Energisa aciona subestações móveis em Mato Grosso para minimizar efeitos de temporais
Imagine circular pelas estradas de Mato Grosso e cruzar com uma carreta transportando uma estrutura que, na horizontal, tem o comprimento de 23 metros, o equivalente a um prédio de aproximadamente oito andares. Se você se deparar com uma cena dessas, pode ser que seja uma das quatro subestações móveis da Energisa. Esse é um sistema desenvolvido para ser levado para qualquer localidade e capaz de distribuir energia da mesma forma que um transformador fixo. O equipamento é utilizado para atendimentos emergenciais ou manutenções preventivas, garantindo abastecimento de energia até a conclusão dos trabalhos necessários.
“A subestação móvel é um equipamento que tem capacidade para suprir, sozinho, um município inteiro com até 50 mil habitantes. Assim, nossas equipes podem atuar em uma manutenção, melhoria ou expansão no sistema elétrico sem gerar interrupção no fornecimento”, explica Rodrigo Colombo, coordenador de manutenção da Energisa Mato Grosso.
Com 903.357 Km², o estado de Mato Grosso é o terceiro maior do Brasil em extensão. Para atender todos os 141 municípios com agilidade, a estratégia da Energisa é manter dois equipamentos em prontidão em Cuiabá e os demais sempre em circulação. Dessa forma é possível agir com flexibilidade na programação de manutenções preventivas, além de atuar com rapidez em caso de uma eventual emergência de falta de energia.
Rapidez e segurança para enfrentar situações desafiadoras
Com o desenvolvimento acelerado do estado, o consumo de energia também tem aumentado, principalmente, em algumas épocas do ano. No período da seca, de maio a outubro, as temperaturas estão mais altas, há mais riscos de queimadas e tudo isso leva a maior demanda de energia. Esse quadro pode sobrecarregar o sistema elétrico e, em situações como essa, as subestações móveis são acionadas caso o fornecimento de energia seja comprometido.
“Acionamos esse equipamento para evitar transtornos para a população, principalmente nesse período de sazonalidade. Nas situações emergenciais, com as subestações móveis conseguimos reduzir o tempo de interrupções e restabelecer a situação mais rapidamente. Esse é um sistema que tem capacidade para receber a energia elétrica de alta tensão, converter para média e baixa tensão e distribuir para a cidade com segurança”, comenta Rodrigo.
Regional da Energisa MT em Rondonópolis chega a 1.000 dias sem acidentes
A coordenação regional da Energisa Mato Grosso em Rondonópolis, celebrou no dia 15 de setembro o marco de mil dias sem acidentes com afastamento. Ou seja, nem as equipes de campo ou internas tiveram um acidente sequer há sete anos. A regional da empresa, atende a mais de 240 mil clientes, contando residência, indústria e comércio em 19 cidades. Entre elas estão: Campo Verde, Jaciara, Juscimeira, Primavera do Leste. São quase 300 colaboradores diretos, além dos que trabalham em empresas terceirizadas, que também devem seguir as mesmas orientações.
O controle é rígido. Todos os anos são realizados mais de 250 cursos, presenciais e online. Além disso, são promovidas inspeções de campo que garantem a qualidade do serviço. De acordo com o coordenador de saúde e segurança da Energisa Mato Grosso, Victor Hugo de Amorim Oliveira, o comprometimento dos colaboradores é fundamental.
“A segurança se faz em três momentos. Um é você se cuidando, trazendo para si a importância de estar seguro, que vai voltar para casa para sua família, para o seu lar. O outro momento é cuidar do seu colega, observando se ele está seguro, se está seguindo as normas de ouro de segurança, usando equipamentos de proteção de forma adequada, se comportando de forma consciente. Além disso, ter a mente aberta para receber as orientações e aplicá-las’’, comenta Victor Hugo.
Empresa que mais emprega no estado
A Energisa Mato Grosso é a maior empregadora do estado, com mais de 2.500 colaboradores diretos. Em 2019, recebeu o renomado selo Great Place to Work, como uma das Melhores Empresas para se Trabalhar no Brasil. E neste ano foi mais uma vez bem avaliada, agora no ranking de 2021 do LinkedIn Top Companies. É a primeira empresa do setor elétrico brasileiro a ocupar uma posição na plataforma que reúne as 25 empresas mais desejadas pelos brasileiros para trabalhar e construir carreira.
