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Muito além da técnica Muito além da técnica

Publicada em: 18/10/2022

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Muito além da técnica

Numa manhã de novembro de 2021, o eletricista acreano José Maria Xavier, 50 anos, recebeu um chamado para fazer um atendimento a um morador de uma área remota do Acre, a cerca de 110 km da capital. Devido às fortes chuvas daqueles dias, a energia do cliente em questão havia caído. 

A chuva havia dado uma trégua e Zé Maria foi com mais cinco colaboradores até o local munidos de caminhonetes, quadriciclo e jipe 4x4. Os primeiros 80 quilômetros da estrada principal, asfaltada, foram percorridos tranquilamente. Mas quando chegaram aos ramais – estradas vicinais, estreitas e de terra –, o caminho que restava, de cerca de 30 quilômetros, complicou. A caminhonete não passava e o acesso só pôde ser feito de quadriciclo e jipe.

A energia do consumidor foi restabelecida com sucesso. O problema foi a volta. A chuva aumentou demais enquanto a equipe da Energisa fazia o conserto da rede do cliente. Na hora de retornar, os 30 quilômetros de ramal estavam todos alagados. 

– Era muita água! A gente teve que amarrar o quadriciclo com corda, fazer linha de vida (uma instalação de cabo de aço, fitas ou corda, que fica conectado ao cinto de segurança dos profissionais) para que a gente e os veículos não fôssemos arrastados pela correnteza – relembra Zé Maria.

O eletricista e sua equipe demoraram mais de 12 horas, a maior parte delas debaixo de chuva, para conseguir voltar a Rio Branco naquele dia. 

– Esse atendimento me marcou demais. Peguei resfriado e tudo. Mas o que ficou foi a nossa imensa satisfação de ter conseguido atender o cliente e resolvido o problema dele – diz Zé Maria. 

Ser eletricista no Acre, região amazônica, segundo Zé Maria, envolve muitos desafios: acessos difíceis e clima chuvoso e quase 70% da rede elétrica construída em áreas de muita vegetação. E como energia é um serviço essencial, a população fiscaliza e cobra mesmo. 

Há poucas semanas, outro episódio marcante na rotina de Zé Maria: ao chegar a uma residência sem energia, encontrou o cliente muito nervoso. O técnico disse que escutou o cliente, falou que não estava ali para discutir e sim para resolver a questão. Problema resolvido, o cliente foi da raiva à gratidão, fazendo questão de ligar para a ouvidoria e elogiar o profissional.

– Ele me abraçou, com lágrimas nos olhos, disse que estava a fim de briga e que o fato de eu não ter revidado fez com que ele se acalmasse. Aquilo me marcou. Saí muito satisfeito. O cliente tem seus motivos para estar daquele jeito, não sabemos. Temos que saber lidar com todos os tipos de emoções que encontramos com calma e gentileza.

O eletricista Zé Maria, da Energisa Acre

Muito além das aptidões técnicas que o ofício exige, equilíbrio emocional, foco, escuta e segurança são alguns dos atributos mais desejados hoje para uma contratação de um eletricista. É o que explica Andressa Nogueira, do RH da Energisa Acre, responsável pelo recrutamento e seleção de profissionais.

– Prezamos muito por uma pessoa que tenha um alinhamento forte com a cultura da Energisa: valorização da vida, da segurança e do cliente – explica. – Não rebater agressividade, ser assertivo, saber ouvir. E no caso específico aqui do Acre, precisamos de técnicos com disponibilidade para viajar ou morar em áreas remotas, cujo acesso é demorado numa situação mais emergencial. 

De acordo com Andressa, de 2021 até agora, o Grupo Energisa já contratou mais de 300 profissionais da área operacional, o que inclui todos os eletricistas. Muitos deles, bem jovens, recém-saídos de cursos técnicos. Alguns, inclusive, que têm Zé Maria como um exemplo a ser seguido.

– Muitos pedem pra sair a campo comigo, aprender, me chamam de tio, pedem conselhos – conta, orgulhoso, o eletricista. – Digo para eles: é preciso estar concentrado, saber abordar o consumidor, mesmo ele estando devendo. Ninguém sabe das dificuldades dos outros. E é preciso deixar bem claro que estão representando e empresa, é a reputação dela que está em jogo.  

Quando perguntado sobre a importância do Dia do Eletricista para ele, Zé Maria não titubeia:

– Ser eletricista é cuidar, proteger e trazer bem estar para as pessoas, tanto de um adolescente que, mesmo numa zona rural, quer ter o wi-fi dele, até uma dona de casa que precisa da geladeira. E afirmo: tenho muito mais alegrias do que momentos difíceis aqui na Energisa. Hoje, 90% dos meus amigos, fiz aqui dentro.

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Filme apoiado pela Energisa aborda papel das mulheres na história do B Filme apoiado pela Energisa aborda papel das mulheres na história do B

Publicada em: 14/10/2022

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Filme apoiado pela Energisa aborda papel das mulheres na história do Brasil

O longa-metragem “As Órfãs da Rainha” (2022), da diretora Elza Cataldo, ainda não foi lançado no Brasil, mas já conquista prêmios internacionais como o de melhor filme histórico da 14ª edição do Toronto International Women Film Festival. A obra, uma produção brasileira do Polo Audiovisual da Zona da Mata em Minas Gerais, realizada com o apoio do Grupo Energisa, conta a história das irmãs Leonor, Brites e Mécia, criadas sob proteção da Rainha de Portugal e forçadas a viajarem para o Brasil Colônia para casarem e formarem família. O objetivo era ocupar o novo território para a Coroa Portuguesa.

