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Energisa adquire participação em planta para produção de biometano Energisa adquire participação em planta para produção de biometano

Publicada em: 03/11/2025

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 COP30

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Brasil

Grupo Energisa adquire participação majoritária em planta para produção de biometano no Paraná

O Grupo Energisa concluiu, nesta segunda-feira (03/11), a aquisição de 52% da Lurean, empresa localizada em Carambeí, no Paraná, e que atua no tratamento de resíduos e comercialização do adubo orgânico. Com esta aquisição, será construída a segunda usina de produção de biometano da Companhia, com capacidade de produção de 28 mil m³/dia do biometano a partir da sua conclusão. O investimento total estimado para implantação da usina é de R$100 milhões e a previsão entrada em operação comercial é no 1T28. 

A transação fortalece a estratégia de diversificação de portfólio do Grupo Energisa, com ampliação da presença no segmento de biometano e biofertilizantes, além do reconhecimento como empresa de soluções completas em energia voltadas para demandas dos clientes por combustíveis de baixo carbono e o impulsionamento da economia circular sustentável nas cadeias produtivas agroindustriais. 

A Lurean se destaca pela localização estratégica, com proximidade de indústrias geradoras de resíduos agroindustriais, produtores agrícolas que demandam adubos e fertilizantes, além de grandes indústrias consumidoras de gás natural e que desejam descarbonizar a sua produção, adotando o biometano.  

“Entramos no mercado de gás natural e biometano em 2023 e, com a nossa experiência centenária em gestão de ativos, estamos contribuindo para o desenvolvimento do setor porque acreditamos que a matriz energética brasileira precisa se diversificar ao mesmo tempo que promovemos de forma segura, acessível e sustentável novas fontes usando todo potencial natural que dispomos. Assim como em todos os negócios em que o Grupo Energisa atua, buscamos escalar de forma segura e neste investimentos estamos incorporando a experiencias que adquirimos na nossa planta de Santa Catarina”, diz a diretora-presidente dos Negócios de Gás do Grupo Energisa, Débora Oliver. A usina de biometano da Agric, empresa que foi aquirida no ano de 2023, produzirá 25 mil m³/dia do biogás a partir do 1T26. 

A executiva destaca ainda que a ampliação da atuação do Grupo no mercado de biometano acontece em momento estratégico e pelo ótimo ambiente de negócios do estado do Paraná. 

Diretora-presidente dos Negócios de Gás, Débora Oliver

“O biometano é uma solução energética eficiente e sustentável e que ainda endereça um problema imenso do país, que é a gestão resíduos agroindustriais. Quando olhamos para o cenário nacional, vivemos o bom momento após a aprovação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Energias Renováveis que deve impulsionar ainda mais o mercado, e o Paraná nos atraiu por ser um dos estados que mais tem avançado nos estímulos à produção e consumo de biometano”, afirma.  

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Nova Tarifa social: Energisa explica como vai funcionar Nova Tarifa social: Energisa explica como vai funcionar

Publicada em: 04/07/2025

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 Comunidade

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Nova Tarifa social: Energisa explica como vai funcionar

A Medida Provisória 1.300/2025 ampliou o alcance da Tarifa Social de Energia Elétrica em todo o país, beneficiando cerca de 1,9 milhão de clientes de baixa renda nas nove áreas de concessão atendidas pela Energisa. A Aneel já regulamentou que a nova tarifa social começa a valer integralmente a partir de 5 de julho. De acordo com as novas regras, clientes com renda per capita de meio e consumo de até 80 KW/h terão isenção total da energia consumida e dos impostos federais. No caso de famílias indígenas, quilombolas, clientes de regiões que não são interligadas ao Sistema Interligado Nacional ou com direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nos dois casos, os clientes só serão cobrados pelo consumo de energia que exceder os 80 KW/h.

Condições da nova Tarifa Social?

  • Famílias com consumo de até 80 kWh por mês e reda per capital de até meio salário mínimo podem ter isenção total no consumo de energia. Mas a conta pode incluir ICMS e contribuição de iluminação pública, de acordo com as leis estaduais e municipais. 