“É um conjunto de coisas que quando a gente tem uma equipe conscientizada, o resultado vem. A empresa e os funcionários se dedicam todos os dias para fazer o melhor, o melhor dentro da empresa e para os nossos clientes. E a maior prova de que quando a gente se conscientiza de algo importante e se une para buscar esse objetivo, ele acontece e a gente é capaz de conquistá-lo, destacou Riberto José Barbanera, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, que comemorou com os funcionários a marca histórica de mil dias sem acidentes com afastamento.
Time que é campeão e exemplo
Um dos funcionários mais antigos da Regional Rondonópolis é o eletricista Benedito Dias de Campos Filho, 56 anos. Ele está na empresa desde 1991 e atua hoje em Alto Araguaia. O colaborador nunca sofreu acidentes e é uma referência no cuidado com os colegas. Com toda a experiência, Benedito conta como é importante o comprometimento de toda equipe. "A gente que é mais antigo de casa, está sempre conversando com o pessoal, mostra como é o serviço. É importante trabalhar com segurança, usando os equipamentos. A empresa também cobra bastante a segurança e a gente está sempre um fiscalizando o outro, em equipe".
Uma das dicas do colaborador para os colegas é sempre estar atento e trabalhar com equipamento de segurança. Não tentar correr, não fazer o trabalho com pressa e aplicar os equipamentos necessários. Seguindo essa mesma dica, Benedito continua construindo sua história e se tornando referência para os outros trabalhadores. "Estou fazendo parte dessas histórias. Para mim é um grande orgulho trabalhar aqui. Eu gosto da profissão, sempre me dediquei e trabalho com amor", conta.
Cicop, o Big Brother da Energisa, vai ganhar reforço
Uma distribuidora de energia deve estar permanentemente atenta às fraudes. Isso garante aos consumidores a qualidade no abastecimento e uma pressão menor sobre as tarifas. Além disso, ao monitorar pontos de ineficiência, a empresa atende a uma série de exigências feitas pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, e permite que haja recursos para investir em melhorias na rede.
Na Energisa, o assunto é levado a sério. O grupo conta com dois quartéis-generais que funcionam como uma espécie de Big Brother do consumo de energia. Graças ao desenvolvimento constante em novas tecnologias, o Centro de Inteligência no Combate às Perdas (Cicop) integra dados de diferentes áreas da companhia e consegue ter indicações dos locais de onde partem as fraudes no consumo.
Segundo Manoel Messias, gerente corporativo de proteção à receita da companhia, a empresa busca aumentar a assertividade na hora de mapear onde estão os fraudadores. Para isso, tem investido em inovação. Um dos projetos, que deve começar a sua versão de teste em Mato Grosso ainda em 2021, vai permitir fazer a análise das perdas a partir de aprendizado de máquina. É um método de análise que, por meio de algoritmos, podem reconhecer padrões não identificados e as correlações em dados brutos, que são agrupados e classificados. Ou seja, a máquina vai processar informações e fazer com mais precisão e velocidade o trabalho, com o mínimo de intervenção humana.
“Isso vai permitir construir os perfis de consumidores e comparar, por meio de simulações, com os que já foram inspecionados. Com o tempo, o algoritmo será cada vez mais preciso”, explica o gerente.
Olho nas perdas
As perdas representam um constante ponto de atenção para a distribuidora. Em março, elas chegaram a 14,21% (junho/21 fechou em 13,76%) em Mato Grosso e a 26,50% (junho/21 fechou em 24,98%) em Rondônia. A Energisa assumiu essa operação em Rondônia, antes estatal, há dois anos e meio, o que em boa medida explica o fato de ser a distribuidora número 1 em perdas com fraudes entre as 11 sob a gestão da companhia. Desde 2019, Rondônia conta com uma célula do Cicop (ligada à unidade da EMS), que também monitora as ações no Acre. O objetivo da descentralização é conhecer de perto os desafios, o perfil dos fraudadores e os tipos de fraudes, assegurando um direcionamento mais assertivo e rápido das ações de combate às perdas, a fim de assegurar o alcance da meta que é reduzir em 3,3% as perdas em Rondônia em 2021.
Em 10 de abril, a polícia civil prendeu em Porto Velho um homem quando estaria adulterando o medidor de energia de um apartamento. Fazer “gato” é crime. Em casos como o da capital, a equipe da Energisa pode substituir a caixa de medição por um modelo blindado, fechado com um travamento especial. Além disso, segundo Manoel Messias, existe um esforço da equipe para a regularização de instalações clandestinas. “As ligações clandestinas e os ‘gatos’ prejudicam o sistema elétrico, podendo causar a queda de tensão e acidentes fatais.”
Abrangência
O Cicop foi criado em 2008, em João Pessoa-PB, e após a aquisição das empresas do antigo Grupo Rede, passou a contar com uma segunda unidade, em Campo Grande-MS. Hoje, o monitoramento das distribuidoras da Energisa está dividido entre os dois núcleos, como explica o gerente.