Convidamos a diretora para uma conversa com a engenheira eletricista da Energisa em Rondônia Aline Romero e a analista da ouvidoria também de Rondônia Luana Evangelista. Diferentemente das protagonistas do filme, as duas se deslocaram dos seus lugares de origem por escolha própria, em busca de oportunidades de crescimento profissional. Na conversa, mediada pela coordenadora de imprensa da Energisa, Renata Batista, as três fazem um paralelo entre os dois contextos e diferenças culturais, de clima etc. 

A cultura é muito vasta. São coisas que impactam nossas mudanças, vai agregando na nossa vida, tanto profissional quanto pessoal”, destaca a analista Luana Evangelista.

Elza Catoldo lembra que a história das protagonistas do filme é marcada também por violência de gênero e machismo. 

Um filme histórico só tem sentido se ele dialoga com o presente, só tem sentido se tem um canal de comunicação com as pessoas”, afirma. “Embora a gente possa pensar no século XVI tão distante, é tragicamente verdadeiro lembrar que a violência contra as mulheres, violência doméstica e a inserção das mulheres naquela micro sociedade, ainda tem muito paralelo com o que existe hoje no Brasil. O filme também dialoga com essa situação”, explica a diretora.

Confira o podcast:


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Filarmônica de Itabaiana: os acordes da inclusão Filarmônica de Itabaiana: os acordes da inclusão

Publicada em: 10/10/2022

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Filarmônica de Itabaiana: os acordes da inclusão

Em Itabaiana, interior de Sergipe, é mais comum um adolescente que saiba tocar um instrumento do que jogar futebol. Isso porque a cidade, a 54 quilômetros da capital, tem a música em sua essência. E a grande responsável por isso é a Sociedade Filarmônica Nossa Senhora da Conceição, cuja origem data de 1745, e que oferece formação musical gratuita para jovens da cidade e arredores, além de agregar uma dezena de grupos musicais – sendo o maior deles a Orquestra Sinfônica de Itabaiana, destino de muitos desses novos talentos sergipanos. 

A Filarmônica é um projeto importantíssimo para a cultura sergipana, que edifica e coloca a pessoa num lugar de destaque na sociedade no sentido de oferecer, através do caminho da música, um trabalho digno e importante para ela”, afirma o maestro Valtenio Alves de Souza, vice-presidente da Sociedade Filarmônica e regente da Banda Sinfônica da instituição.

Há 45 anos na instituição, Valtenio conta que o projeto social aceita crianças a partir dos 7 anos para o processo de musicalização através da flauta doce. Com cerca de 10 anos, os alunos já começam a fazer aulas com instrumentos adaptados para o tamanho delas, como violinos, violoncelos e tambores menores. 

Essa formação de base é o que possibilita, mais tarde, que o adolescente inicie as aulas de instrumentos como clarinetes, trompetes e oboés com uma bagagem grande já absorvida, para poder ingressar nos conjuntos da instituição.

Aula de música para crianças

Com patrocínio da Energisa, a Filarmônica é um exemplo de formação cultural no Brasil. Ao todo, o projeto já chegou a ter 600 alunos. Com a pandemia, houve uma evasão natural e, hoje, contam com 380 jovens em sala de aula – número que, segundo o maestro, está voltando a crescer. 

 A Filarmônica de Itabaiana guarda não só uma memória da música instrumental de Sergipe. Ela é patrimônio do Brasil. É importante que os brasileiros desta e de outras gerações entendam que é compromisso de cada um de nós apoiar instituições que priorizam a salvaguarda da nossa cultura. O Grupo Energisa tem esse compromisso e se orgulha em poder trilhar essa caminhada pela democratização da cultura através da inclusão de jovens nas aulas de música, na manutenção da própria orquestra e na formação deste repertório de novos talentos”, destaca Delânia Cavalcante, Coordenadora de Investimento Social da Energisa.

Ao todo, a Filarmônica de Itabaiana conta com 12 grupos musicais, entre eles, as bandas Infanto-Juvenil, Jovem e Sinfônica, e as orquestras Experimental, Preparatória e Sinfônica – ápice da música erudita, hoje com 60 integrantes, além de diversas formações de música de câmara, como o quinteto de cordas e o quarteto de saxofone. 

É lindo ver hoje músicos que tocam conosco em diversos grupos, como a orquestra sinfônica, ou que são nossos professores, que começaram no projeto ainda crianças. Isso nos enche de orgulho”, emociona-se o maestro.

Apresentação de banda da Filarmônica de Itabaiana

É o caso do sergipano Laedson Santos Souza, de 23 anos, contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Itabaiana. Nascido em Moita Bonita, município vizinho de Itabaiana, Laedson começou a aprender trompete aos nove anos em um projeto social no qual Valtenio lecionava. 

O trabalho de musicalização levou o jovem a descobrir, no início da adolescência, sua verdadeira paixão: os instrumentos de corda, mais especificamente, o baixo. Dono de um talento natural para a guitarra e o baixo elétrico, não demorou para que o maestro o convidasse para ter aulas de baixo acústico na Filarmônica.

Assim que começou as aulas, Laedson ingressou imediatamente na orquestra de cordas da Filarmônica, ainda aos 14 anos. Aficionado por jazz, o jovem músico mergulhou nos estudos do instrumento e, hoje, além de ser contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Itabaiana e dar aula de violão e guitarra na Filarmônica, também está se formando na faculdade de música da Universidade Federal de Sergipe, com um trabalho sobre as teorias musicais do jazz e do blues.