  • Clientes com direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), famílias indígenas, quilombolas ou atendidos pelos Sistemas Isolados (SISOLs) só serão cobrados pelo consumo que exceder 80kwh; 

Quando começa a valer a atualização.

As atualizações começam a valer para contas emitidas a partir de 5 de julho, de acordo com as diretrizes da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Quem se enquadrar nos novos critérios e estiver com o CadÚnico atualizado pode começar a receber o benefício automaticamente, após a análise e confirmação dos dados.

Veja como aderir à Tarifa Social

A Tarifa Social é concedida automaticamente para as famílias que têm direito. Para receber, basta que a pessoa responsável pelo contrato de fornecimento de energia elétrica (aquela cujo nome está na fatura) esteja entre os beneficiados pelos programas de governo descritos acima. Portanto, não é necessário solicitar a inclusão à Energisa.   

É importante manter o cadastro atualizado para garantir o recebimento do benefício.  Mais informações acesse: https://ajuda.energisa.com.br/pergunta/tarifa-social-de-energia-eletrica/ 

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Autoleitura rural: energia no campo com controle e economia Autoleitura rural: energia no campo com controle e economia

Publicada em: 26/04/2023

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 Dicas e dúvidas

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Autoleitura rural: energia no campo com controle e economia

Mais de 33 milhões de pessoas vivem fora dos grandes centros urbanos do Brasil, em lugares muitas vezes de difícil acesso, que abrigam importante setor da economia do país: o agronegócio e a agricultura familiar. 

A energia é vital para o desenvolvimento e a qualidade de vida dessas pessoas e regiões. A Energisa sabe disso e há alguns anos, em uma relação de confiança e reciprocidade com as famílias e empreendedores rurais, vem incentivando a prática da autoleitura. Embora seja autorizada a fatura por média, a Energisa recomenda a prática da autoleitura para controlar o valor correto com base no seu consumo. 

– O maior benefício para o consumidor é que se naquele mês ele consumiu menos, ele também irá pagar menos, porque o consumo não será calculado por média, e sim pelo registro informado por ele. É fácil e rápido. Nos dias selecionados no calendário, ele vai até o medidor da sua propriedade, anota os números do visor e repassa para distribuidora pelos canais de atendimento – ressalta Jorge Selem, supervisor comercial da Energisa MS. 

O que é autoleitura? 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) determina que as distribuidoras de energia do país tenham a permissão para fazer a leitura do consumo desses clientes a cada três meses, face às grandes distâncias entre os consumidores nestas áreas rurais.  Ao mesmo tempo, para que o consumidor rural possa ter um controle mais justo e previsível do seu uso de energia, a ANEEL também permite que o próprio consumidor rural informe diretamente à concessionária o seu consumo de energia ao longo de três meses consecutivos, nas datas estabelecidas no Calendário Rural, que já está sendo distribuído. 

– Sabemos que algumas regiões começam o período de safra, o que pode elevar em alguns meses o consumo de energia e consequentemente o valor da fatura do cliente no mês em que não é possível realizar a leitura. Queremos nossos clientes satisfeitos e que paguem pelo consumo real, por isso estamos reforçando que o próprio cliente faça a leitura e informe diretamente à Energisa – destaca Luciano Lima, gerente de serviços comerciais da Energisa Minas Rio. 

Novo modelo do Calendário Rural 2023 

A Energisa expandiu a distribuição do Calendário Rural 2023, onde as datas específicas estão disponíveis, e ampliou os canais de comunicação com os clientes em algumas unidades como em Mato Grosso. A distribuidora inovou e este ano as famílias da zona rural da Energisa Mato Grosso receberam o Calendário Rural 2023 via e-mail e SMS. Este foi o primeiro ano do envio do calendário, por meio digital.  

“Ter essa consciência dos recursos naturais é muito importante. Por isso, a gente criou essa ferramenta já que a internet é uma realidade em muitas regiões agrícolas de Mato Grosso. Isso não quer dizer que o calendário impresso acaba. Ele vai estar disponível nas agências e para envio. A ideia é facilitar a vida do cliente,” destacou Gabriela Dias, coordenadora de leitura da Energisa Mato Grosso.  