Todo o trabalho do Cicop começa com o planejamento estratégico anual, com projeção para os três anos seguintes, para todas as distribuidoras do grupo, que permite apontar as ações necessária para uma trajetória de perda economicamente viável e abaixo do limite estabelecido pela Aneel.
No planejamento estratégico a equipe do Cicop identifica, por exemplo, a quantidade de inspeções presenciais e o tamanho das equipes que devem atuar no trabalho de campo. Cabe ainda ao centro definir a quantidade e quais as medidas de blindagem devem ser aplicadas na regularização dos clientes que fazem os conhecidos “gatos” nas instalações de energia. As medidas de blindagem tem como objetivo evitar a reincidência.
Análise de dados
Chegar aos possíveis fraudadores e acabar com os “gatos” só é possível graças à análise da base de dados da Energisa dos sistemas comerciais e técnicos da companhia. Com informações como nome, endereço, tipo de consumidor (residencial ou comercial), qual alimentador atende as unidades, é possível mensurar o nível de perda daquele segmento.
O uso de algoritmos permite o cruzamento de dados e o resultado vai apontar onde está ocorrendo algum tipo de anormalidade no consumo de energia. A partir daí, será gerada uma lista de inspeção para orientar as equipes de campo. “Hoje, essa taxa de assertividade é em torno de 38% e Rondônia está entre as melhores do grupo”, diz o gerente da companhia.
Olimpíadas: medalhistas da vela têm apoio da Energisa
Com representantes em 33 modalidades, o Brasil emplacou algumas conquistas nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Um dos destaques foi o bicampeonato das velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze, da classe 49er. A dupla, que repetiu o desempenho no Rio de Janeiro, há cinco anos, e ficou com a medalha de ouro, é patrocinada pelo Grupo Energisa por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.
A dupla Gabriel Borges e Marco Grael, que competiu na mesma classe, também conta com o patrocínio do Grupo Energisa e terminou a disputa olímpica na 16º posição. Os velejadores acumulam conquistas com o ouro do Pan de Lima e, mais recentemente, o Campeonato Sul-Americano da categoria, realizado em abril.
Em vídeo, as duas duplas deram um depoimento para a Energisa em que contam quais são os desafios na vida de um atleta olímpico.
Kahena e Martine lembraram da paixão pelo esporte e compararam à rotina de uma empresa, que exige de seus profissionais uma dedicação constante para acompanhar as transformações do mercado.
A seguir, o vídeo da dupla feminina da classe 49er:
Gabriel e Marco apontam o autoconhecimento como uma das estratégias para os atletas que querem ter sucesso no esporte. Isso permite entender melhor quais são as deficiências a serem superadas.
Confira abaixo o depoimento da dupla masculina da classe 49er:
O Grupo Energisa apoia uma série de iniciativas esportivas e sociais nas regiões onde atua, em especial junto a crianças e adolescentes. Em Mato Grosso, por exemplo, um dos projetos é encabeçado por um ex-atleta olímpico. Vicente Lenílson oferece por meio do seu instituto treinos de modalidades olímpicas para alunos carentes de Cuiabá.
Crianças, adolescentes, jovens e adultos
A Lei de Incentivo ao Esporte foi sancionada em dezembro de 2006 e viabiliza que recursos gerados pela renúncia fiscal sejam destinados a projetos desportivos e paradesportivos. O objetivo é ampliar o acesso da população a atividades esportivas, com o atendimento a crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos.
Atletas de alto rendimento, como as duplas de vela apoiadas pelo Grupo Energisa, também recebem suporte por meio dessa lei. Assim, podem participar de competições nacionais e internacionais. No atual ciclo olímpico - entre 2016 e 2021 - a lei permitiu a captação de recursos de 699 projetos voltados ao alto rendimento aprovados para captação de recursos, num total de R$ 640 milhões.
Investimentos da Energisa valorizam qualidade e inovação
Em 2021, o Grupo Energisa prevê investimentos da ordem de R$ 3,9 bilhões em suas diferentes áreas de negócios. Entre as 11 operações ligadas à distribuição de energia, que vão receber R$ 560,5 milhões, lideram em volume de recursos as unidades de Rondônia (R$ 150,2 milhões), Mato Grosso do Sul (R$ 123 milhões), Mato Grosso (R$ 89 milhões), Tocantins (R$ 56,5 milhões) e Paraíba (R$ 45 milhões).