Foi no projeto social de Itabaiana que me descobri. A Filarmônica é um universo musical, permite que a gente aprenda um pouco de tudo, tenha diferentes experiências, funcionando como um verdadeiro oásis em Sergipe. Temos uma lutheria própria dentro da instituição, fabricamos nossos próprios violinos. Isso é algo raro. Ter entrado em contato com tantas possibilidades aqui dentro abriu meus olhos e fez com que hoje eu seja um estudante de música muito melhor dentro da minha formação acadêmica”, elogia Laedson.

Lutheria

Não à toa, os acordes do projeto são ouvidos em todos os cantos do país, onde diversas orquestras de peso, como OSB e Petrobrás Sinfônica, possuem instrumentistas oriundos de Itabaiana em seus quadros.

A importância dos conjuntos e bandas instrumentais de interior é gigantesca na formação dos músicos do país. Pode perguntar para a maioria dos músicos de orquestras brasileiras onde eles começaram: 90% vai dizer que foi numa banda ou grupo de sua cidadezinha do interior. E Itabaiana contribui muito para isso”, ressalta Valtenio.

Além do apoio à Filarmônica de Itabaiana, a Energisa também patrocina outro importante projeto na cidade: o Parque dos Falcões, santuário a céu aberto que abriga mais de 400 aves e é o único centro de criação, multiplicação e preservação de aves de rapina da América do Sul. Conheça esta história!

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Energisa apresenta crescimento no lucro líquido e expansão de investim Energisa apresenta crescimento no lucro líquido e expansão de investim

Publicada em: 16/09/2022

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Energisa apresenta crescimento no lucro líquido e expansão de investimentos

A Energisa apresentou os resultados do segundo trimestre de 2022, reportando um lucro líquido de R$ 989,7 milhões – um crescimento de 32,1% na comparação com ao mesmo período em 2021. No semestre, o EBITDA ajustado totalizou R$ 3, 6 bilhões, com incremento de 26% (R$ 758,9 milhões) em relação ao primeiro semestre do ano anterior.  

– O lucro e o crescimento da geração de caixa operacional, refletem a capacidade do Grupo Energisa de manter taxas de crescimento consistentes ano a ano, com retorno para os acionistas e foco na diversificação dos negócios, sem perder de vista a qualidade para os clientes – enfatiza Maurício Botelho, CFO do Grupo Energisa. 

Pelo 5º semestre consecutivo, as perdas totais de energia elétrica consolidadas mantiveram-se abaixo do patamar regulatório. Graças às medidas de combate a fraudes e furtos, 9 das 11 empresas do Grupo apresentaram reduções de perda no fornecimento em relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para a Energisa Rondônia e Energisa Acre, que reduziram 1,71 ponto percentual e 1,33 ponto percentual, respectivamente. 

– A Energisa Rondônia e a Energisa Acre, que assumimos em 2018, confirmam uma trajetória de redução consistente, iniciada no segundo trimestre de 2019. É fruto de ações estruturadas, como uso de ferramentas computacionais de última geração para seleção de alvos, monitoramento e gestão das ações de combate, ampliação da telemetria nos grandes consumidores, treinamento e aprimoramento das equipes de campo, além do investimento em medidas de blindagem que objetivam evitar a reincidência da fraude – completa Botelho.

Qualidade 

Dez das 11 distribuidoras estão com indicadores de qualidade (DEC e FEC) dentro do limite regulatório. Rondônia, que tinha um dos piores indicadores do país, alcançou o melhor resultado da série histórica tanto para o DEC quanto para o FEC. Em junho de 2022, o DEC foi de 23,30 horas alcançando uma redução de 8,42 horas em relação a junho de 2021. Já o FEC foi de 9,46 vezes, redução de 32,4%, equivalente a 4,53 vezes.

– É gratificante ver empresas como Energisa Rondônia e Energisa Acre, que assumimos há menos de 4 anos, batendo recordes na melhoria da qualidade. Enfrentamos condições climáticas adversas nesses e em outros estados, mas os indicadores são consistentes e refletem os investimentos em melhorias de rede e a intensificação dos planos de manutenção – afirma o CFO.

Tarifa social 

O número de cliente inscritos no cadastro da Tarifa Social de Energia Elétrica aumentou 8,2% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2021. O incremento é mais que o dobro do verificado no conjunto de clientes residenciais e reflete as medidas de automático da população com Número de Inscrição Social (NIS) e também da maior divulgação do programa pelas distribuidoras do Grupo. 

Eficiência operacional 

Os custos operacionais controláveis, que incluem pessoal, material, serviços e outros, tiveram aumento de 3,6%, abaixo da inflação do período. O aumento de 18,8% com materiais no trimestre, provocado principalmente pelo aumento dos custos de combustíveis e lubrificantes, foi compensado pela redução de custos de TI e Telecom e de honorários de serviços.  

– Temos frota espalhada por 15 estados, essencial para a qualidade dos serviços para os nossos clientes. A alta do custo dos combustíveis exigiu uma gestão eficiente dessa rubrica para que não houvesse nenhum impacto nas operações de manutenção e melhoria das rede – explica ele. 