O informativo criado pela Energisa traz orientações para que o cliente informe o consumo de energia mensalmente e garanta maior controle financeiro. O novo formato digital do Calendário Rural agiliza o envio e amplia a divulgação, além de impactar positivamente no meio ambiente com menor uso de papel. Ele também foi remodelado para trazer orientações sobre como o cliente pode fazer a própria leitura de forma simples, prática e segura. 

– Nós incentivamos essa prática para que o consumidor tenha o controle dos seus gastos. Ele não precisa de contato direto com o medidor. Basta que o consumidor visualize e anote corretamente os números disponíveis no visor do medidor e repasse essas informações para a gente, por meio de um dos canais de atendimento da empresa – explica Gabriela Dias. 

Além do incentivo à autoleitura, a Energisa orienta os moradores das áreas rurais a deixarem as porteiras destrancadas e manter os animais longe da área de coleta nas datas de visita do leiturista à propriedade. 

Atualmente são cerca de 700 mil consumidores rurais no Grupo Energisa. Mas vale destacar que outras classes de consumidores também podem realizar a autoleitura, em situações em que há impedimento para a leitura do medidor, como: portão fechado na ausência de pessoas no imóvel, imóveis desocupados, cães bravos soltos que impedem a aproximação do leiturista por questões de segurança. Nesses casos, automaticamente o sistema emite o faturamento pela média de consumo do cliente nos últimos 12 meses. Mas se o cliente estiver atento ao período que deve ser feita a autoleitura, ele pode informar à Energisa, evitando a fatura por média. 

 

CalendárioDescrição gerada automaticamente

Como realizar a autoleitura? 

Fazer a autoleitura é bem simples: até três dias antes da data da leitura (indicada na conta de energia), o cliente precisa informar à Energisa o número que aparece no visor do medidor/relógio de energia. 

O medidor possui um visor onde está disponível o consumo de energia. Sem tocar na caixa de medição, o cliente deve anotar os números e enviar a informação por um dos canais de atendimento da Energisa. Para os medidores que possuem duas sequências (canais) de leitura, como os de Unidades Consumidoras com Geração Distribuída e irrigantes, por exemplo, as duas sequências devem ser informadas. O cliente pode, ainda, enviar uma foto legível da leitura disponível no medidor de energia por meio dos canais digitais ou apresentar ao atendente, no caso do atendimento presencial.

– Para que o procedimento seja efetivamente cadastrado na Energisa, é importante fazer a leitura no dia certo, observando o número exato que aparece no visor do padrão de energia para evitar erros na emissão da fatura – ressalta o coordenador comercial da Energisa MS, Jonas Ortiz. 

O envio da autoleitura pode ser feito através do aplicativo Energisa On, da central de atendimento por telefone, site energisa.com.br, WhatsApp da Gisa ou, em último caso, pessoalmente na Agência de Atendimento. 

Para realizar a autoleitura pelo Energisa On, é necessário acessar o aplicativo com os seus dados, escolher a opção "Serviços", e depois o ícone "Informar leitura". Já para quem optar pelos serviços no site www.energisa.com.br, basta se cadastrar na Agência Virtual, clicar em "Sua Fatura" e depois "Informar leitura". 

Quem preferir a opção por telefone, pode conferir nos links  a seguir os números de atendimento da Energisa através do call center ou do WhatsApp da Gisa, que variam de acordo com a sua região. 

 

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Luz da dignidade Luz da dignidade

Publicada em: 24/02/2022

 Categoria:

 Sustentabilidade

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Mato Grosso do Sul

Luz da dignidade

Catavento automático. Roda de vento infinito. Brisa que liga. Sopro de alívio. Talvez sejam algumas dessas (e muitas outras) as definições que passam na cabeça de uma pessoa que vê pela primeira vez um ventilador. Eletrodoméstico a princípio simples, mas que, como a palavra anuncia, depende da eletricidade para funcionar. E esse aparelho, tão popular para a maioria dos brasileiros, pôde começar a levar seu refresco a quem agora tem tomada em casa para ligar graças ao projeto Ilumina Pantanal, da Energisa, que acaba de completar sua primeira fase.