No caso de Rondônia, que lidera como principal destino de recursos, entre as metas definidas estão a transformação da infraestrutura de alta, média e baixa tensão, com o objetivo de aumentar a oferta de energia e a melhorar a qualidade, além do incentivo ao acesso à energia por meio de programas como o Luz para Todos, o Mais Luz para a Amazônia e da regularização das instalações clandestinas.
As obras de financiamento de transmissão também serão destino de um volume importante de recursos, num total de R$ 833,8 milhões ao longo deste ano.
Os projetos ligados aos serviços 4D, como digitalização, descarbonização e transformação por meio de novas tecnologias receberão R$ 214,8 milhões. A Alsol Energias Renováveis, que prevê em seu plano de negócio a construção de 15 usinas fotovoltaicas em 2021, será o destino de R$ 173 milhões. Os projetos do Grupo Energisa na Amazônia Legal seguem relevantes no plano de investimentos. Até o final de 2021, os seis estados onde a empresa atua receberão R$ 2,6 bilhões.
Apenas a área de distribuição de energia da Energisa tem uma área de concessão de 2.034 mil km2, com o atendimento a, aproximadamente, 8 milhões de clientes. Somada, equivale a 24% do território nacional.
Descarbonômetro dá transparência à redução de emissões
A redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) está na pauta de prioridades de grandes governantes, consumidores, investidores e empresas que optaram pelo protagonismo na política de combate às mudanças climáticas. O tema faz parte da Agenda de Sustentabilidade do Grupo Energisa, que se comprometeu a buscar formas de reduzir suas emissões.
O primeiro passo do grupo, presente em 11 estados, foi o compromisso de desativação, até 2025, de 19 termelétricas a diesel, todas em operação na região Amazônica. Cerca de 400 mil pessoas, de 16 municípios, serão diretamente beneficiadas pela medida. Ganha também, só que de forma indireta, o Brasil, já que os efeitos das emissões de GEE refletem em todo o planeta.
Transparência
Outro avanço recente na política do Grupo Energia em relação à sustentabilidade foi o desenvolvimento do Descarbonômetro, disponível no site da empresa. A ferramenta digital permite dar mais transparência ao compromisso de desativação das termelétricas.
O Descarbonômetro é um tipo de relógio que informa, em tempo real, o volume de CO2 (dióxido de carbono) que deixou de ser emitido por conta do desligamento das termelétricas na Amazônia. A consulta ao recurso on-line pode ser feita de qualquer lugar do mundo.
Para concluir a desativação das usinas termelétricas, a Energisa vai investir R$ 1,2 bilhão. Ao final, o projeto terá desmobilizado um total de 169 MW - equivalente ao corte de 502 mil toneladas de CO2 nas emissões. Ganham o planeta e o bolso dos consumidores de todo o país, que terão uma economia anual de R$ 665 milhões.[OLHO]
A desativação das usinas termoelétricas será viabilizada por meio da construção de novas subestações de linhas de transmissão. Para mostrar na prática o compromisso com a pauta da sustentabilidade, a empresa decidiu que os traçados das linhas farão o desvio de fragmentos de vegetação. Além disso, equipes de biólogos, veterinários e arqueólogos acompanharão as obras.
Tema internacional
O tema da descarbonização é cada vez mais relevante nas grandes discussões internacionais. Em 31 de março, os principais líderes internacionais de energia e clima, representantes de cerca de 40 países, participaram da Cúpula AIE-COP26 Net Zero (Agência Internacional de Energia) formas de trabalhar em conjunto com o objetivo de reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa e cumprir as metas do Acordo de Paris.
O Net Zero Summit, co-organizado pelo diretor executivo da AIE Fatih Birol e pelo presidente da COP26 Alok Sharma, reuniu representantes dos ministérios de energia e clima de países como Brasil, China, União Europeia, França, Alemanha, Índia, África do Sul e Reino Unido. Também fizeram parte das discussões grupos da sociedade civil, empresas privadas e instituições governamentais.
Sharma foi incisivo ao pontuar o papel dos atores desse jogo. “É hora de o mundo passar de uma década de deliberações sobre a mudança climática para uma década de entrega. O Reino Unido incentiva fortemente os países a endossar os sete princípios da AIE para atingir o valor líquido zero. A Cúpula de hoje mostrou claramente a disposição de governos, sociedade civil e empresas de trabalharem juntos em cada setor emissor para fazer isso acontecer e manter a meta de 1,5 grau ao alcance.”
Digital Labs: nasce o primeiro centro de inteligência artificial do setor elétrico
Em live realizada em 29 de junho, o Grupo Energisa apresentou o Digital Labs. Trata-se do primeiro centro de inteligência artificial (IA) do setor elétrico, criado para acelerar a transformação digital da empresa. No biênio 2020-2021, devem ser investidos em inovação em torno de R$ 350 milhões.