Diversificação

Depois de lançar a (re)energisa, mais nova marca do Grupo, que consolida as operações de produtos e serviços para o mercado aberto de energia, o Grupo concluiu a aquisição da Gemini e arrematou o lote 12 do Leilão de Transmissão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Com isso, alcançou 12 ativos de transmissão, dos quais nove localizados na Região Norte do país, a de maior demanda por infraestrutura e segurança energética.

O investimento em geração distribuída pela (re)energisa alcançou R$ 139,2 milhões neste trimestre. A empresa detém capacidade instalada de 96,6 MWp com 33 usinas solares conectadas em 5 de agosto de 2022.

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Energia limpa, renovável e com economia Energia limpa, renovável e com economia

Publicada em: 15/09/2022

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Energia limpa, renovável e com economia

Imagine reduzir consideravelmente o valor da sua conta de luz, utilizar energia limpa e renovável e não precisar instalar nenhuma placa solar ou fazer qualquer manutenção? Pois isso já é possível em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, graças à chegada da (re)energisa nos dois estados que, junto com ela, traz a oferta inovadora da Assinatura Solar: uma maneira descomplicada e rápida de fazer parte de um mundo cada vez mais sustentável.

Para poder oferecer e viabilizar essa solução energética, a (re)energisa vem construindo no Centro-Oeste as chamadas fazendas solares – gigantescas áreas de painéis fotovoltaicos –, num investimento total de R$ 284 milhões nos dois estados, e uma capacidade 56,92 MWp de potência. Em 2022, já foram construídas duas fazendas solares em Mato Grosso e, agora em agosto, serão inauguradas mais algumas. 

Com foco no pequeno e médio empreendedor, a Assinatura Solar da (re)energisa contribui para que esses clientes obtenham valor significativo aumentando a competitividade, otimizando custos e criando novos fluxos de receita. O produto funciona da seguinte forma: o empresário faz a assinatura de uma fazenda solar, que disponibiliza parte da energia gerada para a concessionária deste cliente, fornecendo energia limpa para o estabelecimento. 

Desse modo, não é necessário comprar painéis solares, preocupar-se com instalação (como ter telhado para colocar as placas, por exemplo), armazenar a energia e esperar um tempo para o retorno financeiro. A economia é imediata, assim como a energia gerada. Além disso, o dono do estabelecimento ainda pode comunicar aos seus clientes que utiliza energia limpa em seu negócio. 

– Estudamos constantemente para ver quais as melhores regiões para entrarmos com o serviço de energia renovável, e Mato Grosso e Mato Grosso do Sul têm um enorme potencial – explica Gustavo Moreira, gerente de Inteligência Competitiva da (re)energisa, responsável pelos estudos de mercado e das arenas competitivas. – É importante que quando a gente entre num mercado, entre forte, com um parque de plantas solares considerável para termos ganhos de escala, ganho comercial, força de vendas e volume.

De acordo com Gustavo, o foco da (re)energisa no Mato Grosso está concentrado, basicamente, nas regiões centro-sul (onde fica Cuiabá e a região metropolitana da capital) e norte (área das cidades de Sinope e Lucas do Rio Verde, por exemplo). Juntas, as regiões representam 67% do mercado potencial. Já em Mato Grosso do Sul, onde o Pantanal ocupa ⅓ do estado, a (re)energisa mira nas regiões sudoeste (onde fica Dourados) e centro-norte (local de Campo Grande), que correspondem a 78% do mercado potencial.

– Mas a (re)energisa não está limitada aos estados em que a Energisa tem concessão. Temos um portfólio completo de soluções de energia para oferecer ao mercado e possuímos contratos em vários formatos em praticamente todo o território nacional. Com a assinatura solar, vamos entrar de forma mais ativa em vários estados, até cobrir todo o país – conta Gustavo.

Com mais de 100 anos de atuação no setor elétrico, o Grupo Energisa vem trabalhando para se consolidar pioneiro na transição energética do país. E a (re)energisa é a força-motriz na estratégia de diversificação dos negócios concorrenciais de energia elétrica do Grupo. É um ecossistema, no conceito one-stop-shop, de soluções energéticas. Ou seja, tudo que o cliente precisa em um só lugar, de um jeito único, integrado, conveniente e confiável.

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Ricardo Botelho, CEO da Energisa, comenta o destaque do Grupo em relat Ricardo Botelho, CEO da Energisa, comenta o destaque do Grupo em relat

Publicada em: 09/09/2022

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Ricardo Botelho, CEO da Energisa, comenta o destaque do Grupo em relatório da Fitch Ratings

EJ: O que a agência de rating Fitch comentou sobre o setor elétrico no Brasil em seu relatório de 15/08/22?

RB: A Fitch Ratings é uma das principais agências internacionais que atua com serviços de avaliação de crédito. Agora em agosto, eles lançaram um relatório analisando a situação do setor elétrico brasileiro sobre os aspectos de liquidez e desempenho econômico-financeiro. O podcast trata do relatório, no qual a Energisa obteve um excelente desempenho, com destaque de benchmarking em diversos indicadores.

EJ: O que é este rating, esta classificação?

RB: Rating é uma nota que as agências de classificação de risco de crédito atribuem a um país ou uma empresa, de acordo com sua capacidade de honrar uma dívida. Serve para que investidores saibam o nível de risco dos títulos de dívida que estão adquirindo. O rating é indicado com letras, que compõem uma escala de 'AAA' (mais alto) a 'D' (mais baixo). As empresas mais bem situados no rating são empresas que possuem melhor capacidade de se alavancar (contrair dívidas para crescer) e obter custos menores em suas dívidas. 