Depois de beneficiar famílias de ribeirinhos e produtores locais, o projeto – desenvolvido pela Energisa em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul – chegou a comunidades indígenas incrustadas no Pantanal sul-mato-grossense que nunca tinham se deparado com alguns objetos, como o ventilador. É o caso da aldeia Uberaba, que até o ano passado, não possuía luz elétrica. Localizada no município de Corumbá, a 36 horas de barco da área urbana da cidade, a tribo passou a receber energia limpa e renovável proveniente de placas solares instaladas na região.

A chegada da eletricidade provocou grandes mudanças no cotidiano dos moradores, que agora não possuem apenas um ventilador para aplacar o calor, mas também iluminação para que cobras e aranhas possam ser encontradas à noite escondidas dentro das casas e geladeiras que ficam ligadas permanentemente para conservar os alimentos. O benefício foi rapidamente sentido pelo índio guató João de Souza, de 42 anos, que vive da pesca e foi o último cliente atendido pelo programa nessa fase.

– Antes eu gastava mais de R$ 500,00 em óleo diesel para manter o gerador ligado para armazenar os peixes, e agora não vou mais me preocupar com isso. Vou poder guardar e economizar – conta João. – Eu nunca pensei que fosse ter luz acesa em casa, fico emocionado com isso.

 

Foto colorida do índio João de Souza. Ele é pardo e aparece de máscara com a placa do cliente 2.090 ao fundo. João está com uma camisa clara e um boné marrom.
João de Souza, índio guató e o último cliente atendido nessa fase do programa

 

O programa, que teve sua etapa inicial concluída em fevereiro deste ano, tem como objetivo ampliar o acesso à energia elétrica contínua, limpa e renovável no Pantanal sul-mato-grossense. Ao todo, 2.167 unidades consumidoras foram beneficiadas pelo programa Ilumina Pantanal, sendo 77 famílias atendidas por rede de distribuição convencional, e 2.090 clientes por meio do SIGFI (Sistema Individual de Energia Elétrica com Fonte Intermitente), cuja fonte de energia é solar. O Grupo Energisa investiu R$ 134 milhões no programa, abrangendo os municípios de Corumbá, Aquidauana, Coxim, Ladário, Porto Murtinho, Rio Verde e Miranda.

 

 

Para concluir a etapa das aldeias indígenas pantaneiras, funcionários da Energisa levaram 10 horas de deslocamento de lancha para chegar à região, e os equipamentos precisaram de dois dias de viagem de barco.

– Ver o sorriso no rosto das pessoas é a maior recompensa que a gente pode receber pelo nosso esforço, pelo nosso suor. Isso faz tudo valer a pena – diz Heber Selvo, coordenador do projeto.

Cacique da Aldeia Uberaba, Osvaldo Correia da Costa foi um importante apoiador do Ilumina Pantanal, dando suporte à equipe da Energisa e fazendo a ponte entre a empresa e os moradores da comunidade indígena. Uma das maiores diferenças que sentiu ao receber eletricidade foi a sensação de segurança de toda a aldeia à noite. Acostumados a usarem lanternas para enxergar algum bicho na calada da noite, os moradores, até então, ficavam dependentes de um artigo de luxo, caro, de descarte difícil e que muitas vezes fica em falta na região: pilha.

– Agora é só levantar da cama e acender a luz – orgulha-se Osvaldo. – É uma sensação de dignidade. A gente paga o imposto igual ao homem branco, mas não tinha luz, não tinha energia. Agora vai ser bem melhor de se viver.

 

O cacique Osvaldo está um espaço aberto na aldeia com uma placa solar ao fundo. Ele usa uma camisa azul, adorno na cabeça e aparece sorrindo na foto.
Osvaldo Correia da Costa, cacique da Aldeia Uberaba

 

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