O centro de excelência em advanced analytics e IA tem o objetivo de desenvolver tanto produtos e serviços para clientes quanto soluções de fomento do setor elétrico nacional. O espaço, com sede no Rio de Janeiro, servirá para fomentar a inovação, a criatividade, a troca de experiências entre colaboradores e também com parceiros e clientes. Além disso, o centro de pesquisa viabilizará a interação com todas as distribuidoras e empresas do Grupo Energisa.
Mediada pela jornalista Miriam Leitão, de O Globo, a live, transmitida pelas redes sociais da revista Época Negócios, trouxe como convidados Paulo Castro, professor e chefe do departamento Metodologias da Computação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Pepe Cafferata, sócio da McKinsey Brasil e o anfitrião Lucas Pinz, diretor de Inovação e Planejamento Estratégico da Energisa.
Para Pinz, as transformações no setor elétrico, nos hábitos do consumidor e na sociedade de uma forma geral, que se aproximam cada vez mais do universo digital, criam novas possibilidades de negócios – sejam produtos ou serviços - no ecossistema do qual fazem parte empresas, empreendedores e startups.
O diretor da Energisa exemplificou alguns recursos que vão ganhar ainda mais espaço com o Digital Labs. “Se imagine recebendo informações em tempo real sobre o seu consumo de energia, ou recebê-la com mais qualidade porque é possível fazer manutenção preditiva na infraestrutura de fornecimento energético. Na Energisa, conseguimos antever falhas que podem gerar grandes danos.” Como lembra Pinz, a IA já é uma ferramenta importante na prevenção de eventos e condições climáticas importantes para o setor.
O executivo ressalta que o futuro do setor elétrico depende de soluções inovadoras, com o uso de tecnologias e novas metodologias voltadas a estimular a agilidade e a criatividade dos colaboradores da companhia. “O Energisa Digital Labs representa a síntese da inovação que sempre esteve presente em nosso DNA”, afirma.
Outra missão importante do Energisa Digital Labs é o desenvolvimento de habilidades de ciência e engenharia de dados nas diferentes unidades de negócios da companhia. Isso será feito por meio da disseminação e da descentralização do conhecimento, além da valorização da cultura de inovação. Foi criada uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais com perfis complementares. Por exemplo, estatísticos, matemáticos, físicos, engenheiros, cientistas de dados, designers, arquitetos e desenvolvedores.
Além de contar com a equipe própria e desenvolver soluções para as diferentes atividades do grupo, o Energisa Digital Labs vai buscar parcerias. “Queremos estreitar conexões com principais players do mercado, incluindo startups e instituições científicas, sempre com a meta de gerar valor por meio da inovação, tanto para a Energisa, como para o setor elétrico brasileiro. Com o Digital Labs, estamos desenvolvendo novos produtos posicionados na vanguarda das tendências tecnológicas”, explica Pinz.
O trabalho será desafiador. Serão colocadas em prática iniciativas voltadas à melhoria da eficiência operacional, que permitam um ganho de experiência dos clientes e gerem novos produtos e serviços tanto para o mercado nacional quanto internacional. “Seremos cada vez mais uma plataforma de soluções energéticas, promovendo a digitalização, descentralização, descarbonização e a diversificação, habilitada pelo uso intensivo de inteligência computacional”, destaca o diretor da Energisa.
Assim como Pinz, Cafferata acredita que a IA será grande geradora de soluções e de negócios. Hoje, estima-se que o uso seja responsável pela geração de um valor entre US$ 8 e US$ 10 bilhões apenas no setor de energia. No cenário pós-pandemia, aponta o executivo da McKinsey Brasil, a mudança de comportamento dos consumidores vai acelerar novas demandas, assim como a preocupação cada vez maior com o uso de fontes renováveis e mais eficientes.
“O consumidor agora faz compras de um modo mais planejado, quer segurança, tem mais consciência e dá valor as ações sociais e a sustentabilidade. A casa passou a ser um lugar central para as famílias. Bem-estar e conforto ganharam importância. Além disso, há uma tendência de desurbanização. Isso tem impacto no mercado e a inteligência artificial pode ajudar”, explica Cafferata.
O sócio da McKinsey Brasil cita alguns recursos da AI. Por exemplo, a possibilidade de adaptar a oferta de energia de forma personalizada. No caso do gás natural, a IA permite fazer um mapeamento de hábitos, como a possibilidade de o cliente ter itens como fogão e aquecedores. Com isso, as empresas têm mais precisão na hora de disponibilizar seus serviços.