EJ: O relatório destaca que o atual cenário brasileiro tem sido de tarifas elevadas, com reflexo negativo nos níveis de inadimplência, consumo e perda de energia. Mesmo nestas condições, a Energisa se destacou. Por quê?

RB: Em três palavras eu diria: eficiência, desempenho consistente e foco no cliente. Estas características nos tornam mais preparados para enfrentar os efeitos adversos deste cenário que nos últimos dois anos foram excepcionalmente desafiantes com pandemia e crise hídrica. A Fitch comparou o desempenho dos 10 principais grupos brasileiros com atuação em distribuição, o que representa 97% do consumo de energia do Brasil. O Grupo Energisa se distinguiu positivamente ao converter mais de 60% da receita própria de distribuição em EBITDA no período de 12 meses até março de 2022. EBITDA é o lucro antes dos impostos, taxas de juros e depreciações, ou seja, o resultado que depende, de fato, da gestão da companhia. 

Como os preços de energia aos clientes cativos são definidos pela ANEEL, o bom desempenho de uma distribuidora é reflexo da capacidade que ela tem de controlar gastos gerenciáveis, evitar perdas de energia e a inadimplência. Claro que a boa performance também será resultado da capacidade da distribuidora de investir com eficiência em sua base de ativos, além de alcançar uma trajetória ascendente de consumo na sua área de concessão. Isto sem descuidar a qualidade no fornecimento da energia e no atendimento aos cientes, e oferecendo condições acessíveis aos clientes quando há atraso ou não pagamento da fatura. Os profissionais da Energisa estão de parabéns por mais este destaque setorial!

EJ: A Agência Fitch considerou vários critérios para a avaliação, qual deles você destacaria?

RB: O indicador de custos e despesas gerenciáveis (PMSO) do Grupo que foi de R$ 3,6 bilhões e ficou 10% abaixo do que a regulação nos permite gastar para prestar nossos serviços (PMSO regulatório), conforme indicado pelo “Delta PMSO”. Estes indicadores colocam o Grupo Energisa entre as cinco distribuidoras do ranking que souberam administrar os seus gastos mantendo-se no nível de eficiência recomendado. Mostra que conseguimos ganhar eficiência mesmo em cenário de inflação elevada. Essa eficiência é repassada para o cliente na hora na revisão tarifária, e para o investidor, porque aumenta o retorno sobre nosso investimento. É por esse fator, entre outros, que a margem de EBITDA sobre receita do Grupo Energisa, o principal indicador do relatório, se manteve na primeira posição do ranking de avaliação.

EJ: O relatório também avalia o crescimento dos mercados de energia. Qual o cenário nas concessões da Energisa depois de quase três anos de pandemia? 

RB: De 2015 a 2021, o crescimento médio foi de 1,9% ao ano, conforme indicou o critério “CAGR Mercado” (crescimento médio anual do mercado) avaliado no Relatório Fitch. Essa taxa é superior em 1% à média do setor elétrico de distribuição, de 0,8%, e bem acima do crescimento médio anual do PIB no mesmo período, de 0,3%. O consumo em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Tocantins, que conta com o bom desempenho do agronegócio, representa mais da metade do total e cresceu 2,9% ao ano no mesmo período.

EJ: Quais alertas que o Relatório traz e como o Grupo Energisa se posiciona para enfrentar esses desafios nos próximos anos?

RB: A tarifa segue sendo um item preocupante, apesar de movimentos recentes que reduziram as alíquotas de impostos e minimizaram reajustes graças ao uso de créditos tributários compensados e redução das alíquotas do ICMS promovido pela lei LCP 194/2022. Foi uma boa medida a redução do peso do ICMS, que vinha crescendo mais do que os outros componentes da tarifa (17,5%, em 2021, e este ano, até junho, antes da aprovação da lei no Congresso, 19,1%). 

Temos sinalizado a importância de acompanhar a evolução dos demais componentes de custos que não são gerenciáveis pelas distribuidoras, como encargos e subsídios. Ao longo de 10 anos, o principal encargo setorial a CDE subiu de R$ 6 bi para R$ 32 bi, ou seja, mais de 400% sendo que somente do ano passado para este, o aumento foi de R$ 8,2 bi. Este crescimento de subsídios lançados sobre as tarifas é disparado o maior fator de aumento das tarifas e a sua trajetória é insustentável. A Fitch aponta esses fatores e também o impacto de perdas de energia e da inadimplência, que poderão aumentar caso as tarifas permaneçam elevadas, apesar dos esforços de contenção. 

No mais, o êxito apontado pelo estudo da Fitch nos mostra que estamos no caminho certo! O caminho da eficiência operacional, garantida em grande medida pelo desempenho e talento dos colaboradores do Grupo Energisa, e que se reverte em menores custos (e tarifas) para o cliente e maior rentabilidade para o investidor.

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Mudança no layout da conta de energia dá mais segurança ao cliente Mudança no layout da conta de energia dá mais segurança ao cliente

Publicada em: 09/09/2022

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Mudança no layout da conta de energia dá mais segurança ao cliente

O modelo da conta de luz da Energisa vai mudar em todo o território nacional. Conforme determinação do governo, a fatura passa a ser um documento auxiliar de nota fiscal eletrônica, tecnicamente conhecida como NF3-e. Na prática, o novo layout reforça a segurança para o cliente na hora de fazer o pagamento, possibilitando o acompanhamento online da conta, em tempo real. Isso garante a confiabilidade das informações e do documento entregue ao cliente, evitando fraudes.

