, a combinação de diferentes fontes e a matriz elétrica com forte presença de renováveis podem representar uma vantagem para o Brasil.
Transformar esse potencial em protagonismo, no entanto, também depende de investimentos, modernização da infraestrutura, segurança regulatória e capacidade de integrar as diferentes soluções disponíveis.
Para entender como conflitos globais, inteligência artificial e transição energética estão transformando a segurança energética e por que o Brasil pode ocupar uma posição estratégica nesse novo cenário, confira o artigo completo “Segurança energética em tempos de guerra: o novo eixo de poder global”, da MIT Technology Review Brasil, produzido em parceria com o Grupo Energisa.
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