“Quanto mais acesso a dados, mais algoritmos e plataformas se tornaram possíveis. O setor energético é um grande gerador de dados, o que pode levar a descoberta de novos padrões e modelos de negócios”, acrescenta Castro.
Recentemente, o aplicativo Energisa On, foi apontado como o mais bem avaliado pelos usuários na plataforma Google Play Store entre todos os apps de distribuidoras de energia elétrica. A nota chegou a 4.5, numa escala que vai de 1 a 5 – superior à avaliação obtida por empresas que já nasceram no universo digital. O desempenho reforça outros dados aferidos pelo Grupo Energisa. A satisfação dos clientes tem crescido à medida que a empresa aprofunda essa relação.
A Energisa aumentou os investimentos em inovação e reestruturou a área de Experiência do Cliente. Com isso, além da boa avaliação no Google Play Store, a companhia conta com o reconhecimento pela qualidade em todos os seus canais de atendimento - com destaque para os digitais e o call center, demonstrada pela melhoria dos seus indicadores.
No caso do app Energisa On, foi preciso investir no seu redesenho, há cerca de dois anos, para melhorar a usabilidade do recurso digital. Toda a reformulação foi feita com base na experiência do cliente, demonstrada por uma pesquisa qualitativa. O resultado foi uma melhor navegabilidade, mais intuitiva e simplificada.
“O cliente dá uma consultoria de graça todos os dias para nós ao reclamar ou dar uma nota. Mas é preciso tratar essas informações de forma cirúrgica”, diz Danusa Correa, diretora de Experiência do Cliente do Grupo Energisa.
A digitalização de alguns atendimentos foi acelerada com a pandemia. Mas foi preciso acompanhar passo a passo a percepção gerada entre os consumidores porque, como lembra Danusa, não adianta tratar esse contato sob a ótica do digital. “Tem de ser com o olhar do cliente. Do contrário, se for apenas como uma imposição da organização, o digital pode ser tornar um aborrecimento”, acrescenta a diretora.
A jornada da Energisa trouxe resultados que confirmam sua assertividade. O NPS (Net Promoter Score (NPS), metodologia que mede a satisfação de um público em relação a uma marca ou empresa, avançou de 45%, em dezembro de 2020, para 54% em maio de 2021. Também houve recuo nas reclamações – retração de 37% entre o registrado no primeiro semestre de 2020 e o acumulado entre janeiro e maio de 2021.
Ter índices de aprovação tão altos representa um desafio constante, já que a empresa atua numa grande base de clientes. Nos primeiros cinco meses de 2021, a distribuidora registrou 29,7 milhões de interações entre todos os canais de atendimento. Em média, são 198 mil por dia. Ao todo, 22,9 milhões foram por meio dos canais digitais.
Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também mostram como a proximidade traz benefícios para o consumidor. A Energisa tem avançado nas posições ocupadas pelas suas unidades nos rankings do serviço Consumidor.gov.br, em particular o Índice de Satisfação do setor de energia elétrica dos últimos 30 dias. Entre as dez empresas com melhor nota, sete pertencem ao grupo. São as unidades de Mato Grosso do Sul, Sergipe, Mato Grosso, Tocantins, Rondônia, Paraíba e a da região da Borborema (PB), a primeira colocada e única a obter 5, a nota máxima.
Danusa ilustra o ajuste fino ao citar como exemplo o serviço de transferência de titularidade da conta. Era daí que vinha o maior número de interações abandonadas sem conclusão no canal digital. “Vimos que era um problema de processo. Hoje, 80% desse atendimento já é feito no digital.”
A ajuda do cliente é tão relevante que aqueles que dão nota zero para o atendimento são procurados pela Energisa para que detalhem a avaliação e assim mostrem caminhos para a melhoria.
Além de investir em inovação e na proximidade com o cliente, a Energisa passou a se posicionar como uma plataforma de serviços em vez de ser apenas uma distribuidora de energia elétrica. Como pilar dessa transição, o conceito Energia 4D - digitalização, diversificação, descarbonização e descentralização – que tem por trás o objetivo de se antecipar às necessidades de consumo.
Em agosto, a Energisa vai apresentar um novo projeto de agência virtual. Danusa conta que, durante o seu desenvolvimento, “quem falou como ia ser foi o cliente. É ele quem diz para a gente qual é a melhor forma de atender no digital”. A diretora acredita que a companhia conseguirá avançar não só na oferta de novas tecnologias, mas por meio da criação de outros modelos de relacionamento.