Mato Grosso e Rio de Janeiro foram os primeiros estados a ter a nova conta – a mudança aconteceu em junho e agosto deste ano, respectivamente. A partir de 1º de setembro, será a vez da Paraíba, do Paraná, Mato Grosso do Sul e Sergipe. Em outubro, Acre, Rondônia e Minas Gerais terão mudado sua conta; e em abril de 2023, o layout das contas de São Paulo e Tocantins será trocado.

Como vai ficar?

A primeira mudança será no alto da conta. Nele, terá uma faixa laranja com os dados da Energisa. Os dados da Unidade Consumidora (UC) virão logo abaixo. Esse número não muda. Já o nome do documento deixa de ser apenas Nota Fiscal, passando a ter descrito como DANFE Documento Auxiliar da Nota Fiscal. Além disso, haverá um novo QR Code, também na parte de cima. Posicionando a câmera do telefone nele, o cliente vai ter acesso às informações fiscais, enviados diretamente da base de dados do governo do estado. Esse QR Code também serve para que o cliente verifique se a conta que está recebendo é verdadeira ao conferir os seus dados.

Histórico de consumo e formas de pagamento

Todos os outros dados da conta, como histórico de consumo continuam na conta, logo abaixo dos dados fiscais. Mas é na parte final da fatura é que estão o QR Code para pagamento via PIX ou o código de barras. Ou seja, no QR Code de cima você conhece os dados fiscais da conta. No debaixo é para pagamento com PIX da Energisa, onde o cliente ainda pode concorrer a “Um ano de conta grátis”. Para saber mais sobre a nova conta, o consumidor pode buscas as agências ou um dos nossos canais. Todos estes meios foram reforçados para apoiar o consumidor.

Serviço:  

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Da usina à tomada: os desafios da área de transmissão da Energisa Da usina à tomada: os desafios da área de transmissão da Energisa

Publicada em: 19/08/2022

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Da usina à tomada: os desafios da área de transmissão da Energisa

Os investimentos em transmissão são parte importante da estratégia de diversificação dos negócios da Energisa. A atividade começou apostando nas sinergias com as operações de distribuição em estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e convergiu com a expansão para a região Norte, onde o negócio passou a vislumbrar a segurança energética da Amazônia, com aspectos de inclusão social e alinhamento com as iniciativas de descarbonização da matriz elétrica do bioma.

Fomos conversar com Gabriel Mussi, diretor-presidente de geração e transmissão, para saber como se deu esta evolução tão rápida para levar energia limpa a todo o país. Ele também conta um pouco sobre o papel da área de transmissão e os desafios futuros no Brasil em um cenário de transição energética. 

Como explicaria para um leigo, de modo simples, o processo de transmissão?

A maior parte da energia consumida pelo cliente residencial é gerada por grandes usinas hidrelétricas. Ainda que tenha um crescimento relevante de eólica e solar, é preciso fazer este grande volume de energia chegar até o pulverizado, ao varejo. Neste processo, o papel da transmissão é o transporte de energia de um ponto distante até um centro de consumo. Somos como a estrada dessa energia que transporta do atacado até um centro de distribuição no varejo. O centro de distribuição no varejo é a distribuidora, que vai receber essa massa de energia através da rede de transmissão e então pulverizar e distribuir para os clientes. Esse é o nosso papel enquanto transmissora: ligar a oferta à demanda.

Quando e como a Energisa iniciou a atividade de transmissão?

A Energisa começou a se movimentar neste sentido no início de 2017. Começamos analisando áreas que tinham interface com os estados do Brasil em que já estávamos na distribuição. Os dois primeiros empreendimentos foram então em Goiás, importante para o escoamento para MT e MS, e no Pará, escoando para MT e TO. Começamos com este olhar, mas ao longo do tempo percebemos que, como o sistema era todo interligado, alguns empreendimentos estruturantes de transmissão eram fundamentais para regiões do país, o que justifica a nossa forte presença hoje no Pará, Amapá e Amazonas. Apesar de não termos atuação na distribuição nestes estados, eles fazem parte de uma rede de escoamento importante para Rondônia e Acre, por exemplo, onde temos distribuição. Em junho deste ano, vencemos um leilão para a construção de uma linha de transmissão para suprir a região metropolitana de Manaus. Hoje, já somos um ator importante para a transmissão na Amazônia.

Quais são os maiores desafios da área de transmissão? 

Estamos voltando a investir em geração renovável, e a transmissão é quem faz o elo entre o negócio de distribuição e a geração. O ano de 2022 já iniciou com um leilão de tamanho relevante. Prevemos, nos próximos 4 anos, um volume substancial de investimentos neste setor, então, o primeiro desafio é se estruturar para conseguir participar desse processo de concorrência de empreendimentos. Isso exige capital e capacidade de execução, e, nesse sentido, nosso retorno é bem positivo. De 2017 até hoje, saímos de zero para um portfólio de 12 concessões e uma carteira da ordem de R$ 750 milhões de receita anual, um crescimento expressivo em 5 anos. Temos atuado com sucesso, mas precisamos manter essa constância. Outro desafio é conviver em um ambiente extremamente competitivo, principalmente no cenário inflacionário atual. A transmissão é uma atividade que tem uma dúzia de agentes, em constância de atuação e de sucesso nos leilões.

A quais características você atribui os bons resultados no negócio da transmissão de energia do Grupo?

Acho que temos um histórico bastante positivo de antecipação de prazo para a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) entre 12 e 18 meses. Nosso histórico de implantação é de muita eficiência. A Energisa é um grupo centenário que tem uma larga experiência de gestão de projetos. Trouxemos obviamente profissionais do setor, mas trouxemos, sobretudo, essa cultura da Energisa na implantação de grandes redes.

E de onde a Energisa controla toda essa operação de transmissão?

Temos o nosso Centro de Operação Integrado (COI) em Cataguases/MG do nosso braço de serviços  (re)energisa, que presta o serviço de operação e manutenção para todos os nossos veículos de transmissão e geração.

Colaboradores da (re)energisa sentam em estações de trabalho e analisam dados que estão no telão, à frente deles.

Como a área de transmissão se integra às estratégias do Grupo Energisa e auxilia na descarbonização?

Na transição energética, vamos ter que descontinuar muitas usinas térmicas de óleo diesel e inserir novas usinas de fontes renováveis, como solar e eólica. Para fazer essa mudança, é preciso ligar essas usinas aos centros de consumo. Só que o melhor recurso eólico e solar no Brasil está concentrado na região Nordeste, enquanto o maior volume de consumidores está nas regiões Sul e Sudeste. Então para transportar é preciso ter a estrada, que é a transmissão. Esse é um primeiro papel da transmissora neste cenário de transição energética. Além disso, uma característica das indústrias renováveis é que não há armazenamento do sol e do vento, diferente do armazenamento de água das usinas hidrelétricas. A energia solar só é gerada durante o dia, enquanto o vento é mais incidente à noite em muitas regiões no Brasil. Então as redes de transmissão se fazem necessárias para dar maleabilidade ao sistema: se há muito sol, despacha-se o máximo de energia da usina solar; quando começa a anoitecer, com o sol caindo, despacha-se o máximo da eólica com o vento soprando.

Pode nos contar algum caso de sucesso nessa trajetória da transmissão?

Temos um empreendimento no sul do Pará, uma região que era alimentada por usina térmica – um sistema isolado do ponto de vista da transmissão. Criamos um ponto de conexão de lá para a nossa distribuição do norte do Mato Grosso e do norte do Tocantins. Ou seja, no Pará, onde não temos distribuição, conseguimos criar uma interligação que fornece energia com qualidade e estabilidade para aqueles consumidores que são atendidos pela Equatorial Pará (ex-Celpa), a distribuidora local. Ficamos muito felizes pelo êxito do negócio, mas principalmente, por transformar a vida das pessoas, que é um dos propósitos da Energisa.

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À frente da Voltz, Daniel Orlean e Tiago Compagnoni contam como agrega À frente da Voltz, Daniel Orlean e Tiago Compagnoni contam como agrega

Publicada em: 12/08/2022

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 Energisa 5D

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Brasil

À frente da Voltz, Daniel Orlean e Tiago Compagnoni contam como agregam serviços financeiros ao portfólio de uma empresa de energia

A Voltz, primeira startup do Grupo Energisa, surgiu com o propósito de promover a inclusão financeira e digital de clientes das distribuidoras do grupo que estavam fora do sistema bancário. Hoje, a fintech evoluiu para uma plataforma de serviços financeiros, que oferece desde crédito para pagamento de contas a antecipação de recebíveis, ou até mesmo soluções de crédito para empresas. Na conversa a seguir, os principais executivos da Voltz contam um pouco desta trajetória e apontam os próximos passos da empresa.

Como é o desafio de criar uma fintech no setor elétrico? 

(D.O.) Tem sido uma experiência muito gratificante, porque é exatamente nesta diferença que estamos encontrando várias oportunidades de sinergia, de exploração do ecossistema. Não só capturar, mas trazer novidades e benefícios para os clientes. O foco é sempre o de oferecer a melhor solução para o cliente, independente de canal, região ou meio de pagamento utilizado. Essa estratégia de aprendizado – com bastante ciência de dados por trás – permite oferecer soluções diferenciadas de acordo com o perfil dos clientes. Temos aprendido, dia após dia, como fazer esta alavancagem.

(T.C.) O setor elétrico é um item de primeira necessidade – energia elétrica –, tem uma recorrência, todo mundo envolvido. A Voltz, como fintech do Grupo Energisa, está dentro de um ecossistema que tem R$ 30 bilhões de receita por ano, 8 milhões de contas para 20 milhões de pessoas. Para PJs, são R$ 6 milhões pagos a 20 mil fornecedores todo ano. Então, tem a oportunidade para conta digital para pessoas física e jurídica, crédito para o cliente e os fornecedores, parcelamento de conta. Temos dados de fornecedores para fazer análises de crédito de muita qualidade. É um ecossistema muito rico.

Em geral, as startup nascem do zero, e vocês construíram a Voltz dentro da Energisa. Como foi isso? O que diferencia a Voltz de outras fintechs

(T.C.) A Voltz adota um modelo chamado de venture building. Por experiências passadas, grande parte do trabalho dos fundadores de startup é garantir o os recursos financeiros para desenvolver a empresa, gerar receita e crescer muito rápido. Uma vez estando na Energisa, conseguimos trilhar um caminho, desenhar o um plano de trabalho. São as metas que, ao serem alcançadas, nos garantem os aportes financeiros. O principal valor que vemos nesse modelo é o não-financeiro, as sinergias que estamos aproveitando. Há uma massa de clientes e fornecedores com demandas que não conheceríamos se não estivéssemos dentro da empresa. Estamos entendendo as necessidades e desenhando produtos. Há então essa parte do investimento não-financeiro e também o investimento financeiro, que de certa forma está acompanhando, e assegura o olhar no longo prazo. 