“A digitalização é um caminho sem volta. As empresas têm de passar por uma transformação digital se quiserem sobreviver. Isso é necessário porque cada vez mais o cliente quer se autorresolver. Se antes esse tipo de investimento era feito porque se buscava redução de custo, hoje é porque o cliente está pedindo”, resume Danusa.
Plano de obras da Energisa para 2021 avança e já tem média de 40% de execução
As principais obras do programa de investimentos de R$ 747 milhões da Energisa para 2021 terminaram o primeiro trimestre com uma média de 40% de execução. São 81 iniciativas entre novas subestações, linhões de alta tensão, aumento de cargas e melhorias em unidades já existentes. Todas estão voltadas para a melhoria da qualidade e o aumento da oferta de energia para Rondônia e quase um terço delas estão ligadas diretamente ao programa de substituição das nove usinas térmicas a óleo diesel que serão desligadas esse ano.
O gerente de Gestão de Projetos, Bernardo Salgado Moreira, explica que a média de 40% não significa que todas as obras estão no mesmo estágio. Há projetos, como o das novas subestações de Buritis, Montenegro e Bom Futuro, todos no entorno de Ariquemes, que já estão entrando na fase final. Nesses casos, para o início da operação, é importante que os novos linhões e toda a infraestrutura que vai desviar a energia para essas regiões estejam prontos.
“As três subestações têm cerca de 65% das obras já realizadas. Já os linhões têm média de 60%. Algumas infraestruturas complementares dependem da chegada de equipamentos e da liberação de unidades e áreas compartilhadas para obras, mas está tudo dentro do prazo”, garante.
Segundo o gerente da Energisa, a empresa acompanha todos os prazos, desde a aquisição de terrenos para novas subestações, liberação de faixas de servidão e licenciamento ambiental até a entrega de materiais que só serão instalados na etapa final. Muitas dessas iniciativas começaram no ano passado.
“A receita para tirar a obra do papel em meio a uma pandemia, seguindo todos os protocolos de saúde, com fortes chuvas e temporais em alguns meses e seca e queimadas em outros, é planejamento e gestão. Negociamos com centenas de fornecedores, proprietários de terras, órgãos públicos. Todas essas frentes são acompanhadas para evitar cenários adversos”, conta.
Para se ter ideia da grandiosidade do plano de obras, serão erguidas mais de 2 mil torres de energia de 20 metros de altura ao longo de 900 km, a mesma distância de Humaitá até Vilhena. Com isso, 24 localidades serão integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o mesmo que abastece de energia a maioria dos brasileiros, mas cuja falta de abrangência em Rondônia era compensada pela energia dos sistemas isolados, abastecidos por térmicas a óleo diesel.
De acordo com o cronograma, as subestações começam a entrar em operação no segundo semestre gradativamente. “Um plano de obras dessa magnitude é desafiante, mas estamos certos de que vamos concluir com êxito. Energia é um grande vetor de crescimento, para atração de empresas e geração de empregos. Sabemos o quanto isso é importante, especialmente no cenário de recuperação econômica pós Covid”, completa Moreira.
Road-show
A região de Ariquemes está recebendo mais de R$ 260 milhões em obras e melhorias da rede elétrica para aumentar a capacidade energética. O anúncio aconteceu durante o primeiro Road Show promovido pela Energisa, realizado nesta segunda-feira (17) de forma online, e considera dados de 2019 a 2021. O montante engloba também novas subestações, linhões e novas ligações de energia em Ariquemes, Bom Futuro, Monte Negro, Buritis e Campo Novo.
Filipe Lima, gerente de manutenção da Alta Tensão da Energisa, destacou que os investimentos permitem a instalação de novas indústrias, comércios e até preveem o aumento populacional. “Ariquemes e estado como um todo podem crescer, que a rede de energia elétrica vai suportar e viabilizar o crescimento. A gente já está vendo novas empresas se instalando nos municípios”, frisou.
Os primeiros resultados já estão perceptíveis à população que agora tem energia disponível por mais tempo, conforme completou o gerente de Assessoria e Planejamento, Bernardo Moreira. “Em Ariquemes, já houve melhoria de 63% no fornecimento, ou seja, cerca de 5 horas a mais quando comparado com 2019”, declarou.
Monte Negro é o ponto central para integrar Buritis, Campo Novo e o distrito de Santa Cruz ao Sistema Interligado Nacional de fornecimento de energia. O município recebeu R$ 66 milhões de investimentos para modernizar a rede elétrica. Já para Buritis são R$ 49 milhões e Campo Novo são R$ 18 milhões, de 2019 a 2021, sendo a maioria em expansão da rede elétrica para chegar até aos novos clientes e a construção de uma nova subestação que será energizada no segundo semestre deste ano.
Quando cheguei a Mato Grosso, há sete anos, perguntei a um colaborador nosso se devia usar “de” ou “do” ao mencionar o Estado. Recebi como resposta uma aula sobre a cultura e o orgulho dos mato-grossenses, esse povo caloroso que nos chama pelo nome e faz questão de saber mais sobre nossas origens, nossa história familiar e nosso compromisso de pertencer a esse lugar tão rico. Hoje, falo sem errar que a Energisa é de Mato Grosso.
Nos orgulhamos por gerar empregos e oportunidades para o mato-grossense, com boas perspectivas de crescimento profissional e de segurança. Mesmo com a pandemia, mantivemos todos os programas de capacitação para os colaboradores, que têm à disposição uma plataforma online com mais de 250 cursos à distância, por exemplo. Investir em gente dá resultado. Tanto que a Energisa é a única distribuidora de energia entre as vinte e cinco melhores empresas para se trabalhar no Brasil, de acordo com ranking organizado pela rede social profissional LinkedIn. Também, ganhamos o selo da Great Place to Work, reconhecida assessoria global que sinaliza as melhores empresas para o trabalhador.
Investimentos
Quando chegamos a Mato Grosso, assumimos o compromisso de contribuir para o desenvolvimento do Estado. Ainda existiam, na época, cerca de 20 mil famílias sem energia elétrica e agora, em 2021, concluiremos o atendimento a todos eles! Desde 2015, foram aplicados quase R$ 4 bilhões em Mato Grosso, sendo R$ 410 milhões somente no ano passado para levarmos energia de qualidade à população mato-grossense. Hoje 1,5 milhão de clientes são atendidos. Sabemos que cada um deles tem a sua história, seus anseios e desafios, por isso, nunca tratamos nossos clientes como um número.
Sempre buscamos saber mais da história das pessoas que recebem a nossa energia, como a Irailde de Souza Carvalho, que conheci quando a energia chegou em sua casa. A dona Nina, como é carinhosamente chamada, mora com o marido no bairro Boa Vista II, em Cuiabá, e trabalha fazendo quitutes. A Energisa entregou um kit de placa solar para ajudá-la nos preparos na cozinha e abastecer a bateria da bicicleta elétrica – outro presente da empresa. E foi bacana ouvir dela que a luz chegou para melhorar a vida da família. Isso é gratificante e nos apresenta um horizonte para não pararmos pois há muito mais por realizar.
Os investimentos da Energisa Mato Grosso também beneficiam a grande força econômica do Brasil atualmente: o agronegócio. Mato Grosso é o estado que mais exporta soja no mundo, e o país prevê expandir a produção agropecuária em 30% até o final da década. Mais de R$ 230 milhões foram investidos em obras para atender a demanda por energia no norte do Estado e garantir o crescimento futuro. Outros R$ 300 milhões foram destinados à região do Araguaia, o novo polo produtor do Estado. A Energisa também está trabalhando para conectar Guariba ao Sistema Interligado Nacional. É o último local de Mato Grosso que ainda não está interligado. Para isso, vamos investir mais de R$ 60 milhões.
Todos esses investimentos têm gerado frutos. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regulamenta o setor elétrico, a qualidade do fornecimento de energia em Mato Grosso está entre os 5 (cinco) melhores do Brasil. É um trabalho de ponta de mato-grossenses para mato-grossenses , a fim de manter um fornecimento com menos interrupções, faça chuva ou sol.
Energia do Bem
No início da pandemia, fizemos contato com associações e governos para entender como poderíamos ajudar o Estado nesse momento tão difícil. Dessas conversas, nasceu o movimento Energia do Bem, criado para implementar iniciativas em cinco frentes: cuidado com a saúde, assistência social, capacitação profissional, apoio à cultura local e incentivo a micro e pequenos empreendedores. Em um ano, mais de mil cestas básicas foram doadas pela empresa em Mato Grosso.
Além disso, o movimento realizou melhorias internas na rede elétrica no Hospital Metropolitano de Várzea Grande, doou respiradores e mais de 30 mil máscaras e criou informativos para orientar a população de 30 municípios sobre a covid-19. Hoje, diante da alta demanda, estamos focados na distribuição e no transporte de cilindros de oxigênio para unidades de saúde da capital e do interior.
A Energisa se orgulha de estar junto com o mato-grossense e deseja que os próximos aniversários de Mato Grosso sejam festivos, como a gente desta terra sempre foi. Porque a Energisa é ‘de’ Mato Grosso. E tudo isso vai passar.