(D.O.) Quando se está dentro de um ecossistema, é possível escolher os frutos maduros para gerar receita de forma sustentável. É possível trabalhar em linhas que não são tão rápidas, mas exponenciais. Temos uma curva que cresce rápido, mas depois fica num platô um certo tempo e então é possível utilizar esta receita para gerar produtos, como por exemplo a conta digital, ou produtos que não têm custo, mas depois vão trazer outros tipos de serviços correlatos, como crédito aos nossos clientes. Isso é bem relevante nesta linha de investimentos não-financeiros. A princípio não é financeiro, mas se transforma numa economia, tanto para a Voltz como para o Grupo Energisa. Dessa forma, é possível trilhar um caminho com calma, sem ser aquele empreendedor UFC, que tem que sobreviver até o próximo round, caso contrário terá que tomar decisões que não são as melhores no longo prazo.

Como a Voltz contribui para o crescimento sustentável, diversidade e inclusão, valores tão caros à Energisa?

(D.O.) Estivemos nas semanas que antecederam a inauguração do projeto da Vila Restauração (localizada na Reserva Extrativista do alto Juruá, no Acre), apresentando a Voltz para os moradores. Esse é um dos nossos muitos papéis. Somos a fintech de um grande grupo de infraestrutura, temos soluções de cidadania, como a conta digital e o cartão pré-pago para os clientes dessas localidades, como o crédito para clientes que precisam parcelar suas contas e os produtos de antecipação para fornecedores.

E o que a Voltz tem de novo para mostrar para essa população?

(D.O.) A Voltz nasceu dedicada a incluir financeiramente clientes do ecossistema de distribuição de energia através da abertura de contas digitais para pessoas físicas e jurídicas. Evoluímos para uma plataforma de serviços financeiros que oferece cartão de crédito (virtual e físico), crédito para pagamento de contas, antecipação de recebíveis e até soluções de crédito em operações estruturadas de fusões e aquisições, algumas trazidas por instituições parceiras, fazendo do aplicativo um marketplace financeiro, como a Magalu, a Amazon são no varejo. É uma posição privilegiada, em sinergia completa com um grupo forte como a Energisa, que atua em 11 estados brasileiros e detém 8,2 milhões de clientes cativos, em mais de 800 municípios, metade deles sem agências bancárias. Qual fintech pode dizer que tem mais de 800 agências no país? Em seu curto tempo de operação, a Voltz já operou, por suas plataformas, mais de R$ 500 milhões em crédito para fornecedores, originando desde a antecipação de recebíveis já performados até a concessão de crédito para cadeia de suprimentos com garantia de contratos futuros.

E como a Voltz se relaciona com os clientes da Energisa?

(T.C.) A Voltz atua no combate à inadimplência no Grupo Energisa, oferecendo crédito a clientes que têm contas de energia atrasadas. Por ser uma concessionária, a Energisa não pode oferecer parcelamento em prazos além do previsto pelas regras do setor, mas na Voltz, nós podemos parcelar a conta em até 24 vezes, fazendo caber no bolso do cliente. Desde que lançou seu produto de crédito para pagamento de contas em atraso, a Voltz, tem fechado uma média de 100 operações de crédito por dia, com tíquete médio de cerca de R$ 1.100,00. A parceria tem benefícios para os dois lados: a Voltz passa a ter acesso à carteira de clientes da distribuidora e o Grupo pode oferecer a seus clientes alternativas de crédito.

Como a Voltz pretende oferecer os seus serviços para outras companhias?

(T.C.) O que começou como um projeto de cunho mais interno acabou tomando um tamanho maior diante das oportunidades que se abriram. Nossa meta agora é ser a fintech de escolha de outras empresas do setor de utilities (como são conhecidas as fornecedoras de serviços básicos, como energia, água e gás). Por ser independente da Energisa, o nosso modelo de negócios permite a comercialização da plataforma com outras companhias. Já estamos em conversas preliminares com outras utilities, sobretudo dentro das áreas de concessão da Energisa. E a recepção da ideia tem sido positiva, porque estamos na frente e podemos desenvolver ofertas escaláveis.

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Energisa reafirma seu compromisso com a re-evolução energética Energisa reafirma seu compromisso com a re-evolução energética

Publicada em: 04/08/2022

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Brasil

Energisa reafirma seu compromisso com a re-evolução energética

A transformação energética global está em curso e a Energisa quer ser protagonista nesta fundamental mudança para o planeta. Em entrevista ao jornal O Globo, Ricardo Botelho, CEO do Grupo, defende que o Brasil aproveite seu potencial no aproveitamento de fontes limpas de energia para ser protagonista da transição energética. Para ele, o país tem potencial de atrair indústrias dispostas a produzir produtos sustentáveis para consumo interno e exportação.

Ele considera o lançamento da marca (re)energisa uma importante iniciativa do Grupo para se alinhar ao movimento de transição energética do país. Com o objetivo de renovar ideias e conceitos no setor, a (re)energisa pretende reafirmar o compromisso do Grupo com o futuro e a parceria com os clientes, ajudando-os no que chama de “re-evolução” energética dos seus negócios.

Confira abaixo as principais falas de Botelho ao jornal O Globo:

 

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